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A escolha do tratamento farmacológico para um paciente com diabetes tipo 2 deve ser individualizada, considerando aspectos como estratificação do risco cardiovascular e taxa de filtração glomerular. Caso se priorize um fármaco com benefício cardiorrenal comprovado, pode-se prescrever a classe medicamentosa:
biguanidas
sulfanilureias
inibidores da DPP-4
inibidores do SGLT2
Homem de 63 anos, com diabetes tipo 2 controlado (HbA1c: 7,1%), em uso de metformina e dapagliflozina, é internado para artroplastia eletiva de quadril. Está em jejum há 12 horas, glicemia capilar de 148 mg/dL e exames laboratoriais normais. O anestesista responsável questiona sobre a segurança do uso pré-operatório da dapagliflozina (inibidor de SGLT2).
Considerando as evidências atuais e as recomendações de sociedades médicas, qual é a conduta mais adequada em relação ao uso de iSGLT2 no perioperatório?
Manter dapagliflozina até o dia da cirurgia, já que o risco de hipoglicemia perioperatória é menor em comparação a outras drogas orais.
Suspender a dapagliflozina apenas no dia do procedimento, visto que o jejum prolongado associado ao uso não aumenta risco metabólico relevante.
Suspender o iSGLT2 pelo menos 3 dias antes da cirurgia eletiva, devido ao risco aumentado de cetoacidose diabética euglicêmica no perioperatório.
Evitar o uso de insulina no perioperatório de pacientes em uso crônico de iSGLT2, pois essa combinação potencializa o risco de cetoacidose diabética euglicêmica.
Identifique a opção correta quanto ao tratamento inicial do paciente com diagnóstico de diabetes melito tipo 1:
a dose total diária de insulina deve ser dividida em 70% de insulina basal e 30% em bolus.
os análogos de insulina basais devem ser priorizados, como por exemplo, a insulina Degludeca, que tem duração de ação de até 18 horas.
a atividade física deve ser estimulada desde o início, pois ajuda isoladamente na diminuição do risco de hipoglicemia.
para crianças e adultos pós-puberais, não obesos e sem cetoacidose, a dose inicial de insulina deve ser de 0,3 – 0,5 UI/kg ao dia.
o uso de fármacos que estimulam a produção e secreção da insulina independente da ingestão de glicose, em associação com o esquema de insulina basal-bolus, podem ser utilizados.
Quanto ao uso das Estatinas no tratamento da Hipercolesterolemia, assinale a opção correta:
são excelentes drogas na redução do LDL-Colesterol, como também na elevação do HDL-Colesterol.
dentre as Estatinas em uso, a Pitavastatina não necessita de redução da dose na insuficiência renal grave.
o efeito colateral mais grave é a insuficiência hepática, que ocorre em mais de 50% daqueles com elevação importante das Aminotransferases.
somente 1% dos pacientes em uso de Estatinas apresentam aumento das Aminotransferases acima de 3 vezes o limite superior da normalidade.
As Estatinas não reduzem os níveis de triglicerídeos.
Um homem de 52 anos, IMC: 30,2 kg/m2, histórico familiar de diabetes tipo 2, apresenta glicemia de jejum de 112 mg/dL e HbA1c de 6,0%, configurando pré-diabetes. Ele relata falha em atingir perda ponderal significativa após 6 meses de intervenção com dieta e exercício supervisionados.
Considerando a evidência atual e as diretrizes internacionais sobre o uso de análogos do GLP-1 nesse contexto, qual é a conduta mais adequada?
Postergar o análogo de GLP-1 até paciente preencher critérios para DM2, pois o seu papel preventivo ainda é controverso no pré-diabetes na ausência de complicações metabólicas adicionais.
Considerar o análogo de GLP-1 como adjuvante no pré-diabetes com obesidade após falha de intervenção no estilo de vida, visando a perda de peso e prevenção da progressão do diabetes.
Evitar o uso de análogo de GLP-1 em pacientes no pré-diabetes com o objetivo de controle metabólico, pois não há evidência de redução na incidência de diabetes tipo 2 nesse grupo.
Indicar GLP-1 apenas em casos de pré-diabetes associados a doença cardiovascular aterosclerótica documentada, pois o seu benefício está restrito à proteção macrovascular.
Homem de 48 anos, DM2 diagnosticado há 2 anos, sem complicações, apresenta HbA1c de 7%. De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, a conduta inicial recomendada é:
início de metformina
início de insulinoterapia
associação de metformina e sulfonilureia
controle com dieta e atividade física regular por até 3 meses
Nas últimas décadas, houve uma mudança progressiva da adrenalectomia aberta para a laparoscópica no tratamento das lesões de adrenal. Uma contraindicação absoluta da adrenalectomia laparoscópica consiste em:
feocromocitoma maligno
tumor de adrenal virilizante
aderência abdominal significativa
carcinoma cortical adrenal com evidência de invasão de veia cava
Paciente masculino, de 58 anos, com diabetes melito tipo 2, relatou disfunção erétil progressiva e gradual nos últimos anos, com piora da resposta a inibidores da fosfodiesterase-5 (tadalafila). O casal não apresentava dificuldade de relacionamento. O paciente referiu libido normal, sem registro de ereções noturnas ou matinais. O exame físico não revelou particularidades. Qual a causa mais provável da disfunção erétil?
