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Assinale a opção em que são corretamente citadas medicações flebotônicas utilizadas comumente em tratamento de insuficiência venosa crônica (IVC).
diosmina e hesperidina
rivaroxabana e dobesilato de cálcio
dexametasona e Fondaparinux®
ácido acetilsalicílico e estreptoquinase
warfarina e diosmina
Paciente do sexo masculino, de 68 anos de idade, coronariopata, hipertenso há 15 anos, faz uso de quatro anti-hipertensivos (incluídos diurético tiazídico, IECA e bloqueador de canal de cálcio). Nas últimas oito semanas, teve dois episódios de edema agudo de pulmão, necessitando de internação. A creatinina subiu de 1,2 mg/dL para 1,8 mg/dL em seis meses. No consultório, apresenta pressão arterial de 168 mmHg × 94 mmHg e sopros abdominais audíveis em flanco direito.
Diante da suspeita de hipertensão renovascular, a conduta mais alinhada às recomendações atuais consiste em
priorizar investigação de hiperaldosteronismo primário com amostragem venosa adrenal, pois é a causa mais provável dos descompassos clínicos.
solicitar angiotomografia computadorizada de artérias renais como rastreamento em todos os pacientes hipertensos com aterosclerose difusa, independentemente de suspeita clínica.
manter tratamento clínico sem mudanças e reavaliar o quadro em doze meses, já que revascularização de artéria renal não demonstrou benefício nos ensaios clínicos.
encaminhar o paciente para avaliação de revascularização percutânea da artéria renal (angioplastia com/sem stent), após confirmação anatômica por exame apropriado, no caso de hipertensão resistente, piora de função renal e episódios de edema agudo de pulmão.
indicar angioplastia renal sem stent quando se tratar de quadro típico de displasia fibromuscular, como no caso clínico apresentado.
Paciente do sexo feminino, de 72 anos de idade, tabagista, apresenta dor em panturrilha direita há 24 horas. A dor, contínua e progressiva, teve início súbito. No exame físico, constata-se diferença de circunferência maior que 3 cm em relação ao membro contralateral, dor à palpação do trajeto venoso e edema unilateral difuso. Não há sinais de infecção cutânea evidente.
Assinale a opção que indica a alteração clínica isolada que tem o maior valor preditivo positivo (VPP) para o diagnóstico de trombose venosa profunda (TVP) no caso clínico apresentado.
eritema cutâneo difuso e calor local
sensibilidade à palpação ao longo do trajeto venoso
presença de veias colaterais superficiais dilatadas
aumento da circunferência da panturrilha acima de 3 cm em relação ao lado contralateral
dor espontânea em panturrilha sem sinais objetivos
Assinalar a alternativa que indica necessidade de intervenção imediata no trauma vascular.
Hematoma estável com volume >2L.
Ausência de pulso.
Sangramento.
Coloração violácea de membro.
Um paciente com ferimento perfurante em coxa apresenta sangramento pulsátil, extremidade fria e ausência de pulso distal. Considerando o manejo do trauma vascular, qual deve ser a conduta imediata?
Fechar a ferida cutânea e aguardar reavaliação ambulatorial com exame Doppler.
Aplicar compressão direta, corrigir coagulopatias, acionar equipe vascular e encaminhar para reparo urgente.
Solicitar arteriografia eletiva após estabilização para programar reparo posterior.
Administrar vasodilatadores e observar a perfusão distal durante o resfriamento do membro.
Assinale a alternativa que indica a correspondência correta do mecanismo de ação da classe terapêutica.
Anticoagulantes atuam promovendo a ativação da trombina e formação de fibrina.
Antiplaquetários promovem aumento da agregação plaquetária, facilitando a formação do trombo.
Agentes hemorreológicos aumentam a viscosidade sanguínea, dificultando a microcirculação.
Fibrinolíticos atuam na lise do coágulo por ativação do plasminogênio em plasmina.
Anticoagulantes e antiplaquetários apresentam sempre o mesmo mecanismo de ação.
