Questões de Concurso sobre Endocrinologia

 
 
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Mulher, 55 anos, refere que, em investigação de litíase renal e osteoporose, constatou as seguintes alterações: cálcio sérico corrigido pela albumina = 11 mg/dL (primeira ocasião) e 10,8 mg/dL (segunda ocasião; VR: 8,5 a 10,5 mg/dL); fósforo = 2,0 mg/dL (VR 2,3 a 4,4 mg/dL); vitamina D 38 ng/mL e PTH 120; creatina 0,8 mg/dL (VR 0,6 a 1,2 mg/dL).


Com relação a esse caso, pode-se afirmar, corretamente, que o diagnóstico provável é de hiperparatiroidismo


A

secundário, o que indica a elevação dos níveis de vitamina D para 60 ng/mL.


B

primário, cuja principal e mais frequente etiologia é a hiperplasia de paratiroides.


C

primário, cuja etiologia principal e mais frequente é o carcinoma de paratiroide.


D

primário, que compromete principalmente o osso cortical em relação ao trabecular.


E

primário, o que determina a investigação de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2B.

Mulher de 55 anos com osteoporose severa apresenta cálcio elevado, fosfato baixo e PTH elevado. Qual o diagnóstico mais provável?


A

Tumor ósseo metastático.


B

Osteomalácia secundaria à insuficiência renal crônica.


C

Deficiência de vitamina D grave.


D

Hiperparatireoidismo primário.


E

Hipoparatireoidismo pós cirúrgico.

Mulher, 30 anos, cabeleireira, refere episódios de suor, tremedeira e sensação de desmaio atenuados com ingestão de açúcar. Em 3 ocasiões apresentou glicemias de jejum de 49 mg/dL, 50 mg/dL e 48 mg/dL. Na investigação do caso, constatou-se aumento dos níveis de insulina e redução dos níveis de peptídeo C; ausência de anticorpos anti-insulina.


Em face do exposto, qual é o diagnóstico para esse caso?


A

Insulinoma.


B

Hipoglicemia factícia por aplicação de insulina.


C

Nesidioblastose.


D

Hipoglicemia autoimune.


E

Hipoglicemia factícia por ingestão de sulfonilureia.

Homem de 75 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há cerca de 30 anos é avaliado em consulta de retorno. O histórico também é relevante para doença renal crônica estágio G3b, doença arterial coronariana, fibrilação atrial, hipertensão arterial, dislipidemia, neuropatia diabética e retinopatia diabética leve. O tratamento atual é: insulina glargina (80 UI/dia); metformina (1.000 mg/dia); empagliflozina (25 mg/dia); glipizida (10 mg/dia). Além disso, a semaglutida (1 mg/semana) foi iniciada na última consulta. O paciente verifica a glicemia capilar principalmente pela manhã e relata que os valores geralmente ficam entre 180 e 190 mg/dL. O valor atual da hemoglobina glicada (HbA1c) é 7,5%. Ele descreve episódios de suores noturnos, que ocorrem uma vez por semana, e relata ter perdido 6,8 kg desde o início da semaglutida. O IMC atual é 29,5 kg/m2.


Considerando as evidências científicas atuais, a próxima melhor conduta no manejo desse paciente é:


A

descontinuar a semaglutida.


B

recomendar medições de glicose diárias (antes das refeições).


C

medir a frutosamina.


D

continuar o tratamento atual.


E

realizar monitoramento diagnóstico contínuo da glicose.

Mulher de 58 anos apresenta quadro agudo de náuseas, vômitos e mal-estar. O histórico é significativo para hipertensão, hiperlipidemia e obesidade, e há 9 meses ela recebeu o diagnóstico de diabetes mellitus. Os medicamentos em uso são: metformina, canagliflozina, lisinopril, hidroclorotiazida e sinvastatina. Ao exame físico: temperatura: normal; pressão arterial: 95 x 65 mmHg; frequência cardíaca: 118/min; frequência respiratória: 28/min; membranas mucosas secas, turgor cutâneo diminuído e dor abdominal difusa sem descompressão brusca. Exames séricos: hiato aniônico: 22 mEq/L; bicarbonato: 12 mEq/L; creatinina: 1,2 mg/dL; glicose plasmática: 183 mg/dL; beta-hidroxibutirato: elevado; lactato 1,1 mmol/L; sódio: 135 mEq/L.


