

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A principal hipótese diagnóstica para o caso é doença de Graves, uma vez que o paciente apresenta aumento da tireoide com aumento de hormônios tireoidianos, sendo necessário, como o próximo passo para o fechamento do diagnóstico, medir os anticorpos estimulantes do receptor de tireotropina: caso positivo, o diagnóstico estará confirmado.
Certo
Errado
Paciente feminina, 32 anos, apresenta cefaleia progressiva há 8 meses, amenorreia secundária e galactorreia. RM de sela turcica apresenta macroadenoma hipofisário de 2,6 cm com extensão suprasselar e compressão quiasmática. Prolactina sérica: 580 ng/mL (VR < 25).
A conduta terapêutica inicial mais apropriada e a
cirurgia transesfenoidal imediata.
radioterapia estereotáxica.
cabergolina 0,5 mg 2x/semana.
bromocriptina 2,5 mg 3x/dia.
octreotide 100 mcg SC 3x/dia.
Mulher de 54 anos com hipotireoidismo em uso irregular de levotiroxina é admitida com rebaixamento do nível de consciência, bradicardia e hipotermia (34,5°C). TSH: 94 mUI/L (VR: 0,4 - 4,4); T4L: 0,3 ng/dL (VR= 0,7-1,7).
O manejo inicial mais apropriado é
levotiroxina 500 mcg EV + hidrocortisona 100 mg EV.
levotiroxina 25 mcg VO diariamente.
liotironina 5 mcg EV de 12/12h.
levotiroxina 500 mcg EV sem corticoide.
aquecimento rápido + levotiroxina 100 mcg VO.
Paciente, 55 anos, inicia amiodarona para fibrilação atrial. Após 4 meses, encontra-se com TSH: 0,01 mUI/L, T4L: 2,8 ng/dL, T3L: 1,2 pg/mL. Ao exame físico não apresenta bócio.
O diagnóstico correto é
superdosagem de levotiroxina.
tireotoxicose induzida por amiodarona tipo 1.
efeito Wolff-Chaikoff.
síndrome do T3 baixo.
tireotoxicose induzida por amiodarona tipo 2.
Mulher, 27 anos, nuligesta, apresenta amenorreia secundária há 15 meses. Menarca aos 12 anos, ciclos regulares até os 25 anos. IMC 19,1 kg/m² (perda de 12 kg em 18 meses após dieta restritiva e corrida 60 km/semana). Nega galactorreia, hirsutismo ou uso de medicações. Ao exame: sinais vitais normais, ausência de hirsutismo, acne ou galactorreia. Laboratório: β-hCG :negativo; FSH: 2,8 IU/L (VR fase folicular 3,5–12,5); LH: 1,2 IU/L (VR fase folicular 2,4–12,6); Estradiol: 18 pg/mL (VR fase folicular 25–75); Prolactina: 22 ng/mL (VR 3–27); TSH: 1,9 mIU/L (VR 0,4–4,4); T4 livre: 1,1 ng/dL (VR 0,9–1,7) ; Cortisol matinal: 15 µg/dL (VR 5–25); 17-OH-progesterona: 0,9 ng/mL (VR <2,0) ; Testosterona total: 28 ng/dL (VR 15–70); IGF-1: 185 ng/mL (VR idade 117–329); RM de sela túrcica: hipófise normal, sem lesões. Densitometria óssea: coluna lombar Z-score -2,5; colo femoral Z-score -2,1.
Levando-se em consideração o diagnóstico mais provável e as evidências atuais sobre tratamento, assinale a afirmativa correta.
O teste de provocação com acetato de medroxiprogesterona 10 mg/dia por 10 dias se faz necessário para confirmar o diagnóstico, podendo resultar em sangramento de privação em 7 dias.
A suplementação isolada de cálcio e vitamina D é suficiente para reversão da perda óssea, devendo-se evitar terapia hormonal pelo risco trombótico em pacientes jovens.
A terapia pulsátil com análogo de GnRH exógeno via bomba subcutânea é o tratamento padrão-ouro para restauração da ciclicidade menstrual e fertilidade nesta condição.
A reposição estrogênica transdérmica associada à progesterona cíclica pode ser iniciada imediatamente, mantendo-se até recuperação espontânea do eixo ou desejo gestacional.
Letrozol 2,5 mg/dia por 5 dias mensais é eficaz para induzir ovulação e proteger a massa óssea, sendo primeira escolha em amenorreia hipotalâmica funcional.
Paciente, 68 anos com DM2 há 14 anos e doença renal crônica (TFG: 35 mL/min, albuminúria: 480 mg/g). PA: 145/90 mmHg. Em uso de enalapril 20 mg/dia.
O medicamento a adicionar para proteção renal é
dapagliflozina 10 mg/dia.
hidroclorotiazida 25 mg/dia.
espironolactona 25 mg/dia.
atenolol 50 mg/dia.
diltiazem 120 mg/dia.
