Questões de Concurso sobre Cirurgia Vascular - Página 13 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Cirurgia Vascular

 
 
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Assinale a alternativa correta em relação ao diagnóstico e ao tratamento da trombose venosa profunda que ocorre durante a gestação.


A

A dosagem de dímero D mostra-se mais fidedigna para a confirmação do diagnóstico nessa população em comparação a mulheres não gravidas.


B

Na suspeita de embolia pulmonar, a radiografia de tórax e a gasometria são sensíveis para diagnóstico, evitando o risco de exposição a contraste.


C

Administração de varfarina é o tratamento de escolha quando o diagnóstico é realizado durante o terceiro trimestre.


D

Após o diagnóstico de trombose venosa, a anticoagulação deve ser mantida por, no máximo, 3 meses, para minimizar o risco de sangramento e de descolamento de placenta.


E

Após o parto, a anticoagulação deve se estender por mais 6 semanas, independentemente da associação ao uso de compressão elástica.

Em pacientes com compromentimento do tronco da coronária esquerda e baixo SYNTAX score (0-22), qual modalidade de revascularização é recomendada com Classe I e Nível A de evidência?


A

Apenas Cirurgia de Revascularização Miocárdica (CRM).


B

Apenas Angioplastia Coronariana Transluminal Percutânea (ACTP).


C

Tanto CRM quanto ACTP são igualmente recomendadas.


D

ACTP é contraindicada.


E

Apenas tratamento clínico otimizado (TMO).

Qual dos seguintes contrastes utilizados em angiografias é um dímero não iônico e, portanto, apresenta a menor osmolaridade?


A

Iopamiron®.


B

Omnipaque®.


C

Henetix®.


D

Visipaque®.


E

Ultravist®.

A isquemia visceral arterial refere-se à diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo para os órgãos viscerais, principalmente o intestino. Essa condição pode ser aguda ou crônica, sendo geralmente causada por problemas nas artérias que fornecem sangue a esses órgãos, como a artéria mesentérica. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.


A

A revascularização de dois vasos alvos, tendo como preferência a artéria mesentérica superior e o tronco celíaco, apresenta superioridade na diminuição da morbidade em longo prazo.


B

Durante a revascularização por técnica endovascular, por stents, o uso de filtros de proteção embólica apresenta benefício em seu uso de rotina.


C

O uso de stent recoberto apresenta perviedade superior em relação ao bare metal stent.


D

O ecodoppler de artéria mesentérica superior evidenciando Velocidade de Pico Sistólico (VPS) de 180 cm/s em sua origem é diagnóstico da doença.


E

A principal causa de mortalidade em pacientes com doença aterosclerótica mesentérica é a isquemia intestinal.

De acordo com o Guideline de Manejo da Doença Venosa Crônica dos Membros Inferiores, da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS) de 2022, assinale a alternativa que apresenta uma recomendação grau IA de evidência no tratamento da doença venosa.


A

Para diagnóstico e planejamento de tratamento em pacientes com doença venosa crônica suspeita ou clinicamente evidente, a ultrassonografia Doppler venosa completa dos membros inferiores é recomendada como modalidade de imagem primária.


B

Para pacientes com doença venosa crônica e edema (CEAP – classe clínica C3), recomenda-se o tratamento compressivo, com o uso de meias elásticas de compressão abaixo do joelho, exercendo uma pressão de 20-40 mmHg no tornozelo, para reduzir o edema.


C

Para pacientes com refluxo venoso superficial com úlcera ativa ou cicatrizada, o tratamento das veias incompetentes superficiais deve ser realizado mesmo quando houver a presença de refluxo profundo.


D

Para pacientes com insuficiência da veia safena magna que necessitem de tratamento, a ligadura deve ser considerada, caso opções de ablação térmica endovenosa não estejam disponíveis.


E

Para pacientes com ulceração venosa ativa ou cicatrizada na perna e obstrução do fluxo da veia ilíaca, a colocação de stent venoso deve ser considerada.

