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Referente aos efeitos colaterais mais comuns da maprotilina, assinale a alternativa CORRETA.
Abstinência, ataxia, déficit de atenção, fadiga, sedação e sonolência.
Acne, aumento do apetite, edema, fezes amolecidas, ganho de peso, gosto metálico, náuseas, polidipsia, poliúria e tremores finos.
Boca seca, cefaleia, constipação intestinal, hipotensão postural, sedação e visão borrada.
Ataxia, cefaleia, diplopia, distúrbio gastrintestinal, rash cutâneo (maculopapular), sonolência e tontura.
Com o envelhecimento, há uma modificação do ciclo sono-vigília e, dessa forma, as queixas de insônia e sono não reparador devido despertares noturnos são frequentes. Em um paciente idoso, com quadro de insônia e transtorno de humor depressivo/ansioso, já tendo sido abordada a higiene do sono sem melhora dos sintomas, assinale a alternativa que apresenta qual é a melhor escolha terapêutica.
Trazodona
Clonazepam
Amitriptilina
Difenidramina
Paciente de 74 anos apresenta quadro de perda não controlada de urina de volume moderado, que ocorre imediatamente após uma necessidade urgente e incontrolável de urinar. Foi prescrita a oxibutinina, com intuito de redução da frequência e maior controle da micção. Entretanto, a paciente começou a se queixar de sonolência, tontura, boca seca e constipação.
Essas reações adversas da oxibutinina se devem ao seu potente efeito
colinérgico.
antimuscarínico.
alfa-adrenérgico.
serononinérgico.
antihistamínico.
Homem de 70 anos, diabético há 10 anos, em uso das seguintes medicações: Metformina 850mg a cada 8 horas, Glibenclamida 5mg antes do almoço e jantar; Pioglitazona 30mg/dia e Vildagliptina 50mg/dia. Compareceu em consulta de rotina queixando-se de episódios de sudorese, mal-estar e fraqueza importantes. Nessas ocasiões chegou a aferir a glicemia capilar com o aparelho da esposa que usa insulina, verificando valores abaixo de 50mg/dl. Assinale a alternativa que apresenta a medicação com maior risco de causar hipoglicemia neste paciente.
Metformina
Glibenclamida
Pioglitazona
Vildagliptina
Assinale a alternativa correta em relação ao controle da glicemia em um idoso diabético, com um declínio cognitivo moderado a grave, doenças crônicas em estágio avançado e pelo menos duas atividades para as atividades instrumentais comprometidas.
Meta de hemoglobina glicada: 7,0 a 7,5%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hipoglicemia, considere a prescrição de glitazona para o controle da glicemia.
Meta de hemoglobina glicada: < 8,0%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia, considere a prescrição de sulfonilureia para o controle da glicemia.
Descarte a hemoglobina glicada como meta do controle do diabetes mellitus, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia; considere a prescrição de insulinoterapia de curta e longa ação para o controle da glicemia.
Meta de hemoglobina glicada: < 8,0%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia, considere a prescrição de metiglinida para o controle da glicemia.
Descarte a hemoglobina glicada como meta do controle do diabetes mellitus, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hipoglicemia, considere a prescrição de biguanidas para o controle da glicemia.
Assinale a alternativa que apresenta o perfil de idoso que mais se beneficiaria da aplicação da avaliação geriátrica ampla (AGA).
65 anos, robusto e com hipertensão arterial sistêmica.
68 anos, acamado e com câncer de pulmão metastático.
82 anos, frágil e com estenose aórtica moderada.
78 anos, acamado e com demência em estágio avançado.
73 anos, robusto e com hiperplasia prostática benigna.
Na avaliação física do idoso considera-se como ponto de corte para força muscular diminuída, na medida realizada pelo dinamômetro para avaliação da força de preensão palmar e no teste de levantar e sentar na cadeira (5 movimentos), respectivamente, os valores:
<30 kg para homens e <20 kg para mulheres; >15 segundos.
<27 kg para homens e <16 kg para mulheres; >20 segundos.
<27 kg para homens e <16 kg para mulheres; >15 segundos.
<30 kg para homens e <20 kg para mulheres; >20 segundos.
<27 kg para homens e <16 kg para mulheres; >10 segundos.
Assinale a alternativa correta em relação ao envelhecimento e a sua relação com o Diabetes Mellitus.
Quando iniciam com Diabetes Mellitus, os idosos nunca necessitam de insulina.
O Diabetes Mellitus pode manifestar-se de forma errática e não progressiva em idosos.
Em situações de stress, os idosos desencadeiam quadro de diabetes que não reverte quando a situação estressante desaparece.
