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Assinale a alternativa correta em relação ao diagnóstico e ao tratamento da trombose venosa profunda que ocorre durante a gestação.
A dosagem de dímero D mostra-se mais fidedigna para a confirmação do diagnóstico nessa população em comparação a mulheres não gravidas.
Na suspeita de embolia pulmonar, a radiografia de tórax e a gasometria são sensíveis para diagnóstico, evitando o risco de exposição a contraste.
Administração de varfarina é o tratamento de escolha quando o diagnóstico é realizado durante o terceiro trimestre.
Após o diagnóstico de trombose venosa, a anticoagulação deve ser mantida por, no máximo, 3 meses, para minimizar o risco de sangramento e de descolamento de placenta.
Após o parto, a anticoagulação deve se estender por mais 6 semanas, independentemente da associação ao uso de compressão elástica.
Em pacientes com compromentimento do tronco da coronária esquerda e baixo SYNTAX score (0-22), qual modalidade de revascularização é recomendada com Classe I e Nível A de evidência?
Apenas Cirurgia de Revascularização Miocárdica (CRM).
Apenas Angioplastia Coronariana Transluminal Percutânea (ACTP).
Tanto CRM quanto ACTP são igualmente recomendadas.
ACTP é contraindicada.
Apenas tratamento clínico otimizado (TMO).
Qual dos seguintes contrastes utilizados em angiografias é um dímero não iônico e, portanto, apresenta a menor osmolaridade?
Iopamiron®.
Omnipaque®.
Henetix®.
Visipaque®.
Ultravist®.
A isquemia visceral arterial refere-se à diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo para os órgãos viscerais, principalmente o intestino. Essa condição pode ser aguda ou crônica, sendo geralmente causada por problemas nas artérias que fornecem sangue a esses órgãos, como a artéria mesentérica. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
A revascularização de dois vasos alvos, tendo como preferência a artéria mesentérica superior e o tronco celíaco, apresenta superioridade na diminuição da morbidade em longo prazo.
Durante a revascularização por técnica endovascular, por stents, o uso de filtros de proteção embólica apresenta benefício em seu uso de rotina.
O uso de stent recoberto apresenta perviedade superior em relação ao bare metal stent.
O ecodoppler de artéria mesentérica superior evidenciando Velocidade de Pico Sistólico (VPS) de 180 cm/s em sua origem é diagnóstico da doença.
A principal causa de mortalidade em pacientes com doença aterosclerótica mesentérica é a isquemia intestinal.
De acordo com o Guideline de Manejo da Doença Venosa Crônica dos Membros Inferiores, da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS) de 2022, assinale a alternativa que apresenta uma recomendação grau IA de evidência no tratamento da doença venosa.
Para diagnóstico e planejamento de tratamento em pacientes com doença venosa crônica suspeita ou clinicamente evidente, a ultrassonografia Doppler venosa completa dos membros inferiores é recomendada como modalidade de imagem primária.
Para pacientes com doença venosa crônica e edema (CEAP – classe clínica C3), recomenda-se o tratamento compressivo, com o uso de meias elásticas de compressão abaixo do joelho, exercendo uma pressão de 20-40 mmHg no tornozelo, para reduzir o edema.
Para pacientes com refluxo venoso superficial com úlcera ativa ou cicatrizada, o tratamento das veias incompetentes superficiais deve ser realizado mesmo quando houver a presença de refluxo profundo.
Para pacientes com insuficiência da veia safena magna que necessitem de tratamento, a ligadura deve ser considerada, caso opções de ablação térmica endovenosa não estejam disponíveis.
Para pacientes com ulceração venosa ativa ou cicatrizada na perna e obstrução do fluxo da veia ilíaca, a colocação de stent venoso deve ser considerada.
Entre os vasos arteriais citados a seguir, aquele que apresenta maior incidência de alteração do tipo displasia fibromuscular em seu achado anatomopatológico é a
artéria femoral.
artéria vertebral.
artéria ilíaca.
aorta.
artéria carótida externa.
O fator determinante mais importante da gravidade da clínica apresentada por um paciente com oclusão arterial aguda de membro inferior em um paciente de 70 anos é
ser paciente com hipertensão arterial.
presença de trombose venosa associada.
diâmetro da artéria ocluída.
história de doença coronariana associada.
desenvolvimento da circulação colateral.
Avalie os critérios de indicação de amputação primária de membro inferior em isquemia crítica listados a seguir.
I. Necrose extensa comprometendo a estrutura de sustentação do pé e sem artéria receptora.
II. Exposição óssea em um quirodáctilo.
III. Ausência de artéria doadora com dor de repouso sem resposta a analgesia.
Está correto o que se apresenta em:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A meia-vida plasmática do ativador tecidual do plasminogênio produzido por técnica da DNA recombinante (rt-PA) é:
1 a 2 minutos.
3 a 7 minutos.
10 a 15 minutos.
30 a 45 minutos.