Entre os vasos arteriais citados a seguir, aquele que apresenta maior incidência de alteração do tipo displasia fibromuscular em seu achado anatomopatológico é a


A

artéria femoral.


B

artéria vertebral.


C

artéria ilíaca.


D

aorta.


E

artéria carótida externa.

O fator determinante mais importante da gravidade da clínica apresentada por um paciente com oclusão arterial aguda de membro inferior em um paciente de 70 anos é


A

ser paciente com hipertensão arterial.


B

presença de trombose venosa associada.


C

diâmetro da artéria ocluída.


D

história de doença coronariana associada.


E

desenvolvimento da circulação colateral.

Avalie os critérios de indicação de amputação primária de membro inferior em isquemia crítica listados a seguir.


I. Necrose extensa comprometendo a estrutura de sustentação do pé e sem artéria receptora.

II. Exposição óssea em um quirodáctilo.

III. Ausência de artéria doadora com dor de repouso sem resposta a analgesia.


Está correto o que se apresenta em:


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

A meia-vida plasmática do ativador tecidual do plasminogênio produzido por técnica da DNA recombinante (rt-PA) é:


A

1 a 2 minutos.


B

3 a 7 minutos.


C

10 a 15 minutos.


D

30 a 45 minutos.


E

60 a 90 minutos.

Durante uma angioplastia fêmoro-poplítea por acesso contralateral, foi identificada presença de calcificação intensa no segmento de femoral superficial distal, sendo muito difícil a passagem do fio guia, apesar do uso de um cateter de suporte. Após manobras endovasculares, foi possível progredir o cateter até a região da artéria poplítea. Uma angiografia por injeção através da bainha 6Fr x 45 cm é obtida, sendo identificado que o cateter não se encontra no mesmo trajeto da artéria nativa. Na aspiração do cateter, não é identificado qualquer refluxo.


Assinale a alternativa que apresenta a provável causa dessa condição, bem como a conduta a ser realizada.


A

Falha na angioplastia. Considerar a conversão imediata para derivação fêmoro-poplítea devido ao alto risco de trombose arterial secundária e perda do leito de escoamento arterial.


B

Cateter de angioplastia em trajeto sub-intimal. Realizar manobras para reentrada, incluindo uso de dispositivo de reentrada ou punção distal retrógrada.


C

Perfuração arterial. Proceder implante de Stent revestido com objetivo de controlar o sangramento local e preservar o fluxo distal na artéria poplítea.


D

Obstrução por trombos do cateter de suporte. Realizar a infusão local de agente fibrinolítico, seguido de nova angiografia, aproximadamente, 15 minutos após a ação do fármaco.


E

Colabamento do cateter durante a aspiração. Proceder implante de guia na poplítea distal e realizar a angioplastia como de habitual.

Referente à angioplastia fêmoro-poplítea, assinale a alternativa correta.


A

Nos pacientes obesos, especialmente com abdômen em avental, a punção anterógrada ipsilateral da femoral comum é tão segura quanto a punção contralateral.


B

A principal vantagem da punção contralateral é a possibilidade de tratar o segmento ostial/proximal da artéria femoral superficial, incluindo todos os segmentos infrapoplíteos e artérias podálicas.


C

Sempre que possível, as punções adjuvantes retrógradas devem ser evitadas em virtude do alta incidência de trombose arterial secundária a jusante ao local da punção, com consequente perda do leito de escoamento.


D

São indicações absolutas para o uso do Stent: oclusão total da artéria femoral superficial, retração elástica superior a 30% e dissecção arterial limitante ao fluxo.


E

Os resultados do uso de balões eluidores de droga são superiores a angioplastia com plain balloon (POBA), especialmente quando se avalia a sobrevida livre de reintervenção.

Assinale a alternativa que apresenta os materiais habitualmente utilizados em uma angioplastia de carótida.


