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O primeiro passo é a confirmação da hipoglicemia por meio da documentação dos elementos da tríade de Whipple. Quais são as características que compõem a tríade de Whipple.
Hipotensão, bradicardia e síncope.
Dor abdominal, náuseas e diarreia.
Febre, taquicardia e sudorese noturna.
Sintomas de hipoglicemia, obter níveis baixos de glicose e alívio dos sintomas após administração de glicose.
Perda de peso, polidipsia e poliúria.
Obesidade é o acúmulo de tecido gorduroso localizado ou generalizado, provocado por desequilíbrio nutricional, associado ou não a distúrbios genéticos ou endócrino-metabólicos. Quais são os critérios clínicos mais utilizados para o diagnóstico e a classificação da obesidade?
Índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal.
Eletrocardiograma e pressão arterial.
Hemograma e exame de urina.
Teste de visão e audiometria.
Temperatura corporal e frequência respiratória.
Uma paciente de 35 anos apresenta-se com queixas de perda de peso significativa (10 kg em 2 meses) apesar de hiperfagia, palpitações, tremores de extremidades, sudorese excessiva e irritabilidade. Ao exame físico, nota-se exoftalmia bilateral, bócio difuso e indolor, e pele quente e úmida. Qual é o perfil laboratorial hormonal esperado para confirmar a principal hipótese diagnóstica, a Doença de Graves?
TSH (Hormônio Tireoestimulante) suprimido (< 0,1 mU/L) e T4 Livre elevado.
TSH elevado (> 10 mU/L) e T4 Livre baixo ou normal.
TSH elevado, T4 Livre elevado e Prolactina elevada.
TSH normal, T4 Livre normal, mas com T3 (Triiodotironina) total elevado.
O manejo do hipotireoidismo é baseado primariamente na reposição hormonal com levotiroxina. A eficácia terapêutica e a segurança do tratamento dependem da correta individualização da dose, da orientação de administração e do manejo de interações medicamentosas. Sobre os aspectos farmacológicos e o manejo clínico da levotiroxina, assinale a alternativa correta.
Em pacientes em uso de inibidores de bomba de prótons, a levotiroxina deve ser administrada após a tomada destes, garantindo a ação adequada antiácida do medicamento.
Pacientes com doença renal crônica em regime de hemodiálise intermitente não necessitam de ajuste de dose rotineiro da levotiroxina baseado na função renal, pois a molécula não é dialisável de forma eficaz.
Em pacientes com doença cardiovascular conhecida, a reposição hormonal deve ser iniciada com doses plenas e titulação rápida, visando a pronta estabilização do TSH e reduzindo complicações cardiovasculares agudas.
O uso concomitante de semaglutida frequentemente reduz as concentrações séricas de levotiroxina, exigindo um aumento da dose da reposição hormonal.
Em pacientes em uso de carbonato de cálcio, este deve ser administrado 30-60 minutos antes da levotiroxina, garantindo a absorção adequada de ambos os medicamentos.
Em relação à Cetoacidose Diabética (CAD), assinale a alternativa CORRETA.
Ausência de cetonúria é um dos critérios de resolução da Cetoacidose Diabética.
Infusão de bicarbonato acelera melhora clínico-laboratorial, devendo ser indicada se Ph <7,2.
O teste do nitroprussiato para avaliação de cetonúria mede as concentrações de beta-hidroxibutirato, sendo o método de eleição para confirmação de cetose.
Glicemia acima de 200mg/dl ou um histórico prévio de diabetes é um dos critérios diagnósticos.
Se disponíveis, as insulinas Degludeca ou Glargina-300 devem ser as de escolha na transição de insulina endovenosa para subcutânea, após a resolução da cetoacidose diabética.
Quais são as metas glicêmicas no controle do DMG, segundo o Ministério da Saúde do Brasil e sociedades internacionais?
Jejum ≤ 95 mg/dL e 1h pós-prandial ≤ 160 mg/ dL.
Jejum ≥65 e ≤ 95 mg/dL, 1h pós-prandial ≤ 140 mg/dL e 2h pós-prandial ≤ 120 mg/dL.
Jejum ≤ 92 mg/dL e 2h pós-prandial ≤ 153 mg/ dL.
