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A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas ou braços. Esse coágulo pode se desprender e migrar para o pulmão, causando embolia pulmonar, uma condição que pode ser fatal. Sobre o tema, analise as assertivas a seguir:
I. O D-dímero é um exame laboratorial de alto preditivo negativo para o diagnóstico da TVP.
II. O ecodoppler colorido venoso apresenta alta sensibilidade para o diagnóstico da TVP distal, sendo sua sensibilidade maior que 90%.
III. O estudo CaVent Trial mostrou que o uso de terapia fibrinolítica na trombose do eixo ilíaco-cava diminui o risco de síndrome pós-trombótica.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
I, II e III.
Paciente de 33 anos apresenta hemangioma extenso em face, deformidades ósseas e de partes moles, amaurose unilateral, retardo mental e lesões tipo granulomas na pele do hemangioma.
O diagnóstico provável é síndrome de
Kasabach-Merrit.
Sturge-Weber.
Proteus.
Kawasaki.
Marfan.
Em relação aos aneurismas das artérias renais, assinale a alternativa correta.
O diâmetro do aneurisma apresenta correlação com a sua localização, sendo os aneurismas tipo III mais calibrosos que o tipo I.
A causa aterosclerótica é mais frequente que a degenerativa.
O principal sintoma é a hipertensão arterial de difícil controle, seguido da hematúria microscópica.
Uma das indicações absolutas de tratamento é a concomitância do aneurisma com quadro de pielonefrite e necessidade de implante de prótese tipo duplo “J”.
Nos aneurismas tipo I, uma das possibilidades terapêuticas é o uso de Stent revestido.
As opções a seguir apresentam alterações circulatórias sistêmicas que podem ser ocasionadas por fístula arteriovenosa, à exceção de uma. Assinale-a.
Retenção de sódio e água.
Ativação do sistema renina-angiotensina.
Aumento do débito cardíaco.
Diminuição da frequência cardíaca (bradicardia).
Fístulas grandes de autodébito que podem levar a insuficiência cardíaca.
Assinale a alternativa correta sobre a anatomia e correlações cirúrgicas da artéria femoral profunda.
Na origem, a femoral profunda é cruzada anteriormente pela veia pudenda externa superficial.
A abordagem cirúrgica da femoral profunda em sua 2ª porção ocorre exclusivamente por dissecção lateral ao músculo sartório.
Na obstrução da artéria femoral superficial, a principal conexão entre a femoral profunda e a artéria poplítea ocorre através da 1ª perfurante.
Ambas as porções distais, ou seja, 2ª e 3ª porções repousam sobre o músculo adutor magno.
Sua divisão em primeira, segunda e terceira porções é definida pelos ramos arteriais: circunflexa femoral lateral e 2º ramo perfurante.
Paciente do sexo feminino, com 36 anos, procura avaliação clínica devido a quadro de longa data de varizes nos membros inferiores. Nega sensação de pernas pesadas ou edema nas pernas. Relata piora do quadro de varizes após a segunda gestação. Nega antecedente pessoal de trombose venosa profunda. Ao exame físico, nota-se presença de veias varicosas, sem edema ou alterações de coloração na pele.
A classificação clínica de CEAP para essa paciente é
C2.
C0.
C3.
C1.
C4a.
No início do tratamento com varfarina, podem surgir lesões necróticas de pele e subcutâneo, que atingem membros e eventualmente mamas, por vezes, de maneira bastante extensa. A seguinte trombofilia está associada a esta complicação:
deficiência de proteína C.
mutação do gene da protrombina.
fator V de Leiden.
deficiência de antitrombina III.
hiperhomocisteinemia.
Assinale a alternativa correta em relação a angioplastia de artéria carótida.
A melhor indicação para esse método ocorre nos pacientes sintomáticos e mais jovens, já que nesse grupo a ocorrência de microembolizações provenientes do arco aórtico é menor que nos pacientes idosos.
Quanto à escolha do dispositivo de proteção cerebral, o reversor de fluxo apresenta as mesmas contraindicações para uso que o filtro antiembólico.
Para utilização dos filtros de proteção, é obrigatório o uso de fio guia 0,014” adicional, já que todos os filtros disponíveis no mercado não apresentam guia para a passagem da lesão carotídea.
De modo geral, a assistolia transitória intraoperatória ocorre após o implante do stent carotídeo, e não na acomodação por balão do stent.
