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Em uma Unidade de Saúde da Família, uma equipe acompanha Letícia, de 68 anos de idade, portadora de diabetes e hipertensão. Na consulta, ela resiste ao tratamento, alegando dificuldades com dieta e atividade física, mostrando frustração e desconfiança.
Diante desse cenário, qual conduta da equipe demonstra comunicação eficaz e centrada na pessoa, visando ao vínculo e à adesão?
Identificar os sentimentos e expectativas de Letícia em relação ao tratamento, explorando suas experiências e propondo um plano individualizado.
Encaminhar Letícia para um grupo de apoio com pacientes diabéticos e hipertensos, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento do vínculo.
Informar os riscos do tratamento não seguido e prescrever nova medicação para Letícia, reforçando a importância das próximas consultas.
Oferecer a Letícia materiais educativos sobre diabetes e hipertensão, incentivando-a a ler sobre as doenças.
Agendar visita domiciliar para oferecer apoio e suporte no tratamento de Letícia.
Mulher, 30 anos, apresenta hirsutismo, acne e irregularidade menstrual. IMC: 27Kg/m²; PA: 13 × 8 mmHg. Testosterona total: 90 ng/dL (VR < 60 ng/dL); SDHEA: 490 mcg/dL (VR 99 a 407 mcg/dL); 17- hidroxiprogesterona (17OHP) 90 ng/dL (VR <100 na fase folicular).
Assinale a alternativa correta sobre esse caso.
Um teste de estímulo com cortrosina está indicado diante da elevação de SDHEA.
Níveis de 17OHP inferiores a 300 ng/dL descartam hiperplasia adrenal congênita forma não clássica. Sendo assim, não há necessidade de solicitar um teste de estímulo com cortrosina.
Trata-se de um caso de síndrome de ovário policístico (SOP) que cursa com hiperandrogenismo devido à produção elevada de testosterona pelas células da teca e à elevação da SHBG.
Trata-se de um caso de SOP na qual ocorre inibição no recrutamento inicial de folículos primários devido à produção excessiva do hormônio antimülleriano (AMH) pelas células da granulosa.
Trata-se de um caso de SOP que cursa com elevação dos níveis de aromatase, insulina e SHBG.
Em relação à síndrome de lise tumoral (SLT), qual é a complicação metabólica mais característica e potencialmente fatal?
Hipocalcemia por precipitação de fosfato de cálcio.
Hipomagnesemia induzida por quimioterapia.
Alcalose metabólica secundária à degradação de ácidos nucleicos.
Hipernatremia devido à liberação de sódio intracelular.
Hiperinsulinemia compensatória levando à hipoglicemia.
Um paciente jovem é encontrado comatoso após crise hiperglicêmica, glicemia capilar acima de 700 mg/dL, pH arterial 7,0. A anamnese sugere diabetes tipo 1 não diagnosticado. Identifique a estratégia inicial no pronto-atendimento:
Fornecer soro glicosado a 10% para evitar hipoglicemia.
Administrar insulina em bomba de infusão, hidratação com soro fisiológico e reposição eletrolítica, acompanhando glicemia e potássio.
Introduzir bicarbonato em bolus mesmo com pH > 7,2.
Exigir jejum total por 72h antes de regular insulinoterapia.
O protocolo de manejo insulínico adequado para o manejo da cetoacidose diabética é:
iniciar a insulinoterapia em bolus, seguidos de descontinuação após redução do nível de glicose.
iniciar infusão contínua de insulina após a ressuscitação volêmica.
prescrever insulina subcutânea e monitorar glicose capilar em intervalos de quatro horas.
aumentar a dose de insulina basal no regime existente antes do episódio.
utilizar insulina somente se o nível de glicose permanecer alto após cinco horas.
A acromegalia é uma condição causada pelo excesso de secreção de GH em adultos. Sobre as suas manifestações clínicas e manejo, assinale a alternativa correta:
A acromegalia não causa alterações no sistema musculoesquelético.
A dosagem de GH aleatória é suficiente para o diagnóstico definitivo.
O octreótido é contraindicado no manejo da acromegalia.
A cirurgia transesfenoidal é uma opção de tratamento para tumores hipofisários secretores de GH.
O critério diagnóstico para diabetes mellitus com base em glicemia de jejum é
≥ 100 mg/dL.
≥ 110 mg/dL.
≥ 140 mg/dL.
≥ 200 mg/dL.
≥ 126 mg/dL.
Paciente do sexo masculino, com 64 anos, diabético. Relata que, há dois anos, ao caminhar aproximadamente quatro quarteirões, apresenta dores na região glútea. No mesmo período, notou impotência sexual. Ao exame clínico, apresenta pulsos femorais e distais ausentes e diminuição dos pelos nos membros inferiores.
O diagnóstico clínico mais provável é síndrome de
Cockett.
Leriche.
Paget-Schroetter.
Horner.
Martorell.
