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Durante exame endoscópico em paciente feminina de 30 anos, identifica-se lesão levemente deprimida de 20 mm, localizada na parede anterior do corpo proximal, de limites irregulares e pequenas nodulações no centro da lesão.
É correto afirmar:
o local de maior rendimento da biópsia é nas nodulações localizadas no centro da lesão.
a ressecção endoscópica pela técnica de “ESD” está indicada.
o aspecto macroscópico supracitado sugere linfoma tipo MALT.
o diagnóstico histopatológico esperado é de adenocarcinoma indiferenciado.
a tatuagem da lesão através da injeção endoscópica de “tinta da China” está indicada.
Em relação à tunelização endoscópica do câncer esofágico avançado com próteses, é correto afirmar:
as próteses autoexpansíveis não trouxeram benefício em relação àquelas plásticas quanto às complicações imediatas.
as próteses metálicas autoexpansíveis de aço são mais flexíveis, de menor poder de expansão e relacionadas a menos complicações do que aquelas de nitinol.
quando a extremidade distal da prótese ficar na câmara gástrica, é praticamente obrigatória a utilização de algum modelo de prótese com mecanismo antirrefluxo.
são preferíveis os modelos metálicos autoexpansíveis totalmente recobertos do que aqueles parcialmente recobertos.
a extensão da prótese deve ser o suficiente para ficar 2 cm acima e 2 cm abaixo do tumor.
Homem de 68 anos apresenta há 3 anos pirose e regurgitação alimentar ácida, sempre que come pastéis, macarronada e pão branco. Os sintomas pioraram há 8 meses e se associaram à disfagia para sólidos. O paciente nega emagrecimento, hematêmese ou melena. Diante desse caso clínico, avalie as assertivas abaixo.
I. Esse paciente possui sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
II. Disfagia, anemia e emagrecimento caracterizam sintomas de alarme de DRGE.
III. Pacientes com mais de 40 anos, portadores da forma erosiva da DRGE e com sintomas atípicos, devem ser tratados com dose plena de inibidor da bomba de prótons (exemplo pantoprazol 20 mg ao dia), durante 4 semanas.
Está(ão) CORRETA(S):
Somente a assertiva I.
Somente as assertivas I e III.
Somente as assertivas I e II.
Somente as assertivas II e III.
Somente a assertiva III.
Durante o preparo de cólon, realizado em ambiente hospitalar, com solução de manitol a 10%, paciente masculino, de 78 anos, apresenta quadro suboclusivo após a ingestão de 04 copos da solução. Apresentou três evacuações durante o preparo. A última, de aspecto escurecido.
A conduta mais adequada para o caso é
realizar a limpeza do reto por via retrógrada e realizar retossigmoidoscopia flexível.
iniciar lavagens intestinais com 2 litros de solução glicerinada.
dar alta para o paciente e reagendar o procedimento após três dias de dieta líquida e laxantes.
enviar o paciente para laparotomia de urgência.
realizar exame endoscópico para aspirar a câmara gástrica.
Com relação ao linfoma MALT gástrico, é correto afirmar que
o achado histopatológico de lesão linfoepitelial contraindica o tratamento da lesão através da erradicação do H. pylori.
do ponto de vista endoscópico, são lesões que levam a hiperplasia das pregas mucosas e à redução da expansibilidade gástrica.
a melhor maneira de acompanhar pacientes tratados apenas com a erradicação do H. pylori é através de exames endoscópicos com biópsias e ecoendoscopia.
após a erradicação do H. pylori, espera-se a regressão do espessamento da parede gástrica acometida em até 6 semanas.
a genotipagem da cepa do H. pylori tem seu papel na escolha da modalidade terapêutica.
Com relação ao anel de Schatzki, assinale a alternativa correta.
Sempre deve ser tratado com dilatação endoscópica.
Geralmente provoca disfagia contínua.
É um anel regular, concêntrico, do esôfago distal, presente em cerca de 6 a 14% dos pacientes submetidos a um esofagograma.
Está relacionado à estenose péptica.
As principais neoplasias que evoluem com metástase para o estômago são
de pulmão e de tireoide.
de tireoide e de mama.
de pulmão e melanoma.
melanoma e de pâncreas.