A perda de reserva fisiológica de gordura corporal é o fator determinante para o aumento da prevalência de diabetes com o avançar da idade.
A insulina diminui com a idade e geralmente se manifesta como glicemia de jejum e hb glicada normais.
Idosa de 64 anos, apresenta quadro de perda urinária crônica em pequena quantidade, predominantemente diurna e relacionada a episódios de tosse ou espirro. Assinale a alternativa com opções terapêuticas adequadas ao tipo de incontinência apresentada pela paciente.
Treinamento vesical e medicamentos agonistas de receptor β-3.
Exercícios de Kegel e medicamentos antimuscarínicos.
Estimulação percutânea de nervo tibial e aplicação de toxina botulínica.
Implantação de esfíncter artificial e reposição de estrógenos.
Cirurgia de sling mediouretral e fisioterapia pélvica com biofeedback.
Paciente masculino, 45 anos, diabético tipo 1 em uso de insulina – trazido ao PS com quadro de convulsões tônico-clônica generalizadas há cerca de 15 minutos após uso de bolus de insulina regular, segundo familiares. Vinha em tratamento de depressão grave com ideação suicida e início recente de sertralina.
Qual a conduta imediata, após garantir proteção de vias aéreas?
Glicose 50% endovenoso.
Midazolam intramuscular.
Diazepam endovenoso.
Fenitoína endovenosa.
Paciente de 62 anos, robusto, com antecedente de hipertensão arterial controlada, vem para a consulta de geriatria após realização de exames de rotina. O perfil lipídico evidencia colesterol total: 197 mg/dL; LDL-colesterol: 136 mg/dL; HDL-colesterol: 35 mg/dL e triglicérides: 130 mg/dL. O escore de risco global mostra 21,6% de risco de infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, insuficiência cardíaca ou insuficiência vascular periférica em 10 anos. A meta de LDL-colesterol para esse paciente é:
< 50 mg/dL.
< 70 mg/dL.
< 100 mg/dL.
< 130 mg/dL.
< 160 mg/dL.
Paciente masculino, 75 anos, ex-professor universitário, comparece à consulta de retorno trazendo exames de investigação de queixa cognitiva solicitados por colega externo. Paciente e esposa relatam esquecimentos corriqueiros, com impacto em atividades diárias mais complexas, como dirigir, e no manejo financeiro. Apresenta Mini-exame do estado mental com escore de 25 pontos. Escala de Lawton com prejuízo leve e Escala de Katz com escore normal. Exame físico sem maiores achados. Ressonância de encéfalo mostra atrofia cortical e de hipocampos, sem outros achados de importância. Hemograma, perfil glicêmico, função renal, tireoidiana e hepática normais; dosagens de vitamina B12 e ácido fólico normais e sorologias negativas. Nega comorbidades prévias ou uso de medicamentos.
Qual conduta farmacológica está indicada?
Manter sem medicação e reavaliar cognição no retorno.
Prescrever donepezila agora e memantina no retorno.
Prescrever memantina em dose progressiva.
Prescrever rivastigmina em dose progressiva.
Constituem a segunda maior causa de demência, na maior parte dos estudos epidemiológicos no Brasil e no mundo. Entretanto, ainda não há consenso sobre seu mecanismo fisiopatológico. Os pacientes tipicamente apresentam-se com síndrome demencial do tipo corticosubcortical, na qual os sintomas primários são de déficit nas funções executivas ou déficits focais múltiplos:
Demência vascular.
Demência de Alzheimer.
Demência mista.
Demência crônica.
Demência aguda.
Mulher de 70 anos, com funcionalidade preservada para atividades instrumentais de vida diária, já diagnosticada com Diabetes Mellitus, comparece em retorno ambulatorial com hemoglobina glicada de 8,5%. Paciente possui ainda hipertensão, osteoporose, doença renal crônica estágio 2 e insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 40%. Considerando que paciente já faz uso da dose máxima de metformina, assinale a alternativa que contenha a medicação a ser prescrita com maior benefício neste contexto.
Glimepirida
Glibenclamida
Pioglitazona
Dapagliflozina
Vildagliptina
Sobre os aspectos neuropsicológicos do envelhecimento, considere a alternativa incorreta:
A definição de quais e como as funções psíquicas se modificam no decorrer dos anos permitiu a consideração de que o idoso não seja tratado como um ser limitado cognitivamente, mas que requer a adaptação de estímulos ambientais para possuir funcionalidade comparável à de adultos jovens.
O termo cognição corresponde à faixa de funcionamento intelectual humano, incluindo percepção, atenção, memória, raciocínio, tomada de decisões, solução de problemas e formação de estruturas complexas do conhecimento.