Jejum ≤ 100 mg/dL e 2h pós-prandial ≤ 180 mg/ dL.
Jejum ≤ 85 mg/dL e 1h pós-prandial ≤ 120 mg/ dL.
No diabetes tipo 2 com doença renal crônica albuminúrica (TFG ~35 mL/min/1,73m²) e alto risco cardiovascular, a escolha farmacológica deve priorizar benefícios cardiorrenais além do controle glicêmico. Qual afirmativa reflete essa prioridade?
Intensificar sulfonilureia e suspender metformina ao atingir HbA1c-alvo.
Trocar metformina por pioglitazona como primeira intensificação.
Usar insulina basal como primeira intensificação em todos os casos de TFG <45.
Introduzir inibidor de SGLT2 e manter metformina se tolerada; considerar agonista de GLP-1 para meta glicêmica e redução de eventos CV.
Priorizar inibidor de DPP-4 por segurança renal e impacto comprovado em MACE.
Homem de 40 anos com fadiga, hipertensão resistente e hipocalemia não explicada por medicamentos. Qual exame inicial deve ser solicitado?
Glicemia capilar em jejum.
Cortisol urinário livre em 24 horas.
Dosagem sérica de cálcio ionizado.
Teste oral de sobrecarga salina.
Aldosterona plasmática e atividade renina plasmática (ARP).
Paciente feminina, 58 anos, foi submetida a tireoidectomia total para tratamento de bócio multinodular atóxico. No segundo dia de pós-operatório, a paciente encontrava-se assintomática, eufônica, com dieta oral, deambulando, cálcio sérico de 8,2 mg/dL e obteve alta hospitalar com levotiroxina oral 50 mcg/dia, analgésicos e orientações para a ferida operatória. No 4º DPO retornou ao hospital com queixas de mal-estar e leve formigamento nas extremidades, cálcio sérico de 7,8 mg/dL, fósforo de 5,3 mg/dL.
Diante desse quadro, das opções a seguir, a melhor conduta é
dobrar a dose da levotiroxina e dosar TSH em 1 semana.
repor cálcio elementar por via oral 500 mg 2x/dia e controle semanal com cálcio e PTH séricos.
dobrar a dose de levotiroxina e repor cálcio elementar por via oral 500 mg 2x/dia e controle semanal com cálcio e PTH séricos.
gluconato de cálcio 1 a 2g EV em 10 minutos, repetir a cada 60 minutos até que os sintomas desapareçam e controlar com cálcio sérico.
repor cálcio elementar por via oral 500 mg 2x/dia associado a vitamina D 50.000 UI por semana e controle semanal com cálcio, vitamina D e PTH séricos.
Diante de um diagnóstico de incidentaloma adrenal não funcionante, a cirurgia estará potencialmente indicada para os tumores:
com secreção autônoma de cortisol
com crescimento > 2 cm em 3 meses
< 4 cm com características de malignidade
> 5 cm com características de malignidade
O hipopituitarismo congênito pode ocorrer por distúrbios hereditários a partir de deficiências isoladas ou combinadas dos hormônios hipofisários, como na Síndrome de Kallmann com deficiência hormonal de:
FSH e LH
TSH e GH
GH e ACTH
ACTH e FSH
Com base nos dados expostos, qual é o diagnóstico associado ao quadro clínico?
Hipoglicemia severa.
Cetoacidose diabética.
Coma hiperosmolar não cetótico.
Insuficiência renal aguda com acidose.
Acidose lática.
Quando iniciamos o tratamento com hormônio do crescimento (GH) em um paciente com deficiência de GH, é correto afirmar que
apesar de infrequentes, os efeitos colaterais mais associados ao uso de GH são hipertensão intracraniana benigna, ginecomastia prépuberal, artralgias e edema.
o nível circulante de cortisol pode aumentar, pois o GH diminui a conversão de cortisol em cortisona, pelo estímulo da enzima 11β-HSD2.
uma boa alternativa é prescrever o GH disponibilizado atualmente pelo SUS 3 (três) vezes por semana. Isto diminui o custo e é mais confortável para a criança.
o paciente pode desenvolver hipertireoidismo, pelo aumento da conversão de T4 para T3, que ocorre pela ativação da enzima deiodase do tipo 1.
é possível optar por postergar o início da reposição de GH, pois isto não terá efeito sobre a estatura final deste paciente.
