

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Uma paciente de 55 anos, com histórico de Acidente Vascular Cerebral sem sequelas motoras, em uso de anticoagulante e antiarrítmico, apresenta quadro de dor intensa em fossa ilíaca direita de início súbito e contínuo há 2 horas. Apresentou um episódio de evacuação líquida. Exame físico com bom estado geral, hidratada, afebril, orientada e corada. Pulsos cheios e simétricos. Ritmo cardíaco irregular com frequência cardíaca de 80bpm. Pressão arterial de 120x80mmHg. Murmúrio vesicular presente e sem ruídos adventícios. Abdome distendido, hipertimpânico e indolor à palpação. Considerando o quadro clínico descrito e a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta:
A ausência de dor à palpação abdominal afasta a possibilidade de abdome agudo cirúrgico, indicando origem funcional para os sintomas apresentados pela paciente.
A dissociação entre a intensidade da dor abdominal e a pobreza dos achados ao exame físico, em paciente com fatores de risco cardioembólicos, caracteriza apresentação clássica de isquemia mesentérica aguda.
Em quadros crônicos de insuficiência vascular visceral, os vasos peripancreáticos e pericólicos assumem papel compensatório na evolução da doença.
A presença de evacuação líquida isolada confirma diagnóstico de gastroenterite aguda viral, dispensando investigação complementar em paciente estável.
O quadro clínico descrito é compatível com apendicite aguda em fase inicial, sendo recomendada observação clínica por 24 horas antes da solicitação de exames.
Paciente, sexo masculino, 78 anos, em uso de warfarin há quatro anos devido à fibrilação atrial, necessitam realizar tratamento de canal dentário. Exame de RNI há 3 dias com valor de 2,7. Marque a opção que apresenta a melhor conduta frente a esta situação.
Suspender warfarin 4 a 5 dias antes.
Suspender warfarin 4 a 5 dias antes e utilizar heparina de baixo peso até a data do procedimento.
Uso de vitamina K1 por via endovenosa e realizar o procedimento.
Realizar o procedimento sem suspender o warfarin.
Arteriopatias vasomotoras ou funcionais são transtornos circulatórios ocasionados por exacerbação ou perda da regulação funcional da microcirculação e não são doenças anatômicas.
Dentre as opções abaixo, qual não é uma arteriopatia funcional?
Doença de Buerguer.
Síndrome de Raynaud.
Acrocianose.
Eritromialgia.
Paciente, sexo feminino, 42 anos, apresenta varizes de membros inferiores mais acentuado à direita, submetida àcirurgia de varizes há quatro anos, com recidiva posterior. Relata três episódios de erisipela neste membro que se iniciaram há três anos, sendo o último há sete meses. Queixa edema em membro inferior direito que acomete a perna, o tornozelo e dorso do pé, que inicialmente apresentava piora vespertina, porém com melhora ao repouso e o sono. Entretanto, há dois meses relata que o edema não mais reduz e o membro se apresenta inchado já pela manhã. Qual seria o diagnóstico mais provável para o caso?
Linfedema primário tardio.
Doença de Milroy.
Linfedema congênito.
Linfedema secundário.
Paciente, sexo masculino, 57 anos, deu entrada no Pronto-Socorro com relato de sangramento em jato no pé direito (varicorragia), estancado com compressão local e elevação do membro. Feito curativo compressivo e encaminhado ao ambulatório de cirurgia vascular. Era assintomático até o episódio de sangramento. Tabagista ativo 20 anos/maço, hipertenso em uso de losartana 50 mg MID, diabético em uso de metformin 850 mg MID. Pai já falecido também apresentava varizes de membros inferiores. Ao exame físico evidenciou-se varizes em membros inferiores, mais acentuadas à esquerda. Pele da metade distal da perna esquerda com hiperpigmentação ocre. Duplex scan venoso do membro inferior direito revelou refluxo de veia safena magna esquerda que se inicia na junção safeno-femoral e termina no terço médio da perna. Sistema venoso profundo pérvio, competente, sem sinais de trombos recentes ou antigos. A partir do caso descrito, marque a opção que apresenta o fator de risco que se relaciona com a doença varicosa primária.
Sexo Masculino.
Tabagismo.
Diabetes mellitus.
História familiar.