Nessa paciente, a principal hipótese diagnóstica é:


A

abdome agudo vascular.


B

acidose láctica.


C

cetoacidose diabética.


D

diarreia com desidratação grave.


E

sepse.

O exame de gasometria arterial trata-se de um procedimento fundamental na prática clínica, sendo amplamente utilizado no monitoramento de pacientes críticos e na avaliação de distúrbios respiratórios e metabólicos.


Em relação à interpretação de resultados, pacientes em quadro de acidose respiratória apresentam


A

HCO₃ baixo e o CO₂ alto, simultaneamente.


B

alcalemia com o CO₂ baixo e o HCO₃ normal.


C

alcalemia com HCO₃ alto e o CO₂ normal.


D

acidemia com o HCO₃ baixo e o CO₂ normal.


E

acidemia com o CO₂ alto e o HCO₃ normal.

Assinale a alternativa correta com relação às formas de vitamina D.


A

Calcidiol (25 hidroxicolecalciferol) apresenta meia-vida maior do que calcitriol.


B

O ergocalciferol (24,25 dihidroxivitamina D) é o melhor marcador sérico para monitorização do tratamento com vitamina D.


C

Calcitriol (24,25 dihidroxicolecalciferol), a forma ativa de vitamina D, está indicada especialmente para portadores de insuficiência renal.


D

Calcidiol (24 hidroxicolecalciferol) está indicada para portadores de obesidade e hepatopatias.


E

Calcitriol (1,24 dihidroxicolecalciferol) é o marcador sérico mais confiável e preciso para a monitorização do tratamento com vitamina D.

Assinale a alternativa correta com relação à lipoproteína (a) – Lp(a).


A

É uma partícula semelhante ao VLDL-colesterol.


B

As concentrações plasmáticas de Lp(a) são predominantemente determinadas por variabilidade genética.


C

As intervenções no estilo de vida exercem grande impacto na redução de Lp(a).


D

Estatinas reduzem significativamente (em torno de 80%) os níveis de Lp(a).


E

Fibratos reduzem significativamente (em torno de 80%) os níveis de Lp(a).

O abuso de esteroides anabolizantes semelhantes à testosterona provoca


A

redução de HDL-colesterol, LDL-colesterol e SHBG (globulina carreadora de hormônios sexuais) e hipertensão.


B

peliose hepática, redução de HDL-colesterol, hipertensão e aumento de SHBG.


C

hipertrofia miocárdica, redução de LDL-colesterol e alterações coronarianas precoces.


D

bloqueio do eixo hipófise-gonadal, redução de LDL- -colesterol, de HDL-colesterol e de SHBG.


E

redução de SHBG e de HDL-colesterol, bloqueio do eixo hipófise-gonadal e hipertrofia miocárdica.

Trata-se de um problema na tireoide, glândula responsável por regular a função de órgãos essenciais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins, caracterizado pela produção excessiva dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Seu desencadeamento pode ocorrer em razão do excesso de iodo presente em determinados medicamentos, do surgimento de nódulos na glândula, do funcionamento acelerado da tireoide ou da ingestão dos hormônios tireoidianos. Os sintomas mais comuns incluem aumento do volume da tireoide, presença de bócio, insônia e perda de peso decorrente da queima de músculos e proteínas. E a causa mais comum dessa doença é a “Doença de Graves”.


A descrição acima refere-se a:


A

Hipertireoidismo


B

Pediculos


C

Osteoartrose


D

Epilepsia


E

Hipotireoidismo

Assinale a alternativa correta com relação ao cálculo do escore de osso trabecular (TBS; do inglês, trabecular bone score).


A

É uma ferramenta útil para monitorização do tratamento com antirreabsortivos.


B

É uma ferramenta útil para monitorização do tratamento com denosumabe.


