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Com relação ao manejo da neuropatia diabética (NPD), é correto afirmar:
todos os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) devem ser examinados para pesquisa da neuropatia diabética (NPD) cinco anos após o diagnóstico.
o ácido alfa-lipoico deve ser considerado no tratamento da NPD grave visando à melhora da força muscular e à estabilização do déficit neuropático.
como a cirurgia bariátrica está associada à redução da incidência de NPD em pessoas com DM2, é recomendada para a prevenção da NPD.
como tratamento de primeira linha para a NPD, é recomendado o uso em monoterapia de duloxetina, venlafaxina ou gabapentina, com eficácia comprovada.
no tratamento sintomático da NPD, não se recomendam as seguintes terapias: topiramato, valproato, pregabalina e vitamina E.
Homem de 74 anos, idoso frágil, em acompanhamento por DM2, em uso de metformina 850 mg 1 cp no café, almoço e jantar e insulina NPH 10 UI “bed time”. Há cerca de dois meses, vem se alimentando bem menos que o habitual e perdeu 7 kg (de 87 para 80kg). Tem tido pesadelos frequentes, com episódios de agitação e sudorese e sonhos vívidos. Exame físico sem alterações. Nas últimas semanas os controles de glicemia capilar em jejum aumentaram de 120 para 200 mg/dL. A conduta mais adequada para o controle da glicemia deste paciente é:
aumentar a dose da insulina NPH porque o que está ocorrendo é o fenômeno do alvorecer.
reduzir a dose da insulina NPH porque o que está ocorrendo é o fenômeno Somogyi.
introduzir insulina regular antes do jantar para auxiliar na redução da glicemia em jejum.
pedir para medir a glicemia de madrugada, de preferência às três horas para definição da melhor conduta.
suspender metformina e associar gliclazida com a insulina “bed time”.
A doença renal do diabetes (DRD) é uma das principais complicações crônicas do diabetes mellitus e a principal causa de doença renal crônica terminal no mundo. O rastreamento e o manejo precoce são fundamentais para retardar sua progressão. Sobre a abordagem da DRD, analise as afirmativas a seguir.
I. O primeiro sinal detectável da doença renal do diabetes é, invariavelmente, a elevação dos níveis de creatinina sérica, indicando uma redução da taxa de filração glomerular que precede o surgimento de qualquer alteração urinária.
II. O rastreamento anual da doença renal do diabetes em pacientes com diabetes tipo 2 deve ser realizado por meio de duas avaliações: a dosagem da relação albumina/creatinina (RAC) em uma amostra isolada de urina e a estimativa da taxa de filtração glomerular (eTFG) a partir da creatinina sérica.
III. Em um paciente com diabetes tipo 2, hipertensão arterial e albuminúria persistente, a classe de fármacos de primeira linha para o controle pressórico e para a nefroproteção são os diuréticos tiazídicos, que demonstraram maior eficácia na redução da progressão da doença renal.
Está correto o que se afirma em
I apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
II apenas.
Assinale a alternativa que apresenta os conjuntos de achados laboratoriais que são diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD).
Glicemia sérica >600 mg/dL, osmolaridade efetiva >320 mOsm/kg, pH arterial >7,30.
Glicemia sérica >250 mg/dL, pH arterial <7,30, bicarbonato sérico <18 mEq/L e cetonemia ou cetonúria positivas.
Glicemia sérica >250 mg/dL, pH arterial normal, bicarbonato sérico normal e ausência de cetonemia.
Glicemia sérica >250 mg/dL, pH arterial >7,35, bicarbonato sérico >22 mEq/L e osmolaridade efetiva normal.
Glicemia sérica >600 mg/dL, pH arterial <7,10, osmolaridade efetiva >320 mOsm/kg e ausência de cetonemia.
Situação hipotética: Um paciente com diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina e gliclazida é admitido com sudorese fria, tremores e confusão mental, após ter pulado uma refeição. A glicemia capilar é de 45 mg/dL. Assertiva: A conduta imediata consiste em administrar glicose oral, se o paciente estiver consciente, e suspender temporariamente a gliclazida, avaliando a necessidade de reduzir a dose ao reestabelecer a normoglicemia, sem necessidade de internação hospitalar para ajuste terapêutico, caso a recuperação seja completa.
