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Um homem de 48 anos, previamente hígido, é admitido com dor e edema súbito em membro inferior esquerdo. O ecodoppler evidencia trombose venosa profunda envolvendo veias femoral comum, femoral superficial e ilíaca externa, sem sinais de embolia pulmonar. Após anticoagulação inicial com heparina de baixo peso molecular, o cirurgião vascular considera a possibilidade de terapia trombolítica. Sobre o uso de trombolíticos na TVP proximal, assinale a alternativa correta.
A trombólise sistêmica com alteplase apresenta eficácia semelhante à trombólise dirigida por cateter, mas com menor risco de sangramento maior.
A trombólise dirigida por cateter é indicada rotineiramente para todos os pacientes com TVP proximal sintomática de até 21 dias.
A presença de trombose envolvendo veia ilíaca comum em paciente jovem, sem contraindicação ao sangramento, é uma das indicações clássicas para trombólise dirigida por cateter.
A utilização de trombolíticos está contraindicada em qualquer paciente com TVP proximal com sintomas acima de 7 dias, independentemente da extensão do trombo.
O uso concomitante de anticoagulante oral direto (DOAC) durante a trombólise dirigida por cateter reduz o risco de embolia pulmonar associada ao procedimento.
Paciente masculino, 74 anos, portador de aterosclerose difusa, com história de revascularização coronariana há 5 anos, apresenta quadro compatível de DAOP, com Classificação de Rutherford categoria 4. Considerando essa classificação e os critérios clínicos e hemodinâmicos atuais para isquemia crônica de membro inferior, assinale a alternativa que melhor descreve o quadro esperado desse paciente.
Presença de claudicação intermitente moderada, ITB entre 0,60 e 0,80, sem perda tecidual.
Dor isquêmica em repouso, frequentemente noturna, ITB < 0,40, sem úlceras ou necrose.
Claudicação severa, com dor aos poucos metros, ITB < 0,50, ausência de dor em repouso.
Perda tecidual menor (úlceras ou necrose limitada), ITB < 0,30, com dor constante.
Gangrena extensa, comprometendo antepé e calcanhar, ITB < 0,25, com ausência de pulsos femorais.
Durante o manejo de um paciente com trombose venosa profunda iliofemoral extensa, submetido à trombólise farmacomecânica com alteplase (rt-PA), ocorre hemorragia intracraniana detectada em exame de imagem 90 minutos após o início da infusão. Considerando o contexto clínico e fisiopatológico, a conduta mais adequada quanto à reversão do agente trombolítico e ao manejo hemostático é
suspender imediatamente a alteplase, administrar ácido tranexâmico intravenoso e considerar reposição de crioprecipitado, visando elevar o fibrinogênio acima de 150 mg/dL.
suspender a alteplase, administrar protamina em bolus lento e iniciar transfusão de plasma fresco congelado até normalização do tempo de protrombina.
suspender o rt-PA, administrar complexo protrombínico ativado (aPCC) e vitamina K, visto que ambos reduzem a fibrinólise sistêmica induzida pelo trombolítico.
manter a alteplase em baixa dose e iniciar infusão concomitante de ácido aminocaproico, pois o antagonismo competitivo entre ambos reduz o risco de sangramento sem comprometer a lise do trombo.
suspender a alteplase e administrar sulfato de protamina e vitamina K, medidas específicas para antagonizar o efeito fibrinolítico do rt-PA.
A respeito do manejo da Oclusão Arterial Aguda (OAA), assinale a alternativa correta.
Na presença de isquemia grau IIb pela classificação de Rutherford, a terapia trombolítica intra -arterial é preferida em relação à revascularização cirúrgica imediata, desde que o tempo de isquemia seja inferior a 12 horas.
A administração de anticoagulação sistêmica com heparina não fracionada deve ser postergada até a confirmação do diagnóstico por imagem, para evitar o risco de reperfusão precoce e síndrome compartimental.
Em casos de embolia a partir de fibrilação atrial, a embolectomia com cateter de Fogarty tem menor taxa de salvamento de membro quando comparada à trombólise dirigida por cateter, independentemente do tempo de isquemia.
