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Sobre as complicações pós-operatórias na cirurgia torácica, marque a alternativa CORRETA:
A torção de um lobo pulmonar após ressecção é complicação frequente e o tratamento envolve necessariamente ventilação com pressão positiva.
O quilotórax no pós-operatório é um evento relativamente raro e durante o ato cirúrgico é difícil perceber a lesão do ducto torácico, pois o paciente está em jejum.
A herniação cardíaca é uma complicação rara e usualmente fatal, ocorrendo apenas à esquerda devido às relações anatômicas do saco pericárdico com as estruturas adjacentes.
A síndrome pós-pneumectomia é uma complicação rara e, embora muito mais comum à esquerda, também pode ocorrer do lado direito.
Analise as afirmativas a seguir que dizem respeito aos cuidados pré e pos operatórios em cirurgias do tórax e assinale a alternativa correta.
I - A cessação do tabagismo mesmo poucas horas antes da cirurgia melhora a mobilidade ciliar, reduz as secreções e a árvore brônquica estará mais limpa no ato cirúrgico.
II - Em pacientes com bronquiectasia ou supurações pulmonares nos quais o volume de secreção é grande, deve ser feita a melhor toalete brônquica possível, principalmente com fisioterapia e fluidificação para que ao ser encaminhado ao centro cirúrgico, tenha a menor quantidade possível de secreção.
III- A espirometria sempre deve ser realizada em pacientes que serão submetidos a invasão da cavidade pleural, pois procedimentos realizados na cavidade torácica interferem na mecânica pulmonar e tendem a desenvolver alterações ventilatórias restritivas que podem estar mantidas por até 3 semanas no pós- operatório, tendo geralmente seu pico nas primeiras 48 horas após a cirurgia.
IV- A cirurgia torácica na maioria das vezes é potencialmente contaminada, pois pode haver abertura do trato respiratório e geralmente é locado um dreno torácico, assim, a profilaxia antibiótica deve ser instituída na indução anestésica e doses suplementares introduzidas a cada 2 horas até o término do procedimento.
V- A manutenção do antibiótico no pós-operatório é até a retirada do dreno.
Estão corretas as afirmativas:
II e III apenas
II e V apenas
II, III e IV apenas
I, II e III apenas
I, II, III e IV apenas
Analise as afirmativas a seguir que dizem respeito à estenose laringotraqueal e assinale a alternativa correta.
I. A principal etiologia tanto em adultos quanto em crianças é a intubação orotraqueal e pode ocorrer mesmo após curtos períodos de intubação, como após um procedimento anestésico comum.
II. A etiologia idiopática é rara, mais comum em mulheres com doença reumática sem história de intubação traqueal e só pode ser atribuída quando todas as demais causas de estenoses foram excluídas.
III. A classificação das estenoses é observador dependente, por isso, a reavaliação endoscópica do paciente deve ser feita preferencialmente pelo mesmo examinador.
IV. As principais classificações das estenoses laringotraqueais são as propostas por McCaffrey que variam de grau I a IV de acordo com o percentual de obstrução e Cotton-Myer que variam de grau I a IV de acordo coma extensão craniocaudal.
V. As opções de tratamento endoscópico das estenoses incluem as modalidades: dilatação mecânica, eletrocauterização, laser de dióxido de carbono, cauterização com bisturi de argônio, crioterapia, terapia fotodinâmica e braquiterapia.
Estão corretas as afirmativas:
I e II apenas
I, II e IV apenas
I, III e V apenas
I, II, III e IV apenas
I, II, III, IV, V
Indicadores de saúde são utilizados para avaliar as condições de saúde de grupos populacionais e acompanhar sua evolução ao longo do tempo. Um dos indicadores mais largamente utilizados como “resumo” dessas condições tem sido a taxa de mortalidade infantil, que se encontra dividida em dois componentes de acordo com a idade na qual tenha ocorrido o óbito. Um componente, que é mais tardio, é mais sensível às condições socioambientais. O outro componente é mais precoce e mais dependente das condições associadas ao parto e aos cuidados prestados ao recém-nato.