60 a 90 minutos.
Durante uma angioplastia fêmoro-poplítea por acesso contralateral, foi identificada presença de calcificação intensa no segmento de femoral superficial distal, sendo muito difícil a passagem do fio guia, apesar do uso de um cateter de suporte. Após manobras endovasculares, foi possível progredir o cateter até a região da artéria poplítea. Uma angiografia por injeção através da bainha 6Fr x 45 cm é obtida, sendo identificado que o cateter não se encontra no mesmo trajeto da artéria nativa. Na aspiração do cateter, não é identificado qualquer refluxo.
Assinale a alternativa que apresenta a provável causa dessa condição, bem como a conduta a ser realizada.
Falha na angioplastia. Considerar a conversão imediata para derivação fêmoro-poplítea devido ao alto risco de trombose arterial secundária e perda do leito de escoamento arterial.
Cateter de angioplastia em trajeto sub-intimal. Realizar manobras para reentrada, incluindo uso de dispositivo de reentrada ou punção distal retrógrada.
Perfuração arterial. Proceder implante de Stent revestido com objetivo de controlar o sangramento local e preservar o fluxo distal na artéria poplítea.
Obstrução por trombos do cateter de suporte. Realizar a infusão local de agente fibrinolítico, seguido de nova angiografia, aproximadamente, 15 minutos após a ação do fármaco.
Colabamento do cateter durante a aspiração. Proceder implante de guia na poplítea distal e realizar a angioplastia como de habitual.
Referente à angioplastia fêmoro-poplítea, assinale a alternativa correta.
Nos pacientes obesos, especialmente com abdômen em avental, a punção anterógrada ipsilateral da femoral comum é tão segura quanto a punção contralateral.
A principal vantagem da punção contralateral é a possibilidade de tratar o segmento ostial/proximal da artéria femoral superficial, incluindo todos os segmentos infrapoplíteos e artérias podálicas.
Sempre que possível, as punções adjuvantes retrógradas devem ser evitadas em virtude do alta incidência de trombose arterial secundária a jusante ao local da punção, com consequente perda do leito de escoamento.
São indicações absolutas para o uso do Stent: oclusão total da artéria femoral superficial, retração elástica superior a 30% e dissecção arterial limitante ao fluxo.
Os resultados do uso de balões eluidores de droga são superiores a angioplastia com plain balloon (POBA), especialmente quando se avalia a sobrevida livre de reintervenção.
Assinale a alternativa que apresenta os materiais habitualmente utilizados em uma angioplastia de carótida.
Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico Vert 5F ou Simmons II 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível monorail 7.0 x 40 mm.
Introdutor femoral 8F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou Mikaelson 5F; guia extra stiff 0,035”; dispositivo reversor de fluxo; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent expansível por balão over-the-wire 7.0 x 40 mm.
Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou Vert 5F; guia extra stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent expansível por balão 7.0 x 40 mm.
Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou MP 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; cateter balão oclusor proximal; guia 0,014” x 300 cm; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível monorail 6.0 x 30 mm.
Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico Vert 5F ou Simmons II 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão over-the-wire 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível over-the-wire 7.0 x 40 mm.
Quanto ao uso do copolímero EVOH nas embolizações, assinale a alternativa correta.
Lavar o microcateter com solução não-iônica, como soro glicosado 5% previamente à introdução do agente de embolização.
Atentar à seleção de microcateter compatível com DMSO.
Devido ao seu alto poder de penetração e progressão, esse agente permite a disposição do microcateter em posição troncular não seletiva.
Uma das desvantagens da embolização com agente EVOH é que esse agente é aderente, portanto, há a adesão do micro e macrocateter ao local do tratamento.
Uma das grandes vantagens é que após a infusão do polímero, não há necessidade de troca do microcateter por outro quando se planeja a infusão de outro agente de embolização, como as partículas esféricas.
De acordo com Campbell (2017), sobre a artropatia de Charcot no pé do paciente diabético, é correto afirmar que:
as úlceras advêm somente de traumas locais.
as alterações do sistema autonômico são as principais causadoras das alterações vasculares.
as deformidades não são fatores de risco para o aparecimento de úlceras.
no caso de aparecimento de úlceras, somente o tratamento cirúrgico é o indicado.
estes pacientes têm a microestrutura óssea preservada.
De acordo com Querleu, a dissecção linfonodal para-aórtica é dividida em níveis. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Nível 1: se estende até a bifurcação da artéria ilíaca interna e externa.
Nível 2: se estende até a bifurcação das artérias ilíacas.
Nível 3: se estende pela aorta até a emergência da artéria mesentérica inferior.
Nível 4: se estende até a emergência da artéria renal.
Nível 5: se estende até o tronco celíaco.
Referente à cascata da coagulação, assinale a alternativa correta.
A participação da vitamina K no processo de coagulação está no seu efeito coenzimático nos fatores II, VI, X e XI.