A fasciotomia profilática não é indicada em pacientes submetidos à revascularização de membros com isquemia grau IIb, salvo se houver sinais clínicos de síndrome compartimental já instalada.
Em pacientes com OAA secundária à trombose de enxerto femoropoplíteo protético, a trombólise dirigida por cateter apresenta taxas de permeabilidade primária e secundária comparáveis à reoperação aberta, desde que não haja sinais de isquemia grau III.
Paciente, sexo masculino, 74 anos, tabagista 50 anos-maço, hipertenso mal controlado, não diabético, apresenta-se com dor súbita em membro inferior direito há quatro dias, com agravamento progressivo desta. Relata sensação de ''formigamento'' na ponta dos artelhos do pé direito. Mantém as flexões plantar e dorsal do pé direito e dos respectivos artelhos. Presença de frialdade desde a metade inferior da perna até o pé. Perfusão capilar plantar bem reduzida. Musculatura da panturrilha livre, com dor somente a palpação. Em qual classe de isquemia aguda de Rutherford se encontra o membro deste paciente?
Classe I.
Classe IIa.
Classe IIb.
Classe III.
A análise espectral em forma de gráfico derivada do Doppler pulsado representa o fluxo sanguíneoavaliado em um ponto específico do vaso sanguíneo. Sobre o assunto, assinale a opção incorreta.
O componente inicial ascendente da curva representa a sístole ventricular.
O terceiro componente da curva espectral, em territórios de alta resistência, reflete a complacência da aorta.
O formato da onda bifásica ou multifásica é determinado pela pressão arterial.
Em leitos arteriais de baixa resistência, a velocidade diastólica final fica acima de zero.
A síndrome do desfiladeiro cérvico-torácico se refere aos sinais e sintomas da compressão dos nervos do plexo braquial, da veia subclávia e da artéria subclávia, que atravessam os espaços do desfiladeiro cérvico-torácico. O desfiladeiro cérvico-torácico possui três espaços onde estas estruturas podem ser submetidas à compressão extrínseca. Das opções abaixo, qual desses espaços não faz parte do desfiladeiro cérvico-torácico?
Triângulo interescalênico.
Espaço costoclavicular.
Espaço subcoracoide.
Espaço peitoral maior.
Sobre a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), todas as opções estão corretas, exceto:
A claudicação intermitente é o sintoma mais comum da DAOP e decorre de isquemia muscular durante o exercício, sendo geralmente aliviada com o repouso.
A dor em repouso é indicativa de isquemia crítica, que exige avaliação urgente para revascularização.
A angioplastia transluminal percutânea é o tratamento de escolha para todos os pacientes com DAOP, independentemente do padrão anatômico das lesões arteriais.
O tratamento conservador para DAOP inclui a cessação do tabagismo, controle rigoroso dos fatores de risco cardiovasculares e terapia com antiplaquetários, como ácido acetilsalicílico ou clopidogrel.
Paciente, sexo masculino, 78 anos, com sobrepeso, sedentário, hipertenso, tabagista e diabético apresenta claudicação intermitente no membro inferior direito. Ao exame, evidenciou-se que os pulsos femorais estavam presentes e normais bilateralmente e os pulsos poplíteo e podais ausentes bilateralmente. Sobre esta doença, assinale a opção correta.
O exame de duplex scan arterial é necessário para a confirmação diagnóstica objetiva.
O risco de óbito é maior que o risco de amputação do membro em cinco anos.
A maioria dos pacientes tem agravamento do sintoma com o tempo.
A extensão da obstrução arterial determina o prognóstico.
Uma mulher de 55 anos, submetida, há 5 anos, a mastectomia radial modificada e linfadenectomia axilar para tratamento de câncer de mama, apresenta edema progressivo persistente no membro superior ipsilateral. Inicialmente o edema era compressível e melhorava com a elevação, mas agora a pele se tornou espessada, com sinais de fibrose. Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa correta acerca do linfedema secundário e seu manejo.
O linfedema nesse estágio requer tratamento com diuréticos potentes para reduzir o acúmulo de líquido no espaço extracelular.