Disfunção erétil psicogênica
Disfunção erétil vasculogênica
Hipogonadismo
Hiperprolactinemia
A hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus compartilham diversas características semelhantes.
Analise as afirmativas abaixo em relação a esses pontos comuns.
1. Ambas exibem resistência à insulina, aumento na resistência vascular periférica e disfunção do endotélio.
2. Compartilham fatores de risco como excesso de peso, alterações lipídicas e falta de atividade física.
3. Em ambas, o tratamento inicial prioriza intervenções farmacológicas, com ajustes no estilo de vida equivalentes para as duas condições.
4. São patologias persistentes e sem cura, demandando monitoramento contínuo e efetivo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Homem de 57 anos apresenta-se para acompanhamento de rotina de diabetes mellitus tipo 2. Ele também tem hipertensão, hiperlipidemia e obesidade. O tratamento atual é: metformina (2.000 mg/dia); empagliflozina (25 mg/dia); insulina degludeca (40 UI/dia); olmesartana (40 mg/dia); atorvastatina (80 mg/dia). Não há histórico de angina, dispneia ou eventos cardiovasculares, nem tabagismo ou etilismo. Pressão arterial: 128 x 83 mmHg; IMC: 32 kg/m2 . Exames séricos atuais: hemograma: normal; creatinina: 1,2 mg/dL; hemoglobina A1c: 7,1%; colesterol total: 209 mg/dL; HDL: 38 mg/dL; LDL: 109 mg/dL; triglicerídeos: 312 mg/dL; aspartato aminotransferase: 82 U/L; alarina aminotransferase: 68 U/L. Relação albumina/creatinina urinária: < 30 mg/g.
Com base nos dados apresentados, é correto afirmar que o conduta indicada para o manuseio desse paciente é
calcular o escore FIB-4 (Índice de Fibrose-4).
diminuir a atorvastatina para 40 mg/dia e associar ezetimiba.
realizar uma ressonância magnética do fígado.
recomendar, pelo menos, 150 minutos de exercícios por dia.
encaminhar para aconselhamento nutricional.
Na doença de Gaucher, uma doença metabólica lisossomal, qual é o principal substrato que se acumula nas células devido à deficiência enzimática?
Glucosilceramida, devido à deficiência da enzima glucocerebrosidase.
Galactocerebrosídeo, causado pela deficiência de arilsulfatase A.
Heparan sulfato, decorrente da deficiência de iduronidase.
Glicogênio, devido à deficiência de glicogenose tipo I (doença de Von Gierke).
Ácidos graxos de cadeia longa, acumulados devido à deficiência na beta-oxidação mitocondrial.
Em um paciente diagnosticado com Doença de Pompe, uma condição de armazenamento lisossomal causada pela deficiência da enzima alfa-glucosidase, várias alterações metabólicas e clínicas podem ser observadas. Considerando as consequências da acumulação de glicogênio nos músculos e outros tecidos, qual das seguintes afirmações é mais correta?
O acúmulo de glicogênio nos músculos esqueléticos resulta em hipoglicemia durante exercícios físicos prolongados devido à incapacidade de liberar glicose.
O aumento da excreção urinária de glicose é uma característica típica, refletindo a incapacidade dos rins de reabsorver glicogênio.
A Doença de Pompe não afeta a função respiratória, já que o acúmulo de glicogênio é restrito ao músculo esquelético.
A deficiência de alfa-glucosidase leva ao aumento da produção de lactato, resultando em acidose láctica e comprometimento da função cardíaca.
O tratamento com enzimas de substituição não tem impacto significativo na função cardíaca, uma vez que a doença é predominantemente muscular.
Os inibidores do receptor SGLT2 apresentam-se como uma “nova classe” de antidiabéticos orais utilizados para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Com relação a essa classe, analisar os itens.
I. A farmacocinética da droga está relacionada à inibição da absorção de glicose e sódio no túbulo proximal por meio da inibição do receptor SGLT2, levando à glicosúria e à natriurese.
II. Apresenta como vantagem a redução de eventos cardiovasculares e de mortalidade cardiovascular em pessoas com diabetes e doença cardiovascular.
III. Como desvantagem, frequentemente, causam hipoglicemia.
IV. Os pacientes apresentam propensão a efeitos adversos gastrointestinais.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens II e III.
Apenas nos itens I, II e IV.
Em todos os itens.