Homem, 34 anos, vítima de acidente automobilístico, apresenta fratura exposta de tíbia direita, submetido à fixação externa. Após 8 horas do procedimento, evoluiu com dor intensa, desproporcional ao exame físico, refratária à analgesia convencional, associada a parestesias em região podálica. Ao exame, observou-se aumento da tensão muscular na perna e dor significativa à dorsiflexão passiva do hálux. Qual é a conduta mais adequada?
Aumentar analgesia opioide e observar evolução clínica nas próximas horas.
Solicitar Doppler venoso de urgência para afastar trombose venosa profunda.
Indicar fasciotomia descompressiva imediata, pois há sinais de síndrome compartimental aguda.
Elevar o membro e observar resposta por até 6 horas antes de qualquer conduta invasiva.
Iniciar anticoagulação plena para prevenir complicações tromboembólicas.
Sobre o pé diabético, assinale a alternativa correta.
O controle glicêmico não interfere no risco de seu desenvolvimento.
A neuropatia periférica é um dos principais fatores de risco para úlceras nesses casos.
O exame clínico dos pés deve ser realizado apenas quando houver úlcera ativa.
A prevenção baseia-se exclusivamente no uso de antibióticos profiláticos.
Ocorre apenas em pacientes com décadas de diagnóstico de diabetes.
Sobre a erisipela e a linfangite, assinale a alternativa correta.
A erisipela ocorre exclusivamente em membros inferiores, e está associada à febre e dor local.
O principal agente causador da erisipela é o Staphylococcus aureus.
As estrias vermelhas ascendentes em direção aos linfonodos regionais são típicas de tromboflebite associada à erisipela.
O tratamento da erisipela deve ser realizado apenas com medidas locais (elevação do membro e compressas frias), sendo a antibioticoterapia reservada para casos complicados.
A linfangite associada à erisipela não é apenas uma manifestação inflamatória local, pois apresenta participação bacteriana.
Quais dos seguintes achados clínicos configuram sinais maiores de trauma vascular e, portanto, indicam exploração cirúrgica imediata?
Hematoma estável, sopro e ausência de pulsos.
Sangramento ativo pulsátil, ausência de pulso distal e frêmito.
Hematoma pequeno, extremidade fria e dor localizada.
Edema progressivo, parestesia leve e pulso reduzido.
Alteração da perfusão capilar sem déficit de pulso.
Paciente de 32 anos, digitadora, refere dor e parestesias em membro superior direito, que pioram ao elevar o braço. Relata ainda sensação de peso e edema discreto ao final do dia. No exame físico, teste de Adson é positivo. Diante do diagnóstico de síndrome do desfiladeiro cervical neste caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Indicação imediata de cirurgia para ressecção da primeira costela.
Tratamento clínico conservador, com fisioterapia postural e analgesia.
Uso contínuo de anticoagulação oral para prevenir trombose subclávia.
Bloqueio anestésico cervical de rotina para alívio dos sintomas.
Restrição total das atividades físicas e repouso absoluto do membro afetado.
Em relação à isquemia mesentérica aguda, assinale a alternativa INCORRETA.
A dor abdominal desproporcional ao exame físico é um achado clínico clássico da fase inicial.
A tomografia computadorizada com angiotomografia é o exame de escolha para diagnóstico precoce.
A isquemia mesentérica arterial de origem embólica é frequentemente associada à fibrilação atrial não anticoagulada.
A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada apenas após a confirmação cirúrgica e a certeza do diagnóstico.
O atraso no diagnóstico está diretamente relacionado ao aumento da mortalidade, que pode ultrapassar 60%.
Durante a cirurgia de postectomia, qual fáscia deve ser preservada, com objetivo de evitar lesões na artéria dorsal, na veia dorsal profunda e nos ramos do nervo dorsal do pênis?
Subcutânea superficial.
Subcutânea profunda.
Superficial do pênis.
Profunda do pênis.
No hematoma intramural de aorta tipo B não complicado, qual o alvo terapêutico do tratamento clínico?