A grande dificuldade acerca do envelhecimento é o limite entre alterações cognitivas normais e patogênicas. O desenvolvimento do conhecimento sobre os vários tipos de demências, o avanço dos métodos de neuroimagem e estudos científicos apropriados permitiram o julgamento sobre o limite entre saúde e doença no idoso.
O conhecimento da evolução neuropsicológica permite aferir se alguma função cognitiva prejudicada significa doença. As habilidades que sofrem declínio com a idade são: velocidade de pensamento e habilidades visuoespaciais, enquanto as que se mantém inalteradas são: memória de trabalho, inteligência verbal, atenção básica, habilidade de cálculo e a maioria das habilidades de linguagem.
As regiões mais sensíveis às alterações do envelhecimento localizam-se no lobo frontal e, possivelmente, no lobo temporal medial. As alterações dos órgãos dos sentidos (visão, audição etc.) dificultam o acesso às informações e o aprendizado.
A tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação é recomendada pela United States Preventive Services Task Force (USPSTF) e pela American Cancer Society (ACS) para rastreamento anual de câncer de pulmão em indivíduos na faixa etária entre:
50 a 70 anos sendo tabagistas atuais ou que pararam de fumar há menos de 15 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 30 maços/ano.
55 a 75 anos sendo tabagistas atuais ou que pararam de fumar há menos de 10 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano.
50 a 80 anos sendo tabagistas atuais ou que pararam de fumar há menos de 15 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano.
55 a 85 anos sendo tabagistas atuais ou que pararam de fumar há menos de 10 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 30 maços/ano.
50 a 75 anos sendo tabagistas atuais ou que pararam de fumar há menos de 20 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 30 maços/ano.
A terapia antiplaquetária inicial, indicada para síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST, em paciente idoso que será submetido a cateterismo dentro das primeiras 24 horas, é:
ácido acetilsalicílico 300 mg na sala de emergência e abciximab 0,25 mg/kg na sala de hemodinâmica.
clopidogrel 600 mg na sala de emergência e ticagrelor 180 mg na sala de hemodinâmica.
ácido acetilsalicílico 300 mg na sala de emergência e tirofiban 10 µg/kg na sala de hemodinâmica.
clopidrogrel 600 mg na sala de emergência e abciximab 0,25 mg/kg na sala de hemodinâmica.
ácido acetilsalicílico 300 mg na sala de emergência e prasugrel 60 mg na sala de hemodinâmica.
Uma senhora de 68 anos vem à consulta geriátrica com queixas de dores articulares em ambos os joelhos e nas mãos, e que pela manhã, as juntas estão duras.
Assinale a alternativa correta em relação ao caso descrito.
O quadro clinico de dores em pequenas articulações com rigidez matinal sugere artrite gotosa como causa principal.
Nódulos inflamatórios em articulações metacarpofalangeanas são altamente sugestivos no caso de artrite psoriásica.
Caso a paciente apresente rigidez matinal por mais de 60 minutos, o diagnóstico é de artrite reumatoide.
Na possibilidade de tratar-se de osteoartrite esperaria se encontrar agravo das dores articulares ao repouso articular.
Na artrite reumatoide, o achado dos nódulos de Heberden e Bouchard completa o exame físico para o diagnóstico.
Sobre essa paciente, pode-se dizer que o seu quadro clínico é de
insuficiência cardíaca crônica e baixo débito cardíaco.
insuficiência cardíaca aguda e baixo débito cardíaco.
insuficiência cardíaca crônica sem baixo débito cardíaco.
insuficiência cardíaca aguda sem baixo débito cardíaco.
O transtorno neurocognitivo leve (TCL) é uma condição frequente e muitas vezes subdiagnosticada na população idosa, principalmente quando não é percebido pelo paciente ou familiares. Em relação a esta condição, marque a alternativa correta.
É importante para o diagnostico de TCL a confirmação do impacto funcional relevante nas atividades de vida diária.
O diagnóstico e o tratamento precoce com medicações anticolinesterásicas são importantes para desacelerar o declínio cognitivo e funcional.
O TCL pode evoluir com melhora cognitiva, não necessariamente evoluindo com piora clínica.
Evitar drogas antidepressivas, ansiolíticos ou hipnóticas é importante para que não haja interferência na cognição.
O TCL possui pouca expressão clínica, sendo uma condição diferente das demências ou transtornos cognitivos maiores. Neste contexto, seu acompanhamento não é importante e normalmente sua presença é relacionada ao próprio envelhecimento.