Certo
Errado
O diabetes mellitus é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia persistente, resultante de defeitos na secreção ou ação da insulina. O manejo clínico envolve diagnóstico precoce, monitoramento glicêmico, educação do paciente e estratégias terapêuticas individuais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O diabetes tipo 1 geralmente está associado à resistência insulínica, sendo mais comum em adultos com sobrepeso.
(__)O diabetes tipo 2 é caracterizado por deficiência absoluta de insulina desde o início da doença, sem relação com fatores ambientais ou estilo de vida.
(__)O tratamento do diabetes não requer monitoramento da pressão arterial, perfil lipídico ou acompanhamento de complicações crônicas.
(__)O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser confirmado por hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou teste oral de tolerância à glicose com glicemia ≥ 200 mg/dL.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F, V.
V, F, F, F.
F, F, V, V.
V, V, V, V.
V, F, V, F.
Em um paciente com imagem sugestiva de macroadenoma hipofisário produtor de prolactina, a discordância entre o grande volume tumoral e níveis séricos de prolactina discretamente elevados deve suscitar a investigação de qual fenômeno laboratorial?
Variação circadiana acentuada da secreção de prolactina.
Presença de autoanticorpos antiprolactina, interferindo no ensaio.
Saturação dos anticorpos utilizados no imunoensaio.
Metabolização acelerada da prolactina na circulação periférica.
Secreção pulsátil de prolactina com amostragem em um nadir.
Leia atentamente o enunciado abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
___________ é um problema na tireoide (glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins), que se caracteriza pela produção excessiva dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). O desencadeamento pode ocorrer devido ao excesso de iodo presente em alguns medicamentos, ao surgimento de nódulos na glândula, ao funcionamento mais acelerado da tireoide ou à ingestão dos hormônios da tireoide.
Sinusite crônica
Diabetes mellitus
Insuficiência renal
Asma
Hipertireoidismo
A doença hepática esteatótica metabólica (DHEM) é a doença mais comum do fígado e compreende distúrbios cardiovasculares e metabólicos, como obesidade e diabetes. Nesse perfil de paciente, com DHEM, diabetes tipo 2 e obesidade, a cirurgia bariátrica deve ser considerada no caso de:
obesidade classe II
diabetes tipo 2 mal controlado
adesão adequada à terapia medicamentosa
falta de interesse do paciente pelo tratamento
Um paciente de 55 anos, com histórico de Diabetes Mellitus tipo 1 de longa data e controle glicêmico inadequado, foi admitido no pronto-socorro com quadro de cetoacidose diabética grave. Seus exames iniciais revelaram: pH arterial 7,05, PaCO2 20 mmHg, HCO3- 8 mEq/L, glicemia 650 mg/dL, corpos cetônicos elevados no sangue e na urina. O paciente está taquipneico (respiração de Kussmaul) e desidratado. A equipe médica iniciou a reposição volêmica com solução salina isotônica, insulina intravenosa e monitoramento rigoroso dos eletrólitos e gases arteriais.
Considerando o paciente em questão, analise as afirmativas a seguir.
I. Em resposta à acidose metabólica, os rins aumentam a reabsorção de bicarbonato no túbulo contorcido proximal e no ducto coletor, e a excreção de íons hidrogênio ocorre principalmente pela secreção de amônia (NH3) e íon fosfato (PO42-) no túbulo contorcido distal, sem qualquer alteração na produção de amônia.
II. Em resposta à acidose metabólica, os rins aumentam a reabsorção de bicarbonato no túbulo contorcido proximal e produzem novo bicarbonato através da excreção de íons hidrogênio, principalmente na forma de ácido titulável. A amônia é produzida pelo metabolismo da glutamina, e sua excreção é crucial para a eliminação de grandes cargas ácidas. No ducto coletor, as células intercaladas tipo A secretam íons hidrogênio e reabsorvem bicarbonato, enquanto as células intercaladas tipo B atuam na alcalose.
III. Os rins respondem à acidose aumentando a excreção de íons hidrogênio na forma de ácidos orgânicos não tituláveis, como H2CO3, e a regeneração de bicarbonato é primariamente mediada pela reabsorção de sódio no ramo ascendente espesso da alça de Henle.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Sobre os exames laboratoriais no diagnóstico de tumores adrenais, assinale a alternativa correta:
ACTH urinário e aldosterona são os principais marcadores.