Pressão arterial sistólica (PAS) > 120 mmHg e frequência cardíaca (FC) < 60 bpm com vasodilatador e anticoagulante
PAS < 120 mmHg e FC < 60 bpm com betabloqueador e vasodilatador
PAS < 120 mmHg e FC < 60 bpm com betabloqueador e anticoagulante
PAS < 120 mmHg e FC > 60 bpm com vasodilatador isoladamente
Paciente masculino, de 64 anos, assintomático, com hipertensão arterial e dislipidemia, foi submetido a exame de imagem, tendo sido identificados tronco bovino e estenose de 80% na carótida interna esquerda. Segundo as diretrizes atuais da ESVS e SVS, qual a conduta mais apropriada considerando expectativa de vida > 10 anos e tratamento clínico otimizado?
Angioplastia com stent carotídeo por acesso transfemoral
Angioplastia com stent carotídeo por acesso radial direito
Angioplastia com stent carotídeo por acesso transcervical
Endarterectomia carotídea, se risco cirúrgico aceitável
Paciente masculino, de 74 anos, foi submetido a revascularização endovascular com stent no segmento femoropoplíteo por claudicação limitante e recebeu alta hospitalar com orientações para seguimento ambulatorial. Com histórico de hipertensão arterial, diabetes melito tipo 2 e tabagismo, apresentava função renal preservada. Não tinha história de sangramento. Considerando as diretrizes atuais, qual a conduta mais adequada em relação à terapia antitrombótica após a intervenção?
Manter AAS em monoterapia, visto que a revascularização já foi realizada e não há necessidade de terapia combinada se o paciente está assintomático.
Manter clopidogrel associado a AAS por 90 dias, suspendendo o clopidogrel após esse período, para prevenção de trombose do stent e eventos isquêmicos precoces.
Manter rivaroxabana, AAS e clopidogrel de forma contínua, visando redução de eventos adversos cardiovasculares e de membro inferior.
Manter rivaroxabana, AAS e clopidogrel, suspendendo o clopidogrel após 30 dias, para prevenção de trombose de stent e eventos isquêmicos precoces.
Paciente masculino, de 73 anos, hipertenso e ex-tabagista, apresentou achado ocasional de aneurisma isolado de artéria ilíaca comum direita, medindo 3,7 cm de diâmetro durante investigação urológica de rotina. De acordo com as Diretrizes da ESVS (2024), qual a conduta recomendada?
Tratamento endovascular ou aberto quando o aneurisma tiver ≥ 4 cm de diâmetro.
Tratamento endovascular eletivo se elevado risco perioperatório.
Tratamento cirúrgico aberto eletivo se baixo risco perioperatório.
Tratamento endovascular ou cirúrgico de urgência pelo risco de ruptura.
Sobre as Zonas de Ishimaru relacionadas à ancoragem da endoprótese no tratamento do aneurisma de aorta torácico, a zona 3 corresponde:
Aorta ascendente, incluindo o óstio do tronco braquiocefálico.
Entre a carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda.
Entre o tronco braquiocefálico e a carótida comum esquerda.
Descendente média/baixa.
Distal à artéria subclávia esquerda, início da aorta torácica descendente.
Um paciente de 67 anos, tabagista, apresenta claudicação de panturrilha para 80 metros e dor em panturrilha durante a noite. Relata que essa dor o acorda com frequência e que melhora ao sentar na beira da cama com os pés para baixo. Ao exame físico os pulsos femorais estão presentes, porém poplíteos e pediosos ausentes. O índice tornozelo-braquial (ITB) é 0,62. Ao exame, observa-se ainda tempo de enchimento venoso rápido e teste de Ratschow positivo. Qual achado mais sugere isquemia crítica iminente, que justifique investigação imediata para possível revascularização?
Enchimento capilar distal < 2 segundos.
Dor em repouso noturna aliviada ao pendurar a perna.
Claudicação estável com ITB entre 0,5−0,7.
Presença de sopro femoral bilateral sem alterações tróficas.
Edema simétrico de membros inferiores.
Qual achado mais sugere etiologia arterial da síndrome do desfiladeiro torácico?
Embolização digital por lesão subclávia.
Trombose venosa subclávia após atividade repetitive.
Teste de Adson positive.
Perda de força do braço ao elevar objetos leves.
Parestesias na distribuição ulnar.