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Em relação à prescrição de anlodipino, assinale a alternativa correta.
Diminuir a dose para 2,5 mg/d, mantém seu efeito nefroprotetor e diminui a hipotensão ortostática.
Deve ser mantida, pois não é o medicamento que está levando a hipotensão ortostática.
Pelo seu efeito protetor cardíaco, a dose de anlodipino deve ser mantida.
Deve ser suspensa, não tem ação protetora cardíaca e renal e deve diminuir a hipotensão ortostática.
A dose do anlodipino deve ser diminuída para que haja melhora da hipotensão ortostática.
Em relação à prescrição de espironolactona, assinale a alternativa correta.
Deve ter sua dose aumentada para 50 mg, é um hipotensor fraco e não leva a hipotensão ortostática.
Pela proteção renal, a espironolactona deve ter sua dose mantida.
Deve ser suspensa, não tem qualquer benefício para o Sr. JRM.
Deve ter sua dose diminuída, reduzindo o risco de quedas pela hipotensão ortostática.
Em função dos exames do Sr. JRM, a dose deve ser mantida pela proteção cardíaca.
Diante do exposto, foi feita a hipótese diagnóstica de uma demência por corpos de Lewy. Assinale a alternativa que cita a manifestação clínica que está fortemente associada a esse diagnóstico.
A faixa etária de início da demência está associada a Demência pelos corpos de Lewy.
Sr. JRM tem necessidade de altas doses de neuroléptico para controle comportamental.
Declínio cognitivo de início insidioso e piora progressiva.
Risco elevado para doença aterosclerótica.
Parkinsonismo tendo início próximo ao início do declínio cognitivo.
Assinale a alternativa na qual encontramos a condição clínica que mais desfavorece o diagnóstico de demência na doença de Alzheimer.
Risco elevado para doença aterosclerótica.
Uso de diversos psicotrópicos para controle das alterações comportamentais.
Parkinsonismo tendo início próximo a início do declínio cognitivo.
O início insidioso e a piora progressiva.
A dificuldade para dormir, o que o faz fazer uso de muitos psicotrópicos.
O Sr. JRM é elegível a cuidados paliativos? Assinale a alternativa correta.
Não, a despeito de ser portador de muitas doenças, todas elas são passíveis de tratamentos que podem alterar o curso da doença melhorando sua morbimortalidade.
Sim, trata-se de um paciente grave, usuário de muitos medicamentos interagindo entre si e com potencial risco de iatrogenia. Deve-se considerar uma condição de falha terapêutica.
Não, pois ele não está em processo ativo de morte.
Sim, ele é portador de doença crônica, degenerativa e potencialmente letal, entretanto, ainda há procedimentos a serem realizados que podem melhorar sua qualidade de vida.
Sim, pois é portador de doença crônica, degenerativa e potencialmente letal, contra a qual não há mais tratamento que possa ser instituído.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da pioglitazona.
Diminui o risco de descompensação cardíaca em pacientes portadores de insuficiência cardíaca.
Não devem ser indicados a pacientes com insuficiência renal.
Não tem relação com risco de neoplasias.
Deve ser prescrita com cuidado devido ao risco de hipoglicemia.
Aumenta risco de fratura óssea.
Com relação à prescrição de gliclazida, assinale a alternativa correta.
Há risco de hipoglicemia.
Pode ser administrada a pacientes com doença renal crônica em estágio 4 e 5.
Os pacientes que mais se beneficiam de sua prescrição são aqueles com declínio cognitivo.
Auxilia na perda de peso.
Deve ser preterida em relação às sulfonilureias de vida média mais longa.
