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A isquemia intestinal crônica pode apresentar dor pós-prandial que frequentemente se transforma em medo de se alimentar, o que leva à perda ponderal significativa do paciente, sendo também denominada de angina abdominal. É causada por obstrução das artérias que irrigam o tubo digestivo: tronco celíaco, artéria mesentérica superior e artéria mesentérica inferior. Das opções abaixo, marque a correta.
A angina abdominal é geralmente causada por estenose/oclusão do tronco celíaco.
A angina abdominal é geralmente causada por estenose/oclusão da artéria mesentérica superior.
A angina abdominal é geralmente causada por estenose/oclusão da artéria mesentérica inferior.
A angina abdominal é geralmente causada por estenose/oclusão de dois dos três vasos que irrigam o tubo digestivo.
Identifique a técnica de imagem mais sensível para a detecção precoce de fístulas arteriovenosas em pacientes submetidos à hemodiálise:
Radiografia simples do membro afetado.
Tomografia computadorizada (TC) com contraste.
Angiografia por ressonância magnética (ARM).
Ultrassonografia Doppler colorida.
Venografia com contraste iodado.
O tratamento conservador mais eficaz para linfedema estágio II envolve:
Terapia compressiva com bandagens elásticas.
Cirurgia de descompressão venosa.
Terapia laser de baixa intensidade.
Drenagem linfática manual associada à terapia compressiva.
Medicação anti-inflamatória.
Um paciente de 72 anos, com diagnóstico de doença arterial periférica, é encaminhado ao cirurgião vascular para avaliação e tratamento. Considerando as opções terapêuticas disponíveis, a principal intervenção cirúrgica indicada nesse caso é:
Amputação de membro inferior.
Tromboembolectomia.
Endarterectomia carotídea.
Angioplastia com stent.
Bypass arterial.
A drenagem venosa dos testículos inicialmente é feita pelo plexo pampiniforme, coalescendo na veia gonadal ou testicular em ambos os lados. A drenagem das veias gonadais esquerda e direita é realizada, respectivamente, para as veias:
Adrenal esquerda e renal direita.
Cava e cava.
Renal esquerda e porta.
Renal esquerda e cava.
Porta e mesentérica inferior.
O escore de Villalta foi desenvolvido para
orientação na anticoagulação dos pacientes com TVP.
indicação de terapia compressiva no paciente varicoso.
avaliação da gravidade do paciente com embolia pulmonar.
diferenciação da etiologia das varizes em primárias e adquiridas.
avaliação da gravidade da síndrome pós-trombótica.
Para mensurar o diâmetro dos fios-guia utilizados nas cirurgias endovasculares, a unidade de medida mais utilizada é a(o)
metro.
centímetro.
polegada.
french.
decímetro.
Inicialmente desenvolvida para classificar as úlceras do pé diabético, atualmente a classificação de Wagner é utilizada para classificar qualquer úlcera complexa dos membros inferiores.
Uma úlcera grau 1 na classificação de Wagner pode ser definida por
lesão pré-ulcerativa.
úlcera superficial.
úlcera com extensão para a articulação.
úlcera profunda com osteomielite.
gangrena no antepé.
Paciente diabético insulinodependente refere história de dor há 3 meses evoluindo com gangrena de quirodáctilos de MID. Os exames de imagem mostraram a presença de estenose significativa de artéria ilíaca externa direita, artéria femoral e femoral profunda pérvias, oclusão longa de segmento médio e distal de artéria femoral e proximal a artéria poplítea, mas há reenchimento da artéria tibial anterior e pediosa.
O procedimento cirúrgico mais indicado como abordagem inicial para esse paciente é
apenas amputação de quirodáctilos e medicação vasodilatadora otimizada.
amputação abaixo do joelho.
enxerto femoropoplíteo e desbridamento ou amputação de quirodáctilos.
endarterectomia com recanalização com enxerto de PTFE femoropoplíteo e amputação de quirodáctilos.
angioplastia de artéria ilíaca externa, enxerto femoropoplíteo e desbridamento ou amputação de quirodáctilos, se necessário.
Um paciente de 75 anos é admitido no hospital por quadro de aneurisma de aorta abdominal roto, envolvendo as artérias ilíacas comuns bilateralmente. A técnica endovascular é conduzida com sucesso, sendo realizada embolização com plug arterial em uma das artérias hipogástricas, associada ao emprego de endoprótese bifurcada de ilíaca na ilíaca contralateral. No 1o pós-operatório, o paciente evolui com estabilidade hemodinâmica e discreta distensão abdominal. No 2o pós-operatório, o paciente encontra-se estável hemodinamicamente, com queixa de inapetência e sem dor abdominal. Ao exame físico, há distensão abdominal, sem ruídos hidroaéreos e sem sinais de irritação peritoneal. Seu hemograma apresenta leucocitose de 12.500/mm3 , hemoglobina de 12.0 g/dL e contagem de plaquetas de 250.000/mm3 . Adicionalmente, o coagulograma encontra-se normal, e a dosagem de proteína C reativa é 12 mg/dL. Assinale a alternativa correta em relação à condução do caso.
Otimizar a hidratação endovenosa e manter o jejum.
Otimizar tratamento com fisioterapia respiratória, tendo em vista que o quadro provavelmente é secundário à atelectasia pulmonar.
Indicar retossigmoidoscopia.
Indicar angiografia para avaliação de oclusão do ramo ilíaco interno da endoprótese ramificada.
Indicar laparotomia exploradora com esvaziamento de hematoma retroperitoneal.
No serviço de saúde vascular, é fundamental respeitar o direito do paciente à informação. Indique a prática coerente com esse princípio.
