

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Paciente masculino, 72 anos, internado na enfermaria para realização de artroplastia de quadril eletiva. Hoje, no 2º pós-operatório, evolui com discurso desconexo em diversos momentos do dia, além de referir que vai para casa pois já terminou o que tinha que fazer naquele ambiente, aparentemente não reconhecendo estar em um hospital. Tais momentos são contornados verbalmente pela esposa e filha. Era previamente funcional, independente e sem problemas cognitivos aparentes. Fazia uso crônico de losartana 50mg/dia para hipertensão arterial e alopurinol 300mg/dia para hipeuricemia, além de clonazepam 0,5mg/dia para dormir, estando em uso de tais medicações durante a internação.
Qual medida deve ser tomada para melhor controle do quadro?
Suspender clonazepam em uso.
Iniciar risperidona em dose baixa.
Manter controle verbal da agitação.
Prescrever contenção física nas exacerbações.
Em relação à geriatria clínica, assinalar a alternativa CORRETA:
Quando a expectativa de vida de um idoso é menos de 10 anos, é importante que os exames e os tratamentos sejam indicados da mesma forma que para os indivíduos mais jovens.
O prognóstico dos idosos que vivem em seus domicílios e daqueles que tenham recebido alta hospitalar é exatamente o mesmo e pode ser estimado considerando-se a idade, o sexo e as comorbidades.
Nos idosos, é muito comum que as doenças se apresentem de forma atípica e que nem todas as anormalidades encontradas necessitarão de avaliação e tratamento.
Cerca de 80% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade apresentam algum grau de incapacidade nas suas atividades instrumentais e básicas de vida diária.
Paciente de 75 anos apresenta quadro de dor generalizada, com predomínio em região cervical, ombros e quadril, acompanhado por rigidez matinal intensa com duração de cerca de 2 horas, há 4 semanas. Há 1 semana evolui com fadiga, anorexia e incapacidade funcional. Assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese e o exame complementar mais importante para o diagnóstico dessa condição.
Síndrome RS3PE; antígeno leucocitário humano B7 (HLA-B7).
Polimialgia reumática; velocidade de hemossedimentação (VHS).
Espondilite anquilosante; antígeno leucocitário humano B27 (HLA-B27).
Artrite reumatoide; antipeptídeo citrulinado cíclico (Anti-CCP).
Polimiosite; creatinofosfoquinase (CPK).
Uma paciente com 78 anos de idade, com oito anos de escolaridade, vem apresentando, ao longo dos últimos 12 meses, alterações de humor, atenção e memória, passando a ter prejuízos nas atividades instrumentais de vida diária. Há cerca de dois anos, apresentou acidente vascular encefálico cardioembólico e está em anticoagulação plena. Faz uso de antidepressivo há seis meses, sem melhora do quadro. No MiniExame do Estado Mental (MiniMental), obteve 1 ponto em orientação temporal, 1 ponto em orientação de espaço e 17 pontos no total. Os testes de funções executivas e de atenção (fluência verbal, categoria animais e teste de trilha A e B) demonstraram disfunção importante.
Os exames laboratoriais da paciente: hemograma, funções renal, hepática e tireoidiana; dosagem de sódio e de vitamina B12, apresentaram-se todos sem alterações. O resultado das sorologias para HIV, hepatites B e C e sífilis foram negativos, e o da ressonância magnética mostrou sinais de microangiopatia pronunciada e áreas de encefalomalácia ocipitotemporal à direita.
Considerando-se esse caso, o diagnóstico mais provável é
demência vascular.
doença de Alzheimer.
demência frontotemporal.
demência com corpos de Lewy.
Alternativa nula (excluída pela banca organizadora).
Assinale a alternativa correta quanto à meta para a pressão arterial do Sr. J.T.L.
Quanto menor a pressão arterial, melhor a evolução da demência, independentemente da fase em que ela se encontra, meta de 120 x 80 mmHg.
