Questões de Concurso sobre Cirurgia Vascular - Página 16 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Cirurgia Vascular

 
 
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Após trauma em hálux, paciente jovem evoluiu com febre e malestar seguidos de aparecimento de hiperemia e flictenas no terço inferior da perna, continuando como “linha de hiperemia” na face interna do membro inferior acometido até região inguinal homolateral. Foi confirmado o diagnóstico e definido o agente etiológico.


Em relação ao caso, assinale a afirmativa correta.


A

A conduta é indicar cintilografia linfática para definir diagnóstico.


B

O diagnóstico é linfangite reticular superficial e troncular.


C

A conduta é iniciar tratamento clínico e drenagem postural intermitente.


D

A conduta é manter as flictenas intactas e iniciar antibióticos via oral.


E

A conduta é fazer biópsia no local da lesão da pele.

Em relação aos defeitos originados do segundo arco branquial, assinale a alternativa correta.


A

São as anomalias menos comuns entre as originadas nos arcos, bolsas e fendas branquiais.


B

Na maioria das vezes, ocorrem entre o terço médio e o terço inferior no nível do bordo anterior do músculo esternoclidomastoideo.


C

O trajeto fistuloso passa posteriormente à bifurcação das carótidas.


D

Os cistos branquiais tendem a aparecer logo após o nascimento.


E

Habitualmente, situam-se no triângulo anterior do pescoço, logo abaixo do ângulo da mandíbula.

A condição caracterizada pela presença de hemangioma extenso ou segmentar, geralmente na face, couro cabeludo ou região cervical, que pode estar associada a malformações da fossa posterior, anormalidades arteriais (principalmente no sistema nervoso central), coarctação da aorta, defeitos cardíacos e anormalidades oculares, é conhecida como


A

síndrome LUMBAR.


B

síndrome de Klippel-Trenaunay.


C

síndrome PHACE.


D

fenômeno de Kasabach-Merritt.


E

síndrome POEMS.

A diosmina é um medicamento venotônico que reduz a permeabilidade capilar, aumenta o tônus venoso e aumenta o fluxo linfático. Esta substância pertence ao grupo farmacológico:


A

saponinas.


B

tribenosídeos.


C

escinas.


D

naftazonas.


E

benzopironas.

Na injeção de contraste iodado, o local que está relacionado ao maior índice de nefropatia induzida por esse agente de contraste é a injeção


A

nos troncos supra aórticos.


B

na veia cava inferior.


C

na veia ilíaca.


D

na aorta ascendente.


E

na aorta junto à origem dos ramos viscerais.

Em relação ao exame clínico do paciente vascular, assinale a alternativa correta.


A

A claudicação intermitente é um sintoma patognomônico da obstrução arterial crônica.


B

Na classificação de Rutherford para obstrução arterial crônica, a categoria 3 corresponde à úlcera isquêmica.


C

A claudicação venosa é muito comum em pacientes com classificação CEAP 2.


D

Obstrução crônica aortoilíaca geralmente se apresenta como uma tríade: dor lombar, hemorroidas e dispareunia.


E

O edema, em pacientes com obstrução arterial, é consequência direta da insuficiência arterial pela diminuição de perfusão distal.

As dissecções de Aorta torácica secundárias a traumas de alto impacto são importantes causas de óbito especialmente em pacientes jovens.


Assinale a alternativa que apresenta o principal local onde essas dissecções ocorrem, bem como o mecanismo fisiopatológico envolvido.


A

Zona III do arco aórtico; Rotura de artérias intercostais junto a esse local, seguida de hematoma intramural e dissecção aórtica.


B

Junto ao ligamento arterioso; O ligamento arterioso gera um ponto fixo da Aorta. Na aceleração/desaceleração, a Aorta não acompanha esse movimento, favorecendo a laceração de sua íntima.


C

Zona II do arco aórtico; Trauma contuso direto da Aorta, seguido de laceração de íntima e dissecção.


D

Zona IV; Penetração direta por pequenos fragmentos ósseos habitualmente identificados nos traumas de alto impacto.


E

Zona IV; Rotura direta da membrana elástica externa, secundária a aumento súbito da pressão intratorácica relacionada a pneumotórax hipertensivo.

A artéria obturatória é um vaso de nutrição parietal que irriga a pelve e a face medial da coxa.


Assinale a alternativa que apresenta a sua origem habitual.


A

Tronco anterior da artéria ilíaca interna.


B

Artéria glútea superior.


C

Divisão entre os troncos anterior e posterior da artéria hipogástrica.


D

É um resquício embriológico da artéria isquiática, tendo sua origem no tronco principal da artéria hipogástrica.


E

Artéria ilíaca externa.

Em relação às diferenças entre a trombose arterial aguda e a embolia arterial aguda, assinale a alternativa correta.


A

A embolia ocorre em artérias previamente normais, enquanto a trombose costuma ocorrer em vasos já doentes por aterosclerose.


B

A embolia arterial, na maioria das vezes, tem evolução mais lenta, pois ocorre em artérias com circulação colateral já desenvolvida.