Paciente de 72 anos com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 15 anos e retinopatia diabética, procura avaliação médica por albuminúria = 110 mg/g de creatinina (VR< 30 mg/g de creatinina), Cr: 0,5 e taxa de filtração glomerular >90 mL/min/1,73m2. Ex. Físico: PA: 120 x78mmHg, IMC: 16,5 Kg/m2. Quanto ao caso, considere as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Bacteriúria assintomática pode interferir no diagnóstico de doença renal do diabetes e deve ser sempre excluída.
(__)Deverá repetir albuminúria em 3 a 6 meses para confirmar o resultado e se possível com a exclusão de fatores que alterem o resultado (ex. hiperglicemia grave, febre, exercício intenso).
(__)A taxa de filtração glomerular normal descarta doença renal do diabetes.
(__)Em indivíduos com baixa massa muscular, sarcopênicos ou idosos, a creatinina sérica pode-se manter em níveis aparentemente normais. Nessa situação, a dosagem de cistatina-C poderia ser indicada.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V − V − F − F.
V − F − V − F.
F − F − F − V.
F − V − F − V.
V − V − V − F.
A glicemia de jejum > 126 mg/dL e a hemoglobina glicada > 6,5% confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, especialmente na presença de sintomas clássicos, como poliúria e polidipsia.
Certo
Errado
Mulher de 70 anos, aposentada, relata fratura na vigência de tratamento com risedronato (150 mg ao mês). A densitometria óssea indica T-score igual a –3,5 DP na coluna e igual a –3,0 DP no fêmur.
Qual a conduta terapêutica adequada a esse caso?
Romosozumabe, que é um anticorpo antiosteocalcina e exerce ação osteoformadora e antirreabsortiva.
Romosozumabe durante dois anos; após esse período, deve-se iniciar o uso de bifosfonato oral ou injetável.
Teriparatida por três anos; após esse período, deve-se iniciar o uso de antirreabsortivo oral ou injetável.
Denosumabe associado ao ácido zoledrônico durante seis anos.
Romosozumabe durante um ano, seguido por denosumabe ou outro antirreabsortivo oral ou injetável.
Uma paciente de 50 anos, mostra-se com quadro clínico de Síndrome de Cushing, comprovado por dosagem elevada de cortisol e confirmado por imagem de um adenoma hipofisário secretor de ACTH. Apesar do tratamento com cetoconazol, que inibe a síntese de esteroides, a paciente continua a apresentar alguns sintomas. Tendo em vista a complexidade do manejo da Síndrome de Cushing e o potencial de efeitos colaterais dos medicamentos utilizados, qual dos achados clínicos, mesmo após o início do tratamento com cetoconazol, seria mais provável de persistir?
Melhora significativa da obesidade central e da face em lua cheia.
Redução da pressão arterial sistêmica para valores normais.
Persistência de estrias violáceas na pele, apesar da diminuição dos níveis de cortisol.
Desaparecimento completo da fraqueza muscular proximal.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente medicamentos que causam ginecomastia porque bloqueiam ação da testosterona.
Finasterida, flutamida e cimetidina.
Ranitidina, ciproterona e vincristina.
Vincristina, cisplatina e ciproterona.
Ciproterona, metronidazol e etanol.
Etanol, vincristina e espironolactona.
Mulher, 35 anos, atleta de corrida, refere ciclos menstruais irregulares até os 30 anos, quando começou a evoluir com oligomenorreia. Há 1 ano, parou de menstruar e passou a apresentar fogachos. Nega uso de medicamentos. Nega antecedentes familiares de tiropatia. Teve 2 filhos saudáveis há 4 e 6 anos. Ao exame físico, apresenta IMC de 27 kg/m2 , a circunferência abdominal de 95 cm, hirsutismo em face, queixo e região peri-mamilar; não apresenta galactorreia. Dentre os exames laboratoriais, apresenta: TSH = 2 mUI/mL (VR: 0,4 a 4,5); Prolactina = 20 ng/mL (VR: 2,8 a 29,2); Beta-hCG negativo; FSH = 42 UI/L (VR: até 12); Testosterona Total = 23 ng/dL (VR: 12,09 a 59,46) com SHBG normal; 17-hidroxiprogesterona = 115 ng/dL (VR: até 110).
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta o provável diagnóstico para esse caso.
Síndrome dos ovários policísticos.
Síndrome Sheehan.
Síndrome de Kallmann.
Amenorreia hipotalâmica funcional (“Tríade da Mulher Atleta”).
Ooforite autoimune.
Assinale a alternativa que contém um critério diagnóstico para secreção inapropriada do hormônio antidiurético.
Nível do hormônio estimulador da tireoide (TSH) > 15 mUI/L.
Excreção urinária de sódio < 40 mmol/L.
Osmolaridade urinária > 100 mOsmol/kg.
Osmolalidade plasmática > 270 mOsmol/kg.
Desidratação.