A

Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico Vert 5F ou Simmons II 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível monorail 7.0 x 40 mm.


B

Introdutor femoral 8F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou Mikaelson 5F; guia extra stiff 0,035”; dispositivo reversor de fluxo; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent expansível por balão over-the-wire 7.0 x 40 mm.


C

Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou Vert 5F; guia extra stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent expansível por balão 7.0 x 40 mm.


D

Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico HeadHunt H1 5F ou MP 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; cateter balão oclusor proximal; guia 0,014” x 300 cm; cateter balão monorail 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível monorail 6.0 x 30 mm.


E

Introdutor femoral 6F x 11 cm; guia hidrofílico 0,035”; cateter diagnóstico Vert 5F ou Simmons II 5F; guia super stiff 0,035”; bainha 6F x 90 cm; filtro de proteção antiembólica; cateter balão over-the-wire 6.0 x 20 mm; Stent autoexpansível over-the-wire 7.0 x 40 mm.

Quanto ao uso do copolímero EVOH nas embolizações, assinale a alternativa correta.


A

Lavar o microcateter com solução não-iônica, como soro glicosado 5% previamente à introdução do agente de embolização.


B

Atentar à seleção de microcateter compatível com DMSO.


C

Devido ao seu alto poder de penetração e progressão, esse agente permite a disposição do microcateter em posição troncular não seletiva.


D

Uma das desvantagens da embolização com agente EVOH é que esse agente é aderente, portanto, há a adesão do micro e macrocateter ao local do tratamento.


E

Uma das grandes vantagens é que após a infusão do polímero, não há necessidade de troca do microcateter por outro quando se planeja a infusão de outro agente de embolização, como as partículas esféricas.

De acordo com Campbell (2017), sobre a artropatia de Charcot no pé do paciente diabético, é correto afirmar que:


A

as úlceras advêm somente de traumas locais.


B

as alterações do sistema autonômico são as principais causadoras das alterações vasculares.


C

as deformidades não são fatores de risco para o aparecimento de úlceras.


D

no caso de aparecimento de úlceras, somente o tratamento cirúrgico é o indicado.


E

estes pacientes têm a microestrutura óssea preservada.

De acordo com Querleu, a dissecção linfonodal para-aórtica é dividida em níveis. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Nível 1: se estende até a bifurcação da artéria ilíaca interna e externa.


B

Nível 2: se estende até a bifurcação das artérias ilíacas.


C

Nível 3: se estende pela aorta até a emergência da artéria mesentérica inferior.


D

Nível 4: se estende até a emergência da artéria renal.


E

Nível 5: se estende até o tronco celíaco.

Referente à cascata da coagulação, assinale a alternativa correta.


A

A participação da vitamina K no processo de coagulação está no seu efeito coenzimático nos fatores II, VI, X e XI.


B

Além do cálcio, o zinco é um eletrólito essencial no processo de estabilização dos fatores IXa e Xa junto às plaquetas.


C

A via comum é iniciada a partir da ativação do fator V em Va.


D

A via extrínseca promove a ativação do fator X em Xa através da formação do complexo fator tecidual + fator VII + cálcio.


E

A via intrínseca representa uma via alternativa à formação da trombina, sendo essencialmente ligada a ativação da coagulação pelo fator VIII.

Um homem de 34 anos, vítima de agressão com faca, é admitido no pronto-socorro com uma ferida penetrante na região anterior do pescoço, no triângulo anterior da zona II, com sangramento ativo moderado. O paciente está consciente, hemodinamicamente estável (PA: 122 x 78 mmHg; FC: 98 bpm). Não há sinais clínicos de déficit neurológico, enfisema subcutâneo ou hematoma em expansão.

Com base nas melhores práticas para o manejo do trauma penetrante cervical em paciente estável, a conduta inicial mais apropriada é:


A

toracotomia superior associada à cervicotomia, devido ao alto risco de lesão vascular torácica associada.


