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ATENÇÃO: use o caso a seguir para responder às duas próximas questões.
Recém-nascido à termo (40 semanas), parto vaginal, apresenta, nas primeiras horas de vida, taquipneia progressiva com cianose e dispneia.
Radiografia de tórax evidenciou imagem hipotransparente difusa do hemitórax esquerdo, com desvio do mediastino para o lado contralateral. Na ultrassonografia obstétrica do terceiro trimestre, era observado derrame pleural esquerdo.
Assinale a opção que apresenta as características macroscópicas e laboratoriais da amostra coletada para diagnóstico no caso relatado.
Aspecto purulento, pH abaixo de 7,0, glicose abaixo de 40 mg/dL e lactato desidrogenase acima de 1.000 u/mL, proteína acima de 3g/dL.
Aspecto leitoso, contagem de linfócitos superior a 80% do valor sérico, dosagem de proteína superior a 5g/dL e triglicerídeos superior a 110mg/dL.
Aspecto sero-hemorrágico, incontáveis hemácias, pH de 7,4, glicose acima de 40 mg/dL.
Aspecto amarelo citrino, dosagem de proteína inferior a 3g/dL, colesterol abaixo de 40 mg/dL, pH 7,4.
Aspecto francamente hemorrágico, dosagem de proteínas e glicose não realizadas, pH 7,45.
A indicação de jejum pré-operatório em pacientes pediátricos tem como um dos principais objetivos reduzir o conteúdo gástrico antes da indução anestésica. Entretanto, o jejum prolongado acarreta diversas consequências clínicas e metabólicas, particularmente em pacientes pediátricos. Sobre o jejum pré-operatório em pacientes pediátricos, assinale a alternativa INCORRETA.
Crianças submetidas a jejum prolongado frequentemente experimentam irritabilidade, ansiedade, desconforto, mal-estar e atraso na recuperação cirúrgica.
O jejum causa depleção dos estoques de glicogênio e redução da gliconeogênese.
O jejum propicia piora do catabolismo com níveis mais elevados de corpos cetônicos e ácidos graxos.
Pacientes em jejum podem evoluir com hiperglicemia e resistência insulínica no pós-operatório.
A abreviação do tempo de jejum pré-operatório em pacientes pediátricos pode melhorar a resposta metabólica no perioperatório.
O recém-nascido apresenta características fisiológicas específicas, em seu metabolismo, que devem ser compreendidas para o correto manejo nas condições que demandem cirurgia.
Em relação ao equilíbrio hidroeletrolítico, no recém-nascido a termo, é correto afirmar que
a taxa hídrica basal no primeiro dia de vida é de 60 a 80 mL/kg/dia.
o aumento do volume urinário é percebido no primeiro dia de vida.
a capacidade de concentração de urina é elevada.
a secreção de sódio na urina é semelhante à do adulto.
a hipocalcemia geralmente está associada a hipermagnesemia.
No megacólon congênito, ocorre uma obstrução intestinal ao nível da porção agangliônica.
Assinale a opção que apresenta sua localização mais frequente.
Reto distal.
Porção reto-sigmoidiana.
Todo o cólon descendente.
A partir do cólon transverso.
A partir do cólon ascendente.
Paciente do sexo feminino, 9 anos de idade, apresenta tumoração cística na região cervical, linha média, móvel à deglutição. A ultrassonografia mostra cisto de 2 cm de diâmetro próximo ao osso hioide com debrís em seu interior. O tratamento cirúrgico mais adequado é:
exérese do cisto pela técnica de Sistrunk.
exérese do cisto e curetagem do osso hioide.
drenagem do cisto e antibioticoterapia.
marsupialização da cápsula do cisto.
exérese do cisto por via sublingual.
Recém-nascido do sexo feminino, 35 semanas de gestação, com gastrosquise. Exame físico: presença de um peel moderado sem qualquer malformação intestinal associada. À redução do intestino sob anestesia geral, a pressão intraperitoneal ficou em 8 mmHg. Qual a opção cirúrgica mais adequada?
