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A síndrome do desfiladeiro torácico compreende compressões neurovasculares na cintura escapular. A manobra semiológica que consiste em abdução e rotação externa dos membros superiores a 90°, com abertura e fechamento das mãos por 3 minutos, positiva quando reproduz sintomas, denomina-se teste de:
Roos.
Adson.
Wright.
Spurling.
Phalen.
Na prescrição de Warfarina Sódica para tratamento de trombose venosa profunda (TVP), o ajuste da dose é baseado no RNI (Razão Normalizada Internacional). Para a maioria dos casos de TVP proximal não complicada, o intervalo terapêutico alvo do RNI a ser mantido durante o tratamento é de:
2,0 a 3,0.
1,5 a 2,0.
2,5 a 3,5.
3,0 a 4,5.
1,0 a 1,5.
A neuropatia diabética periférica constitui complicação neurovascular frequente. O tipo de fibra nervosa predominantemente afetada na fase inicial da neuropatia diabética, causando perda da sensibilidade protetora plantar e predispondo a úlceras, é a fibra:
Motora alfa de grande calibre mielinizada.
Sensitiva de pequeno calibre tipo C amielínica.
Autonômica pré-ganglionar colinérgica.
Sensitiva de grande calibre tipo A-beta mielinizada.
Proprioceptiva muscular tipo Ia aferente.
Na realização de escleroterapia química com espuma (técnica de Tessari), a escolha do gás para a mistura com o polidocanol influencia a estabilidade e a segurança do procedimento. Comparado ao ar ambiente, o uso de uma mistura rica em CO2 (dióxido de carbono) fisiológico é preferível em volumes maiores ou pacientes com shunt cardíaco, pois o CO2 apresenta maior:
viscosidade, aumentando o tempo de contato com o endotélio.
solubilidade no sangue, reduzindo o risco de embolia gasosa cerebral ou pulmonar.
tensão superficial, gerando bolhas mais resistentes à lise.
capacidade inflamatória, potencializando a fibrose do vaso.
estabilidade da espuma, retardando sua degradação em líquido.
Paciente feminina de 58 anos, com hipertensão sistêmica mal controlada há mais de 10 anos, apresenta, em terço inferior da perna esquerda, ulceração única dolorosa, profunda, de bordas irregulares e fundo necrótico. Refere dor desproporcional ao tamanho da lesão e dificuldade crescente na cicatrização, mesmo com tratamento tópico prévio. Ao exame, pulsos distais palpáveis e ausência de sinais clínicos de insuficiência venosa.
A conduta terapêutica inicial mais adequada para essa paciente é
otimizar controle pressórico com bloqueadores de canais de cálcio e IECA e instituir tratamento multidisciplinar local.
usar betabloqueadores seletivos, controlar pressão, realizar ressecção cirúrgica da úlcera e aplicar antibióticos tópicos.
prescrever anticoagulação oral com antagonistas de vitamina K, compressão constante e corticoterapia tópica para manejo local, com orientação multiprofissional.
elevar pressão com vasopressores e analgesia oral para alívio da dor associada à úlcera.
indicar imobilização com antibioticoterapia ampla para prevenir infecção secundária na ferida.
Em pacientes com insuficiência venosa crônica, qual exame é mais utilizado para avaliação hemodinâmica e anatomia do sistema venoso?
Radiografia simples dos membros inferiores.
Ressonância magnética com contraste.
Tomografia computadorizada.
Radiografia simples dos membros superiores.
Ultrassonografia com Doppler venoso.
Doenças arteriais maiores como aterosclerose, aneurismas e dissecção têm fisiopatologias distintas, mas compartilham mecanismos de dano ao componente parietal arterial, repercussão hemodinâmica sistêmica e importância crítica do manejo de fatores de risco cardiovasculares. Considerando esse assunto, analise as afirmativas a seguir.
I.Em dissecção aguda de aorta do tipo B não complicada, o controle anti-impulso (anti-impulse therapy) é o tratamento inicial padronizado, e terapia endovascular (TEVAR) é reservada para complicações ou falha do tratamento clínico, embora o uso precoce em fase subaguda seja cada vez mais discutido.
II.No aneurisma de aorta abdominal infrarrenal, a infra-estimação do risco de expansão ocorre especialmente em diâmetros intermediários (4,5−5,4 cm) e o controle intensivo de LDL e cessação de tabagismo são intervenções não-procedurais capazes de reduzir a taxa de crescimento aneurismático.
III.A aterosclerose é um processo inflamatório crônico de íntima arterial e o LDL é o determinante causal obrigatório, sendo que terapias que reduzem o colesterol LDL abaixo de metas rígidas reduzem eventos cardiovasculares maiores independentemente da estratégia procedimental utilizada (endovascular ou cirúrgica).
