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A respeito do trauma torácico fechado e da contusão pulmonar, assinale a alternativa correta.
A ausência dos sons cardíacos pode indicar a presença de hemotórax e pneumotórax associados.
Nos traumas mais severos, há hemorragia intra-alveolar, entretanto não há hemorragias nos espaços intersticiais, tampouco edema intersticial.
Nos traumas leves, pode haver apenas edema intersticial, não podendo existir hemorragia.
Deve ser administrado oxigênio suplementar buscando manter uma PaO2 entre 45 mmHg e 55 mmHg.
O exame de imagem de primeira escolha é a tomografia computadorizada de tórax, que é o único exame que permite o diagnóstico. A radiografia de tórax mostra-se absolutamente inútil para o diagnóstico e o acompanhamento.
Acerca de estadiamento conforme sistema TNM e tratamento do carcinoma brônquico, assinale a alternativa correta.
A radioterapia é o único tratamento potencialmente curativo.
A cirurgia tem indicação reservada apenas aos tumores que não estão confinados no pulmão.
Conforme o sistema TNM de estadiamento, T3 trata-se de tumor com até 3 cm no maior diâmetro, envolto por parênquima pulmonar ou pleura visceral, não visualizável na endoscopia.
Conforme o sistema TNM de estadiamento, N2 representa metástases em linfonodos mediastinais ipsilaterais e (ou) subcarinais.
Em T2, a lobectomia simples, com ou sem alargamentos, e a ressecção em cunha estão absolutamente contraindicadas, principalmente, pela ineficiência dos métodos e pela dispersão de implantes.
No que se refere ao escape de ar prolongado (fuga aérea), assinale a alternativa correta.
Os pacientes submetidos à ressecção de parênquima pulmonar podem apresentar escape aéreo no período pós-operatório, sendo que, quando esse acontece, necessita de correção imediata.
O uso de grampeadores mecânicos, com ou sem proteção, e cola biológica são contraindicados nos procedimentos, pois aumentam consideravelmente o escape aéreo nas ressecções pulmonares.
Embora sejam complicações importantes, a combinação de escape aéreo e espaço pleural residual não constituem fatores de risco para empiema pleural pós-operatório.
A toracotomia é a primeira opção de tratamento, em vista da ineficácia do tratamento conservador.
Dois drenos pleurais devem ser colocados quando houver perspectiva de escape de ar no pós-operatório.
Com relação à avaliação pré-operatória e aos procedimentos adicionais à avaliação inicial, assinale a alternativa correta.
Os pacientes que apresentam doença isquêmica coronariana têm risco aumentado de infarto do miocárdio perioperatório.
Os pacientes com angina estável leve têm altos níveis de complicações cardiológicas, em torno de 70% a 80%.
Aos pacientes com cardiopatia isquêmica a cintilografia miocárdica com dipiridamol-tálio 201 não tem utilidade na detecção de doença coronariana, além de ser exame contraindicado.
Com relação à insuficiência cardíaca, a investigação dessa comorbidade no pré-operatório pode ser realizada por meio de ecocardiografia e ventriculografia radioisotópica.
Extrassístoles ventriculares em paciente que apresenta doença cardíaca isquêmica ou miocardiopatia não são consideradas como fator de risco para complicações cardíacas.
A respeito das atelectasias como complicação pós-operatória, assinale a alternativa correta.
Trata-se de complicação respiratória mais rara, significando complicação em até 2% dos casos de ressecção pulmonar.
As primeiras 24 a 48 horas constituem o período de maior risco para o seu desenvolvimento.
A relevância clínica da atelectasia independe da sua extensão e da função pulmonar prévia do paciente.
Ao exame físico, encontram-se bradipneia, dispneia, aumento do murmúrio vesicular do lado afetado e imobilidade da parede torácica ipsilateral.
Na profilaxia e no tratamento da atelectasia, a primeira opção é a colocação de um cateter traqueal, por meio de punção da membrana cricotireóidea, entretanto esse procedimento tem como desvantagens inibir a tosse e aumentar a aspiração de secreções.
Considerando o tratamento cirúrgico das bronquiectasias, assinale a alternativa correta.
Pacientes jovens, com boa reserva funcional, com doença localizada e unilateral, têm exclusivamente indicação de tratamento conservador.
Nas bronquiectasias bilaterais, recomenda-se operar inicialmente o pulmão mais acometido e depois realizar o procedimento no pulmão contralateral, quando o paciente apresentar completa recuperação da cirurgia anterior.
O preparo para a cirurgia, nos casos de bronquiectasias supurativas, dispensa fisioterapia e uso de antibióticos no período pré-operatório por inexistir risco de infecção.