Paciente, sexo masculino, 64 anos, tabagista inveterado e hipertenso, referiu claudicação intermitente em membro inferior esquerdo. Submetido a exame de duplex scan arterial que revelou aneurisma de artéria poplítea à esquerda que mediu 2,2 cm, porém sem trombos. Artérias tibial posterior e fibular ocluídas. Realizou angiotomografia computadorizada do membro que confirmou o aneurisma com as mesmas medidas e as oclusões arteriais distais do duplex scan. Se o paciente apresentar risco operatório habitual, qual seria a melhor conduta?
Reparo do aneurisma.
Contra-indicação quanto ao reparo do aneurisma devido à oclusão arterial distal.
Acompanhamento clínico com exame de imagem e indicar cirurgia se houver crescimento do aneurisma.
Acompanhamento clínico com exame de imagem e indicar cirurgia se houver aparecimento de trombos.
Paciente, sexo masculino, 71 anos, tabagista, interna-se para se submeter a colectomia direita por tumor vegetante (adenocarcinoma) em ceco por via laparotômica. Das opções abaixo, qual fator não se relaciona com o risco para tromboembolismo venoso?
Idade.
Tabagismo.
Adenocarcinoma.
Porte da cirurgia.
Em relação à utilização de espuma densa (Polidocanol) no tratamento de veias safenas incompetentes, assinale a alternativa correta.
A espuma aumenta a eficácia do agente esclerosante principalmente por aumentar a área de contato entre o surfactante e o endotélio, deslocando o sangue (reduzindo diluição) e prolongando o tempo de exposição, o que favorece o desnudamento endotelial e subsequente a fibrose da parede venosa.
A ação primária da espuma é mediada por ativação plaquetária e deposição de fibrina intraluminal imediata; a destruição endotelial é um evento secundário que ocorre apenas se o trombo persistir por >7 dias.
A estabilidade da espuma (tempo de meia-vida intraluminal) é irrelevante para o resultado terapêutico; bolhas mais estáveis apenas aumentam o risco de efeitos sistêmicos sem melhorar taxas de oclusão venosa.
O mecanismo celular primário do polidocanol em espuma é osmótico; desidratação do endotélio seguida de lise celular, sendo mínimo o efeito detergente sobre a membrana lipídica.
A presença de ar atmosférico na preparação da espuma elimina completamente o risco de microembolias neurológicas, tornando-a a opção mais segura quando comparada ao uso de gases fisiológicos (CO₂/O₂).
Em um paciente adulto assintomático com diagnóstico incidental de aneurisma verdadeiro da artéria renal (AAR) da artéria renal principal, com 22 mm de diâmetro, sem hipertensão renovascular, sem evidência de dissecção ou tromboembolismo, e sem intenção de gravidez (sexo feminino fora de idade fértil), o mais adequado, de acordo com as evidências e diretrizes atuais, seria:
indicar imediata intervenção endovascular ou cirúrgica, dado o diâmetro > 20 mm.
manter vigilância ativa e imagem seriada a cada 6-12 meses, dado que o limiar recomendado para intervenção em assintomáticos é geralmente ≥ 30 mm.
indicar intervenção apenas se o aneurisma crescer > 0,5 cm/ano ou se surgir sintomatologia, mesmo com tamanho de 22 mm.
indicar tratamento imediato porque qualquer aneurisma de artéria renal em mulher deve ser tratado independentemente do tamanho.
manter apenas acompanhamento clínico, pois a ruptura de AAR é extremamente rara (<1 %) e não justifica intervenção em nenhuma situação.
Sobre gradiente de pressão pós-estenótico em estenose renal aterosclerótica, assinale a alternativa correta.
Gradiente <15 mmHg contraindica terapia medicamentosa.
Gradiente <10 mmHg sempre indica necessidade de angioplastia.
Gradiente deve ser avaliado apenas por renografia com captopril.
Gradiente >10 mmHg é considerado sugestivo de estenose hemodinamicamente significativa.
Gradiente >20 mmHg é considerado sugestivo de estenose hemodinamicamente significativa.
Em um caso de trauma cervical penetrante envolvendo o segmento extracraniano da artéria carótida interna (ACI) em região cervical zona II, um paciente hemodinamicamente estável apresenta poucos sinais clínicos locais, porém foi submetido à angiotomografia (angio -TC), que identificou um hematoma mural com redução luminal de ~30% (lesão equivalente ao grau I/II da classificação de Biffl Classification), sem evidência de pseudoaneurisma ou extravasamento ativo. Qual conduta está de acordo com as diretrizes de evidência robusta para esse cenário em trauma vascular cervical da carótida?
