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Mulher de 65 anos, com diabética e dislipidemia há 3 anos, apresenta em consulta PA de 160/100 mmHg, sem tratamento farmacológico para hipertensão arterial. Traz relato de outras mensurações com esses níveis, realizadas na Unidade de Saúde. Exames laboratoriais revelam creatinina de 1,6 mg/dL e urina com microalbuminúria. Assinale a alternativa que apresenta qual medicação está mais indicada para o tratamento inicial da hipertensão arterial desta paciente.
Inibidor da ECA
Beta-bloqueador
Diurético
Atensina
Nifedipina
Durante consulta de homem branco de 75 anos de idade você observa que ele tem uma úlcera na região da testa, não referida como queixa. O paciente refere que a lesão se iniciou com um nódulo semelhante a uma “espinha” há cera de dois anos e cresceu lentamente e há alguns meses sangra e forma crostas. Ao exame trata-se de uma lesão nodular avermelhada, pouco dolorosa e com ulceração central. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstco mais provável.
Melanoma
Carcinoma basocelular
Carcinoma espinocelular
Verruga simples
Abscesso nodular cutâneo
Homem de 78 anos é atendido em Unidade de Emergência. Esposa refere que o paciente apresenta há 3 dias tosse com expectoração, temperatura de 37,8° C, que melhora com paracetamol, retornando após 8 horas. Há 1 dia ficou mais sonolento e confuso, falando coisas desconexas. Tem história de engasgos frequentes por problema na prótese dentária. Ao exame físico geral apresenta PA = 120 x 75 mmHg, frequência cardíaca = 110 bat/min, saturação de O2 em ar ambiente de 95%, frequência respiratória de 32 ipm e confusão mental. Exame respiratório: compatível com síndrome de condensação pulmonar em 1/3 inferior do pulmão esquerdo. Ao exame radiológico: condensação em 1/3 inferior do pulmão direito. É portador de diabetes mellitus e não utilizou antimicrobiano nos últimos seis meses. É realizado diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade. Com esses dados assinale a alternativa que apresenta qual o local e a terapia antimicrobiana, respectivamente, mais apropriados.
Internação em unidade de terapia intensiva, ertapenem
Internação em enfermaria, azitromicina associada com amoxacilina-clavulanato
Internaçao em enfermaria, cefepima
Ambulatorial, fluorquinolona associada com azitromicina
Ambulatorial, azitromicina associada com amoxacilina-clavulanato
Mulher de 70 anos de idade comparece ao consultório, acompanhada de sua filha, com queixa de evacuações com fezes líquidas (5 vezes ao dia nos últimos 5 dias), aumento do volume abdominal, dor abdominal e confusão mental, há cerca de 5 dias. Filha relata que sua mãe utiliza imipramina na dose de 75 mg/dia há 1 ano. Antes dessa medicação apresentava evacuações com fezes endurecidas e ressecadas, geralmente a cada 7 dias. Houve perda ponderal não intencional de 3 Kg no último ano. Sobre o exposto, assinale a alternativa correta.
Trata-se de caso de diarreia aguda, sendo indicado hidratação e probióticos
O quadro clínico pode ser causado por fecaloma
Devemos substituir a imipramina pela nortriptilina, pois esse último fármaco apresenta menor risco de constipação intestinal
Está indicado a prescrição de óleo mineral para acelerar o tempo do trânsito intestinal
Como conduta inicial está indicado a realização de colonoscopia e endoscopia digestiva alta
As estatinas, de uma forma geral, são drogas seguras e eficazes. Entretanto, os idosos fazem parte de um grupo populacional particularmente suscetível a efeitos colaterais de medicamentos, especialmente quando há polifarmácia. Assinale a alternativa que define a intolerância a estatina:
Incapacidade em tolerar quatro estatinas em qualquer dose.
Sintomas musculares intoleráveis, dor muscular, fraqueza ou câimbras associadas à elevação da creatinofosfoquinase a 12 vezes o limite superior da normalidade.
Miopatia grave, sintomas musculares com elevação discreta da creatinofosfoquinase cuja etiologia pode ser atribuída a estatina por apresentar relação temporal plausível (zero a 12 semanas).
Persistência dos sintomas ou resolução mesmo com a descontinuação da estatina (habitualmente em 2 a 4 semanas).
Incapacidade em tolerar aumento da dose acima das dosagens dos seguintes medicamentos: rosuvastatina, 5mg; atorvastatina, 10 mg; sinvastatina, 20 mg; pravastatina, 20 mg; lovastatina, 20 mg; ou fluvastatina, 40 mg.
Assinale a seguir a alternativa incorreta sobre comprometimento cognitivo leve (CCL).
O paciente que apresenta CCL demonstra mínima interferência em suas atividades da vida diária, habitualmente.
