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Em relação às especificidades da hipertensão arterial sistêmica em pessoas idosas, assinale a alternativa correta.
A hipertensão sistólica isolada não necessita ser tratada.
As doses iniciais dos anti-hipertensivos são as mesmas preconizadas para os adultos jovens.
A pseudo-hipertensão e hipotensão postural são irrelevantes.
As metas do tratamento devem ser individualizadas.
Os diuréticos devem ser evitados.
Um dos principais riscos a que a população idosa está sujeita é o sobretratamento. É muito comum encontrar prescrições que não vão influenciar a qualidade de vida nem prolongar o tempo de vida da pessoa idosa, o que poderá gerar riscos superiores aos benefícios. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta uma situação clínica que representa um sobretratamento em uma população idosa.
uso de sulfonilureias para DM tipo 2, em população acima de oitenta anos de idade
uso de estatina em alto risco cardiovascular, em pessoas acima de 65 anos de idade
uso de IECA para HAS, em pós‑IAM, após os oitenta anos de idade
uso de tiotrópio para DPOC após os 75 anos de idade
uso de sertralina para depressão após os noventa anos de idade
Mulher de 62 anos procurou atendimento em atenção primária devido piora dos tremores em mãos. Após avaliação com anamnese e exame físico minuciosos, dado diagnóstico de Tremor Essencial e prescrito betabloqueador com previsão de retorno para reavaliação. Considere as características abaixo:
I. Tremor de repouso em “contar de moedas”.
II. Tremor fino e rápido associado à história familiar.
III. Piora com ansiedade e melhora após uso de álcool.
Assinale a alternativa que contenha apenas as características relacionadas ao tremor essencial.
I apenas
II e III apenas
I, II e III
II apenas
Paciente de 80 anos comparece em serviço de emergência devido quadro de taquicardia. Em avaliação inicial apresentava frequência cardíaca acima de 150 batimentos por minuto, pressão arterial de 140x90 mmHg, saturação de 95% em ar ambiente. Paciente consciente e orientada. Possui hipertensão e dislipidemia, sem demais comorbidades conhecidas. Realizado eletrocardiograma com traçado abaixo:

Considerando o caso acima e a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
Trata-se de quadro de fibrilação atrial de alta resposta. Devido instabilidade da paciente, deve-se realizar cardioversão elétrica com prescrição de anticoagulante concomitante
Trata-se de uma taquicardia sinusal. Deve-se prescrever betabloqueador para a paciente visando controle da frequência cardíaca
A paciente encontra-se com fibrilação atrial de alta resposta. Não há indicação de cardioversão elétrica, mas apresenta indicação de anticoagulação pela pontuação de CHA2DS2-VASc
Trata-se de uma taquicardia supraventricular. Deve-se realizar manobra de valsalva com prescrição de adenosina em caso de falha da manobra
Trata-se de fibrilação atrial de alta resposta. Para essa paciente, não há a indicação de anticoagulação pela pontuação de CHA2DS2-VASc
Homem de 60 anos, solteiro, professor de matemática. Há alguns meses iniciou alteração comportamental importante não compatível com personalidade prévia. Paciente fala palavrões e chegou a ofender alunos em sala. Foi visto nu em rua da residência e chegou a manipular regiões genitais no trabalho. Apesar de participar de projetos sociais durante toda a vida, abandonou os projetos nos últimos meses. Em decorrência do quadro, paciente foi afastado de suas atividades. Passou em consulta médica com realização de diversos testes com prejuízo maior de domínio comportamental e executivo. Em investigação realizado SPECT cerebral com hipoperfusão frontal.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
A investigação de familiares com quadros semelhantes é irrelevante, visto não haver casos em que há hereditariedade associada
A piora progressiva e sustentada do quadro são típicas de um quadro de Delirium e, dessa forma, a presença de um quadro demencial é descartada
O exame de imagem é pouco específico para o quadro e, dessa forma, sua realização não é recomendada, devendo-se realizar o diagnóstico apenas pela avaliação neuropsicológica
O tratamento com inibidor de recaptação de serotonina é uma alternativa, principalmente para a melhora comportamental e de sintomas de compulsividade
O principal tratamento consiste na administração de anticolinesterásicos, com ótima resposta a curto prazo, embora não altere o prognóstico da doença
Idoso de 75 anos apresenta episódios de tontura de rápida duração (menos de um minuto) causada por movimentação da cabeça (quando vira a cabeça na cama ou se curva para pegar algo) há uma semana. Relata ter apresentado uma queda, sem perda da consciência, no primeiro dia e quadro de náusea até o terceiro dia da crise.
Assinale a alternativa que apresenta o tratamento mais adequado para essa tontura.
Betaistina.
Meclizina.
Manobra posicional.
Prednisona.
Ginkgo biloba.
Assinale a alternativa que indica corretamente a manifestação clínica para a síndrome da bexiga hiperativa que acomete idosos.
