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Mulher de 45 anos com antecedentes de esclerodermia, tireoidite autoimune e artrite reumatoide é atendida com quadro de lesões em couro cabeludo. A paciente notou duas áreas com perda completa de cabelo no lado direito do couro cabeludo, que eram pequenas inicialmente, mas cresceram gradualmente nos 10 dias anteriores à consulta. A paciente relata uma sensação “espinhosa” nas áreas de queda de cabelo. Ao exame físico: os sinais vitais são normais; áreas de alopecia de 5 cm x 3 cm no couro cabeludo parietal direito e área de 3 cm x 1,5 cm em região occipital; a área central das manchas de alopecia tem cabelos escassos e folículos capilares visíveis; cabelos ralos são notados na periferia das placas de alopecia.
A principal hipótese diagnóstica é
tricotilomania.
sífilis secundária.
Tinea capitis.
alopecia por tração.
alopecia areata.
Mulher de 67 anos é avaliada em consulta de acompanhamento por insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Ela relata dispneia ao carregar mantimentos do carro ou subir uma ladeira. Ela não tem outros sintomas. Os medicamentos em uso são carvedilol (12,5 mg/dia), espironolactona (25 mg/dia), enalapril (40 mg/dia), furosemida (40 mg/dia) e dapagliflozina. Ao exame físico: pressão arterial: 108 x 72 mmHg, frequência cardíaca: 58 bpm; o restante do exame não é digno de nota. Os estudos laboratoriais revelam um nível de creatinina sérica de 1,3 mg/dL e eletrólitos normais. O ecocardiograma prévio mostrou uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 37%. Nesse momento, a conduta correta é
adicionar ivabradina.
trocar o enalapril por sacubitril/valsartana.
adicionar hidralazina e isossorbida.
adicionar digoxina.
aumentar a dosagem de carvedilol.
Quanto ao tratamento do Diabetes melitus no idoso, assinale a alternativa incorreta.
A metformina pode ser usada em pacientes idosos com doença renal crônica leve a moderada (taxa de filtração glomerular entre 30-60 mL/min/m²).
A metformina deve ter sua dose reduzida pela metade, nos pacientes com taxa de filtração glomerular < 45 mL/min/m², e suspensa, nos pacientes com menos de 30 mL/min/m².
A terapia de injeção basal de insulina, uma vez ao dia, está associada a efeitos colaterais importantes, prejudicando seu uso no tratamento ambulatorial do idoso diabético.
Os inibidores da SGLT2 (sodium-glucose cotrasporter 2) apresentam risco baixo de hipoglicemia e são eficazes mesmo nos pacientes que tomam insulina.
Os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon (GLP1) são úteis em pacientes com diabetes e obesidade, devendo ser evitados naqueles com baixo peso.
Um paciente de 80 anos comparece a consulta acompanhado por seu familiares. Filho relata que o paciente apresenta Doença de Alzheimer em tratamento com donepezila há 3 anos. Até o momento, apresentava-se dependente para as AVDs básicas, precisando de ajuda para o banho. Filho relata que o pai está agitado, agressivo e não dorme à noite há 20 dias. Exame físico sem alterações. Qual a conduta mais adequada para este paciente?
Associar memantina a donepezila.
Aumentar dose de donepezila e prescrever alprazolam.
Iniciar quetiapina 25mg, solicitar hemograma e sumário de urina.
Solicitar ressonância nuclear magnética e encaminhar ao neurologista.
No tratamento do hipotireoidismo, no paciente geriátrico, é correto afirmar que
a indicação do tratamento difere quando se consideram os critérios cronológicos e a classificação de fragilidade do idoso.
a posologia de início do tratamento é a mesma que se faz par ao indivíduo jovem ou adulto jovem, não se diferenciando em nada pelo critério cronológico.
a dosagem inicial recomendada é de 25,0mcg/dia, em idosos frágeis ou com doença cardiovascular.
a levotiroxina deve ser ingerida com estômago cheio, para evitar episódios de gastrite no idoso.
os pacientes cardiopatas e os idosos hospitalizados não precisam dosar o TSH para avaliação de hipotireoidismo.
Paciente do sexo feminino, 68 anos, procura posto de saúde por quadro de incontinência urinária, especialmente ao fazer esforços. Isso tem levado essa paciente a isolamento social. Refere ser viúva, mãe de 3 filhos.
Qual seria a conduta inicial mais adequada?
Explicar que a incontinência urinária é muito comum na sua idade e iniciar tratamento farmacológico.
Explicar que ela irá melhorar se fizer dieta adequada, perder peso e realizar exercícios físicos.
