Questões de Concurso sobre Cirurgia Vascular

 
 
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Paciente feminina, de 72 anos, com histórico de hipertensão arterial, dislipidemia e tabagismo, vinha apresentando dor abdominal pós-prandial há 6 meses, associada à perda de 12 kg no período. Relatou evitar refeições por medo da dor. Angiotomografia com contraste demostrou estenose ostial de 70% do tronco celíaco, estenose ostial de 80% da artéria mesentérica superior e artéria mesentérica inferior ocluída. Exames laboratoriais estavam dentro da normalidade, sem sinais de isquemia intestinal aguda. A paciente era independente para as atividades da vida diária e não apresentava contraindicações clínicas para intervenção vascular. Com base nas diretrizes atuais, qual a conduta terapêutica mais adequada?


A

Realizar revascularização endovascular com stent recoberto autoexpansível na artéria mesentérica superior como abordagem inicial, considerando a anatomia e os sintomas.


B

Indicar revascularização cirúrgica aberta das duas artérias viscerais principais (tronco celíaco e mesentérica superior) com by-pass da aorta supracelíaca, pois a doença multivascular exige revascularização de dois vasos para o controle sintomático.


C

Realizar revascularização endovascular com stent expansível por balão na artéria mesentérica superior como abordagem inicial, considerando a anatomia e os sintomas.


D

Indicar revascularização cirúrgica aberta das duas artérias viscerais principais (tronco celíaco e mesentérica superior) com endarterectomia visceral transaórtica, pois a doença é ostial e multivascular, exigindo revascularização de dois vasos para o controle sintomático.

Assinale a assertiva correta sobre o tratamento cirúrgico do aneurisma da aorta abdominal.


A

A hipotensão não responsiva a volume após a liberação do pinçamento da aorta infrarrenal ocorre por redução súbita da resistência vascular sistêmica.


B

A preservação de uma das artérias hipogástricas evita a colite isquêmica pós-operatória.


C

O período de íleo paralítico pode ser reduzido pelo uso liberal de opiáceos no controle da dor pós-operatória.


D

O tempo de pinçamento aórtico infrarrenal não apresenta associação com insuficiência renal aguda pós-operatória.

Paciente masculino, de 60 anos, com histórico de hipertensão arterial, apresentou quadro de dor torácica de início súbito, tendo sido diagnosticada dissecção aórtica tipo B. Após estabilização clínica, com controle adequado da pressão arterial, da frequência cardíaca e da dor, o paciente recebeu alta da UTI. Considerando a realização de angiotomografia de controle para um quadro de dissecção não complicada, qual dos achados abaixo sugere pior prognóstico e pode ser um indicativo de tratamento endovascular na fase subaguda?


A

Compressão dinâmica parcial do lúmen verdadeiro na aorta torácica


B

Reentradas na transição toracoabdominal e na artéria ilíaca comum


C

Orifício de entrada na curvatura menor do arco aórtico


D

Presença de hematoma intramural

Assinale a assertiva correta sobre dispositivos usualmente utilizados em procedimentos endovasculares.


A

A cor verde é a padronizada para a bainha introdutora 7F.


B

Os fios-guia costumam utilizar as polegadas como medida padrão de diâmetro.


C

A numeração dos cateteres-guia é baseada no diâmetro interno.


D

A numeração das agulhas de punção é baseada no diâmetro interno.

Paciente masculino, de 66 anos, com histórico de doença arterial periférica e tabagismo, veio à consulta queixando-se de dor abdominal pós-prandial há cerca de 4 meses, ingestão alimentar progressivamente reduzida e perda ponderal de 10 kg. Informou não ter apresentado episódios de diarreia e vômitos nem sinais de infecção sistêmica. Angiotomografia computadorizada abdominal identificou estenose de 90% na artéria mesentérica superior, oclusão da artéria mesentérica inferior e estenose moderada de 60% do tronco celíaco. A anatomia foi considerada favorável à abordagem endovascular. O paciente era funcionalmente ativo e não havia contraindicações cirúrgicas relevantes. Com base no contexto clínico, qual a conduta terapêutica mais adequada?