C

A embolia sempre cursa com circulação colateral desenvolvida, diferentemente da trombose.


D

Na embolia, o paciente geralmente apresenta história prévia de claudicação intermitente.


E

A trombose é mais frequentemente causada por fibrilação atrial não tratada.

Sobre as aplicações da angiorradiologia intervencionista, assinale a alternativa correta.


A

A trombólise endovascular não é indicada para TVP aguda; apenas a anticoagulação é recomendada.


B

O implante de stent carotídeo está contraindicado em pacientes considerados de alto risco para endarterectomia.


C

A embolização uterina representa uma alternativa eficaz para o tratamento de miomas sintomáticos, frequentemente permitindo a preservação do útero.


D

A embolização de sangramento digestivo deve ser evitada, pois o risco de isquemia intestinal supera o benefício.


E

A angioplastia com stent em artérias renais não demonstra benefício no manejo da hipertensão renovascular de difícil controle.

Paciente, 34 anos, vítima de ferimento por arma branca no terço médio da coxa esquerda há duas horas, apresenta, ao exame físico, pulso de 130 bpm, PA= 100 x 70 mmHg, palidez, hipotermia e cianose não fixa do membro acometido. Pulso femoral palpável e ausência de pulso poplíteo e distais.


A melhor conduta para esse caso é


A

arteriografia para avaliar se há lesão arterial.


B

heparinização sistêmica e aquecimento ativo do membro afetado.


C

cirurgia aberta ou endovascular imediata.


D

angiotomografia e anticoagulação precoce.


E

raio-X de membro inferior direito para avaliar lesão óssea associada.

Paciente masculino, de 70 anos, foi submetido a correção cirúrgica de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal por técnica convencional com prótese bifurcada e anastomoses distais em artérias ilíacas. Houve necessidade de ligadura da artéria hipogástrica esquerda por extensa calcificação na bifurcação ilíaca. O sangramento transoperatório estimado foi de 1.800 ml, com retorno de 600 ml pelo cell saver. O tempo de pinçamento da aorta infrarrenal foi de 45 minutos. O paciente foi encaminhado à UTI para monitorização. No 2⁠º dia pós-operatório, ainda sob ventilação mecânica e em uso de vasopressor em doses crescentes, apresentou redução da diurese e má perfusão periférica, mantendo pulsos periféricos palpáveis. Os exames laboratoriais demonstraram leucocitose, aumento da PCR e acidose metabólica. No momento, qual o diagnóstico mais provável e qual a conduta inicial indicada?


A

Insuficiência renal aguda - hemodiálise


B

Isquemia mesentérica - retossigmoidoscopia


C

Isquemia de intestino delgado - angiotomografia abdominal


D

Síndrome compartimental abdominal - laparotomia descompressiva

Paciente masculino, de 37 anos, vítima de ferimento penetrante por arma branca em região cervical (Zona 1), encontrava-se hemodinamicamente estável e não apresentava sinais neurológicos ou lesão no sistema aerodigestivo. Angiotomografia demonstrou pseudoaneurisma de artéria carótida comum, com cerca de 3 cm de diâmetro. Qual a conduta mais indicada?


A

Observação clínica e repetição de exame de imagem em 48 horas


B

Terapia ecoguiada com injeção de trombina


C

Intervenção endovascular com stent recoberto


D

Exploração cirúrgica direta com rafia arterial, enxerto autógeno ou interposição de prótese

Acerca do uso de biomarcadores séricos na predição de expansão e ruptura de aneurismas de aorta abdominal, selecione a alternativa que descreve corretamente um marcador promissor e seu mecanismo de ação conforme estudos recentes:


A

Osteoprotegerina; inibição da degradação da matriz extracelular.


B

Metaloproteinase-9; promoção do remodelamento vascular adaptativo.


C

Peptídeo natriurético tipo B; regulação da pressão arterial sistêmica.


D

Dímero-D; indicador de atividade fibrinolítica intraluminal.


E

Interleucina-6; modulação da resposta inflamatória local.

Paciente masculino, de 60 anos, com histórico de hipertensão arterial e tabagismo, apresentou dor torácica súbita irradiada para o dorso. Angiotomografia demonstrou dissecção tipo B (Stanford) com compressão parcial da luz verdadeira e redução da perfusão do rim esquerdo. Segundo as diretrizes atuais da ESVS, qual a conduta mais adequada após a estabilização hemodinâmica?


A

Anticoagulação plena com heparina de baixo peso molecular e observação em UTI com monitorização da função renal.