A ultrassonografia com doppler é o exame mais indicado para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do comprometimento linfático.
A característica de melhora com elevação e consistência compressível indica um linfedema já em estágio avançado.
A cirurgia derivativa linfático-venosa é a abordagem terapêutica de primeira linha para os casos de linfedema secundário.
O tratamento padrão-ouro atual envolve a terapia física descongestiva, incluindo drenagem linfática manual, bandagens compressivas, exercícios e cuidados com a pele.
Sobre a etiopatogenia dos aneurismas de artérias viscerais, assinale a alternativa correta.
Os aneurismas de artéria esplênica são os mais comuns, frequentemente associados à multiparidade, hipertensão portal e pancreatite.
Aneurismas de artéria hepática são os terceiros mais comuns, tendo como principais causas displasia fibromuscular e infecção.
Aneurismas de artéria mesentérica superior são predominantemente de etiologia congênita, apresentando baixa incidência de natureza infecciosa.
Aneurismas de artéria renal têm como única etiologia significativa a aterosclerose, sendo displasia fibromuscular e vasculite consideradas raras.
A aterosclerose é a causa mais incomum de aneurismas de artérias viscerais, sendo a infecção (aneurismas micóticos) o fator etiológico predominante para todos os tipos.
Paciente masculino, 68 anos, hipertenso e diabético, apresenta dor torácica súbita e intensa há 12h, descrita como "em facada", sem irradiação para as costas. Ao exame físico, observa-se hipertensão arterial (PA 180/110 mmHg) e ausência de assimetria nos pulsos. Não há sinais de isquemia periférica. Foi descartado infarto agudo do miocárdio e ao ecocardiograma sugeriu-se haver uma lâmina de dissecção de aorta ascendente, ausência de derrame pericárdico e sem alterações valvares. Foi realizada angiotomografia de aorta, que revelou: dissecção limitada à aorta ascendente; falsa luz preenchida por contraste; ausência de envolvimento do arco aórtico ou aorta descendente; ausência de acometimento das artérias coronárias ou da valva aórtica. Neste caso, o melhor tratamento indicado para este paciente é:
controle clínico rigoroso do duplo produto e internação para observação em UTI.
implante endovascular de endoprótese na aorta descendente.
cirurgia para a ressecção de aorta ascendente e reconstrução com enxerto de Dacron.
anticoagulação plena para evitar trombose na falsa luz e tromboembolismo sistêmico.
observação clínica com reavaliações periódicas por imagem a nível ambulatorial.
São critérios ultrassonográficos de trombose venosa aguda:
visualização do trombo luminal mais ecogênico.
presença de circulação colateral.
trombo retraído, com redução do calibre venoso.
visualização do trombo luminal ecoluscente ou com ecogenicidade intermediária.
presença de trabeculações na veia.
Paciente do sexo feminino, com 32 anos, relata edema no pé direito há cerca de um ano, que piora ao longo do dia, porém sem remissão completa com a elevação do membro. Nega antecedente prévio de trauma ou infecção nos membros inferiores. Nega dispneia ou alterações urinárias. Ao exame físico, apresenta presença de edema 1+/4+ no terço distal do membro inferior direito e sinal de Stemmer positivo, sem evidência de outras alterações.
A hipótese diagnóstica e o exame complementar para confirmação dessa hipótese são, correta e respectivamente:
insuficiência venosa crônica e ultrassom com Doppler de cava e veias ilíacas.
varizes de membros inferiores e ultrassom com Doppler venoso dos membros inferiores.
linfedema primário e linfocintilografia de membros inferiores.
insuficiência renal aguda e testes de função renal.
insuficiência cardíaca e ecocardiograma.
Paciente do sexo masculino, com 31 anos, com varizes no membro inferior direito, passou em avaliação com clínico, que solicitou ultrassom com Doppler venoso dos membros inferiores e na mesma consulta já encaminhou para avaliação vascular.