A

Realizar revascularização endovascular da artéria mesentérica superior com stent, priorizando a artéria principal da circulação intestinal devido à menor morbimortalidade periprocedimento e resultados clínicos satisfatórios em médio prazo.


B

Realizar revascularização aberta multivisceral com by-pass anterógrado a partir da aorta supracelíaca, considerando o envolvimento trivascular e a expectativa de maior durabilidade frente às taxas de reestenose associadas à abordagem endovascular.


C

Realizar angiografia diagnóstica com avaliação hemodinâmica funcional (pressão de gradiente translesional) e decidir posteriormente entre intervenção percutânea ou observação expectante, pois a correlação anatômica das estenoses com os sintomas ainda exige confirmação fisiológica.


D

Iniciar terapia nutricional parenteral e acompanhamento clínico ambulatorial, postergando abordagem invasiva até a progressão dos sintomas ou desenvolvimento de sinais objetivos de isquemia intestinal.

Com base nas evidências recentes de estudos controlados e metanálises comparativas entre a cirurgia de by-pass e as intervenções endovasculares em pacientes com isquemia ameaçadora do membro, assinale a assertiva correta.


A

A revascularização endovascular é universalmente superior à cirurgia de by-pass em termos de perviedade primária e secundária em todos os segmentos infrainguinais, independentemente da complexidade anatômica ou do risco do paciente.


B

Em pacientes com doença arterial complexa, a cirurgia de by-pass com veia autóloga geralmente oferece taxas superiores de perviedade a longo prazo e sobrevida livre de amputação, especialmente em pacientes de menor risco cirúrgico e com um leito arterial distal adequado.


C

Intervenções endovasculares são preferíveis ao tratamento cirúrgico aberto em pacientes com qualquer nível de risco cirúrgico e com doença arterial multissegmentar extensa, devido à sua natureza menos invasiva e menor tempo de recuperação.


D

A escolha entre revascularização endovascular e cirúrgica para pacientes com isquemia crítica crônica ameaçadora do membro não é influenciada pelo risco do paciente ou pela complexidade anatômica da lesão, sendo baseada primariamente na preferência do cirurgião.

Paciente masculino, de 79 anos, com histórico de tabagismo, apresentou dor intensa e súbita no membro inferior esquerdo com evolução de 24 horas, associada a frialdade, palidez e parestesia. O exame físico revelou ausência de pulsos poplíteo e distais; a mobilidade estava preservada. Ecodoppler colorido realizado à beira do leito evidenciou aneurisma de poplítea trombosado com ausência de fluxo nos três vasos da perna nos segmentos avaliados. Avaliação complementar com imagem identificou veia safena magna com calibre de 4 mm em toda a extensão da coxa. Estabelecendo-se o diagnóstico sindrômico de oclusão arterial aguda Rutherford IIa, qual a abordagem inicial mais adequada?


A

Anticoagulação plena e fasciotomia profilática


B

Revascularização aberta imediata com ponte de safena magna invertida ou in situ


C

Trombólise farmacológica ou farmacomecânica para planejamento de intervenção posterior


D

Reparo endovascular urgente com implante de stent recoberto e exclusão do aneurisma

Qual é o principal mecanismo responsável pelo desenvolvimento da síndrome pós-trombótica após um episódio de TVP?


A

Desenvolvimento de microangiopatia progressiva.


B

Hipertensão venosa crônica por destruição valvar e fibrose venosa.


C

Linfedema progressivo.


D

Vasculite autoimune secundária à trombose.


E

Redução do retorno linfático.

Sobre a arteriosclerose obliterante (oclusão arterial crônica), analise as assertivas a seguir:


I. O tabagismo e o diabetes melito são os principais fatores de risco.

II. O ITB <0,9 é diagnóstico de doença arterial periférica.

III. A dor em repouso geralmente indica isquemia crítica, associada a risco de perda do membro.

IV. A revascularização precoce está indicada apenas em pacientes assintomáticos para evitar progressão da doença.

V. O exame físico com ausência de pulsos periféricos pode ser suficiente para o diagnóstico e conduta em todos os casos, dispensando a realização de exames complementares.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas IV e V.