Mulher de 30 anos apresenta bócio difuso, taquicardia e perda de peso involuntária. Qual é o diagnóstico mais provável?
Hipotireoidismo subclínico.
Tireoidite autoimune crônica.
Doença de Graves.
Nódulo tireoidiano tóxico.
Tireoidite subaguda.
Sobre o diagnóstico e manejo do hipertireoidismo, é correto afirmar que:
A dosagem de TSH sérico elevado confirma o diagnóstico de hipertireoidismo.
O metimazol é considerado o tratamento mais seguro para o hipertireoidismo no primeiro trimestre da gestação.
A captação de iodo radioativo está reduzida em todas as formas de hipertireoidismo.
O propranolol é contraindicado no manejo sintomático de hipertireoidismo devido ao risco de insuficiência cardíaca.
O bócio tóxico multinodular é uma causa comum de hipertireoidismo em pacientes idosos.
Pacientes classificados na categoria de pré-diabetes apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes mellitus, além de maior predisposição a doenças cardiovasculares e complicações crônicas.
São considerados pré-diabéticos os pacientes que apresentam
glicose em jejum menor que 100 mg/dL, com HbA1c menor que 5,7%.
glicose em jejum menor que 100 mg/dL, com HbA1c maior que 6,5%.
glicose em jejum entre 100 e 125 mg/dL, com HbA1c entre 5,7% e 6,4%.
glicose em jejum entre 126 e 160 mg/dL, com HbA1c entre 6,5% e 7,0%.
glicose em jejum maior que 160 mg/dL, com HbA1c até 8,0%.
Uma paciente de 74 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há 20 anos, bem controlada com metformina, é internada com quadro de confusão mental, poliúria intensa, desidratação severa e glicemia de 850 mg/dL. Seu exame físico revela pele seca e turgor diminuído, taquicardia, respiração profunda e rápida (Kussmaul). O exame laboratorial mostra ausência de cetonemia e cetonúria, com osmolaridade plasmática elevada. A paciente nega náuseas e vômitos. Ela relata ter diminuído a ingestão de líquidos nos últimos dias, devido a uma infecção urinária tratada com antibióticos, há uma semana.
Analisando o caso acima, assinale a alternativa que indique qual o possível diagnóstico do paciente, bem como, o motivo que levou a este quadro clínico.
Hipoglicemia grave, induzida pela redução da ingestão de líquidos e pelo uso de antibióticos.
Infecção urinária complicada, com hiperglicemia secundária ao estresse infeccioso.
Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica, agravada pela desidratação e pela infecção urinária.
Cetoacidose diabética, desencadeada pela infecção urinária e pela redução da ingestão de líquidos.
Mariano, de 56 anos, comparece a uma consulta com queixa de dificuldade para emagrecer. O médico faz anamnese e exame físico, além de pedir alguns exames. Como o paciente vai retornar para saber dos resultados, o médico se prepara, reunindo os dados referentes a Mariano: índice de massa corporal de 31, circunferência abdominal de 107 cm, pressão arterial de 140 x 85 mmHg, triglicerídeos de 160 mg/dL, HDL colesterol de 35 mg/dL, glicemia de jejum de 112 mg/dL.
É correto afirmar que a principal suspeita diagnóstica é
hipotireoidismo.
atividade neoplásica.
síndrome metabólica.
obesidade mórbida.
angina estável.
O diabetes mellitus é uma condição metabólica caracterizada por hiperglicemia crônica. Existem dois tipos principais: o diabetes tipo 1 (DM1) e o diabetes tipo 2 (DM2), que diferem significativamente em suas causas, mecanismos patofisiológicos e abordagens terapêuticas. Qual das afirmações melhor descreve a principal diferença entre o Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) e o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2)?
O DM1 é causado por resistência à insulina, enquanto o DM2 por deficiência absoluta da mesma.
O DM1 é uma condição autoimune, enquanto o DM2 não tem componente autoimune.
O DM1 requer sempre tratamento com injeções de insulina, enquanto o DM2 nunca necessita de insulina.
O DM1,normalmente, se manifesta na infância ou adolescência, enquanto o DM2, geralmente, se manifesta na idade adulta, embora possa ocorrer em jovens.
Assinale a alternativa correta com relação aos incidentalomas adrenais.
Doenças infiltrativas costumam acometer uma das adrenais.
Doenças granulomatosas costumam acometer uma das adrenais.
Tumores benignos apresentam atenuação (densidade) na tomografia computadorizada (TC) sem contraste inferior a 10 UH, clareamento absoluto do contraste na TC após 15 minutos superior ou igual a 60% e margens regulares.
Tumores benignos apresentam atenuação pré-contraste superior a 10 UH, clareamento absoluto do contraste na TC após 15 minutos superior a 60% e margens regulares.
Tumores malignos apresentam atenuação pré-contraste inferior a 10 UH, clareamento absoluto do contraste na TC após 15 minutos superior ou igual a 60% e volume supeior a 4 cm.