Além do cálcio, o zinco é um eletrólito essencial no processo de estabilização dos fatores IXa e Xa junto às plaquetas.
A via comum é iniciada a partir da ativação do fator V em Va.
A via extrínseca promove a ativação do fator X em Xa através da formação do complexo fator tecidual + fator VII + cálcio.
A via intrínseca representa uma via alternativa à formação da trombina, sendo essencialmente ligada a ativação da coagulação pelo fator VIII.
Um homem de 34 anos, vítima de agressão com faca, é admitido no pronto-socorro com uma ferida penetrante na região anterior do pescoço, no triângulo anterior da zona II, com sangramento ativo moderado. O paciente está consciente, hemodinamicamente estável (PA: 122 x 78 mmHg; FC: 98 bpm). Não há sinais clínicos de déficit neurológico, enfisema subcutâneo ou hematoma em expansão.
Com base nas melhores práticas para o manejo do trauma penetrante cervical em paciente estável, a conduta inicial mais apropriada é:
toracotomia superior associada à cervicotomia, devido ao alto risco de lesão vascular torácica associada.
angiotomografia cervical, seguida de exploração cirúrgica seletiva se houver sinais de lesão vascular significativa.
monitorização clínica rigorosa, pois a estabilidade hemodinâmica descarta a necessidade de exames complementares.
compressão manual e curativo compressivo, com reavaliação clínica seriada, pois o sangramento moderado pode ser autolimitado.
exploração cirúrgica mandatória da lesão, pois toda ferida penetrante na zona II requer abordagem operatória imediata.
Em relação ao pé diabético, assinale a alternativa correta.
O espessamento da membrana basal nos capilares é uma das alterações mais características da microangiopatia diabética.
As características histológicas das placas ateroscleróticas de pacientes diabéticos e não diabéticos são diferentes.
O território aorto-ilíaco é frequentemente comprometido por lesões ateroscleróticas extensas em pacientes diabéticos.
No tratamento das infecções com secreção de pé diabético, a cultura com antibiograma tem pouco valor, pois habitualmente a flora é polimicrobiana.
A simpatectomia lombar é benéfica como adjuvante no tratamento de lesões superficiais em pés diabéticos.
Em relação à avaliação hemodinâmica e ao papel do ultrassom Doppler colorido (Eco-Doppler) na investigação da úlcera venosa crônica (UVC), assinale a alternativa INCORRETA.
A detecção de refluxo venoso superficial é definida por tempo de refluxo ≥0,5 segundos após manobra de compressão/descompressão, enquanto o refluxo profundo clinicamente significativo é definido por duração ≥1,0 segundo nas veias femoral comum e poplítea.
A presença de refluxo em veias perfurantes é considerada patológica quando o diâmetro é ≥3,5 mm e a duração do refluxo é ≥0,35 segundos, especialmente quando em comunicação com áreas de ulceração.
O mapeamento ultrassonográfico pré-operatório deve identificar todos os segmentos venosos com refluxo, pois a ablação de um único eixo venoso insuficiente, mesmo que dominante, é suficiente para interromper a hipertensão venosa em 100% dos casos de úlcera ativa.
O estudo duplex deve sempre incluir a avaliação da perviedade venosa profunda, uma vez que o tratamento superficial isolado em presença de obstrução venosa proximal significativa pode piorar o retorno venoso e retardar a cicatrização.
O uso do Eco-Doppler possibilita estratificação anatômica e hemodinâmica da insuficiência venosa conforme a classificação CEAP revisada (2020), permitindo definir estratégias terapêuticas individualizadas, incluindo abordagens combinadas superficial e profunda.
Um paciente de 38 anos apresenta trombose venosa profunda ilio-femoral esquerda recente. Após suspeita de Síndrome de Cockett, exames de imagem confirmam estenose significativa da veia ilíaca comum esquerda (> 70 % da luz). Sobre o tratamento endovascular com stent venoso, assinale a alternativa correta.
A implantação de stent deve ser limitada à região de compressão evidente da veia ilíaca comum, evitando extensão para a veia cava inferior, pois a cobertura proximal aumenta significativamente o risco de trombose e complicações pulmonares.
O uso de stent venoso autoexpansível é preferível ao balão metálico expansível, pois se adapta melhor às variações respiratórias e ao movimento pélvico, permitindo preservação da hemodinâmica venosa e redução de fratura do stent.
A técnica recomendada inclui pré-dilatação do segmento ilíaco comprimido com balão de alta pressão, seguida de implante de stent autoexpansível de comprimento mínimo necessário para cobrir apenas a área estreita, sem ultrapassar a junção ilio-cava.
Após implante do stent, anticoagulação prolongada é dispensável se a expansão pós-procedimento for adequada, sendo suficiente apenas o uso de meias de compressão.
A colocação de stent em trombose aguda não é indicada; deve-se aguardar 4-6 semanas após trombólise ou anticoagulação para minimizar risco de embolia pulmonar.