Hematúria.
Noctúria apenas.
Disúria e noctúria.
Frequência urinária com mais de oito micções por 24 horas.
Dispareunia nas mulheres e impotência sexual nos homens.
Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a principal causa de hemorragia digestiva baixa em pacientes idosos:
Angiodisplasia
Doença Diverticular
Polipose colônica
Câncer colorretal
Considerando o conceito operacional de fenótipo de fragilidade física usado no Cardiovascular Health Study (CHS), também conhecido como fenótipo de fragilidade de Fried, podemos afirmar, EXCETO:
Esse instrumento não leva em consideração a dimensão cognitiva para definir de fragilidade.
São avaliados, de acordo esse instrumento: perda de peso não intencional, fraqueza, exaustão autoreferida, velocidade de marcha e nível de atividade física.
São avaliados 5 critérios e a presença de 2 ou mais critérios definem o idoso como frágil.
A gravidade da fragilidade, avaliada por esse instrumento, está associada ao risco de incapacidade funcional, mesmo na ausência de evento agudo precipitante.
Mulher de 62 anos, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo II, dislipidemia e queixas subjetivas de memória, retornou para consulta com TSH atual de 8mU/L e T4 livre de 1,5ng/dL (referência: 0,7 a 1,8ng/dL). No exame anterior, colhido há 6 meses, o resultado do TSH foi 7,5mU/L. Na consulta atual, a melhor recomendação quanto a conduta é:
não iniciar levotiroxina, pois o TSH foi inferior a 10mU/L.
considerar tratamento com levotiroxina devido a queixa cognitiva.
não iniciar levotiroxina, pois o risco de isquemia miocárdica é elevado.
considerar tratamento com levotiroxina devido ao alto risco cardiovascular.
Idoso de 67 anos, viúvo, bancário aposentado. Procura atendimento médico em decorrência de dor lombar persistente, sem melhora após uso de antiinflamatórios. Solicitada radiografia de coluna com presença de fratura patológica em vértebra T12 e L1. Paciente relata ainda sensação de fadiga persistente nos últimos meses, porém associou a humor depressivo após falecimento da esposa. Realizados exames laboratoriais com presença de anemia discreta e lesão renal.
Considerando o caso acima e a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
A suspeita de mieloma múltiplo existe, embora paciente esteja fora da faixa etária de maior acometimento da doença, cuja incidência é maior em indivíduos abaixo dos 50 anos
A presença de pico monoclonal é frequente tanto na eletroforese de proteínas do soro quanto na eletroforese de proteínas da urina de 24 horas
A realização de mielograma e biópsia de medula óssea são indicadas em poucos casos, visto exames laboratoriais serem suficientes para determinar o diagnóstico
É provável que o paciente apresente dor ao repouso, principalmente em período noturno. A presença de plasmocitoma em costela também é frequente
A principal hipótese diagnóstica é de leucemia linfocítica crônica. Nesse caso a realização de biópsia de medula óssea é mandatória para definição de plano terapêutico
Paciente de 70 anos, apresenta quadro de dor e edema em articulações metacarpofalangeanas, interfalangeanas, punhos, cotovelos e joelhos bilateralmente, associado a rigidez matinal de duração de mais de 1 hora. Ao exame físico, apresenta nódulos justarticulares próximos às articulações metacarpofalangeanas e deformidade em extensão dos dedos, caracterizando dedos “em pescoço de cisne”.
O quadro clínico sugere o diagnóstico mais provável de
artrite gonocócica.
artrite psoriásica.
lúpus eritematoso sistêmico.
artrite reumatoide.
osteoartrose.
Idoso de 87 anos com hipertensão arterial e fibrilação atrial crônica apresenta CHA2DS2 -VASc com escore 3 e HAS-BLED com escore 2. Com relação à terapia antitrombótica é correto afirmar que o paciente
deve receber um anticoagulante oral, pois o escore do CHA2DS2 -VASc indica alto risco de acidente vascular encefálico e o escore HAS-BLED indica baixo risco de sangramento.
deve receber um antiagregante plaquetário, pois o escore do CHA2DS2 -VASc indica baixo risco de acidente vascular encefálico e o escore HAS-BLED indica alto risco de sangramento.
não deve receber nem anticoagulante oral nem antiagregante plaquetário, pois o escore do CHA2DS2 -VASc indica baixo risco de acidente vascular encefálico e o escore HAS-BLED indica alto risco de sangramento.
deve receber um anticoagulante oral e um antiagregante plaquetário, pois o escore do CHA2DS2 -VASc indica alto risco de acidente vascular encefálico e o escore HAS-BLED indica baixo risco de sangramento.
não deve receber nem anticoagulante oral nem antiagregante plaquetário, pois pelo fato de se tratar de um indivíduo do grupo dos muito idosos torna-se desnecessário aplicar os escores CHA2DS2 -VASc e HAS-BLED.