Os stents com mesh apresentam a características de se comportarem como os stents revestidos, diminuindo as microembolizações transmalha, impedindo o fluxo através de sua estrutura.
Assinale a alternativa correta sobre a anatomia cirúrgica da artéria subclávia.
Na abordagem supraclavicular, a secção do músculo escaleno médio expõe a artéria subclávia.
Na abordagem supraclavicular, é frequente a identificação do nervo acessório sobre o musculo escaleno anterior.
Na dissecção da artéria subclávia à direita, uma das complicações relativamente frequentes é a lesão do ducto torácico com linforragia.
São colaterais habitualmente identificadas na abordagem infraclavicular da artéria subclávia: tronco tireocervicial e torácica interna.
A artéria subclávia direita pode ser acessada por abordagem cervical em virtude da bifurcação do tronco braquiocefálico ser atrás da articulação esternoclavicular.
Assinale a alternativa que apresenta o perfil de paciente geralmente acometido pela Tromboangeíte Obliterante.
20 e 40 anos, tabagistas e com obstrução de artérias de grande calibre.
Acima dos 60 anos, tabagistas e com obstrução de artérias de grande calibre.
Acima dos 50 anos, tabagistas, dislipidêmicos e com obstrução do segmento fêmoro-poplíteo.
Acima dos 60 anos, tabagistas, diabéticos e com acometimento concomitante dos segmentos fêmoro e infrapoplíteo.
20 a 40 anos, tabagista e com acometimento preferencial das artérias infrapoplíteas.
Em relação à doença cerebrovascular extracraniana, assinale a alternativa correta.
Paciente acima de 80 anos de idade, em princípio, não devem ser submetidos a tratamento cirúrgico de estenose carotídea, em função do maior risco de AVC perioperatório
As diretrizes atuais de tratamento recomendam aguardar quatro semanas, após um episódio de ataque isquêmico transitório, para realizar a endarterectomia de carótida.
A utilização rotineira de remendo de pericárdio bovino na endarterectomia de carótida está associada à diminuição na incidência de AVC tardio.
A oclusão carotídea contralateral gera o mesmo risco de AVC e óbito após endarterectomia, quando comparada à estenose moderada contralateral.
No tratamento da síndrome de hiperperfusão após endarterectomia, é fundamental a administração de anticoagulante endovenoso em dose plena.
Assinale a alternativa correta em relação às amputações de membros inferiores.
A amputação transmetatarsiana demanda retalho extenso de dorso do pé, por ser pele de maior qualidade para suporte de deambulação em relação à pele plantar.
A desarticulação dos metatarsianos deve ser evitada em pacientes diabéticos, pelo risco de osteomielite proximal do retrope.
São consideradas amputações maiores dos membros inferiores as que são praticadas em nível proximal às articulações metatarso-falangeanas.
Complicação frequente, que o ocorre após a desarticulação entre calcâneo e tálus dos demais ossos do tarso, é a deformidade do retropé em posição equinovara.
Nas amputações transtibiais, a técnica que utiliza retalho anterior longo, revestindo a tíbia sem músculo gastrocnêmio, é a que produz melhores resultados de cicatrização.
Durante a fase de reperfusão, após período prolongado de isquemia, há reintrodução do oxigênio molecular, que reage com uma substância acumulada no tecido isquêmico, formando espécies reativas de oxigênio. Essa substância é a
prostaglandina.
hipoxantina.
interleucina.
trombina.
endotelina.
Os pacientes com sinais clínicos evidentes de lesão vascular requerem exploração cirúrgica do pescoço, caso se visualize ao exame físico inicial a presença de:
turgência jugular
hemorragia interna
hematoma expansivo
pulso carotídeo aumentado
Mulher de 58 anos procura assistência médica com quadro de dor no flanco direito. Relata que a dor começou há aproximadamente uma hora, quando se abaixou para pegar algo no chão, e que é constante e intensa. Ela nega disúria ou hematúria. O histórico é notável para hipertensão, artrite reumatoide, câncer de ovário metastático e trombose venosa profunda bilateral com recente colocação de filtro na veia cava inferior Seus sinais vitais são: pressão arterial: 108 x 62 mmHg; frequência cardíaca: 121 bpm; frequência respiratória: 20 ipm; oximetria de pulso: saturação de 99%; temperatura: 37,4 o C.
