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Quanto ao tratamento endoscópico da colangite, em paciente em choque séptico, coagulopatia, em uso de droga vasoativa e com achado de coledocolitíase provocando a obstrução biliar, é correto afirmar que
a melhor opção é a dilatação balonada da papila para remoção dos cálculos.
a correção da coagulopatia com plasma fresco está indicada para permitir a papilotomia endoscópica e remoção dos cálculos.
a colocação de dreno nasobiliar ou de prótese plástica biliar tem a mesma eficácia na resolução desse quadro.
a drenagem endoscópica tem baixa eficácia na situação relatada, ficando indicado o tratamento percutâneo.
o tratamento cirúrgico com colocação de dreno de Kehr na via biliar principal está indicado na situação relatada.
Paciente de 76 anos realizou endoscopia digestiva alta como forma de avaliação de quadro dispéptico. Nesse exame havia presença de mucosa gástrica com aspecto espessado e/ou infiltrativo. O exame histopatológico revelou tratar-se de linfoma difuso de grandes células B (MALT) com presença de bactérias Helicobacter pylori.
Sobre esse caso, avalie as assertivas abaixo:
I. O linfoma MALT apresenta-se endoscopicamente, em cerca de 95% dos casos, como úlceras rasas e mal delimitadas.
II. A ecoendoscopia é útil no estadiamento dos linfomas MALT, pois permite avaliar a profundidade da invasão na parede gástrica e o comprometimento de gânglios locorregionais.
III. Pacientes com linfoma MALT do tipo linfoma difuso de grandes células B atingem a cura após a erradicação do Helicobacter pylori, não necessitando de tratamentos adjuvantes.
Está(ão) CORRETA(S):
Todas as assertivas.
Somente a assertiva III.
Somente as assertivas I e II.
Somente a assertiva II.
Somente as assertivas II e III.
No sétimo pós-operatório de uma esofagectomia com esofagogastroplastia, um homem de 57 anos passou a apresentar febre de 38,5° C, leucocitose de 27.000/ mm3 com desvio à esquerda até metamielócitos e hálito de odor fétido. A endoscopia revelou necrose do tubo gástrico. Intervenção terapêutica que NÃO deve constar do plano de tratamento desta complicação pós-operatória é
debridamento do mediastino.
esofagostomia cervical terminal.
esofagocoloplastia.
ressecção do tubo gástrico.
Ainda em relação ao posicionamento endoscópico de sondas, é correto afirmar que
a realização de gastropexia endoscópica aumenta o risco de hemorragia e está contraindicada na gastrostomia por punção.
as sondas de gastrostomia de menor diâmetro (15Fr por exemplo) são mais fáceis de manipular e menos propensas à disfunção do que aquelas mais calibrosas (20Fr por exemplo).
a gastrostomia endoscópica é indicada para tratamento de pacientes com volvo gástrico de repetição.
a gastrojejunostomia é excelente opção para se evitar o refluxo gastroesofágico, especialmente quando se prevê a necessidade de acesso enteral por mais de 3 m.
a jejunostomia direta é tecnicamente mais simples em pacientes com estômago intacto, do que em pacientes gastrectomizados com reconstrução a Billroth II.
Qual dos agentes é utilizado para o tratamento endoscópico de estenoses esofágicas refratárias?
Hidrocortisona.
Triancinolona.
Ácido hialurônico.
Hidroxipropilmetilcelulose.
Beta-amino-próprio-nitrila.
Em relação à hemorragia digestiva baixa, é correto afirmar:
a aplicação tópica de solução de formaldeído, realizada sob anestesia tópica, é tratamento de escolha para a proctopatia actínica.
a exploração do intestino delgado através da cápsula e da enteroscopia de balões permitiu criar o termo “hemorragia digestiva média”.
o preparo de cólon por via retrógrada facilita a identificação da topografia da hemorragia de origem colônica.
o exame arteriográfico é especialmente útil para os pacientes em investigação de sangramento digestivo de origem obscura.
o tratamento de lesão hemorrágica de Dieulafoy, identificada em cólon sigmoide à colonoscopia, é preferencialmente realizado através da escleroterapia com oleato de etanolamina a 5%.
Paciente de 57 anos foi submetido há 2 anos à colectomia esquerda devido à adenocarcinoma (Dukes A). Em consulta recente trouxe nova colonoscopia revelando dois pólipos sésseis, sendo o primeiro em cólon transverso, com 5 mm de diâmetro (exame histopatológico: adenoma viloso sem displasia) e o segundo, em ceco, com 10 mm (exame histopatológico: adenocarcinoma, com comprometimento da muscular, da mucosa e submucosa, com margens acometidas). Com relação a esse caso clínico, avalie as assertivas abaixo:
I. Tumores metacrônicos de cólon são neoplasias detectadas no mesmo exame diagnóstico em topografias colônicas diferentes.
II. A polipectomia não deve ser considerada curativa em pacientes com pólipos cuja histologia revela adenocarcinoma com invasão da muscular, da mucosa e submucosa e margens acometidas.
III. Os pólipos adenomatosos vilosos são aqueles com maior risco de malignidade.
Está(ão) CORRETA(S):
Todas as assertivas.
Somente a assertiva III.
Somente a assertiva II.
Somente as assertivas I e III.
Somente as assertivas II e III.
O fator preditivo para ressangramento, após tratamento endoscópico de úlcera péptica gastroduodenal, é
úlcera localizada na pequena curvatura antral.
úlcera de incisura angularis.
úlcera gástrica de mais de 20 mm de tamanho.
tratamento endoscópico feito com “clip” metálico.
tratamento endoscópico combinado.
A dilatação forçada da cárdia para tratamento da disfagia no paciente, com megaesôfago chagásico na forma não avançada,
é realizada, na primeira sessão, com balão pneumático de 30 mm, sob pressão de 10psi.
apresenta, a longo prazo, os mesmos resultados da injeção de 200 UI de toxina botulínica.
apresenta, a longo prazo, os mesmos resultados da miotomia cirúrgica.
apresenta risco de perfuração esofágica em < 0,1% dos casos.
é tratamento que deve ser substituído pela miotomia endoscópica (“POEM – per-oral endoscopic miotomy”).
Quanto à introdução de próteses colorretais, é correto afirmar:
a utilização de bevacizumabe aumenta o risco de complicações relacionadas à prótese metálica utilizada para tunelização do câncer colorretal.
em pacientes com obstrução por câncer em sigmoide e reto, a utilização da prótese metálica prolonga a sobrevida, mas não reduz a frequência de ostomias.
do ponto de vista técnico, a introdução da prótese deve ser precedida por dilatação balonada do tumor.
após a introdução da prótese, laxantes e lavagens devem ser evitados, pois aumentam o risco de sua migração.
as prótese de colorretais não recobertas são úteis para tumores avançados, especialmente aqueles com fístulas para bexiga e vagina.