Exigir que o paciente assine um documento de consentimento genérico de forma imediata, descartando explicações detalhadas sobre os passos e riscos envolvidos no tratamento.
Desconsiderar preferências do paciente ao planejar procedimentos.
Utilizar exclusivamente termos altamente científicos, mesmo sem o paciente compreender.
Fornecer esclarecimentos sobre riscos, benefícios e alternativas de tratamento, possibilitando consentimento livre e esclarecido.
Paciente de 67 anos, com antecedente de aneurisma de artéria ilíaca comum bilateral, foi submetido a correção cirúrgica convencional com acesso transperitoneal. Relata que, após a recuperação, notou diminuição da ejaculação e presença de urina turva após a relação sexual.
A estrutura lesada responsável por esses sintomas é o
plexo celíaco.
gânglio ímpar.
plexo lombossacral.
plexo hipogástrico superior.
plexo mesentérico superior.
Sobre anatomia vascular, assinale a afirmativa correta.
São ramos da artéria femoral comum: artéria epigástrica superficial, artéria circunflexa ilíaca superficial, artéria pudenda interna superficial, artéria pudenda interna profunda e artéria genicular ascendente.
As artérias oftálmicas, tireóidea inferior, lingual, cerebral anterior e facial são ramos da carótida externa.
A artéria ulnar, o maior ramo da bifurcação braquial, forma com a artéria palmar profunda (ramo da artéria radial) o arco palmar profundo.
Na face posterior do bulbo carotídeo, encontra-se o corpúsculo carotídeo (barorreceptor) que recebe fibras aferentes viscerais do nervo glossofaríngeo.
A artéria poplítea divide-se em três ramos que são a artéria fibular anterior, tibial posterior e pediosa.
Uma paciente de 36 anos vem ao ambulatório de cirurgia vascular por apresentar nodulação em face posterior de coxa, depressível, pouco dolorosa e relacionada a ortostase. Como propedêutica complementar, a paciente já traz uma angioressonância com imagens de interesse apresentadas na figura a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A partir da análise das imagens, assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico em questão.
Hemangioma infantil.
Malformação arteriovenosa de alto fluxo.
Malformação venosa.
Malformação capilar.
Linfangioma microcístico.
Sobre aneurismas em geral, assinale a afirmativa correta.
Os aneurismas de artéria poplítea surgem agudamente na maioria dos casos.
O aneurisma mais comum das artérias ilíacas ocorre na artéria ilíaca interna, em 60% dos casos, e sempre rompe com facilidade.
O aneurisma visceral mais frequente é o da artéria renal, com 50% de incidência.
A principal causa do aneurisma da artéria esplênica é a aterosclerose.
A artéria isquiática é uma persistência da artéria axial do embrião, sendo uma continuação da artéria ilíaca interna e, em caso de aneurisma, é possível perceber uma massa pulsátil na região glútea.
Ao se fazer um acesso venoso profundo, a veia mais utilizada e segura em pacientes adultos e com auxílio da ultrassonografia vascular é a veia
cefálica.
femoral.
basílica.
jugular interna.
subclávia infra clavicular.
Em relação ao cilostazol, assinale a alternativa correta.
É indicado para pacientes com insuficiência arterial periférica e para os portadores de insuficiência cardíaca congestiva.
Seus principais efeitos colaterais são cefaleia e vertigem.
Atua através do estímulo da fosfodiesterase III, elevando os níveis de GMP cíclico.
Um dos seus efeitos é a indução dos fatores de crescimento com proliferação da musculatura lisa.
Pacientes em uso concomitante de cetoconazol ou omeprazol devem ter suas doses de cilostazol aumentadas devido à rápida depuração induzida por tais medicamentos.
Sobre os aneurismas verdadeiros de artéria poplítea, assinale a alternativa correta.
São mais frequentes no sexo feminino.
A arteriografia é um bom método para diagnóstico e avaliação de diâmetro.
São os mais comuns entre os aneurismas periféricos.
Diferentemente dos demais aneurismas periféricos, são mais comuns abaixo dos 60 anos de idade.
Têm indicação de tratamento cirúrgico nos pacientes assintomáticos independentemente do tamanho.
Paciente apresentando quadro de repetição de tromboflebite de veias torácicas superficiais.
A síndrome característica desse quadro clínico é a
de Monroy.
de Marfan.
de Mondor.
da Cimitarra.
Leriche modificada.
Paciente do sexo masculino, de 67 anos de idade, diabético de longa data, neuropata, apresenta úlcera plantar sobre cabeça do 2.º metatarso, com bordas calosas e fundo limpo, sem sinais de infecção ativa. Exame demonstra perda de sensibilidade protetora ao monofilamento.
A partir desse caso clínico, assinale a opção correta acerca do mecanismo fisiopatológico predominante na formação do mal perfurante plantar e de sua implicação prática para a conduta cirúrgica ou clínica.
O fator determinante é hipercoagulabilidade microvascular sistêmica, o que justifica o uso de anticoagulação plena como prevenção da recorrência.
O mal perfurante plantar decorre de isquemia macrovascular isolada, sendo a conduta prioritária a revascularização arterial.
O mecanismo central é o trauma repetitivo não percebido devido à neuropatia sensitiva, associado a sobrecarga mecânica por deformidade, sendo a conduta fundamental indicada a descompressão plantar rigorosa (uso de calçados ortopédicos, palmilhas).
A fisiopatologia no caso está relacionada à infecção bacteriana inicial da derme plantar, de modo que o tratamento antibiótico precoce é suficiente para cicatrização.
A principal causa é disfunção autonômica com anidrose, que leva a fissuras e ulceração espontânea, sendo suficiente o tratamento tópico com emolientes.