Homem de 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 7 anos, está em uso de metformina 2 g/dia e dapagliflozina 10 mg/dia, com hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,5 % e IMC de 34 kg/m². Apresenta taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 39 mL/min/1,73 m², coronariopatia crônica estável e neuropatia periférica leve. O endocrinologista cogita iniciar tirzepatida como terapia adicional.
Em relação à tirzepatida para esse paciente, assinale a afirmativa correta.
Está contra-indicada pois o duplo agonismo dos receptores de GIP/GLP-1 aumenta o risco de hipoglicemia nestes casos.
Deve ser iniciada em dose semanal de 15 mg, pois doses menores não mostraram benefício significativo de redução de HbA1c em pacientes com TFGe < 45 mL/min/1,73 m².
Pode ser empregada com segurança na insuficiência renal moderada, pois não requer ajuste de dose e seu clearance é independente da função renal.
Eleva o risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE) em comparação a outros análogos de GLP-1 de ação prolongada, razão pela qual não é recomendada em coronariopatas.
Tem como efeito adverso específico pancreatite exócrina autoimune, ocorrendo em ≥ 10 % dos pacientes, devendo ser rastreada por amilase e lipase durante o tratamento.
Um paciente de 48 anos, sem comorbidades conhecidas, é levado ao pronto-socorro com quadro de cefaleia súbita e de forte intensidade ("em trovoada"), vômitos, rebaixamento do nível de consciência e ptose palpebral à direita. Ao exame, apresenta-se hipotenso (PA 80/50 mmHg), com paralisia do III nervo craniano à direita e defeito campimétrico bitemporal. Qual a hipótese diagnóstica mais provável para esta emergência neuroendócrina?
Trombose do seio cavernoso.
Hemorragia subaracnoidea por ruptura de aneurisma.
Apoplexia hipofisária.
Crise adrenal primária (Doença de Addison).
Analise as afirmativas a seguir sobre a fisiopatologia e o manejo clínico da osteoporose.
I.A densitometria óssea por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico, definindo osteoporose por um T-score ≤ -2,5 desvios-padrão na coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur.
II.O uso de bisfosfonatos orais, como o alendronato, requer administração em jejum com água e a permanência em posição ortostática por pelo menos 30 minutos para minimizar o risco de esofagite.
III.O denosumabe, um anticorpo monoclonal que inibe o ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa-B (RANKL), atua primordialmente estimulando a atividade osteoblástica para aumentar a formação óssea.
Está correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
I e III, apenas.
Durante a consulta ambulatorial, homem de 60 anos, portador de Diabetes Mellitus tipo 2 há 15 anos e em uso regular de metformina e glibenclamida, relata dor em queimação e formigamento nos pés, com piora noturna. Ao exame físico, constatam-se redução da sensibilidade vibratória e tátil em padrão de "bota" e ausência dos reflexos aquileus. Diante desse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável e a classe de fármaco indicada como primeira escolha para o manejo sintomático dessa condição?
Doença arterial periférica; estatinas e antiagregantes plaquetários.
Polineuropatia diabética dolorosa; antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.
Neuropatia autonômica cardiovascular; beta-bloqueadores e otimização do controle glicêmico.
Mononeuropatia do fibular; fisioterapia e anti-inflamatórios não esteroides.
O córtex da glândula adrenal é responsável pela produção de hormônios esteroides com diversas funções fisiológicas. Um desses hormônios atua na modulação da resposta imune e exerce forte efeito anti-inflamatório, sendo amplamente utilizado como base para fármacos sintéticos com finalidade imunossupressora.
Assinale a opção que indica esse hormônio.
Renina.
Adrenalina.
Tiroxina.
Cortisol.
Aldosterona.
O importante papel energético da glicose em eritrócitos não deve mascarar outros aspectos de grande relevância que vias glicolíticas apresentam. Um desses aspectos é a glicólise para a redução de carreadores de elétrons que serão utilizados na neutralização de espécies reativas de oxigênio (EROs).
Para isso, é necessária a atividade das enzimas
piruvato cinase e hexocinase.
6-fosfogliconato desidrogenase e lactonase.
glicose 6-fosfato desidrogenase e lactonase.
hexocinase e glicose 6-fosfato desidrogenase.
glicose 6-fosfato desidrogenase e 6-fosfogliconato desidrogenase.
M. A. S., 69 anos, portador de Diabetes Mellitus, comparece à Unidade Básica de Saúde para renovação da receita das medicações em uso. Após a realização de consulta médica e avaliação do quadro clínico e laboratorial do paciente, verifica-se que será necessária a introdução de outro medicamento antidiabético oral, além da metformina, de que o paciente faz uso em dose otimizada. Considerando que o paciente é idoso e mora sozinho, o médico opta por uma medicação que minimize possíveis efeitos de hipoglicemia. De acordo com o Consenso Brasileiro de Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos, publicado em 2016, e a Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes Acerca do Manejo da Terapia Antidiabética no Diabetes Mellitus do Tipo 2, publicada em 2024, dentre as alternativas abaixo, a medicação que deverá ser evitada pelo alto risco de causar hipoglicemia no paciente é:
Pioglitazona.