C

Tem utilidade na avaliação de pacientes com diabetes tipo 2, que podem até apresentar densitometria óssea normal ou aumentada e uma qualidade óssea ruim.


D

Seu objetivo é fornecer a mensuração direta da densidade óssea.


E

O TBS é proporcional ao risco de fraturas; ou seja, quanto maior o TBS, maior o risco.

Mulher de 27 anos com hipertireoidismo de Graves vem sendo tratada com metimazol, 10 mg por dia, há 14 meses. À palpação, a glândula tireoide está no limite superior do tamanho normal, sem sopro. O histórico é positivo para tabagismo há 9 anos. Ela está interessada em interromper o uso de metimazol. Resultados dos exames laboratoriais atuais: TSH: 0,7 mU/L (normal: 0,5 a 5,0); T3 total: 166 ng/dL (normal: 70 a 200); T4 livre: 1,6 ng/dL (normal: 0,8 a 1,8); Anticorpos anti-TPO: 594 UI/mL (normal: <2,0); imunoglobulina estimulante da tireoide: 396%.

Qual característica dessa paciente prediz maior probabilidade de recidiva do hipertireoidismo por doença de Graves, caso o metimazol seja descontinuado?


A

Nível de imunoglobulina estimulante da tireoide.


B

Título de anticorpos anti-TPO.


C

Tabagismo.


D

Tamanho da tireoide.


E

Idade.

Na fisiopatologia da cetoacidose diabética, observam-se:


A

Diminuição da insulina, diminuição do glucagon, aumento dos hormônios hiperglicemiantes.


B

Queda da insulina, aumento do glucagon, diminuição das catecolaminas, diminuição do cortisol, diminuição do hormônio de crescimento.


C

Níveis mantidos da insulina, queda do glucagon, aumento dos hormônios hiperglicemiantes.


D

Queda da insulina, diminuição do glucagon, diminuição da carnitina palmitail transferase.


E

Queda dos níveis de insulina, aumento dos níveis do glucagon, aumento do hormônio de crescimento, aumento das catecolaminas e cortisol.

Dentro das estruturas qual é a maior responsável por sua resistência e tensão?


A

Endoneuro.


B

Perineuro.


C

Bainha de mielina.


D

Epineuro interno.


E

Epineuro externo.

As doenças exócrinas do pâncreas, notadamente a pancreatite crônica e os tumores ductais, implicam alterações estruturais e funcionais progressivas que comprometem a homeostase digestiva e metabólica. Considerando os mecanismos patofisiológicos, os critérios diagnósticos de imagem e os parâmetros de função exócrina, qual alternativa reflete uma compreensão integrada e atualizada desses processos?


A

A insuficiência exócrina manifesta-se precocemente, sendo o primeiro sinal clínico da pancreatite crônica independentemente da etiologia alcoólica ou autoimune.


B

Os testes diretos de secreção pancreática são preferidos sobre os testes indiretos em todos os contextos clínicos por apresentarem maior sensibilidade, mesmo em centros com baixa complexidade diagnóstica.


C

A calcificação pancreática ao exame tomográfico é indicativa de neoplasia maligna, devendo conduzir à ressecção imediata sem necessidade de biópsia.


D

A pancreatite crônica resulta da ativação intrapancreática recorrente de enzimas digestivas, culminando em inflamação estéril, fibrose progressiva e falência funcional.


E

A presença de dor epigástrica intermitente e esteatorreia, sem alterações estruturais evidentes, afasta o diagnóstico de disfunção pancreática crônica.

No âmbito da homeostase hidroeletrolítica, a regulação dos níveis séricos de sódio e potássio depende da integração sinérgica entre estímulos osmóticos, volume-sensíveis e eixos neuro-hormonais como o sistema renina-angiotensina-aldosterona e o ADH. Considerando-se as repercussões clínicas e terapêuticas dos distúrbios eletrolíticos em contextos agudos e crônicos, identifique a assertiva que expressa conduta fisiologicamente coerente e respaldada pelas diretrizes nefrológicas contemporâneas.