Esses componentes são, respectivamente:
neonatal precoce; perinatal
posneonatal; neonatal
perinatal; posneonatal
posneonatal; perinatal
neonatal; posneonatal
Para a cirurgia do abscesso descrito na questão anterior(35), na ausência de um tubo de duplo lúmen, deve-se posicionar a paciente em:
decúbito dorsal.
decúbito lateral direito.
decúbito ventral.
posição de Folwler.
posição de Kraske.
Paciente jovem dá entrada na emergência com quadro taquidispneico, cianótico, com sudorese profusa, hipotenso, saturando a 70% em ar ambiente. Vem sentindo dor torácica súbita há cerca de 2 horas. Ao exame com hipertimpanismo em hemitórax esquerdo, constata-se ausência de ruídos adventícios e murmúrio vesicular abolido desse lado.
Após suporte com oferta de O2, a conduta a ser seguida é a seguinte:
toracocentese
videopleuroscopia
drenagem pleural
toracotomia exploradora
acompanhamento clínico
Paciente em avaliação clínica de massa pulmonar em lobo superior direito, sem contato com estruturas adjacentes, realizou broncoscopia sem evidências de lesão, lavado e escovado negativos para malignidade, seguiu com punção da lesão com diagnóstico de adenocarcinoma. Realizou PET-CT com captação apenas na lesão pulmonar. Seguindo ao estadiamento clínico-radiológico, a sequência seria:
lobectomia e quimioterapia neoadjuvante.
mediastinoscopia e lobectomia.
quimioterapia e radioterapia adjuvantes.
quimioterapia neoadjuvante e mediastinoscopia.
radioterapia e lobectomia.
Dentre as causas de pneumotórax espontâneo, aquele que se caracteriza como primário é o relacionado à:
endometriose.
pneumonia.
bolhas subpleurais.
SIDA.
enfisema bolhoso.
Uma paciente de 38 anos com diagnóstico de adenocarcinoma de reto, tratando-se há cerca de um ano em quimioterapia, seguida de ressecção pélvica R0, apresenta-se em consulta de revisão com dois nódulos pulmonares em lobo inferior direito.
Sabendo-se dos benefícios da ressecção de doenças metastáticas pulmonares, um outro tumor que NÃO se presta ao tratamento com ressecção de metástases ou doenças oligometastáticas pulmonares é o
sarcoma
hepatocarcinoma
linfoma
melanoma
adenocarcinoma pulmonar
Paciente com lesão mediastinal anterior, infiltrando orgãos adjacentes, com presença de lesões pleurais concomitantes, captantes ao PET-CT, realizou biópsia por agulha, sugerindo carcinoma tímico.
Utilizando-se a classificação de Masaoka, esse paciente, com o quadro descrito anteriormente, é enquadrado no estágio de doença
I
II
III
IV a
IV b
A finalidade da pleurodese na doença oncológica metastática pleural NÃO é
tratar a dispneia e esterilizar a cavidade pleural, permitindo a cura oncológica.
controlar a dispneia do paciente e permitir uma melhor condição clínica para tratamento.
evitar o encarceramento pulmonar tardio desses derrames recidivantes.
controlar a progressão da doença oncológica, permitindo tratamento adjuvante.
dar conforto clínico ao paciente, fora das possibilidades do tratamento adjuvante.
Um paciente de 52 anos, etilista e tabagista de longa data, com diagnóstico de carcinoma escamoso do esôfago, foi submetido à ressecção com abordagem trans-hiatal. No terceiro dia de pós-operatório, é identificado um derrame pleural à direita, até o terço médio, sem repercussão clínica. Submetido à toracocentese, evidenciou-se saída de líquido pleural de aspecto leitoso, com as seguintes características bioquímicas iniciais: pH = 7,8; LDH = 283; glicose = 91; proteínas = 5,8; com citometria 92% linfócitos e 8% PMN e colesterol total 250.
Diante do quadro descrito, a hipótese diagnóstica e a melhor conduta no momento são, respectivamente,
dieta zero por 21 dias e observação do débito da drenagem torácica.
dieta com triglicerídeos de cadeia média e observação da drenagem até 14 dias.
dieta com restrição proteica e manutenção em aspiração contínua até baixar débito do dreno.
dieta com restrição de gorduras e retirada do dreno com uma semana, independente do débito.
dieta oral livre e observação da drenagem durante período de uma semana para definição cirúrgica.