A dosagem de metanefrinas urinárias em 24 horas é indicada para suspeita de feocromocitoma.
Níveis séricos de estradiol e cortisol não têm valor diagnóstico.
O diagnóstico de hipersecreção hormonal é feito exclusivamente por imagem.
DHEA-S e testosterona são úteis apenas em tumores malignos metastáticos.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina eou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. Sobre o diagnóstico e rastreamento do DM, analise as afirmativas a seguir.
I.A Hemoglobina Glicada (HbA1c) maior ou igual a 6,5% é considerada critério diagnóstico para Diabetes Mellitus, desde que confirmada em uma segunda ocasião ou na presença de sintomas inequívocos de hiperglicemia.
II.A glicemia de jejum alterada é definida por valores entre 100 mgdL e 125 mgdL, indicando um estado de pré-diabetes que requer intervenção no estilo de vida.
III.Em pacientes assintomáticos, a glicemia casual (ao acaso) maior ou igual a 200 mgdL é suficiente para fechar o diagnóstico de Diabetes Mellitus, dispensando a repetição do exame.
IV.O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose é considerado positivo para DM quando a glicemia de 2 horas é maior ou igual a 200 mgdL.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
I, II e III.
I, II e IV.
I e III.
II, III e IV.
Apenas II e IV.
Considerando as novas recomendações da American Thyroid Association (ATA), de 2025, para o manejo inicial do câncer diferenciado de tireoide, em relação ao uso de radioiodoterapia (RAI) após tireoidectomia, assinale a alternativa correta.
A administração rotineira de RAI está indicada para todos os pacientes com carcinoma papilífero de tireoide, independentemente do risco.
Em pacientes com doença metastática à distância, a ATA 2025 recomenda doses fixas baixas de 30–50 mCi de I-131, já que doses maiores não demonstraram benefício.
Em pacientes de baixo risco, a ablação de remanescente com RAI não é recomendada rotineiramente, podendo ser considerada apenas em situações específicas.
Nos pacientes de risco intermediário, a ATA 2025 recomenda evitar completamente o RAI, pois não há benefício comprovado nessa população.
Para pacientes de alto risco, a ATA 2025 recomenda não utilizar RAI de forma adjuvante, restringindo seu uso apenas a casos de recidiva estrutural.
Durante a realização de uma adrenalectomia direita laparoscópica por feocromocitoma, o cirurgião deve ter extremo cuidado com a anatomia vascular da glândula para evitar hemorragias cataclísmicas, dada a sua drenagem venosa direta e curta. Considerando a anatomia cirúrgica das glândulas suprarrenais e suas relações vasculares, assinale a alternativa CORRETA.
A veia adrenal direita drena para a veia renal direita, facilitando o controle vascular, enquanto a esquerda drena diretamente para a veia cava inferior, apresentando maior risco de avulsão.
A artéria adrenal superior é o principal suprimento arterial da glândula, originando-se diretamente da aorta abdominal, enquanto a drenagem venosa é feita por múltiplas vênulas que desembocam na veia porta.
A veia adrenal direita é curta e drena diretamente para a face posterolateral da veia cava inferior, enquanto a veia adrenal esquerda é mais longa e drena para a veia renal esquerda, frequentemente em oposição à veia gonadal esquerda.
Ambas as veias adrenais drenam diretamente para a veia cava inferior, porém a direita possui um trajeto retrocaval que exige mobilização extensa da cava para sua ligadura segura.
A semaglutida é um análogo do GLP-1 humano com meia-vida prolongada, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade. Sobre as modificações estruturais em sua sequência de aminoácidos, assinale a alternativa correta.
A semaglutida mantém a sequência peptídica idêntica ao GLP-1 nativo, e sua meia-vida prolongada decorre apenas da ligação a albumina por ácidos graxos.
A substituição da alanina na posição 8 por uma serina impede a clivagem da molécula pela dipeptidil peptidase-4 (DPP-4), prolongando sua ação.
Um ácido graxo do tipo ácido palmítico (C16) é conjugado à lisina em posição 34 por meio de um espaçador de ácido glutâmico e dois grupos OEG (oligoetilenoglicol), promovendo maior ligação à albumina.
A substituição de glutamina por ácido glutâmico na posição 26 permite acoplamento de uma cadeia carbamoilada, responsável pela ligação covalente irreversível ao receptor de GLP-1.