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I e III.
I, II e III.
I e II.
II.
As doenças linfáticas e as malformações vasculares exigem compreensão da embriologia vascular, biologia molecular endotelial e critérios modernos de classificação radiológica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Na classificação ISSVA (International Society for the Study of Vascular Anomalies), o termo "hemangioma cavernoso" permanece aceito como categoria diagnóstica própria para malformação venosa, pois é uma variante histológica reconhecida da neoplasia vascular benigna.
(__)Embolização com agente líquido, em malformações venosas profundas, é contraindicada quando há prévio refluxo venoso para veias profundas do membro, pois o refluxo constitui marcador de agressividade e risco aumentado de necrose cutânea imediata.
(__)Mutação somática no gene PIK3CA está associada a parte das malformações venosas e linfáticas de fluxo baixo, compondo o espectro clínico de síndromes de hiperplasia segmentar (p. ex. CLOVES).
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F.
F, F, V.
F, V, V.
V, V, V.
A compreensão das interações hemodinâmicas e dos mecanismos de hemostasia é essencial para a prática vascular. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A formação de trombose venosa é classicamente mediada por alto fluxo e alto cisalhamento que favorecem a agregação plaquetária via interação vWF− GPIb, mecanismo similar ao das tromboses arteriais por placas instáveis.
(__)Pela lei de Laplace aplicada a vasos, a tensão parietal em uma artéria cilíndrica aumenta proporcionalmente ao produto da pressão intraluminal pelo seu raio, o que explica por que aneurismas tendem a progredir à medida que o diâmetro aumenta.
(__)Inibidores endógenos da coagulação, como a antitrombina e o sistema proteína C/proteína S, atuam principalmente bloqueando a polimerização da fibrina já formada, neutralizando o coágulo estabelecido.
(__)O esforço de cisalhamento laminar (shear stress) fisiológico aumenta a atividade da óxido nítrico sintase endotelial (eNOS) e a liberação de prostaciclina, promovendo vasodilatação e um fenótipo endotelial anti-trombótico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, F, V.
F, V, V, F.
F, F, V, F.
V, F, F, V.
Conhecimentos sobre territórios vasculares e implicações clínicas em membros, encéfalo e vísceras são essenciais para planejamento reconstructivo. Diante desse assunto, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Em oclusão crônica da artéria femoral superficial, a circulação colateral fornecida predominantemente pela artéria femoral profunda é tipicamente insuficiente para manter a viabilidade do membro, de modo que revascularização é quase sempre necessária.
Os vasos perfurantes cutâneos (não se correlacionam com os conceitos de "angiosomas" de Taylor & Palmer; portanto o planejamento de retalhos perforantes não depende da topografia angiosômica.
A veia porta contribui com cerca de 75% do fluxo sanguíneo hepático total, porém a artéria hepática, apesar de fornecer cerca de 25% do fluxo, é responsável pela maior parte do suprimento de oxigênio à árvore biliar (ductos biliares), tornando a preservação da artéria hepática crítica para a viabilidade das vias biliares.
As artérias perfurantes profundas que irrigam os núcleos da base e cápsula interna (vasos lentículo-estriados) originam-se exclusivamente da artéria cerebral média (ACM).
Dos níveis de amputação, assinale aquele que provoca menor aumento no gasto de energia, pós-amputação, para caminhar.
Hálux.
Quarto e quinto pododáctilos.
Transmetatarsiana distal.
Amputação de Chopart.
Amputação de Syme.
A origem mais frequente dos êmbolos que causam obstrução arterial aguda em membro inferior é o(a)
coração.
artéria femoral.
artéria poplítea.
aorta torácica.
bifurcação femoro-poplítea.
A síndrome de veia cava superior passível de tratamento endovascular para possível angioplastia e melhora do quadro clínico tem como etiologia mais frequente
os linfomas.
os timomas.
os teratomas mediastinais.
os aneurismas da aorta torácicos maiores.
as neoplasias pulmonares.
Assinale a alternativa que apresenta a relação de materiais que são frequentemente utilizados em uma angioplastia ostial de artéria renal por doença aterosclerótica.
Bainha introdutora radial, cateter guia RDC, fio guia hidrofílico 0,035”, fio guia 0,014”, cateter balão monorail eluidor de droga.
Bainha introdutora femoral, cateter cobra C2, fio guia hidrofílico 0,035”, bainha introdutora aramada 6F x 45 cm, cateter balão over-the-wire eluidor de droga.