Nos pacientes que se apresentam com derrame pleural neoplásico recidivante, a pleurodese é uma opção terapêutica bem estabelecida para controle dos sintomas.
Em casos dessa natureza, quando se identifica encarceramento pulmonar, é indicação factível o seguinte procedimento:
cateter implantável de longa permanência com drenagem intermitente
drenagem fechada em selo d’água prolongada
toracostomia com pleurodese, talc slurry
toracotomia com pleurectomia
VATS com pleurodese talc poudrage
Na investigação etiológica do derrame pleural, qual é a rotina inicial a ser seguida?
Broncoscopia e toracocentese
Videopleuroscopia com biópsia pleural
Toracocentese e biópsia pleural
Toracocentese e drenagem
Toraconcentese de alívio e fisioterapia respiratória
O estereótipo do paciente com pneumotórax espontâneo primário é o jovem do sexo masculino, longilíneo, fumante e previamente saudável.
A causa mais comum dessa doença é a ruptura das chamadas blebs, e o processo histopatológico envolvido nesses casos é o seguinte:
Destruição da parede alveolar em parênquima pulmonar cronicamente inflamado.
Degradação de fibras elásticas — elastólise —, com envolvimento de neutrófilos e macrófagos.
Exercícios físicos, mudanças na pressão atmosférica e fumo.
Lesões císticas consistindo em espaços subpleurais preenchidos por exsudatos eosinofílicos, organismos oportunistas (P. jiroveci), material fibroso e macrófagos.
Defeitos congênitos diafragmáticos que permitem que o ar do abdome alcance a cavidade pleural.
Empiema pleural pode ser definido pela presença de pus na cavidade torácica.
Constitui entidade clínica frequente na prática médica diária, sendo didaticamente dividido em fases, a saber:
inicial ou pneumônica; intermediária; crônica ou pleural; terminal
compensada inicial; descompensada; infecciosa; crônica ou grave
leve ou inicial; moderada ou intermediária; avançada; crônica
exsudativa ou aguda; fibrinopurulenta ou de transição; de organização
transudativa ou inicial; exsudativa intermediária; crônica ou avançada
Um homem de 65 anos, submetido à lobectomia superior esquerda por carcinoma, continua a apresentar um pequeno espaço aéreo apical após 12 dias do procedimento. O tubo de drenagem intercostal não apresenta borbulhamento e, após ser pinçado por 24 h, não houve alteração no espaço aéreo.
A conduta adequada, nesse caso, será
retirar o dreno e intensificar a fisioterapia respiratória.
realizar a toracoplastia das três primeiras costelas.
aumentar a aspiração no tubo de drenagem para -50 mmHg.
colocar novo dreno torácico.
transformar a drenagem fechada em drenagem aberta.
A melhor forma de tratamento para um recém-nato em estado crítico devido a enfisema lobar congênito é a
drenagem intercostal
ventilação assistida
broncoscopia
toracocentese de repetição
ressecção pulmonar de emergência
Entre os tumores do mediastino posterior, aquele que se apresenta maligno na primeira infância, com involução para benignidade, é o
timoma
neurossarcoma
neurelemoma
neuroblastoma
paraganglioma
Segundo o estudo da EACTS descrito na questão anterior (30), tendo por base as evidências científicas, é recomendado para derrame pleural em associação com sépsis ou doença pneumônica.
Proceder à toracocentese terapêutica repetida como alternativa à colocação de dreno torácico ou a procedimento de CTVA precoce.
Nas fase 2 e 3, realizar o desbridamento cirúrgico ou decorticação, por existir um comprovado benefício sobre a drenagem pleural isolada.
Utilizar fibrinóliseintrapleural em todos os pacientes, pela facilidade cirúrgica decorrente do uso da CTVA.
Não utilizar CTVA nos casos em que necessite decorticação, pela dificuldade técnica para a realização do procedimento.
Proceder à toracotomia aberta quando for tratar o empiema em crianças, pois a CTVA ainda não é um método seguro e eficaz no público pediátrico.