Fechamento estadiado com Silo.
Fechamento primário de aponeurose e pele.
Fechamento apenas da pele.
Rotação de retalho para fechamento do defeito.
Utilização de tela para fechamento da aponeurose.
Micrognatia, glossoptose e fenda palatina, com possível prolapso da língua para trás, levando à obstrução das vias aéreas. O comprometimento respiratório pode levar à hipóxia, parada cardiopulmonar, hipertensão pulmonar e falha no desenvolvimento. Problemas de alimentação são comuns.
Esses achados caracterizam a
sequência de Pierre-Robin.
síndrome de Beckwith-Wiedemann.
microssomia craniofacial.
síndrome de Treacher Collins.
doença de Crouzon.
Em relação às duplicações intestinais, assinale a alternativa correta.
A maioria dos casos é toracoabdominal.
Mucosa gástrica ectópica é encontrada em 80% dos casos.
A maioria dos casos acontece no bordo antimesentérico do intestino normal.
A maioria dos casos apresenta comunicação com o intestino.
Duplicações císticas são mais comuns que as tubulares.
Sobre a má rotação intestinal, analise as assertivas a seguir:
I. O diagnóstico deve ser sempre suspeitado quando houver vômito bilioso associado à dor abdominal e instabilidade hemodinâmica.
II. Um achado ultrassonográfico suspeito é a posição anormal da veia mesentérica superior, à direita da artéria mesentérica superior.
III. O tratamento cirúrgico padrão é a cirurgia de Ladd.
IV. A complicação menos comum é a brida.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, apresenta quadro compatível com puberdade precoce. Tomografia de abdome mostra tumoração em glândula adrenal à direita de aproximadamente 3 cm no maior eixo. Qual a melhor estratégia terapêutica?
Ressecção completa do tumor, com cápsula íntegra e margens livres.
Quimioterapia cito redutora prévia e ressecção cirúrgica após a diminuição do tumor.
Radioterapia prévia e ressecção cirúrgica em um segundo tempo.
Biopsia percutânea com agulha fina (PAAF) para definir o tipo histológico.
Acompanhamento clínico e laboratorial, e nova tomografia em 3 meses.
Lactente feminina, de 3 meses, foi diagnosticada com atresia de vias biliares, tendo sido submetida a cirurgia de Kasai. Qual o fator mais importante para determinar o prognóstico a longo prazo da paciente?
Idade da paciente no momento da cirurgia
Presença de fibrose hepática avançada no momento da cirurgia
Sucesso na restauração do fluxo biliar após a cirurgia
Presença de anomalias congênitas associadas
Assinale a opção que corresponde à conduta mais adequada para o caso de uma criança de 6 anos que apresenta febre alta, dor desproporcional, edema e crepitações em coxa e sinais sistêmicos.
Drenagem com pequena incisão e curativos.
Desbridamento cirúrgico emergente + antibiótico de amplo espectro (cobrir estreptococo grupo A/anaeróbios/MRSA) + suporte intensivo.
Corticoide em altas doses isoladas.
Antibioticoterapia e aguardar delimitação.
Apenas oxigenoterapia hiperbárica.
Recém-nascido a termo apresenta desconforto respiratório logo após o parto. Exame de radiografia mostra hiperlucência difusa do lobo superior esquerdo, sem linha pleural, com desvio mediastinal para a direita. Transiluminação torácica negativa. Nesse caso, a melhor conduta inicial será
observação clínica, pois a a maioria regride espontaneamente.
intubação orotraqueal com ventilação delicada (evitar PEEP elevada), considerar intubação seletiva do lado contralateral e encaminhar para lobectomia após estabilização.
ventilação não invasiva (CPAP) em UTI neonatal.
bolsa-máscara com pressões altas para “recrutar” o pulmão hipoplásico.
drenagem torácica imediata, pois o quadro é de pneumotórax hipertensivo.