Bainha introdutora femoral, cateter guia RDC, fio guia hidrofílico 0,035”, fio guia 0,014”, stent expansível por balão monorail.
Bainha introdutora femoral, cateter guia RDC, fio guia hidrofílico 0,035”, cateter balão de pré-dilatação, stent revestido em PTFE expansível por balão.
Bainha introdutora radial, cateter MPA, fio guia hidrofílico 0,035”, cateter balão de pré-dilatação, stent auto-expansível eluidor de droga em Nitinol, cateter balão de pós-dilatação.
O traumatismo pélvico de grande impacto pode causar fraturas que acarretem hemorragias graves e instabilidade hemodinâmica no paciente.
Na abordagem desses pacientes com técnica endovascular, assinale a afirmativa correta.
A fonte de sangramento principal é venosa em de 10 a 20% dos casos.
Em casos de sangramento venoso intenso, a embolização venosa troncular deve ser utilizada.
A fonte do sangramento principal no trauma pélvico é arterial em torno de 85 a 100% dos casos.
Geralmente são utilizadas esponjas de gelatina absorvível para realizar a embolização do sítio do local do sangramento.
A embolização deve ser seletiva e abordar a artéria ilíaca interna com molas.
Paciente do sexo masculino, com 37 anos, tabagista, com quadro de claudicação progressiva nos membros inferiores. Relata que sente os pés mais frios há cerca de seis meses e que, há quinze dias, notou lesão cutânea após trauma leve no terceiro dedo do pé esquerdo que não cicatriza. Durante interrogatório complementar, relata que, há cerca de cinco anos, teve diagnóstico de flebite migratória. Ao exame clínico, apresenta presença de úlcera seca no terceiro dedo do pé esquerdo, extremidades mais frias bilateralmente. Ultrassom com Doppler arterial dos membros inferiores com oclusão das artérias distais nos membros inferiores até o nível dos tornozelos.
O diagnóstico provável e o exame que deve ser solicitado para confirmação diagnóstica são, correta e respectivamente:
tromboangiite obliterante e arteriografia.
poliarterite nodosa e pletismografia.
arterite de Horton e análise histopatológica da artéria temporal.
granulomatose de Wegener e tomografia computadorizada.
doença de Kawazaki e ressonância magnética.
Assinale a alternativa correta sobre o pé diabético.
Na neuropatia diabética, as alterações nos nervos motores se manifestam antes das manifestações sensitivas.
A formação de vasos colaterais em resposta às oclusões de grandes vasos fica prejudicada no diabetes.
As lesões ateroscleróticas nos diabéticos têm como característica aparecer em idades superiores que nos pacientes não diabéticos.
A macroangiopatia proximal é considerada o principal fator associado a formação de úlceras no pé.
A duração do diabetes e o controle adequado não têm relação com o aumento das complicações do pé diabético.
Paciente do sexo feminino, com 29 anos, apresenta quadro de dor e parestesia no membro superior direito há cerca de cinco meses. Associado ao quadro, relata cefaleia occipital, fraqueza do braço e da mão direita. Relata episódios esporádicos de palidez nos dedos e mãos mais frias. Ao exame físico, teste de Adson positivo.
O provável diagnóstico é
síndrome do desfiladeiro torácico.
hérnia de disco cervical.
síndrome do túnel do carpo.
síndrome do canal cubital.
bursite.
Paciente retorna para reavaliação após quatro meses, com exame. Relata que, no período, passou por momentos de estresse familiar e que aumentou o tabagismo, além de ter feito uso irregular das medicações anti-hipertensivas e do cilostazol. Há três semanas, sofreu trauma leve no hálux do pé esquerdo, que evoluiu para ferida que não cicatriza e piora da dor no membro inferior esquerdo. Ao exame físico, apresenta úlcera com halo de hiperemia na falange distal do hálux esquerdo, associada a saída de secreção em pequena quantidade e índice tíbio-braquial de 0,2. Ultrassom com Doppler arterial dos membros inferiores mostra ateromatose difusa nas artérias dos membros inferiores e estenose crítica na artéria femoral esquerda com fluxo monofásico na artéria poplítea.
De acordo com a classificação de Fontaine para isquemia de membros inferiores, a úlcera pode ser classificada no estágio
I.
II.
III.
IV.
V.
“Ocorre devido à perda do controle vasomotor e ao distúrbio microcirculatório, levando à vasodilatação arteriolar e venular inapropriadas que, após a reposição de fluidos, evolui para um estado de alto débito cardíaco e baixa resistência vascular sistêmica”. A frase descreve um choque do tipo:
Distributivo.
Hipovolêmico.
Cardiogênico.
Obstrutivo extracardíaco.
Obstrutivo intracardíaco.