A

Em quadros de hiponatremia hipovolêmica, independentemente da gravidade clínica ou tempo de evolução, a infusão de solução salina hipertônica representa medida universalmente indicada para rápida restauração da natremia e prevenção de edema cerebral.


B

A correção expedita da hiponatremia crônica constitui conduta mandatória para mitigar o risco de herniação transtentorial secundária à descompensação osmótica intracelular, sendo segura sob monitoramento neurológico contínuo.


C

Nos estados de hipercalemia grave, o manejo inicial deve privilegiar a estabilização elétrica da membrana miocárdica com gluconato de cálcio, seguida por intervenções farmacológicas que promovam redistribuição intracelular e eliminação efetiva do íon.


D

A hiponatremia euvolêmica associada à secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH) deve ser manejada primariamente com soluções isotônicas glicofiladas, dada sua capacidade de promover natriurese sem comprometer a osmolaridade plasmática.


E

A hipercalemia leve, definida pela elevação discreta dos níveis plasmáticos de potássio em pacientes assintomáticos, dispensa intervenção específica, bastando a suspensão de agentes poupadores de potássio sem necessidade de monitoramento adicional.

Mulher, 55 anos, apresenta fadiga e história de fatores antinucleares (FANs) positivos. Ela apresenta sensação recorrente de areia/granulação nos olhos, xerostomia e dores articulares todos os dias há mais de 3 meses. Não faz uso de medicações de uso contínuo. Nega febre, erupções cutâneas e perda de peso. Com relação ao quadro clínico, o diagnóstico mais provável é:


A

Lúpus eritematoso sistêmico.


B

Artrite reumatoide.


C

Esclerose sistêmica.


D

Síndrome de Sjögren.

Assinale a opção correta quanto a Orbitopatia de Graves:


A

o consumo de Tabaco não influencia na resposta terapêutica imunossupressora.


B

pacientes Eutireoideos ou Hipotireoideos apresentam geralmente a Orbitopatia de Graves numa forma grave, muito sintomática e simétrica.


C

a forma assimétrica de manifestação da Orbitopatia de Graves é geralmente um marcador de pouca atividade e de doença mais leve.


D

É muito comum, nos dias de hoje, a cegueira decorrente da Orbitopatia de Graves.


E

a Orbitopatia de Graves ocorre de forma unilateral em cerca de 10% dos pacientes com a doença.

Paciente feminina, de 40 anos, com diabetes melito (IMC de 35 kg/m2), referiu dor e inchaço na perna direita com evolução de 24 horas, associados a vermelhidão local e alguns episódios de mal-estar e calafrios. Ao exame clínico, constataram-se eritema e aumento da temperatura local; registraram-se dor ao toque na perna e dificuldade de deambular. Considerando o quadro clínico, qual a principal suspeita diagnóstica e qual a conduta inicial mais adequada?


A

Tromboflebite venosa superficial - ecodoppler venoso


B

Lipedema sintomático - suporte elástico


C

Trombose venosa profunda - ecodoppler venoso


D

Erisipela - antibioticoterapia

Homem de 15 anos de idade, portador de DM 1 em uso irregular de insulina, chega ao serviço de emergência com queixa de náuseas, vômitos e dor abdominal. Ao exame físico estava desidratado ++++/4+, PA = 90 x 60 mmHg, FC = 125 bpm com tempo de enchimento capilar =5s. Restante do exame sem alterações. Foi iniciada expansão volêmica com solução salina a 0,9%. Exames iniciais mostram: Glicemia = 350 mg/dL, pH = 7,0 Bic = 10 mEq/L, Na+ = 120 mEq/L, K+ = 2,5 mEq/L. A melhor conduta com relação à insulinização neste exato momento para o paciente é:


A

Insulina regular 0,1 UI/Kg/hora endovenosa em bomba de infusão.


B

Insulina regular 0,05 UI/Kg em bolus seguida de infusão de 0,1 UI/Kg/hora.


C

Insulina lispro 0,1 UI/Kg subcutânea em bolus e posteriormente a cada 2 horas.


D

Infusão imediata de bicarbonato de sódio para corrigir a acidose.


E

Não administrar insulina e fazer reposição de potássio.

 
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