C

Apenas I, II e III.


D

Apenas I, II, III e V.


E

I, II, III, IV e V.

Em relação à classificação de Rutherford para doença arterial obstrutiva periférica, assinale a alternativa que apresenta a correlação correta do quadro clínico ao estágio da classificação.


A

Homem, 62 anos, apresenta dor nas panturrilhas ao caminhar menos de 50 metros; sem dor em repouso – Rutherford 3.


B

Paciente de 55 anos, assintomático, apresenta ITB de 0,85 em exame de rotina – Rutherford 1.


C

Paciente do sexo feminino, 70 anos, apresenta dor nos pés em repouso durante a noite, sem presença de lesões cutâneas – Rutherford 2.


D

Homem de 68 anos, diabético, com úlcera isquêmica superficial no hálux – Rutherford 4.


E

Mulher de 74 anos, com necrose extensa no pé e 1/3 distal da perna – Rutherford 5.

Um paciente de 68 anos, tabagista e diabético, será submetido a uma revascularização arterial infrainguinal. Sobre os cuidados no pré e pós-operatório em cirurgia vascular, analise as assertivas a seguir:


I. A suspensão de antiagregantes plaquetários deve ser feita sempre sete dias antes da cirurgia para reduzir risco de sangramento.

II. O controle glicêmico rigoroso no período perioperatório é fundamental para reduzir complicações infecciosas.

III. No pós-operatório imediato, a avaliação do pulso periférico ipsilateral é essencial para monitorar a perviedade da revascularização.

IV. A profilaxia para tromboembolismo venoso deve ser considerada de acordo com risco clínico e tipo de procedimento.

V. O uso de estatinas deve ser mantido no perioperatório devido ao efeito estabilizador de placa aterosclerótica.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas III e IV.


C

Apenas I, II e III.


D

Apenas II, III, IV e V.


E

I, II, III, IV e V.

Paciente de 58 anos, obeso, tabagista, com história de varizes de membros inferiores de longa data, apresenta dor, edema e eritema em face medial da perna esquerda. Ao exame, observa-se cordão endurecido e doloroso, além de úlcera superficial no maléolo medial. Em relação ao quadro descrito, assinale a alternativa correta.


A

A úlcera venosa ocorre tipicamente junto ao maléolo medial e está relacionada à hipertensão venosa crônica decorrente de insuficiência valvar ou sequelas de TVP.


B

A presença de trombose venosa superficial exclui a possibilidade de complicações tromboembólicas, sendo desnecessária investigação complementar


C

O tratamento das varizes e das úlceras venosas é exclusivamente cirúrgico, sendo contraindicada a compressão elástica.


D

A trombose venosa superficial nunca se associa à TVP, pois acomete apenas tributárias superficiais.


E

O diagnóstico diferencial principal da úlcera venosa é a úlcera arterial, geralmente localizada no maléolo medial e acompanhada de pulsos diminuídos.

Mulher de 28 anos, sem comorbidades prévias, descobriu hipertensão arterial em exame de academia. Após o diagnóstico iniciou tratamento com medico do posto de saude e mesmo com o uso adequado de 4 tipos de medicamentos anti-hipertensivos, não consegue controlar a hipertensão. Foi então encaminhada para investigação complementar, sendo diagnosticada com hipertensão renovascular por displasia fibromuscular. Neste caso, o tratamento mais recomendado é:


A

Encaminhar ao utologista para nefrectomia unilateral.


B

Angioplastia da artéria renal com implante de Stent.


C

Otimizar o tratamento clínico.


D

Indicar bypass aorto-renal com veia safena magna reversa.


E

Indicar angioplastia balonada da artéria renal.