B

Angiotomografia seriada e tratamento endovascular com implante de stent recoberto na artéria renal na fase subaguda


C

Tratamento endovascular com implante de stent recoberto na artéria renal esquerda


D

Tratamento endovascular com endoprótese torácica

Paciente masculino, de 68 anos, hipertenso, dislipidêmico e tabagista ativo, com histórico de infarto do miocárdio há 3 anos (não revascularizado), foi internado com quadro de dor isquêmica em repouso e úlcera necrótica no hálux direito, classificada como Rutherford categoria 5. Angiografia digital dos membros inferiores revelou oclusão longa da artéria femoral superficial direita com recanalização do fluxo na artéria poplítea. No leito distal, a artéria tibial posterior é o único vaso de perna que está pérvio e sem lesões relevantes. O Serviço de Cirurgia Vascular indica by-pass femoropoplíteo com veia safena reversa (mapeamento com safena > 3 mm em toda a extensão), em caráter de maior brevidade possível com o objetivo de salvamento do membro. O paciente encontrava-se hemodinamicamente estável, sem dor torácica ou dispneia. Relatou capacidade funcional limitada a pequenas caminhadas em casa (estimada < 4 METs), atribuída à dor no pé. O ecocardiograma demonstrou fração de ejeção de 35% com hipocinesia inferior. O eletrocardiograma de repouso revelou ondas Q em parede inferior e ausência de alterações dinâmicas. A troponina de alta sensibilidade estava discretamente elevada, porém com valores estáveis nas últimas 24 horas. Não havia história de angina recente. Com base nas Diretrizes de Avaliação Cardiovascular Perioperatória, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2024), e da American Heart Association/American College of Cardiology (2024), qual a conduta mais apropriada?


A

Prosseguir com o by-pass femoropoplíteo, sem exames adicionais, dado o risco iminente de perda do membro e estabilidade clínica atual.


B

Postergar o procedimento e realizar cintilografia miocárdica com estresse farmacológico, devido à fração de ejeção reduzida e capacidade funcional limitada.


C

Adiar a cirurgia e indicar cineangiocoronariografia para possível intervenção percutânea, em razão da elevação da troponina e baixa reserva funcional.


D

Iniciar betabloqueador e reavaliar o risco cardiovascular após 7 dias com teste ergométrico, considerando o histórico de infarto e eletrocardiograma alterado.

Paciente do sexo masculino, de 78 anos de idade, com fibrilação atrial crônica, em uso irregular de anticoagulante, apresenta dor abdominal súbita e intensa, desproporcional ao exame físico. Tomografia computadorizada com contraste mostra oclusão proximal da artéria mesentérica superior, sem sinais de pneumoperitônio ou necrose intestinal. O paciente está hemodinamicamente instável, mas sem peritonite franca.


Nesse caso clínico, a conduta padrão consiste em


A

postergar qualquer intervenção e repetir o exame de imagem em 12 horas, para avaliar a progressão do quadro, já que não há sinais radiológicos de necrose.


B

priorizar a revascularização imediata (endovascular ou aberta), para restaurar o fluxo mesentérico, associada a anticoagulação e antibioticoterapia, realizando-se ressecção intestinal apenas se houver áreas de necrose.


C

optar por tratamento clínico intensivo com antibióticos e fluidos, pois a ausência de peritonite indica viabilidade intestinal.


D

realizar laparotomia exploradora imediata, com ressecção intestinal em extensão, sem tentativa de revascularização.


E

indicar trombólise sistêmica, que é o procedimento menos invasivo e pode restaurar o fluxo de forma difusa.

Paciente chegou ao pronto-socorro em quadro de palidez em perna e pé direitos, diminuição da temperatura da pele do pé direito, além de ausência de pulsos poplíteos de distais desse membro. Os pulsos contralaterais estavam todos presentes. Submetido a tromboembolectomia, com saída de grande quantidade de trombos, todos os pulsos retornaram. Recebeu anticoagulante desde então. Após 6 horas, apresentou dores fortes no membro operado (até com movimentação passiva), diminuição da amplitude do pulso e edema duro na perna.


Tendo como referência o quadro clínico descrito, assinale a opção em que são citados a hipótese mais provável da complicação apresentada e o respectivo tratamento.


A

síndrome compartimental; fasciotomia


B

trombose venosa profunda associada; filtro de veia cava


C

deiscência completa da sutura da arteriotomia; sutura arterial


D

trombo resquicial; elevação do membro


E

infecção de sítio cirúrgico; antibioticoterapia

Assinale a opção correta em relação aos novos anticoagulantes orais, também chamados de anticoagulantes de ação direta (DOAC), como a rivaroxabana, dabigatrana, apixabana e edoxabana, que apresentam segurança e eficiência comprovadas.


A

Os usuários de algum desses DOAC prescindem de testagem regular de tempo de ativação da protrombina (TAP) e de relação normatizada internacional (RNI).


B

No início do tratamento anticoagulante com essa classe de fármacos, é proibido o uso concomitante de heparinas.


C

Os fármacos citados não podem ser utilizados em contexto de profilaxia de trombose venosa profunda.


D

Com exceção da dabigatrana, que age inibindo diretamente o fator VIII, os demais anticoagulantes agem inibindo o fator X da cascata de coagulação.


E

Todos os anticoagulantes citados apresentam a mesma posologia, o que facilita a prescrição médica.

Assinalar a alternativa que apresenta o tamanho CORRETO para intervenção de aneurisma assintomático.


A

>40mm em pacientes com tamanho corporal pequeno.


B

>45mm quando intervenção em válvula aórtica.


C

>50mm em todos os pacientes.


D

>55mm em pacientes com síndrome de Marfan.

 
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