Realizar imediatamente cervicotomia exploradora com revascularização da ACI, visto o risco iminente de tromboembolismo cerebral.
Instituir anticoagulação plena (heparina não -fracionada seguida de anticoagulante oral) de rotina, mesmo na ausência de déficit neurológico, para todas as lesões grau I/II.
Optar por ligadura da ACI no mesmo ato diagnóstico, pois o risco de progressão para oclusão é alto e a perfusão cerebral colateral nem sempre é confiável.
Instituir antiagregação plaquetária ou anticoagulação seguidas de acompanhamento com angioTC seriadas, podendo tratar de forma expectante, dado o grau baixo de estenose e ausência de sintomas neurológicos.
Realizar imediatamente prótese endovascular de stent revestido na ACI, para prevenir progressão da estenose e evitar infarto cerebral mesmo em ausência de déficit neurológico.
Em relação aos aneurismas da artéria poplítea (AAP), assinale a alternativa INCORRETA.
O reparo endovascular tem nível de evidência robusto superior ao aberto para aneurismas sintomáticos com trombo mural significativo.
A trombose de AAP é a complicação mais frequente, podendo levar a isquemia aguda de membro.
Aneurismas poplíteos bilaterais ocorrem em aproximadamente 50% dos casos, sendo recomendável rastreamento do lado contralateral.
Há associação frequente de AAP com aneurisma da aorta abdominal e ilíacos.
A presença de trombo mural aumenta o risco de embolia distal, influenciando a decisão pelo tratamento eletivo.
Em relação à etiopatogenia da aterosclerose, assinale a alternativa INCORRETA.
A disfunção endotelial é considerada o evento inicial chave, levando ao aumento da permeabilidade e à expressão de moléculas de adesão.
A formação da estria gordurosa é um processo que envolve a migração de monócitos para o subendotélio, sua transformação em macrófagos e a captação de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) oxidadas, formando células espumosas.
A placa aterosclerótica madura é caracterizada por um núcleo lipídico rico em colesterol e um capuz fibroso espesso, composto por células musculares lisas, colágeno e fibrina.
A calcificação da placa aterosclerótica é um processo tardio e meramente degenerativo, sem qualquer impacto na estabilidade da placa ou na progressão da doença.
A trombose sobre uma placa aterosclerótica ulcerada ou fissurada é o evento fisiopatológico mais comum que leva a síndromes coronarianas agudas e a acidentes vasculares cerebrais.
Em relação à seleção de dispositivos de proteção embólica durante intervenções carotídeas endovasculares complexas, avalie os determinantes técnicos que influenciam sua eficácia:
Sistemas de proteção proximal com fluxo reverso apresentam maior capacidade de captura de debris em placas ulceradas quando comparados a filtros distais, independentemente da anatomia do arco aórtico.
O diâmetro dos poros do filtro distal é o principal determinante da eficácia de captura de microêmbolos, superando a importância da aposição à parede do vaso.
A presença de tortuosidade significativa na artéria carótida interna distal contraindica absolutamente o uso de sistemas de proteção distal, independentemente do tipo de lesão.
O volume sanguíneo aspirado durante a recuperação do sistema de proteção embólica correlaciona-se diretamente com a eficácia da prevenção de eventos isquêmicos cerebrais.
O posicionamento do sistema de proteção em relação à lesão alvo e as características morfológicas da placa determinam conjuntamente a eficiência da proteção embólica cerebral.
O Tempo de Coagulação (TC) é um teste utilizado para avaliar a capacidade de coagulação do sangue, sendo importante para o diagnóstico de distúrbios de coagulação. Com base na técnica descrita, assinale a alternativa correta sobre o procedimento para avaliação do Tempo de Coagulação (TC):
O procedimento envolve o uso de apenas um tubo para a coleta de sangue, que é mantido a temperatura ambiente durante todo o processo.
O tempo de coagulação é determinado pela leitura do momento em que o sangue escorre pela parede do tubo, sendo a leitura feita a cada 5 minutos.