Com relação ao câncer gástrico, é correto afirmar que
a ressecção endoscópica não tem valor terapêutico curativo no câncer gástrico.
em nosso meio, a incidência de tumores do tipo precoce é cerca de 10% de todos os casos de câncer gástrico.
os tumores restritos à submucosa, por serem avançados, devem ser tratados com gastrectomia e linfadenectomia.
os tumores são classificados como precoces quando não apresentam metástases à distância.
Mulher de 62 anos, hipertensa e previamente colecistectomizada, procura atendimento em pronto-socorro devido à febre de 38,2oC, dor tipo cólica, em hipocôndrio direito, e icterícia de escleras, iniciados há 2 dias. Realizou-se ultrassom de abdome total, que detectou a presença de cálculo impactado em ducto colédoco suprapancreático com dilatação da via biliar extra-hepática. O hemograma acusou leucocitose, havia elevação dos níveis de bilirrubina total (à custa de bilirrubina direta) e os níveis de amilase e lipase eram normais. Com relação a esse caso, qual a conduta mais adequada a ser realizada?
Internação hospitalar e descompressão da via biliar através de cirurgia videolaparoscópica com colocação de dreno de Kher em ducto colédoco.
Alta hospitalar com antibioticoterapia e antiespasmódicos.
Internação hospitalar, antibioticoterapia e início de ácido ursodeoxicólico 15 a 20 mg/kg/dia.
Internação hospitalar, antibioticoterapia e descompressão da via biliar por meio de drenagem transparieto-hepática.
Internação hospitalar, antibioticoterapia e descompressão da via biliar através de colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER).
Em paciente, com quadro de colangite, é indicação de drenagem biliar de emergência:
febre > 39 ºC.
pêntade de Reynolds.
PCR > 20 mg%.
colangite por obstrução neoplásica.
colangite esclerosante.
Em relação à lesão de crescimento lateral (denominada na literatura inglesa “laterally spreading tumor – LST”) do cólon, pode-se afirmar:
é aquela que cobre, no mínimo, superfície mucosa numa extensão superior a 5 mm.
quando maior do que 5 cm, sai dos critérios de indicação de tratamento endoscópico.
as lesões de superfície granular mista (LST-G-M) e aquelas de superfície lisa com pseudodepressão (LST-NG-FD) são mais relacionadas a neoplasias com invasão de submucosa.
para LST de dimensões maiores do que 30 mm, fica indicada a dissecção endoscópica submucosa (ESD) como forma de tratamento.
a técnica empregada para a ressecção endoscópica dessas lesões é a mesma daquela empregada à ressecção de pólipos pediculados.
Em paciente masculino de 68 anos, com massa sólida de cabeça pancreática, realiza-se a passagem de endoprótese biliar plástica, com sucesso. No dia seguinte, o paciente se apresenta com dor epigástrica sem irradiação, discretamente toxemiado e desidratado, com abdome distendido, ruídos diminuídos, sem peritonismo, com dor à palpação profunda de epigástrio. Os exames revelam 13 400 leucócitos com 80% neutrófilos, PCR de 77 mg% e melhora dos níveis de bilirrubina direta (12 → 7 mg%). Amilasemia está 2 x o valor normal.
A hipótese clínica mais provável é
colecistite aguda.
pancreatite aguda.
colangite aguda.
migração da prótese.
hemorragia pós-passagem de endoprótese biliar.
Paciente masculino de 53 anos realiza exame colonoscópico de rastreamento de câncer colorretal. É identificado pólipo pediculado de 7 mm em cólon descendente. O anatomopatológico do produto de polipectomia revela tratar-se de adenoma tubular sem atipia. O próximo exame colonoscópico está indicado
em 6 meses.
em 1 ano.
em 2 anos.
em 3 anos.
em 5 anos.
Em paciente masculino, de 49 anos, etilista crônico desde os 16 anos, e com crises de repetição de dor abdominal e aumento de amilase, o exame tomográfico revela “atrofia de corpo e cauda pancreáticos, com calcificações ao longo de toda a glândula, dilatação do ducto pancreático em corpo e cauda e aumento da cabeça pancreática”. É correto afirmar que
o bloqueio do plexo celíaco guiado por ecoendoscopia apresenta resultados promissores para o controle da dor em pacientes com pancreatite crônica.
no caso supracitado, o tratamento endoscópico apresenta as vantagens de baixa invasibilidade e bons resultados com uma ou duas sessões de terapia.
do ponto de vista técnico, o tratamento endoscópico consiste em dilatação balonada do esfíncter pancreático e litotripsia mecânica dos cálculos.
a biópsia ecoguiada da cabeça pancreática está indicada frente à possibilidade de adenocarcinoma pancreático concomitante.
a litotripsia extracorpórea, como monoterapia, apresenta bons resultados para o controle da dor.