B

angiotomografia cervical, seguida de exploração cirúrgica seletiva se houver sinais de lesão vascular significativa.


C

monitorização clínica rigorosa, pois a estabilidade hemodinâmica descarta a necessidade de exames complementares.


D

compressão manual e curativo compressivo, com reavaliação clínica seriada, pois o sangramento moderado pode ser autolimitado.


E

exploração cirúrgica mandatória da lesão, pois toda ferida penetrante na zona II requer abordagem operatória imediata.

Em relação ao pé diabético, assinale a alternativa correta.


A

O espessamento da membrana basal nos capilares é uma das alterações mais características da microangiopatia diabética.


B

As características histológicas das placas ateroscleróticas de pacientes diabéticos e não diabéticos são diferentes.


C

O território aorto-ilíaco é frequentemente comprometido por lesões ateroscleróticas extensas em pacientes diabéticos.


D

No tratamento das infecções com secreção de pé diabético, a cultura com antibiograma tem pouco valor, pois habitualmente a flora é polimicrobiana.


E

A simpatectomia lombar é benéfica como adjuvante no tratamento de lesões superficiais em pés diabéticos.

Em relação à avaliação hemodinâmica e ao papel do ultrassom Doppler colorido (Eco-Doppler) na investigação da úlcera venosa crônica (UVC), assinale a alternativa INCORRETA.


A

A detecção de refluxo venoso superficial é definida por tempo de refluxo ≥0,5 segundos após manobra de compressão/descompressão, enquanto o refluxo profundo clinicamente significativo é definido por duração ≥1,0 segundo nas veias femoral comum e poplítea.


B

A presença de refluxo em veias perfurantes é considerada patológica quando o diâmetro é ≥3,5 mm e a duração do refluxo é ≥0,35 segundos, especialmente quando em comunicação com áreas de ulceração.


C

O mapeamento ultrassonográfico pré-operatório deve identificar todos os segmentos venosos com refluxo, pois a ablação de um único eixo venoso insuficiente, mesmo que dominante, é suficiente para interromper a hipertensão venosa em 100% dos casos de úlcera ativa.


D

O estudo duplex deve sempre incluir a avaliação da perviedade venosa profunda, uma vez que o tratamento superficial isolado em presença de obstrução venosa proximal significativa pode piorar o retorno venoso e retardar a cicatrização.


E

O uso do Eco-Doppler possibilita estratificação anatômica e hemodinâmica da insuficiência venosa conforme a classificação CEAP revisada (2020), permitindo definir estratégias terapêuticas individualizadas, incluindo abordagens combinadas superficial e profunda.

Um paciente de 38 anos apresenta trombose venosa profunda ilio-femoral esquerda recente. Após suspeita de Síndrome de Cockett, exames de imagem confirmam estenose significativa da veia ilíaca comum esquerda (> 70 % da luz). Sobre o tratamento endovascular com stent venoso, assinale a alternativa correta.


A

A implantação de stent deve ser limitada à região de compressão evidente da veia ilíaca comum, evitando extensão para a veia cava inferior, pois a cobertura proximal aumenta significativamente o risco de trombose e complicações pulmonares.


B

O uso de stent venoso autoexpansível é preferível ao balão metálico expansível, pois se adapta melhor às variações respiratórias e ao movimento pélvico, permitindo preservação da hemodinâmica venosa e redução de fratura do stent.


C

A técnica recomendada inclui pré-dilatação do segmento ilíaco comprimido com balão de alta pressão, seguida de implante de stent autoexpansível de comprimento mínimo necessário para cobrir apenas a área estreita, sem ultrapassar a junção ilio-cava.


D

Após implante do stent, anticoagulação prolongada é dispensável se a expansão pós-procedimento for adequada, sendo suficiente apenas o uso de meias de compressão.


E

A colocação de stent em trombose aguda não é indicada; deve-se aguardar 4-6 semanas após trombólise ou anticoagulação para minimizar risco de embolia pulmonar.

 
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