Diante de suspeição clínica de obstrução brônquica por tumor ou corpo estranho, ou na vigência de hemoptise, está sempre contraindicada a broncoscopia pelo risco que apresenta de aumentar as lesões.
Em pacientes sintomáticos com pulmão destruído unilateral, a presença de hipertensão pulmonar consequente a shunts broncopulmonares é contraindicação absoluta para pneumonectomia.
Acerca dos critérios utilizados para a inclusão de paciente portador de enfisema pulmonar em lista de espera para o transplante de pulmão, assinale a alternativa correta.
VEF1< 40% do previsto, pós-broncodilatador.
DLCO < 40% do previsto.
Hipoxemia de repouso (PaO2 < 55-60 mmHg).
Hipercapnia, ou seja, PaCO2 < 25 mmHg.
Hipertensão secundária importante, isto é, PMAP < 20 mmHg ou PSAP < 30 mmHg.
Acerca dos defeitos pulmonares congênitos, assinale a alternativa correta.
A hérnia diafragmática congênita é a causa mais comum de hipoplasia pulmonar.
Os cistos intrapulmonares ocorrem sempre nos lobos superiores, são múltiplos, têm forma esférica e paredes espessas contendo um material líquido aquoso.
O enfisema lobar congênito acomete, preferencialmente, mulheres negras e tem origem familiar. O diagnóstico exige tomografia computadorizada de tórax, visto que a radiografia simples de tórax não é capaz de proporcioná-lo.
Com relação à sequestração pulmonar, o diagnóstico pré-natal é facilmente realizado em 100% dos casos. A presença de um ramo arterial para a lesão a partir da aorta, visto em ecodoppler, afasta o diagnóstico de sequestração pulmonar e, ao mesmo tempo, confirma o diagnóstico de malformação adenomatoide cística.
Quanto à malformação vascular pulmonar, a radiografia de tórax é exame essencial, possibilitando a realização precisa do diagnóstico e, inclusive, o diagnóstico diferencial com massa tumoral, dispensando outros exames como a angiorressonância.
Em relação aos tumores pleurais, assinale a opção correta.
O exame histopatológico é suficiente para o diagnóstico diferencial entre mesotelioma difuso maligno de pleura e adenocarcinomas.
O mesotelioma localizado maligno tende a ter localização atípica, como interior das cissuras lobares ou até mesmo crescimento intralobar.
Na maioria dos pacientes com mesotelioma pleural não existe evidência de exposição ao asbesto.
O mesotelioma localizado benigno incide mais frequentemente em pacientes do sexo masculino, após a terceira década de vida, geralmente séssil com origem na pleura parietal.
A recomendação atual para o tratamento do mesotelioma difuso maligno de pleura é a terapia combinada de cirurgia com quimioterapia e radioterapia local em tumores do tipo sarcomatoso, independente do envolvimento dos linfonodos mediastinais ipsilaterais.
Na avaliação da retirada de drenos torácicos é mais importante observar o(a)
aspecto da drenagem.
débito da drenagem.
dispneia.
fuga aérea.
radiografia de tórax.
A respeito do atual estadiamento do câncer de pulmão não pequenas células, assinale opção correta.
A lesão pulmonar até 2 cm é classificada como T1a.
Dois nódulos do mesmo lobo são classificados como M1.
A lesão pulmonar maior que 8 cm é classificada como T2a.
Linfonodos positivos em cadeia 10 são classificados como N2.
Dois nódulos no mesmo lado, mas em lobos diferentes são classificados como T4.
João, em avaliação pré-operatória, apresentou VEF1/CVF pós BD de 60% e cintilografia de perfusão, o que mostrou predominância nas bases. Sendo que o previsto para pós-operatório foi: VEF1 de 1,0 litro; PET CT positivo no mediastino com SUV de 4,0. Com relação a esse quadro clínico, assinale a opção que corresponde à conduta adequada.
ressecção da lesão com amostragem mediastinal
mediastinoscopia
biópsia transtorácica guiada da lesão
neo-adjuvância
ressecção da lesão com linfadenectomia
Ainda com relação ao transplante pulmonar, assinale a opção correta.
A bronquiolite obliterante é a principal manifestação da rejeição aguda ao transplante pulmonar.
A doença linfoproliferativa pós-transplante está relacionada à infecção pelo vírus Epstein-Barr.
A compatibilidade sanguínea baseia-se nos sistemas ABO, Rh e MN.
A técnica de anastomose brônquica por telescopagem geralmente posiciona o coto brônquico do enxerto externamente em relação ao coto brônquico do receptor.
Entre os vários parâmetros de viabilidade do pulmão do doador está a capacidade de atingir uma PaO2 maior ou igual a 300 mmHg quando ventilado a uma FiO2 = 21% durante vinte minutos.