A coleta do sangue deve ser feita com seringa plástica, sem causar bolhas ou resistência excessiva, e a distribuição é realizada em dois tubos de vidro, mantidos em banho-maria a 37ºC.
O valor do Tempo de Coagulação (TC) é definido pela leitura do momento em que o sangue escorre pela parede do tubo, sendo o procedimento finalizado em dois minutos.
A técnica de avaliação do TC não requer confirmação do resultado, pois é considerada precisa após a primeira leitura.
Considerando os aspectos técnicos relacionados ao planejamento de procedimentos endovasculares complexos em pacientes com doença arterial periférica, analise a correlação entre as características morfológicas das lesões e a seleção de materiais:
O revestimento hidrofílico em fios-guia de suporte apresenta maior estabilidade em lesões calcificadas longas quando comparado ao revestimento de PTFE, independentemente do ângulo de abordagem.
Guias de 0.018" com corpo de nitinol oferecem melhor navegabilidade em anatomias tortuosas proximais, superando o desempenho de plataformas 0.014" em lesões infrapoplíteas complexas.
A complacência do balão determina a força radial exercida durante a pré-dilatação, sendo diretamente proporcional à pressão nominal independentemente do grau de calcificação da lesão.
A composição da liga metálica e o desenho da célula do stent modulam sua resistência à fadiga e força radial, influenciando diretamente seu comportamento biomecânico em zonas de flexão.
O perfil de cruzamento de cateteres-balão é determinado exclusivamente pela espessura do material de revestimento, sem influência do método de dobradura ou características do shaft.
Na reabilitação de pacientes submetidos à amputação transtibial por complicações do diabetes, a principal preocupação neurovascular relacionada ao uso precoce de próteses é:
Desenvolvimento de dor fantasma devido à hiperatividade neural residual.
Retardo na cicatrização da ferida por aumento da pressão sobre o coto.
Isquemia no coto secundária à inadequada perfusão local.
Neuropatia compressiva em regiões distais do coto, associada ao encaixe protético.
Hiperalgesia decorrente da sensibilização central induzida por inflamação persistente.
As causas comuns do edema assimétrico das pernas que mimetizam Trombose Venosa Profunda são, exceto
Celulite
Compressão da veia pélvica
Cisto de Baker
Vaso linfático na pelve saudável
Na presença de uma lesão vascular em que a opção foi por tratamento com prótese autoexpansiva, a mínima distância tolerável entre a origem da artéria subclávia esquerda e o orifício de comunicação entre as duas luzes de dissecção do tipo B de Stanford é de quantos centímetros?
2,0
1,5
1,0
0,7
0,5
Paciente de 71 anos, masculino, hipertenso, tabagista chega com queixa de dor no membro inferior direito abaixo do joelho há seis meses, com piora progressiva. Correlacionou o quadro com varizes que tem nos membros inferiores, e vem encaminhado para avaliação especializada, a fim de realizar a cirurgia das varizes. A dor no membro inferior direito piora para caminhar e quando para a dor melhora. O paciente consegue caminhar cerca de 300 metros sem dor, e precisa parar aos 400 metros. Ao exame físico apresenta varizes de pequeno calibre bilateralmente, com tempo de enchimento capilar do membro inferior direito mais lento em relação ao lado contralateral. Os pulsos femorais estão +4/4 bilateralmente, poplítea direito -/4 e esquerdo +3/4, pedioso ausente bilateralmente e tibial posterior direito -/4 e esquerdo +2/4. Em relação ao diagnóstico e conduta terapêutica podemos afirmar:
Trata-se de um paciente tromboangeíte obliterante e a indicação é de tratamento clínico com abandono do tabagismo, Cilostazol, AAS e caminhada.
Trata-se de um caso de doença aterosclerótica obliterante periférica da classe II de Fontaine com indicação de tratamento clínico baseado no abandono do tabagismo, Cilostazol, antiagregante plaquetário, controle da hipertensão e caminhada.
Trata-se de um caso de doença aterosclerótica obliterante periférica da classe III de Fontaine com indicação de tratamento cirúrgico pelo risco de viabilidade do membro.
Trata-se de um caso de doença aterosclerótica obliterante periférica da classe I de Fontaine. Será necessário a realização de um angiotomografia para definição terapêutica.
Trata-se de um paciente tromboangeíte obliterante e a indicação é de tratamento clínico com abandono do tabagismo e anticoagulação.