A crossa da veia safena interna (junção safeno-femoral) é uma região anatômica crucial no tratamento da insuficiência venosa crônica, caracterizada pela confluência de diversos ramos na veia femoral comum. Qual dos seguintes conjuntos de ramos é tipicamente encontrado drenando diretamente nessa junção?


A

Veia de Giacomini e veia epigástrica inferior.


B

Veia safena anterior e veia femoral profunda.


C

Veia circunflexa femoral superficial e veia pudenda externa.


D

Veia pudenda externa e veia epigástrica superficial.


E

Veia pudenda interna e veia safena anterior.

Paciente, sexo masculino, 58 anos, não tabagista, não hipertenso, diabético há nove anos e insulino-requerente há dois anos. Comparece ao Pronto-Socorro com história de ferida na falange distal do hálux direito, sem relato de trauma local. Sem dor no momento. Ao exame verificou-se ferida de 0,5 x 1,5 cm na região anterior da falange distal do hálux direito, com perda da unha, com necrose nas bordas e fibrina no leito, associado à hiperemia em todo artelho e saída de secreção amarelada. Pulsos femoral, poplíteo e tibial posterior normais. Pulso dorsal do pé não palpável. De acordo com estas informações clínicas, marque a opção correta quanto à provável etiologia desta ferida.


A

Úlcera de estase.


B

Úlcera arterial.


C

Úlcera microvascular.


D

Úlcera neuropática.

Paciente submetido à angiografia por punção femoral e colocação de introdutor arterial 5F, tendo recebido heparinização sistêmica. Ao final do procedimento, o Tempo de Coagulação Ativada foi de 403 segundos. Qual a melhor conduta segura, eficiente e confortável para o paciente em relação à retirada do introdutor?


A

Aguardar até 5 horas para a retirada do introdutor.


B

Uso de vitamina K e retirada do introdutor em seguida.


C

Uso de protramina e retirada do introdutor em seguida.


D

Uso de plasma fresco congelado e retirada do introdutor em seguida.

O Cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase III, que leva ao relaxamento muscular e a vasodilatação, cuja principal indicação é o aumento da distância de marcha sem dor no paciente com claudicação intermitente. Entretanto, os pacientes vasculares têm muitas comorbidades e há uma situação na qual o Cilostazol não deve ser prescrito, além de intolerância ao medicamento. Assinale a opção que corresponde à contraindicação do uso de Cilostazol.


A

Insuficiência respiratória.


B

Insuficiência cardíaca.


C

Isquemia cerebral recente.


D

Associado a aspirina ou clopidogrel.

Paciente, sexo masculino, 75 anos, hipertenso, tabagista, apresentou hemiparesia esquerda e dislalia há duas semanas, porém com recuperação quase plena após quatro dias internado em unidade semi-intensiva. Foi solicitado exame de duplex scan de artérias carótidas que identificou estenoses estimadas em 70% em carótida interna direita e 50% em carótida interna esquerda. Angiotomografia confirmou os achados do duplex scan. Diante do quadro clínico, qual seria a melhor abordagem para o paciente?


A

Revascularização carotídea à direita.


B

Revascularização carotídea à esquerda.


C

Revascularização carotídea bilateralmente.


D

Tratamento clínico dos fatores de risco e uso de antiplaquetários.

O aneurisma de aorta abdominal é o mais frequente dos aneurismas extracranianos. São considerados fatores de risco para seu desenvolvimento, exceto:


A

Sexo Masculino.


B

Diabetes Mellitus.


C

Tabagismo.


D

Idade.

O sistema de classificação WIfI (Wound, Ischemia and foot Infection- Ferida, Isquemia e Infecção no pé) consegue estimar o risco de amputação e o benefício de revascularização em pacientes com doença arterial periférica e/ou pé diabético. De acordo com esta classificação, qual o valor do índice tornozelo braço acima do qual o benefício de revascularização do membro é considerado muito baixo?


A

Acima de 0,9.


B

Acima de 0,8.


C

Acima de 0,7.


D

Acima de 0,6.

 
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