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No que concerne à síndrome de resistência aos hormônios tireoidianos, assinale a opção correta.
Crianças com bócio e manifestações crónicas de hipertireoidismo representam o quadro clássico de resistência generalizada ao hormônio tireoidiano.
Concentrações séricas elevadas de T4 livre estão presentes tanto na resistência periférica quanto na resistência generalizada ao hormônio tireoidiano.
Crianças prematuras com concentrações séricas inapropriadamente normais de TSH podem apresentar, na presença de concentrações séricas elevadas de T4 livre, hipotiroxenemia transitória.
A mutação mais frequente está localizada na subunidade alfa do receptor nuclear.
A resistência hipofisária isolada ao hormônio tireoidiano se caracteriza por manifestações clínicas de hipertireoidismo e concentrações séricas elevadas de TSH e T4 livre.
A apoplexia hipofisária (AH) é uma síndrome clínica aguda causada por hemorragia ou infarto da hipófise, que geralmente ocorre dentro de um adenoma hipofisário. Os sinais mais frequentes da AH, dentre os abaixo relacionados, são:
perda do campo visual e oculoparesia.
hipopituitarismo e alteração do nível de consciência.
náuseas e coma.
cefaleia e perda da acuidade visual.
alteração do nível de consciência e vômitos “em jato”.
Indique, dentre as causas abaixo, aquela mais frequentemente relacionada à síndrome de Cushing por secreção ectópica de ACTH.
Tumor carcinoide do ovário
Androblastoma
Carcinoma pulmonar de pequenas células
Carcinoma medular da tireoide
Carcinoma hepatocelular
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é frequente entre mulheres em idade fértil. Em relação a esta síndrome, é correto afirmar:
As mulheres com SOP tem naturalmente uma proteção contra o Carcinoma de Endométrio, pois ficam longos períodos em amenorreia.
A presença de duas das três características, a partir da conferência de Rotterdam, faz o diagnóstico: Hiperandrogenismo clínico ou bioquímico; Obesidade e Ovários policísticos na ultrassonografia.
O tratamento de primeira linha é a Metformina, devido a presença da Resistência à Ação da Insulina, fator fisiopatológico importante na gênese da SOP, independente de alteração da tolerância à glicose.
No laboratório encontramos: Hormônio Folículo Estimulante (FSH) elevado, Hormônio Luteotrópico (LH) baixo, Estradiol baixo, Estrona normal ou elevada e Testosterona normal ou aumentada.
Ocorre um aumento na frequência de pulsos do Hormônio Liberador Hipotalâmico de Gonadotropinas (GnRH) o que leva a um aumento do Hormônio Luteotrópico (LH).
Analise as afirmações abaixo sobre a acromegalia.
I Os tumores secretores de hormônio do crescimento raras vezes têm origem em resíduos de tecido hipofisário ectópico na nasofaringe.
II A causa mais comum da acromegalia pelo hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) é um tumor carcinoide no tórax ou no abdome.
III Nos pacientes com adenomas acidófilos das células-tronco, as características de hiperprolactinemia predominam sobre os sinais clinicamente menos evidente de acromegalia.
IV Frequentemente, a produção excessiva de GHRH causa acromegalia devido a estimulação crônica dos somatrofos.
Estão corretas:
apenas I, II e III.
apenas I, III e IV.
apenas II, III e IV.
apenas II e III.
I, II, III e IV.
A categoria III do Sistema Bethesda para laudos citopatológicos da tireoide corresponde a:
amostra não diagnóstica.
atipia de significado indeterminado.
suspeita de neoplasia folicular.
neoplasia folicular.
suspeito de malignidade.
A cirurgia bariátrica e metabólica se consolidou como uma das melhores opções terapêuticas para a obesidade grave, especialmente quando há comorbidades, tendo alto grau de eficácia e reduzidas taxas de complicações.
Com relação a essa forma de tratamento da obesidade, analise as afirmações abaixo.