Paciente vai à consulta para mostrar o exame e relata que gostaria de fazer cirurgia para retirar as varizes, pois elas estão incomodando esteticamente. Durante a avaliação vascular inicial, relata varizes há dois anos e pele mais acastanhada na perna. Apresenta antecedente pessoal de acidente de moto há quase três anos, com fratura no membro inferior direito e sem lesão vascular associada, e antecedente familiar de mãe e tias com varizes e necessidade de cirurgia. Ao exame físico, notam-se presença de varizes de médio calibre no terço distal do membro inferior direito, hiperpigmentação e dermatofibrose. Pulso tibial anterior direito discretamente diminuído em comparação com o contralateral. Ultrassom com Doppler com fluxo turbulento na veia tibial anterior direita, associado a dilatações vasculares nessa topografia.
Qual o diagnóstico correto?
Síndrome de May-Thurner.
Fístula arteriovenosa.
Trombose venosa profunda em recanalização.
Síndrome de Cockett.
Varizes primárias.
A diretriz GLOBAL (Global Vascular Guidelines on the Management of Chronic Limb-Threatening Ischemia) é uma importante normativa de tratamento da doença arterial periférica. Além da avaliação dos resultados do tratamento endovascular e cirúrgico aberto, a diretriz analisa os critérios clínicos para a escolha da melhor modalidade terapêutica a ser realizada. Dentre os critérios, a gravidade clínica dada pelo WIfI e a estratificação angiográfica GLASS são fundamentais.
Para um paciente categorizado como WIfI 3 e complexidade anatômica GLASS III, assinale a alternativa correta quanto à conduta operatória preconizada.
Os critérios apresentados são compatíveis com inviabilidade do membro, portanto, o tratamento por amputação maior é preconizado.
A cirurgia híbrida por endarterectomia femoral, associada a angioplastia fêmoro-poplítea e infrapoplítea é uma excelente opção nesse cenário.
Há recomendação do tratamento endovascular, dado o menor risco operatório e os índices de falência serem inferiores a 10% no primeiro ano.
Há benefício na revascularização cirúrgica por derivação arterial após estratificação da expectativa de vida e avaliação do substituto arterial autógeno.
Considerando se tratar de GLASS III, a conduta por cirurgia aberta é recomendada, sendo os resultados dos enxertos protéticos equivalentes aos autógenos nesses tipos de lesões fêmoro-poplíteas.
Uma paciente de 18 anos apresenta lesões eritematosas elevadas em membros inferiores, associadas a alguns hematomas. Adicionalmente, a paciente queixa-se de artralgia em joelhos. Assinale a alternativa que provavelmente corresponde ao quadro de vasculite apresentado.
Vasculite de Wegener.
Vasculite por IgA.
Churg-Strauss.
Poliarterite nodosa.
Doença de Kawasaki.
Um paciente de 55 anos, hipertenso mal controlado, tabagista ativo, apresenta uma lesão em membro inferior esquerdo, em região maleolar externa, com bordos bem definidos, fundo pálido e áreas de necrose pontual em bordos. A úlcera é extremamente dolorosa e nota-se que na região perimaleolar, há uma segunda úlcera em processo de eclosão. O exame físico revela presença de pulsos amplos 3+/3+, incluindo pulsos distais. Assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico dessa úlcera.
Úlcera microangiopática hipertensiva.
Úlcera relacionada a tromboangeíte obliterante.
Úlcera isquêmica, sendo os pulsos distais identificados por provável colaterização exuberante no membro inferior.
Úlcera flebopática.
Leishmaniose tegumentar.
Assinale a alternativa que apresenta exemplos de cateteres de reentrada utilizados no tratamento endovascular da oclusão fêmoro-poplítea.
CXI® e Rubicon®.
Rubicon® e Outback®.
Offroad® e Seeker®.
Truepath® e GoBack®.
Outback® e GoBack®.
Nas cirurgias endovasculares várias técnicas radiológicas são usadas para navegar com os dispositivos com precisão na circulação vascular e assim corrigir lesões estenóticas arteriais.
Entre essas técnicas radiológicas, a mais utilizada é o(a)
roadmap.
fluoroscopia contínua.
fluoroscopia pulsada.
eco-doppler.
subtração digital 2D.