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente do sexo masculino, de 85 anos, com funçao cognitiva previa normal, e atendido no pronto-socorro com história de que ha 48 horas apresentava inversao do padrao do sono, alteraçoes da funçao mental com periodos de agitaçao psicomotora alternando-se com letargia. Ao exame, apresentava-se agitado, desorientado no tempo e no espaço, falando coisas desconexas e sem conseguir focar a atençao para que o medico realizasse a anamnese. |
Das alteraçoes apresentadas pelo idoso, as essenciais para o diagnóstico do delirium sao:
inversao do padrao do sono e fala desconexa.
alteraçao da atençao e flutuaçoes no nivel de consciência.
flutuaçoes no nivel de consciência e agitaçao psicomotora.
agitaçao psicomotora e inversao do padrao do sono.
Idoso, 68 anos, comparece em consulta médica referindo perda de peso de 8kg em 6 meses, associada à diminuição do apetite, epigastralgia, fraqueza. Sem outras queixas. Sinais vitais normais. Com relação à perda de peso involuntária (PPI), assinalar a alternativa CORRETA:
O valor percentual ou absoluto de perda ponderal que define a PPI é estabelecido como perda de peso corporal maior que 10% em um período de tempo de 6 a 12 meses.
O diagnóstico de doença psiquiátrica como causa de PPI não é mais de exclusão. Firmado o diagnóstico psiquiátrico, exames subsidiários são desnecessários.
Alguns fatores podem guiar a intensidade da investigação, por serem preditivos de doença orgânica, como idade avançada (> 50 anos), fumo, presença de sintomas sugestivos de envolvimento de órgão específico, anemia, entre outros.
Na anamnese, um dado importante é a presença ou não de anorexia. Apetite reduzido pode estar associado a doenças como câncer, diabetes melito, hipertireoidismo, entre outras.
Médico de família e comunidade realiza visita domiciliar a paciente de 86 anos, sexo feminino. A paciente vive com a filha, Dona Júlia, de 66 anos, e a bisneta Sofia, de 17 anos. Sofia estuda em horário integral e faz cursinho pré-vestibular a noite. Dona Júlia cuida das tarefas domésticas e dedica-se “24 horas” aos cuidados da mãe. A paciente está acamada há 10 anos devido queda da própria altura e fratura de fêmur. O nível de consciência alterna lucidez com períodos de confusão. É acompanhada devido doença de Parkinson, síndrome demencial, catarata, diabetes melitus. Necessita de ajuda para alimentar-se e para higiene. A dieta é pastosa (dificuldade para ingerir sólidos), recebe cinco refeições ao dia e o apetite é preservado. Não possui controle de esfíncteres necessitando uso de fraldas. Faz uso de levodopa\ benserazida, glicazida, carbonato de cálcio, alendronato, risperidona.
Indicador | Situação | Escore de risco e vulnerabilidade: | Pontuação obtida: |
Idade | 75 a 84 anos >85 anos | 1 2 | |
Multimorbidade | N° de comorbidades ( >= 5) Descompensação clínica | 2 5 | |
Polifarmácia | N° de medicamentos ( >= 5) | 2 | |
Funcionalidade | AVDs instrumentais AVDs Básicas e Instrumentais | 1 2 | |
Mobilidade | Dificuldade de marcha Risco de queda Acamado | 1 2 3 | |
Suporte familiar | Disfunção familiar Sobrecarga do cuidador | 1 1 | |
Fragilidade | Sindrome demencial, depressão, Parkinson, neoplasia, sarcopenia, desnutrição, disfagia, incontinência, Paralisia cerebral | 2 ( cada) | |
Cuidados Paliativos | PPS 90 A 100 PPS 60 A 80 PPS 30 A 50 PPS < 20 | 2 5 8 10 | |
TOTAL | X | X |
Utilizando a escala de risco e vulnerabilidade para atenção domiciliar, responda: qual pontuação obtida, a classificação da paciente e o planejamento para a periodicidade de visitas domiciliares?
Muito alto risco e as visitas devem ser mensais.
Alto risco e as visitas devem ser a cada 2 meses.
Alto risco e as visitas devem ser a cada 3 a 4 meses.
Não é possível classificar o risco, pois são necessários exames complementares.