Lactente de 8 meses, previamente hígido, apresenta episódios recorrentes de choro súbito e intenso, com flexão de membros inferiores, alternados com períodos de aparente bem-estar. Evoluiu com palidez, letargia e eliminação de fezes com muco e sangue. Ao exame físico, encontra-se irritado, com massa palpável em hipocôndrio direito e ausência de alças perceptíveis em fossa ilíaca direita.
Nesse caso clínico, o exame de imagem inicial de escolha para confirmação diagnóstica é
o enema contrastado baritado.
a radiografia simples de abdome.
a ressonância magnética abdominal.
a ultrassonografia abdominal.
a tomografia computadorizada abdominal com contraste.
Caso um lactente com 3 meses de vida tenha hérnia inguinal direita redutível, a melhor conduta para este caso será
programar herniotomia inguinal eletiva precoce (breve), pelo alto risco de encarceramento em lactentes.
acompanhar até 1 ano.
usar suspensório escrotal.
usar tela de rotina.
aguardar encarcerar para operar.
Criança de 11 anos de idade apresenta dor abdominal há 24 horas, iniciada em região periumbilical e que migrou para fossa ilíaca direita, associada a febre baixa, anorexia e náuseas. Ao exame físico, observa-se dor localizada em fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal difusa. Exames laboratoriais revelam: leucócitos 14.200/mm³, neutrófilos 78%, proteína C-reativa 6,8 mg/dl.
Nesse cenário, a conduta mais apropriada consiste em
realizar ultrassonografia abdominal e indicar cirurgia em caso de piora clínica.
solicitar tomografia computadorizada para confirmar diagnóstico antes de decidir a conduta.
manter observação clínica com analgesia e repetir exames laboratoriais em 24 horas.
iniciar antibioticoterapia isolada, sem cirurgia, uma vez que não há sinais de complicação.
indicar apendicectomia como tratamento principal, considerando antibióticos isolados em situações específicas.
Menino de 7 anos, é trazido pelo pai ao pronto socorro por queixa de dor escrotal há 6 horas, relacionando à partida de futebol há 8 horas com trauma inguinal. Ao exame físico, nota-se tumoração escrotal dolorosa, endurecida, de coloração arroxeada, não sendo possível transiluminar, sem abaulamento inguinal à Valsalva. O diagnóstico mais provável é:
diagnóstico mais provável é:
Hidrocele comunicante.
Torção testicular.
Torção da hidátide de Morgagni.
Tumor testicular.
Criança de 6 anos de idade, com anemia falciforme, é submetida a uma colecistectomia por colelitíase sintomática. Durante o período pós-operatório, a criança apresenta febre, dor torácica e dessaturação progressiva. A radiografia de tórax revela infiltrado pulmonar bilateral. Nesse caso, qual é a principal hipótese diagnóstica?
Crise aplásica.
Pneumonia bacteriana.
Síndrome torácica aguda.
Tromboembolismo pulmonar.
Um recém-nascido do sexo masculino é avaliado devido à ambiguidade genital. O exame físico revela uma fenda escrotal mediana, micropênis e hipospádia perineal. Os testículos não são palpáveis na bolsa escrotal. O cariótipo é 46 XY. Qual é a causa provável dessa condição?
Síndrome de insensibilidade androgênica completa.
Hiperplasia adrenal congênita.
Deficiência de 5-alfa-redutase.
Disgenesia gonadal mista.
A obstrução intestinal neonatal é uma condição crítica que pode ser causada por atresias intestinais, doença de Hirschsprung ou má rotação. A abordagem pré-operatória adequada é fundamental para reduzir complicações e mortalidade. Em relação ao manejo pré-operatório da obstrução intestinal neonatal, assinale a opção correta.
A reposição volêmica deve ser iniciada apenas após a confirmação do diagnóstico por exame radiológico.
A aspiração nasogástrica contínua está indicada para descompressão do trato gastrointestinal superior.
O uso de antibióticos profiláticos não é necessário em pacientes sem sinais de peritonite ou infecção sistêmica.
A realização de enema opaco é sempre a primeira abordagem diagnóstica na suspeita de obstrução intestinal.