Dentre as terapias complementares a seguir, qual a intervenção baseada em evidências científicas (eficácia comprovada) para resistência à insulina em mulheres com síndrome dos ovários policísticos?
Terapia psicológica exclusiva.
Exercício físico regular e perda de 5-10% do peso corporal.
Reposição de vitamina D.
Dieta hiper lipídica e jejum intermitente estrito.
Suplementação de ômega-3.
Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) identificou que 35% dos pacientes diabéticos acompanhados apresentavam hemoglobina glicada acima de 8,5%, com alta prevalência de retinopatia diabética inicial. Diante dessa situação, o coordenador da unidade decidiu implementar um programa educacional para qualificação da equipe multiprofissional no manejo do diabetes mellitus tipo 2. Considerando o referencial teórico da modelização avaliativa de intervenções em saúde e a fisiopatologia das complicações crônicas do diabetes, qual das seguintes propostas integra corretamente os princípios da avaliação de programas com os mecanismos patogênicos envolvidos na microangiopatia diabética?
A avaliação do programa deve focar exclusivamente nos resultados finais da intervenção educacional, priorizando a análise da redução dos níveis pressóricos dos pacientes diabéticos, considerando que a principal causa da retinopatia diabética é a hipertensão arterial sistêmica associada à progressiva insuficiência renal, dispensando a participação dos profissionais executores na construção dos indicadores avaliativos.
A modelização consensuada do programa educacional deve incluir indicadores de monitoramento da redução da via do poliol e da glicação não enzimática de proteínas nos pacientes, como medidas de efetividade da intervenção, contemplando o mapeamento de recursos disponíveis, atividades educativas implementadas e efeitos sobre o controle glicêmico, permitindo a construção participativa do processo avaliativo entre os diferentes atores envolvid
Os componentes estruturais da modelização avaliativa devem enfatizar a prevenção de complicações macrovasculares como desfecho primário, uma vez que o espessamento da membrana basal dos vasos retinianos ocorre predominantemente por mecanismos imunológicos, com a avaliação realizada por consultores externos que não participam da execução do programa para garantir objetividade e imparcialidade.
A modelização deve priorizar a avaliação da adesão dos profissionais ao programa educacional, utilizando questionários padronizados nacionais sem adaptações locais, considerando que a disfunção plaquetária é o principal mecanismo fisiopatológico envolvido na retinopatia diabética e que a construção de consensos entre os participantes pode comprometer a objetividade científica do processo avaliativo.
O desenho avaliativo deve centrar-se na análise do uso de medicamentos anti-VEGF pelos pacientes, desconsiderando adaptações regionais do programa educacional, já que o fator primário da microangiopatia diabética é a produção excessiva do fator de crescimento endotelial vascular independente do controle glicêmico, com avaliações trimestrais realizadas exclusivamente por especialistas em oftalmologia.
Mulher, 55 anos, refere que, em investigação de litíase renal e osteoporose, constatou as seguintes alterações: cálcio sérico corrigido pela albumina = 11 mg/dL (primeira ocasião) e 10,8 mg/dL (segunda ocasião; VR: 8,5 a 10,5 mg/dL); fósforo = 2,0 mg/dL (VR 2,3 a 4,4 mg/dL); vitamina D 38 ng/mL e PTH 120; creatina 0,8 mg/dL (VR 0,6 a 1,2 mg/dL).
Com relação a esse caso, pode-se afirmar, corretamente, que o diagnóstico provável é de hiperparatiroidismo
secundário, o que indica a elevação dos níveis de vitamina D para 60 ng/mL.
primário, cuja principal e mais frequente etiologia é a hiperplasia de paratiroides.
primário, cuja etiologia principal e mais frequente é o carcinoma de paratiroide.
primário, que compromete principalmente o osso cortical em relação ao trabecular.
primário, o que determina a investigação de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2B.
Mulher de 55 anos com osteoporose severa apresenta cálcio elevado, fosfato baixo e PTH elevado. Qual o diagnóstico mais provável?
Tumor ósseo metastático.
Osteomalácia secundaria à insuficiência renal crônica.
Deficiência de vitamina D grave.
Hiperparatireoidismo primário.
Hipoparatireoidismo pós cirúrgico.
Mulher, 30 anos, cabeleireira, refere episódios de suor, tremedeira e sensação de desmaio atenuados com ingestão de açúcar. Em 3 ocasiões apresentou glicemias de jejum de 49 mg/dL, 50 mg/dL e 48 mg/dL. Na investigação do caso, constatou-se aumento dos níveis de insulina e redução dos níveis de peptídeo C; ausência de anticorpos anti-insulina.
Em face do exposto, qual é o diagnóstico para esse caso?
Insulinoma.
Hipoglicemia factícia por aplicação de insulina.
Nesidioblastose.
Hipoglicemia autoimune.
Hipoglicemia factícia por ingestão de sulfonilureia.