Dapagliflozina.
Glibenclamida.
Saxagliptina.
Sitagliptina.
Em relação à avaliação da função do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (HHA), é correto afirmar que:
O teste do ACTH de baixa dose (1 µg) é mais específico que o de alta dose (250 µg) para o diagnóstico de insuficiência adrenal primária.
A ausência de resposta adequada ao teste do ACTH não exclui insuficiência adrenal central se houver atrofia cortical prolongada por supressão crônica do eixo.
A dosagem de cortisol salivar noturno tem alta sensibilidade, mas baixa especificidade para o diagnóstico da insuficiência adrenal central.
A resposta normal do cortisol total ao teste do ACTH depende da concentração sérica de cortisol livre, independentemente da concentração de proteínas ligadoras.
A dosagem isolada de ACTH plasmático é suficiente para diferenciar a insuficiência adrenal primária da secundária, mesmo na vigência de uso recente de corticosteroides.
Em relação ao Diabetes Melito tipo 1 (DM1), assinale a alternativa correta.
A fase de latência imunológica (fase 1) é caracterizada por hiperglicemia intermitente, com níveis elevados de peptídeo C e necessidade transitória de insulinoterapia.
A presença de autoanticorpos anti-insulina e anti-GAD é suficiente para diagnóstico definitivo de DM1, mesmo na ausência de hiperglicemia.
A fase de “lua de mel” ocorre após a instalação da hiperglicemia franca e caracteriza-se pela normalização persistente da glicemia com suspensão total da insulina exógena.
A destruição das células beta pancreáticas ocorre de forma abrupta em todos os pacientes, independentemente da idade ao diagnóstico ou dos marcadores autoimunes.
A medição dos anticorpos anti-GAD, anti-IA2, anti-ZnT8 e anti-insulina pode auxiliar no diagnóstico de DM1, especialmente em apresentações atípicas ou em adultos.
M., 60 anos, foi diagnosticado com um transtorno crônico do esqueleto, no qual áreas ósseas sofrem um turnover anormal, resultando em áreas de osso expandido e amolecido. Assim, podemos afirmar que M. foi diagnosticado com:
Doença de Crohn.
Doença de Morton.
Doença de Lyme.
Doença de Paget.
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
________ é a falha de um ou ambos os testículos descerem para o escroto; em crianças mais jovens, geralmente é acompanhada por hérnia inguinal. O diagnóstico é por exame testicular, às vezes seguido de laparoscopia para procurar testículos não palpáveis ao exame físico. Exames de imagem raramente são indicados. O tratamento é a orquidopexia cirúrgica.
Orquite
Epididimite
Varicocele
Criptorquidia
Qual é um sinal clínico relevante na avaliação de um tumor neuroendócrino pancreático e como ele se manifesta?
Icterícia obstrutiva, que se manifesta como coloração amarelada da pele e mucosas, indicando compressão da via biliar.
Hipoglicemia paroxística, que se manifesta como sudorese, palidez e confusão mental, associada à secreção excessiva de insulina.
Dor abdominal contínua, que é um achado típico em tumores exócrinos, como o adenocarcinoma pancreático.
Ascite, que pode indicar a presença de metástases, mas não é específica para tumores neuroendócrinos.
Diarreia crônica, que é um achado comum em tumores benignos do pâncreas.
A respeito do pé diabético, assinale a opção correta.
A história prévia de ulceração, a perda da sensibilidade tátil, vibratória e térmica e a presença de doença arterial periférica (DAP) e de deformidades nos pés não interferem no risco de ulceração.
O reconhecimento precoce da etiologia das lesões nos pés e o manejo imediato das úlceras nos pés por equipe multidisciplinar não interferem para um resultado bemsucedido do tratamento.
O aparecimento do pé diabético não se relaciona de forma essencial e necessária com medidas preventivas e autocuidado do portador.
Fatores neurológicos, vasculares e biomecânicos contribuem para a ulceração do pé diabético.
A fisiopatologia da úlcera do pé diabético e da infecção de tecidos moles não se relaciona à neuropatia, relacionando-se apenas ao trauma e, em muitos pacientes, à doença oclusiva da artéria periférica concomitante.
No que se refere à cetoacidose diabética, assinale a opção correta.
O edema cerebral é uma complicação rara no tratamento da cetoacidose diabética.
Os critérios diagnósticos da condição incluem glicemia venosa maior que 600 mg/dl, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria.
Os principais fatores desencadeantes da cetoacidose diabética em pacientes com diagnóstico de diabetes melito tipo 1 estabelecido são infecções ou omissões na dose de insulina.
A hiperpotassemia é uma complicação frequente no tratamento da cetoacidose diabética.
A reposição de bicarbonato de sódio deve ser realizada quando o sangue do paciente apresentar pH menor que 7,3.