I A gastrectomia vertical é um procedimento técnico restritivo.
II A perda de excesso de peso é menor com procedimentos restritivos, em comparação com as técnicas disabsortivas.
III O duodenal switch é um procedimento técnico disabsortivo.
IV Após a derivação gástrica em Y de Roux é possível observar remissão do diabetes melito em até oitenta por cento dos pacientes.
Estão corretas:
I, II, III e IV.
apenas I, II e III.
apenas I e III.
apenas II, e IV.
apenas II, III e IV.
Considere um homem de 68 anos com Nódulo Tireoidiano sólido, único, com 3,5 cm no maior diâmetro, hiperecoico, regular, mais largo do que alto, TIRARDS 3 e TSH <0,1 mUI/mL, T4-livre 1,2 ng/dL. Nessa situação,
a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) está indicada por se tratar de nódulo TIRARDS 3 >2,5 cm.
existem fortes evidências da necessidade do tratamento de indivíduos com Hipertireoidismo Subclínico persistente com mais de 65 anos de idade.
a Cintilografia de tireoide com captação de 2h e 24h do radiotraçador está indicada após a PAAF do nódulo.
o tratamento com Iodo radioativo 123 (123I) é uma alternativa importante para normalização da função tireoidiana e diminuição do tamanho do nódulo.
o risco de malignidade é alto por se tratar de homem e pelo TIRARDS 3.
Adulto com cetoacidose diabética apresenta dor abdominal, taquipneia e hálito cetônico; gasometria confirma acidose com cetonemia. Qual sequência inicial reduz risco de complicações e organiza o cuidado de forma segura?
Aplicar cristaloide isotônico com monitorização, avaliar potássio e repor quando baixo, iniciar infusão de insulina após corrigir hipocalemia documentada.
Iniciar em bolus intravenoso, correr solução hipertônica e verificar potássio somente após a primeira hora de atendimento.
Administrar bicarbonato venoso em dose plena, manter restrição hídrica e realizar nova avaliação apenas duas horas mais tarde.
Correr solução glicosada como manutenção, adiar insulina contínua para a internação e solicitar verificação do potássio na unidade de origem.
Em um paciente com Doença de Wilson e hipoparatireoidismo concomitantes, qual das seguintes alterações laboratoriais seria mais provável de ser observada, considerando as complexas interações metabólicas e endócrinas nessas condições?
Aumento da excreção urinária de cálcio, com hipercalciúria e risco aumentado de litíase renal.
Elevação dos níveis séricos de fosfatase alcalina, com predomínio da fração hepática, indicando colestase intra-hepática.
Redução dos níveis séricos de 1,25-dihidroxivitamina D, com consequente diminuição da absorção intestinal de cálcio e fósforo.
Hiperfosfatemia decorrente da diminuição da excreção renal de fósforo, exacerbada pela ação do paratormônio (PTH) na reabsorção tubular.
Níveis séricos de magnésio normais ou elevados, refletindo a deposição de cobre nos tecidos e a interferência na homeostase do magnésio.
Na acidúria orótica, um distúrbio do metabolismo das pirimidinas, qual é a principal enzima cuja deficiência leva ao acúmulo de ácido orótico?
Deficiência da enzima diidroorotato desidrogenase, resultando na incapacidade de formar uracil monofosfato (UMP).
Deficiência da enzima orotato fosforribosiltransferase, levando ao acúmulo de ácido orótico e à redução da síntese de UMP.
Aumento da atividade da carbamoilfosfato sintetase II, resultando na produção excessiva de ácido orótico.
Deficiência da enzima pirimidina fosforibosiltransferase, causando a falha na conversão de pirimidinas em seus nucleotídeos correspondentes.
Redução da atividade da orotidina monofosfato descarboxilase, que resulta no acúmulo de diidroorotato.
Qual das seguintes substâncias é o principal neurotransmissor liberado pela medula suprarrenal em resposta à ativação do sistema nervoso simpático?
Acetilcolina.