O objetivo principal é evitar a hipotensão que poderia ser um fator de risco ainda pior para o Sr. J.T.L., meta de 140 x 80 mmHg.
O Sr. J.T.L. encontra-se em fase avançada de doença, no caso dele um bom controle dos níveis pressóricos é indiferente, não há meta definida.
Independentemente de condição clínica prévia, presença de fragilidade ou comprometimento funcional, a meta para o Sr. J.T.L. deve ser de 110 x 70 mmHg.
E.O controle pressórico do Sr. J.T.L. deve ser o mesmo de qualquer hipertenso, independentemente de sua condição clínica, grau de dependência e funcionalidade, a meta é 130 x 80 mmHg.
Valores de velocidade de hemossedimentação (VHS) e de autoanticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (Anti- -CCP) muito elevados em idosos podem ser úteis para o diagnóstico, respectivamente, de:
polimialgia reumática e doença de Paget.
lúpus eritematoso sistêmico e polimiosite.
síndrome RS3PE e espondilite anquilosante.
arterite de células gigantes e artrite reumatoide.
osteoartrite e síndrome de Sjögren.
De acordo com o 4º Relatório do Consórcio Internacional para a Demência com Corpos de Lewy (DCL), o diagnóstico de DCL é provável:
1) na presença de duas ou mais características clínicas centrais, independentemente da presença de biomarcadores indicativos de DCL ou;
2) na presença de uma característica clínica central + um ou mais biomarcadores indicativos de DCL.
São características clínicas centrais da DCL, EXCETO:
Flutuação na cognição com pronunciadas variações na atenção e no estado de alerta.
Hipersensibilidade grave aos antipsicóticos.
Transtorno comportamental do sono REM.
Alucinações visuais recorrentes tipicamente bem formadas e detalhadas.
Pacientes idosos classificados como frágeis apresentam maior taxa de hospitalização, maior dependência funcional e maior mortalidade, ou seja, a presença da síndrome da fragilidade do idoso implica em desfechos negativos, sendo essencial seu rastreio. Na avaliação da síndrome de fragilidade em idosos proposta por Fried et al, assinale a alternativa que apresenta o instrumento que pode ser utilizado para a mensuração da atividade física do paciente.
Escala de Depressão Geriátrica (GDS)
Índice de Barthel
Questionário de Minnesota
Escala de Lawton e Brody
Teste de Marcha de 6 minutos
Paciente, sexo feminino, 69 anos, hipertensa e tabagista, comparece em consulta ambulatorial com desejo de atualizar sua carteira de vacinação contra o herpes-zóster. Relata episódio prévio da doença, aos 59 anos. Considerando as orientações da Sociedade Brasileira de Imunizações(SBIm), a conduta recomendada para a paciente é:
Vacina inativada (VZR) em dose única.
Vacina inativada (VZR) em duas doses, com intervalo de dois meses.
Vacina atenuada (VZA) em duas doses, com intervalo de seis meses.
A paciente não tem indicação de receber tal vacinação, visto que já apresentou um episódio prévio da doença.
A incidência de mieloma múltiplo aumenta com a idade. Sobre o diagnóstico do mieloma múltiplo, é possível afirmar, EXCETO:
A prevalência de múltiplas morbidades no paciente idoso pode tornar desafiador a distinção entre lesões de órgão-alvo (anemia, insuficiência renal ou fraturas vertebrais) relacionadas ao mieloma daquelas relacionadas a outras comorbidades.
A imunofixação de proteínas séricas é mais sensível que a eletroforese de proteínas séricas para detecção do componente monoclonal, devendo ser realizada para confirmar sua presença e para identificar os tipos de cadeia pesada e de cadeia leve envolvidas.
Na ausência de lesão de órgãos alvo conforme critérios CRAB, o achado de plasmócitos monoclonais na medula ≥ 10% define o diagnóstico de mieloma múltiplo.
Na avaliação do paciente com mieloma múltiplo, o médico deve fazer anamnese e exame físico minucioso, buscando evidências de lesões de órgão-alvo (hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e leões ósseas).