Infecção urinaria é a causa mais provável de incontinência urinária nessa paciente.
Tranquilizar a paciente sobre o caso, fazer exame ginecológico e solicitar exame de urina.
Encaminhar a paciente para realização de estudo urodinâmico a fim de se estabelecer o diagnóstico adequado.
Considere a Paliative performance scale (PPS) a seguir.
% | Ambulação | Nível de atividade e evidência de doença | Autocuidado | Alimentação | Nível de consciência |
100 | Normal | Normal, sem evidência de doença. | Normal | Normal | Normal |
90 | Normal | Normal, pouca evidência de doença. | Normal | Normal | Normal |
80 | Normal | Normal, com esforço, evidência maior da doença. | Normal | Normal ou reduzida | Normal |
70 | Diminuída | Não consegue trabalhar normalmente, evidência da doença ainda maior. | Normal | Normal ou reduzida | Normal |
60 | Diminuída | Não consegue mais realizar atividades de lazer ou tarefas da casa, evidência da doença é significativa. | Necessita ajuda ocasional | Normal ou reduzida | Normal ou confuso |
50 | Maior parte do tempo sentado ou deitado | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Necessita ajuda frequente | Normal ou reduzida | Normal ou confuso |
40 | Maior parte do tempo deitado | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Necessita ajuda na maior parte das vezes | Normal ou reduzida | Normal, sonolento ou confuso |
30 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Reduzida | Normal, sonolento ou confuso |
20 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Mínima | Normal, sonolento ou confuso |
10 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Somente higiene bucal | Sonolento ou em coma |
0 | Morte |
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta.
Um PPS de 50% implica passar a maior parte do tempo sentado ou deitado; não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, ele é totalmente dependente; sua alimentação pode estar reduzida e seu nível de consciência pode ser normal.
Um PPS de 60% implica um paciente que tem uma ambulação normal; não consegue mais realizar atividade de lazer ou tarefas da casa, a evidência da doença é significativa; necessita de ajuda ocasional para seu autocuidado; sua ingestão alimentar pode ser mínima e em relação ao seu nível de consciência, pode estar confuso ou em coma.
Um PPS de 80% implica uma ambulação normal; que o paciente realiza suas atividades normalmente, há uma evidência maior da doença; seu autocuidado é normal, sua alimentação é normal e seu nível de consciência também é normal.
Um PPS de 40% implica um paciente que passa a maior parte do tempo deitado; não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, necessita de ajuda a maior parte das vezes; sua ingestão alimentar é normal e em relação ao seu nível de consciência, pode estar sonolento ou em coma.
Um PPS de 20% implica um paciente restrito ao leito; que não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, ele está totalmente dependente; ainda apresenta uma ingestão alimentar normal e nível de consciência também normal.
O envelhecimento acarreta, fisiologicamente, alterações orgânicas que provocam modificações dos processos biológicos do indivíduo. Assinale a alternativa que apresenta uma alteração fisiológica decorrente do envelhecimento.
Mudança da composição corporal com aumento do percentual de água
Sarcopenia e diminuição da força muscular
Aumento da resposta beta-adrenérgica no aparelho cardiovascular
Diminuição dos seios e dos sulcos cerebrais
Aumento da resistência óssea mandibular por calcificação alveolar
Paciente masculino, 72 anos, encaminhado ao ambulatório de geriatria para avaliação após 4 episódios de quedas no último ano, sem maiores consequências. No exame físico, o paciente apresenta-se emagrecido, pesando 66Kg (perda de 5kg nos últimos 6 meses) com índice de massa corporal de 25kg/m2 , e circunferência da panturrilha de 31cm. Considerando a principal condição associada ao quadro descrito, qual a próxima etapa de avaliação diagnóstica?
Solicitar densitometria óssea.
Solicitar exames laboratoriais de bioquímica.
Aplicar teste de velocidade de marcha ou similar.
Realizar teste de sentar e levantar da cadeira com 5 repetições.
Mulher de 72 anos há um ano vem evoluindo com piora progressiva de movimentos estereotipados de língua e mandíbula e espasmos do pescoço, os quais dificultam a mastigação, sem comprometer a fala. Tem diagnóstico de hipertensão arterial há 20 anos, em uso de losartana 50 mg/dia e doença do refluxo gastroesofágico há 6 anos, em uso de omeprazol 20 mg/dia e metoclopramida 10 mg/dia. O diagnóstico mais provável é:
Crise convulsiva parcial
Parkinsonismo
Ataxia espinocerebelar
Acatisia
Discinesia tardia