Noradrenalina.
Dopamina.
Serotonina.
Adrenalina.
Um homem de 75 anos, diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2 há 5 anos, apresenta-se em consulta de rotina. Ele é ativo, independente nas atividades de vida diária, sem comorbidades significativas, com função cognitiva intacta e expectativa de vida longa. Seu exame físico é normal, e ele adere bem ao tratamento com metformina.
Qual é a meta glicêmica recomendada de HbA1c para esse paciente, de acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA) para idosos saudáveis?
Menor que 6,5%.
Menor que 7,0%.
Menor que 7,5%.
Menor que 8,0%.
Menor que 8,5%.
As Diretrizes da American Diabetes Association (ADA) de 2025 introduziram atualizações importantes no manejo do diabetes tipo 2, incluindo o uso de tecnologias, terapias farmacológicas e estratégias centradas na pessoa. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) No tratamento de diabetes tipo 2 com sobrepeso, as diretrizes de 2025 priorizam o uso de agonistas do receptor de GLP-1 ou agonistas duplos GIP/GLP-1 apenas para pacientes com função renal reduzida ou doença cardiovascular estabelecida; caso contrário, deve-se optar inicialmente apenas por metformina.
(__) As diretrizes de 2025 recomendam considerar o uso de monitorização contínua da glicose (CGM) em pacientes com diabetes tipo 2 que não utilizam insulina, como ferramenta de apoio à decisão terapêutica.
(__) Em pacientes com diabetes tipo 2 estáveis e sem complicações, o acompanhamento sorológico de função renal (eGFR/albuminúria) não foi modificado nas diretrizes de 2025, sendo necessário apenas uma avaliação inicial e após três anos se os resultados normais forem mantidos.
(__) As diretrizes de 2025 enfatizam a linguagem centrada na pessoa ("person-first") e recomendam evitar termos como "diabético", bem como considerar determinantes sociais da saúde no planejamento terapêutico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, F, V.
V, V, V, V.
V, F, F, F.
F, F, V, V.
Sobre o manejo do Diabetes Melito tipo 1 (DM1), segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, assinale a alternativa correta.
A insulinoterapia intensiva em esquema basal-bólus deve ser reservada a pacientes com DM1 de difícil controle, sendo aceitável o uso crônico de insulina NPH em duas aplicações diárias para a maioria dos pacientes.
O ajuste de bólus prandial pode ser feito pela contagem de carboidratos, utilizando razão insulina/carboidrato e fator de sensibilidade à insulina, com meta de glicemia pré-prandial entre 70–130 mg/dL e pós-prandial <180 mg/dL.
O uso de sistemas de infusão contínua de insulina (bombas) está restrito a pacientes com hipoglicemias graves recorrentes, não sendo indicado em situações de variabilidade glicêmica significativa.
Durante doenças intercorrentes, a recomendação é suspender temporariamente a insulina prandial e manter apenas a basal até a recuperação clínica, reiniciando o esquema completo após melhora da ingestão oral.
A avaliação de hemoglobina glicada deve ser anual nos pacientes em bom controle glicêmico, aumentando para duas vezes ao ano apenas quando o controle estiver inadequado.
Assinale a alternativa correta quanto às indicações e cuidados prévios ao início da Terapia Hormonal da Menopausa (THM).
A THM está indicada para qualquer mulher no climatério, independentemente da intensidade dos sintomas, sendo desnecessária a investigação prévia de contraindicações.
O câncer de mama não é contraindicação absoluta para THM, desde que em uso de dose mínima efetiva e com rastreamento atualizado.
A via transdérmica de estradiol deve ser considerada especialmente em mulheres com risco cardiovascular intermediário ou triglicerídeos elevados (>400 mg/dl).
Mulheres com útero intacto e uso de estrogênio sistêmico não necessitam do uso concomitante de progestagênio, exceto em casos de endometriose.
A ultrassonografia de mamas é o exame de rastreio de escolha para todas as mulheres antes de iniciar THM, inclusive para aquelas de risco habitual.
