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Sobre o manejo das alterações comportamentais no idoso com síndrome demencial, é correto afirmar que:
medidas comportamentais se mostraram pouco benéficas no controle dos sintomas neuropsiquiátricos da demência, motivo pelo qual não devem ser consideradas, na maioria dos casos, apenas como terapia adjuvante à medicamentosa
apesar de seu potencial efeito benéfico em pacientes com agitação psicomotora, pelo seu efeito sedativo, fármacos benzodiazepínicos pioram sintomas neuropsiquiátricos e, portanto, não devem ser utilizados em pacientes com demência
a prescrição de quetiapina deve ser considerada na maioria dos casos, pois apresenta efeito significativo no controle dos sintomas comportamentais e psicológicos das síndromes demenciais
antipsicóticos típicos apresentam boa segurança em pacientes com síndrome demencial e seu uso tem benefícios comprovados no tratamento de agitação psicomotora
Rodrigo tem 61 anos de idade e procurou a consulta por náuseas, vômitos persistentes e distensão abdominal progressiva. Ao exame apresenta abdome timpânico e peristalse com frequência aumentada. Não apresentou febre ou outros sintomas e queixas. O diagnóstico potencialmente grave a ser considerado, nessa avaliação, é:
hérnia umbilical
gastrite erosiva
obstrução intestinal
síndrome do intestino irritável
Paciente feminino, de 61 anos de idade, há alguns meses iniciou quadro de diarreia líquido pastosa moderada e alternada com constipação intestinal, artralgia e foto sensibilidade. Em seguida, passou a apresentar inapetência, náuseas, sangue e pus misturados com as fezes, além de febre baixa, dor abdominal em cólica e meteorismo intestinal. Evoluiu com piora dos sintomas e procurou serviço de emergência. Realizou hemograma completo que mostrou anemia e leucopenia. TC de abdome mostrou padrão de espessamento da mucosa e ausência de homogeneidade na densidade da parede. A principal hipótese diagnóstica é:
retocolite ulcerativa
diverticulite colônica
adenite mesentérica
tuberculose intestinal
Paciente masculino, 65 anos de idade, portador de cirrose hepática (etiologia vírus C) dá entrada no serviço de emergência, com história de apatia, dispraxia, desorientação temporal e comportamento inadequado, há 2 dias. Ao exame físico, chama atenção ascite volumosa, circulação colateral exuberante e asterixis. A alternativa correta é:
a principal hipótese diagnóstica é encefalopatia hepática grau I
rifaximina é efetiva como tratamento junto com a lactulona para prevenção de encefalopatia
L-ornitina L-aspartato é usada como primeira escolha independentemente da resposta ao tratamento convencional
a profilaxia antimicrobiana primária para prevenção dos episódios de encefalopatia não é recomendada neste paciente
Uma das condições que causa a insuficiência renal crônica dialítica, e que, mais frequentemente, se associa a aneurismas intracranianos e presença de divertículos colônicos é a:
amiloidose primária
hemocromatose hereditária
doença dos rins policísticos
doença de Berger (nefropatia por IgA)
Na avaliação da intensidade da anemia pelo exame clínico, o clareamento dos vincos palmares à manobra de hiperextensão das mãos, geralmente, estima a hemoglobina do paciente em:
menos de 10 g/dL
entre 9 e 11 g/dL
menos de 8 g/dL
entre 7 e 9 g/dL
Paciente, 61 anos de idade, internado com pancreatite aguda de origem biliar, há 48 horas. A alteração que denota gravidade no quadro está descrita na seguinte alternativa:
12500 leucócitos
glicemia 68 mg/dL
cálcio sérico 7,2 mg/dL
aumento do hematócrito em 10%, nessas 48 horas
Após a alta de paciente idoso que sofreu acidente vascular cerebral (AVC) do tipo isquêmico, devem ser solicitados exames complementares. A respeito desses exames, é correto afirmar que:
o ecocardiograma transtorácico é mais sensível na avaliação de causas cardíacas de AVC
é importante solicitar nova tomografia de crânio para avaliação da extensão da lesão, após a alta hospitalar
o ecodoppler de carótidas e vertebrais deve ser solicitado para avaliação de presença de placas de estenoses ou trombose
na avaliação laboratorial do paciente com AVC, é importante solicitar perfil lipídico, glicemia, ureia, creatinina, sódio e potássio, dispensando-se a avaliação de coagulograma
Dona Maria, 60 anos de idade, diabética e hipertensa, IMC = 33 m2/kg, em uso regular de losartana, anlodipino e metformina, está com os tornozelos inchados, há cerca de 2 meses. Nega trauma local, dispneia aos esforços, ortopneia ou tabagismo. Função renal e hepática normais. Exame clínico cardiovascular, pulmonar e abdominal normais. Em ambos os membros inferiores, apresenta varizes de médio calibre, área de pele escurecida e edema (3+/4+), frio, mole e com cacifo, em regiões perimaleolares. Pulsos pediosos presentes e simétricos. Neste caso, a principal hipótese diagnóstica e melhor terapêutica proposta são, respectivamente:
trombose venosa profunda / prescrição de trombolíticos
linfedema, devido ao seu IMC / reeducação alimentar associada a perda de peso
insuficiência venosa periférica / prescrição de meias elásticas compressivas e retirada do anlodipino
edema ortostático / elevação intermitente dos membros inferiores associada a exercícios físicos aeróbicos
Pedro, 60 anos de idade, há um mês vem apresentando poliartralgia bilateral simétrica, que acomete punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos. Emagreceu no último mês, tem apresentado fezes com sangue vivo ao menos em três ocasiões, nos últimos trinta dias, embora não tenha tido mudança em seu padrão de evacuações. No exame físico apresenta febre baixa e dor abdominal difusa à palpação. Perdeu 2 kg em relação à última consulta. No toque retal, apresenta sangue em dedo de luva, sem fissuras ou hemorroidas perceptíveis. Não há acometimento perianal. Considerando- se esses achados, o exame mais indicado para investigação e o diagnóstico mais provável são, respectivamente:
petscan / neoplasia intestinal
colonoscopia / doença de Crohn
retossigmoidoscopia / retocolite ulcerativa
endoscopia digestiva alta / lesões de Dieulafoy