É realizada uma tomografia do abdome, mostrada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Nesse momento, o manuseio correto consiste em
administrar vancomicina e cefepima e coletar duas séries de hemoculturas.
consultar urgentemente um cirurgião vascular.
indicar uma laparotomia exploradora.
prescrever heparina e trombolítico.
repetir a tomografia com contraste.
Homem de 37 anos é trazido ao pronto-socorro com queixa de dor e palidez no membro inferior esquerdo, que começou há 6 horas. Está com dor agora, ao repouso. Relata antecedente de claudicação intermitente para 400 metros, que não sabe bem quando começou, mas acha que por volta de 6 meses. Relata que a claudicação não ocorre sempre que caminha. Nega antecedente de tabagismo, de diabetes, ou de dislipidemia. Não faz esportes de maneira rotineira. Pai e mãe vivos, saudáveis. Ao exame físico (dados relevantes): IMC = 28 kg/m2 , FC = 85 bpm rítmico, PA = 132 x 80 mmHg. No membro inferior direito, não acometido, todos os pulsos são presentes, e não há nenhuma alteração neurológica. No membro inferior esquerdo, só há pulso femoral presente. Notam-se ainda frialdade e palidez no pé e perna esquerda do paciente, fraqueza leve na musculatura do pé e sensibilidade do terço distal da perna em diante está diminuída. Não há edema em nenhum dos membros inferiores.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o quadro clínico e a etiologia mais provável do paciente.
Oclusão arterial aguda com risco iminente de perda do membro; persistência da artéria ciática.
Oclusão arterial aguda com risco iminente de perda do membro; tromboangeíte obliterante.
Oclusão arterial aguda com risco iminente de perda do membro; doença cística adventicial da artéria poplítea.
Oclusão arterial aguda sem risco iminente de perda do membro; aprisionamento da artéria poplítea.
Em procedimentos de cirurgia vascular como a dissecção arterial ou o trauma de grandes vasos, o componente endógeno que é exposto ao sangue e desempenha papel central na ativação da cascata de coagulação é o(a)
fator tecidual (tissue factor — TF).
proteína C ativada.
plasminogênio.
trombomodulina.
fator XI.
Paciente de 50 anos de idade, atendida em ambulatório de cirurgia vascular, queixava-se principalmente de dores nas pernas, que, segundo ela, melhoravam à elevação dos membros inferiores. O exame físico revelou pulsos proximais e distais palpáveis nos dois membros inferiores, úlcera única em terço distal e face medial da perna direita, e edema na perna esquerda.
Nessa situação hipotética, os achados relativos à perna direita e à perna esquerda da paciente, correspondem, respectivamente, conforme a classificação de insuficiência venosa crônica CEAP, a
C3 e C6.
C3 e C5.
C6 e C1.
C6 e C3.
C6 e C5.
Paciente é portador de doença arterial oclusiva periférica de etiologia aterosclerótica, classificada como Fontaine IV, Rutheford grau 3 categoria 6, com extensa lesão necrótica, sem sinais de infecção, em antipé esquerdo e direito, com a presença de pulso femoral bilateral e ausência de pulsos poplíteos e distais. Apresenta pressão arterial de 140 mmHg × 90 mmHg e frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto. A arteriografia revela oclusão de artéria femoral superficial (femoral profunda pérvia), oclusão de poplítea e todos os vasos infrapoplíteos. Opta-se por amputação primária mediante autorização do paciente.
Nesse caso, o tipo de amputação que oferece a maior chance de cicatrização do coto é
a de Lisfranc bilateral.
a de Chopart bilateral.
a transfemoral fechada bilateral.
a de Lisfranc no lado direito e a de Chopart no lado esquerdo.
a transtibial aberta bilateral.
Paciente diagnosticado, por ecografia vascular, com refluxo unilateral de toda a safena magna queixa-se de dor mais proeminente ao fim do dia e apresenta varizes de grosso calibre.
Nesse caso, recomenda(m)-se
safenectomia bilateral.
termoablação por laser de safena parva.
safenectomia (por termoablação por laser ou radiofrequência ou safenectomia por stripping) da safena incompetente e fleboextração das varizes.
aplicação de espuma de polidocanol à 0,5% em porção distal da safena acometida.
anticoagulação.