Com o envelhecimento, são esperadas uma série de mudanças na fisiologia do organismo, incluindo alterações no metabolismo e na excreção de diversos fármacos, o que exige que as doses de alguns medicamentos sejam ajustadas. Sobre as alterações farmacocinéticas decorrentes do processo normal do envelhecimento e as suas repercussões clínicas, é(são) considerada(s) mudança(s) esperada(s):
Aumento do metabolismo oxidativo hepático.
Aumento do volume de distribuição de fármacos hidrossolúveis.
Redução do pH gástrico, elevando a absorção de fármacos lipossolúveis.
Aumento do volume de distribuição e meia-vida de fármacos lipossolúveis.
A cascata medicamentosa começa quando um medicamento é prescrito, ocorre um evento adverso, e um novo medicamento é prescrito para tratar esse evento adverso. Assinale a alternativa que exemplifica o que poderia ser uma cascata medicamentosa.
Glibenclamida e losartana.
Atenolol e anlodipino.
Amiodarona e levotiroxina.
Valsartana e sacubitril.
Insulina e metformina.
Um dos diagnósticos diferenciais das síndromes parkinsonianas em idosos é o parkinsonismo medicamentoso ou induzido por uma substância. A substância pode levar ao parkinsonismo devido a sua ação antidopaminérgica é
a nifedipina.
o atenolol.
a cinzarizina.
a pregabalina.
o clonazepam.
Paciente de 86 anos, portadora de hipertensão arterial de difícil controle, incontinência urinária de urgência em uso de fralda geriátrica, obesidade, diabetes mellitus tipo II, sem resposta adequada ao uso de metformina oral.
Para esse caso, os inibidores da enzima SGLT-2 (sodium-glucose cotransporter 2), como a dapaglifosina ou empaglifosina, se indicados, devem ser usados com cautela porque
levam à glicosúria, contribuindo para infecções urinárias e genitais.
apresentam alto risco de hipoglicemia, pois impedem a reabsorção de glicose nos túbulos renais.
levam ao aumento da pressão arterial, sendo necessário o ajuste de medicamentos anti-hipertensivos.
não foram ainda aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA para uso recorrente no Brasil.
podem promover o aumento do peso e contribuir para síndrome metabólica.
Homem de 62 anos procurou atendimento em atenção primária devido queixa de tremor e quedas frequentes. Em avaliação, apresentava, além de bradicinesia, as seguintes alterações:
I. Tremor de repouso
II. Instabilidade postural
III. Acometimento assimétrico, unilateral
Considerando o caso acima, bem como os critérios para o diagnóstico de Parkinson, assinale a alternativa correta.
A presença de bradicinesia associada ao tremor em repouso já são suficientes para fechar o diagnóstico de Doença de Parkinson
O tremor de repouso não é critério obrigatório para o diagnóstico de síndrome parkinsoniana
O acometimento assimétrico e unilateral não é típico da Doença de Parkinson
O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico, não sendo necessário descartar outras patologias
O histórico de quedas do paciente não tem correlação com a Doença de Parkinson em sua fase inicial, aparecendo somente após 10 anos de doença
A osteoartrite (OA), forma mais comum de doença articular, afeta principalmente quadris, joelhos, mãos e pés, levando a grande incapacidade e perda de qualidade de vida, sobretudo na população idosa. cartilagem tradicionalmente recebe a maior atenção no estudo da OA devido à grosseira destruição encontrada em espécimens patológicos e estudos de imagem, assim como devido a imensa quantidade de processos biológicos nela ativados. Eventos chave que ocorrem na cartilagem incluem o desbalanço metabólico e o surgimento de sinalizadores de degradação, estimulados por cascatas de citocinas, e a produção de mediadores inflamatórios. Em pacientes com OA, os condrócitos, assim como as células sinoviais, produzem níveis aumentados de citocinas inflamatórias, como a interleucina 1β (IL-1β) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), que, por sua vez, diminuem a síntese de colágeno e aumentam mediadores catabólicos, como metaloproteinases (MMPs) e outras substâncias inflamatórias como, exceto:
Interleucina 12 (IL-12).
Interleucina 8 (IL-8).
Interleucina 6 (IL-6).
Prostaglandina E2 (PGE2).
Óxido nítrico (NO).
Sobre o uso de inibidores de acetilcolinesterase (AChE) em pacientes com transtornos cognitivos, podemos afirmar, EXCETO:
Os efeitos adversos mais comuns nessa classe são náuseas, anorexia e diarreia.
Bradicardia, bloqueio átrio-ventricular e síncope são efeitos adversos potencialmente graves relacionados a essa classe de medicamentos.
A maioria dos pacientes em uso de inibidores de AChE apresenta uma melhora significativa da cognição.
Os inibidores de AChE não têm se mostrado efetivos nos quadro de comprometimento cognitivo leve e, por isso, são recomendado essencialmente nos pacientes que já tem o diagnóstico de demência.