Qual a principal forma circulante de vitamina D?
Ergocalciferol.
Colecalciferol.
Calcitriol.
Calcidiol.
7-deidrocolesterol.
Quais as causas de tirotoxicose que apresentam captação normal ou elevada de iodo radioativo?
Struma ovarii e doença trofoblástica.
Adenoma hipofisário produtor de TSH e tireoidite de Quervain.
Doença trofoblástica e adenoma hipofisário produtor de TSH.
Tiroidite induzida por amiodarona e ingestão factícia de hormônio tiroidiano.
Ingestão factícia de hormônio tiroidiano e tireoidite aguda.
O paciente com diabetes mellitus sem um tratamento eficaz está sujeito a diversas complicações.
Em relação aos aspectos do tratamento e às complicações, assinale a afirmativa correta.
Nos estudos de monitorização intensiva de glicose em pacientes mais idosos com diabetes mellitus tipo 2, o controle glicêmico muito intensivo pôde levar à maior mortalidade.
Metformina é o hipoglicemiante oral mais utilizado no tratamento do diabetes mellitus do tipo 2 devido à sua praticidade, já que pode ser usado mesmo em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Ao contrário do que ocorre no paciente com diabetes mellitus tipo 1, a terapia com insulina nunca faz parte do tratamento inicial do diabetes mellitus do tipo 2.
A retinopatia diabética, que aparece ao fim da primeira década de hiperglicemia ou no início da segunda década, causa perda visual, mas, felizmente, quase nunca leva à cegueira.
A microalbuminúria que ocorre na nefropatia diabética deve ser tratada com controle glicêmico e diuréticos; os agentes inibidores da enzima conversora de angiotensina devem ser evitados.
Sobre a obesidade mórbida, não é correto afirmar que
a grelina inibe a liberação de vários neuropeptídeos, como o neuropeptídeo Y (NPY) e o hormônio do crescimento, do hipotálamo, o que cria um estado orexígeno ou de aumento do apetite.
a obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer. A gordura produz níveis excessivos de estrogênio, que está ligado ao aumento do risco de câncer de mama, endométrio e ovário no pós-menopausa.
a síndrome metabólica inclui diabetes mellitus tipo 2 (resistência insulínica) dislipidemia e hipertensão. A síndrome é caracterizada por captação hepática prejudicada de insulina, hiperinsulinemia sistêmica e resistência tecidual à insulina.
o GLP-1 é um peptídeo que atua como uma incretina, estimulando a secreção de insulina e inibindo a secreção de glucagon, reduzindo assim a produção endógena de glicose, reduzindo a ingestão de alimentos e retardando o esvaziamento gástrico.
o ritmo circadiano do microbioma intestinal é interrompido por diferenças de estilo de vida (trabalho por turnos ou jet lag), o que provoca o desenvolvimento de comunidade microbiana alterada, predispondo o hospedeiro à obesidade e intolerância à glicose.
Caso clínico: Uma mulher de 62 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2 mal controlado (em uso de altas doses de insulina), apresenta quadro de dor lombar intensa à esquerda com irradiação para o membro inferior esquerdo. Ao longo de oito semanas, evoluiu com fraqueza e atrofia assimétrica do quadríceps esquerdo, além de perda ponderal de 10 kg. A paciente nega alterações esfincterianas e, ao exame físico, apresenta hiporreflexia em membros inferiores.
Diante desse quadro clínico, qual das seguintes alternativas apresenta o diagnóstico mais provável?
Miopatia relacionada ao uso de insulina.
Miopatia necrotizante autoimune.
Mononeuropatia relacionada ao diabetes.
Polineuropatia diabética.
Radiculoplexopatia diabética.
Dois diagnósticos diferencias para o caso são uso de amiodarona e resistência ao hormônio tireoidiano, podendo, neste segundo caso, o paciente apresentar sintomas de hipotireoidismo, hipertireoidismo ou ser assintomáticos.
Certo
Errado
Uma mulher de 24 anos, em plena fase reprodutiva da vida, é portadora da doença de Graves. Qual é a mais frequente manifestação clínica dessa doença?
Aumento da sudorese.
Hiperatividade.
Intolerância ao calor.
Perda de peso.
Taquicardia.