A semaglutida difere da liraglutida apenas pela substituição do aminoácido em posição 8, mantendo o mesmo tipo de ácido graxo (C16) ligado em posição 26.
Sobre a insuficiência adrenal após o uso de corticosteroides, assinale a alternativa correta.
O risco de insuficiência adrenal ocorre apenas em altas doses e uso contínuo superior a 3–4 semanas.
Na retirada gradual do glicocorticoide, a dosagem de cortisol basal não tem papel, devendo o manejo basear-se exclusivamente em sinais e sintomas.
Insuficiência adrenal pode ocorrer em todas as vias de administração, sendo mais frequente no uso sistêmico, mas também descrito em formas inaladas e tópicas.
Sintomas clínicos isolados são suficientes para rastrear com segurança a insuficiência adrenal após a suspensão dos corticosteroides.
Após 6 meses da suspensão, todos os pacientes recuperam a função adrenal, não havendo necessidade de avaliação adicional.
Uma paciente de 50 anos apresenta-se com história de 1 ano de ganho de peso centrípeto, fraqueza muscular proximal, aparecimento de estrias violáceas largas no abdômen e equimoses fáceis. A pressão arterial é de 160/100 mmHg e a glicemia de jejum é de 130 mg/dL. Qual dos seguintes testes é o apropriado para a triagem inicial da Síndrome de Cushing nesta paciente?
Teste de supressão com 1 mg de dexametasona overnight ou cortisol salivar à meia-noite.
Tomografia computadorizada de adrenais.
Dosagem de ACTH plasmático basal.
Ressonância magnética de sela túrcica.
Diante de um paciente com hiperparatireoidismo, os principais sintomas são cálculos urinários e dores abdominais, ósseas e musculares, além de transtornos psiquiátricos. A atenção diagnóstica se estabelece pelo achado de hipercalcemia, hipofosfatemia e níveis altos de PTH. Sobre isso, é CORRETO afirmar que:
Tumores de mama, leucemia e linfoma, por exemplo, aumentam o nível de cálcio por estímulo de atividade osteoblástica, por meio da invasão celular da medula óssea.
Os pacientes sintomáticos podem ser tratados com paratireoidectomia se a hipercalcemia estiver 1mg/dL acima do limite superior da normalidade ou se tiverem menos de 60 anos e densidade mineral óssea muito aumentada.
Em pacientes com início agudo de hipercalcemia sintomática, no entanto, a maior probabilidade é de que a causa seja tumor maligno.
Geralmente, a hipercalcemia relacionada com hiperparatireoidismo primário não demonstra diagnóstico diferencial ao câncer.
Homem de 35 anos durante investigação de dor abdominal foi submetido à tomografia com contraste do abdome. No exame foi detectado um nódulo na adrenal direita de 2,2 cm com densidade 04 unidades Hounsfield e clareamento absoluto do contraste intravenoso acima de 60% após 10 minutos. Nega histórico de hipertensão ou diabetes. Apresenta ao exame físico IMC: 31 Kg/m2, PA: 126 x 78 mmHg. Exames laboratoriais, incluindo o potássio, estão dentro da normalidade. Nesse caso, quanto à investigação e conduta do incidentaloma adrenal:
I.Deve-se solicitar teste de supressão com dexametasona 01 mg overnight.
II.Deve-se solicitar dosagem de metanefrinas plasmáticas ou urinárias (24h).
III.Deve-se indicar tratamento cirúrgico.
É correto o que se afirma em:
I, II e III.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
II, apenas.
I, apenas.
Quanto à conduta em nódulos tireoidianos submetidos à PAAF (punção aspirativa por agulha fina), é correto afirmar que:
Nódulos que persistem Bethesda I após nova PAAF devem ser encaminhados para cirurgia se apresentarem característica de risco ao ultrassom.
Durante a gestação, nódulos com citologia Bethesda VI e com crescimento nodular significativo deverão ser submetidos ao tratamento cirúrgico no terceiro trimestre de gestação.
Nódulos Bethesda II não necessitam de acompanhamento ultrassonográfico.
Nódulos Bethesda IV podem ser submetidos à nova PAAF antes da indicação de teste molecular ou cirurgia diagnóstica.
Crianças com citologia indeterminada podem ser acompanhadas com ultrassom periódico dependendo das características ultrassonográficas dos nódulos.