Homem, 74 anos, hipertenso e dislipidêmico, procura atendimento por tontura recorrente há 3 meses. Refere sensação de instabilidade ao caminhar, pior em ambientes pouco iluminados. Nega vertigem rotatória, zumbido ou perda auditiva. Relata uso de hidroclorotiazida e atorvastatina. Ao exame físico, apresenta marcha cautelosa e dependência de apoio visual, sem déficits neurológicos focais. Prova de Dix-Hallpike é negativa. Qual é a causa mais provável da tontura nesse paciente?
Vertigem posicional paroxística benigna, desencadeada por manobras específicas, geralmente acompanhada de vertigem rotatória breve e nistagmo.
Neurite vestibular, caracterizada por vertigem súbita e intensa, de longa duração, com náuseas e desequilíbrio, sem sintomas auditivos.
Hipotensão ortostática induzida por diurético, tipicamente associada a sintomas ao se levantar, confirmada por queda significativa da pressão arterial em ortostatismo.
Tontura multissensorial do idoso, resultante da perda progressiva da integração visual, vestibular e proprioceptiva, cursando com instabilidade e piora em ambientes escuros.
Doença de Ménière, cursando com crises de vertigem associadas à hipoacusia flutuante e zumbido, geralmente em adultos mais jovens.
Pacientes com hipertiroidismo subclínico, caracterizado por TSH suprimido e níveis normais de T3 e T4 livres, que sejam assintomáticos e sem fatores de risco cardiovascular ou osteopenia, não necessitam de acompanhamento médico regular, pois o risco de progressão para hipertiroidismo clínico ou complicações é desprezível.
Certo
Errado
Sobre os análogos de insulina utilizados no tratamento do diabetes mellitus, assinale a alternativa correta:
A insulina degludeca é um análogo ultralongo que permite maior flexibilidade nos horários de aplicação e apresenta menor variabilidade intraindividual.
A glulisina é contraindicada para uso em bomba de infusão contínua (CSII) devido à sua instabilidade em soluções diluídas.
A associação de análogos de ação rápida com insulinas NPH é preferida à combinação com glargina ou degludeca, por oferecer menor risco de hipoglicemia noturna.
As insulinas lispro, aspart e glulisina são classificadas como análogos de ação intermediária, com início de ação em torno de 1 a 2 horas e pico entre 4 a 6 horas.
A insulina glargina apresenta ação bifásica com dois picos, sendo frequentemente utilizada em regimes intensivos basal-bolus com insulina regular.
A análise dos distúrbios ácido-básicos requer avaliação integrada entre a aferição do pH, pCO₂, HCO₃⁻, ânion gap e seus ajustes esperados, considerando-se os mecanismos compensatórios fisiológicos e os quadros clínicos mistos. Dentre os enunciados abaixo, assinale aquele que reflete raciocínio compatível com distúrbio metabólico acidótico de origem combinada e abordagem diagnóstica acurada.
A associação entre acidose metabólica com ânion gap elevado e hipocloremia caracteriza padrão clássico de perda gastrointestinal de bicarbonato, cujo diagnóstico dispensa investigação adicional da causa primária.
A presença simultânea de acidose metabólica normoclorêmica e hipocapnia define quadro de distúrbio respiratório primário com alcalose compensatória, prescindindo da mensuração do ânion gap.
A concomitância de acidose tubular tipo IV com acidose láctica promove sobreposição fisiopatológica, configurando distúrbio metabólico misto com comportamento variável do ânion gap.
Em situações de acidose metabólica com pH inferior a 7,20, a interpretação do ânion gap torna-se desnecessária, dado que todos os quadros assumem caráter exclusivamente metabólico e respondem uniformemente à terapia com bicarbonato.
A administração de bicarbonato de sódio por via parenteral constitui intervenção obrigatória em todos os contextos de acidose metabólica, independentemente do tipo, gravidade ou etiologia subjacente.