O fator preditivo para ressangramento de úlcera péptica gastroduodenal é
idade acima de 40 anos.
sexo feminino.
tabagismo.
Forrest Ib.
Forrest IIc.
Paciente com síndrome de imunodeficiência humana queixa- se de odinofagia e disfagia. Ao exame endoscópico do esôfago, identificam-se focos de exsudato esbraquiçado firmemente aderidos à mucosa e algumas úlceras de limites bem definidos, fundo limpo. Assinale a alternativa correta.
Os diagnósticos mais prováveis são monilíase e úlcera esofágica provocada pelo retrovírus.
A melhor maneira de se confirmar monilíase é realizar lavado da mucosa esofágica.
É prudente tomar biópsias das úlceras a fim de surpreender infecção por outro agente oportunista além daquela fúngica.
O exame endoscópico deve ser repetido após 30dd do uso de inibidor de bomba de prótons.
Ainda que não se identifiquem lesões na orofaringe, é prudente tomar biópsias desta localização, a fim de surpreender monilíase também nessa região.
Paciente de 55 anos, portador de síndrome da imunodeficiência adquirida, há 2 meses apresenta disfagia para sólidos e emagrecimento não quantificado. O exame de endoscopia digestiva alta detectou, em esôfago proximal, placas esbranquiçadas, bem delimitadas e aderidas à parede do órgão, e, em esôfago médio, três úlceras rasas, com cerca de 5 mm, fundo limpo e bordos delimitados. Foram realizadas biópsias dos achados endoscópicos.
Diante desse caso clínico, avalie as assertivas abaixo:
I. A candidíase esofageana é doença definidora da síndrome da imunodeficiência adquirida.
II. As biópsias de uma úlcera esofágica decorrente da infecção pelo Citomegalovírus devem ser direcionadas preferencialmente para o centro da lesão.
III. As úlceras esofágicas decorrentes da infecção pelo Herpes simplex podem evoluir para estenoses.
Está(ão) CORRETA(S):
Somente a assertiva I.
Somente as assertivas I e II.
Todas as assertivas.
Somente as assertivas II e III.
Somente as assertivas I e III.
Em relação à doença do refluxo gastroesofágico, é correto afirmar que
o achado de anel de Schatzki não implica no diagnóstico de hérnia hiatal axial.
o anel de Schatzki costuma provocar sintomas quando seu diâmetro é inferior a 16 mm.
o achado de eosinófilos nas biópsias do esôfago distal é frequente na doença do refluxo gastroesofágico.
o exame endoscópico apresenta a melhor sensibilidade para a confirmação do diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico.
dentre os tratamentos endoscópicos propostos para a doença do refluxo, aquele que apresenta os melhores resultados é a técnica de plicaturas endoscópicas com Endocinch.
Em relação ao preparo de cólon, sabe-se que
o preparo com solução de manitol a 10% praticamente não provoca distúrbios hidroeletrolíticos.
o preparo com fosfosoda é a opção de eleição para o preparo em pacientes com antecedentes de doença inflamatória intestinal.
o preparo retrógrado com solução glicerinada apresenta a vantagem de poder ser utilizado em pacientes com quadro de diverticulite aguda.
o preparo com polietilenoglicol em dose única tem melhores resultados e melhor tolerância em relação ao mesmo preparo realizado em dose dividida.
quando se pensa em indicadores de qualidade, espera-se que, no mínimo, 90% dos pacientes se apresentem com preparo de cólon adequado.
Paciente de 63 anos, portador de doença do refluxo gastroesofágico e esôfago de Barrett, realizou endoscopia digestiva alta de acompanhamento. O paciente está sob medicação de omeprazol e encontra-se assintomático. Sobre esse caso, avalie as assertivas abaixo:
I. A cromoscopia com azul de metileno pode ser usada para destacar áreas com metaplasia intestinal no esôfago.
II. O esôfago de Barrett é fator de risco para neoplasia esofágica.
III. A dose de omeprazol recomendada para tratamento de esôfago de Barrett é de 20 mg de 12/12 horas.
Está(ão) CORRETA(S):
Todas as assertivas.
Somente as assertivas II e III.
Somente as assertivas I e II.
Somente a assertiva II.
Somente as assertivas I e III.