Diferenciar CCL de envelhecimento normal pode ser uma tarefa difícil, tendo em vista que esquecimentos sutis e dificuldade de lembrar palavras podem ser alterações normais para a idade.
No tratamento do CCL, é fundamental a prescrição de medicações neuroprotetoras comuns que contenham colina, vitaminas, fosfolipídios ou selênio, os quais são fundamentais com importante impacto na progressão da doença.
O diagnóstico é essencialmente clínico e embasado nos testes de avaliação cognitiva e funcional.
A tomografia computadorizada de crânio ou a ressonâcia nuclear magnética, se possível, devem ser realizadas para descartar outras patologias cerebrais.
Não é atividade instrumental da vida diária conseguir
fazer compras.
preparar suas próprias refeições.
usar o telefone.
comer sem ajuda.
cuidar das finanças.
Em relação ao quadro de Hipertensão arterial sistêmica no idoso, assinale a alternativa correta.
O fármaco utilizado é mais importante que o nível da pressão atingida no paciente idoso.
Betabloqueadores, anti-hipertensivos de ação central e vasodilatadores diretos são utilizados como medicamentos de primeira linha no tratamento.
Pacientes com hipertensão supina/hipotensão ortostática se beneficiam de anti-hipertensivos com meia-vida curta.
A hipertensão secundária é menos frequente na população idosa, dados os casos secundários de hipertensão já terem sido diagnosticados no adulto jovem.
Os idosos, independentemente de serem frágeis ou não, podem ser tratados de maneira mais intensa no controle pressórico.
Quanto ao tratamento da hipertensão arterial no idoso, assinale alternativa correta.
Ao iniciar a terapia medicamentosa, convém fazer com dose usual cheia (total), independentemente da presença da fragilidade ou comorbidades.
A pressão, sempre que aumentada, deve ser baixada mais rapidamente em alguns dias, evitando continuidade dos danos.
Em idosos frágeis, o tratamento combinado deve ser evitado como terapêutica inicial.
Uso de formulações combinadas não influencia na adesão terapêutica dos idosos.
Em casos que precisem de três fármacos para controle da pressão, se recomenda o uso de um inibidor da enzima conversora de angiotensina, ou bloqueador do receptor da angiotensina, associado a um bloqueador do canal de cálcio e um betabloqueador.
Quanto ao uso de vitamina D na prevenção de quedas, segundo a Sociedade Americana de Geriatria (AGS), é correto afirmar que
se recomenda o nível sérico de 20 ng/mL para a meta de prevenção de fraturas em idosos frágeis.
a suplementação mínima indicada é de 10.000UI/Dia para idosos vivendo na comunidade e com risco de quedas.
não é necessário o monitoramento do nível sérico da vitamina D para garantir a segurança ou eficácia da suplementação, quando em doses recomendadas pelas sociedades de geriatria.
se solicita, para monitoramento, a dosagem de 25-OH-vitamina D a cada 4 semanas.
a suplementação de vitamina D, na prevenção de risco de quedas, é um consenso entre todas as sociedades científicas médicas.
Em relação ao tratamento dos casos de tontura em pacientes idosos, assinale a alternativa correta.
O tratamento farmacológico é o mais importante, diferenciando-se sua aplicação pela fisiopatologia e com indicação de seu uso por tempo indeterminado.
Os principais fármacos utilizados são os antagonistas de receptores H2, como a meclizina e a ebastina.
Os bloqueadores dos canais de cálcio, como flunarizina e cinarizina, são excelentes medicamentos que podem e devem ser utilizados nos idosos, com poucos efeitos colaterais no tratamento.
Nos quadros agudos, devem ser usados também benzodiazepínicos para controle de vertigem e dos sintomas auditivos.
Os corticoides não têm aplicabilidade clínica em eventos de tonturas nos idosos.
No tratamento das lesões por pressão, está incorreta a seguinte associação entre fármacos e indicação:
ácidos graxos essenciais – presença de necrose.
filme transparente – proteção de pele íntegra.
hidrogel – lesão por pressão estágio I e II.
carvão ativado – quando houver infecção.
colagenose – desbridamento enzimático de crostas e tecidos necróticos.
Sobre a bacteriúria assintomática, assinale a alternativa correta.
A bacteriúria assintomática é considerada fator de risco para infecção urinária e deve sempre ser tratada.
A bacteriúria assintomática deve ser rastreada em todo idoso institucionalizado.
A Escherichia coli é a bactéria mais comumente isolada e tende a ser menos virulenta nesse contexto.
A presença de piúria é um indicativo de infecção urinária, e não de bacteriúria.
A presença de bacteriúria assintomática está associada a maior incidência de doença renal crônica e mortalidade.
Em relação ao quadro de infecção urinária no idoso, é incorreto afirmar que
o paciente se apresenta normotérmico ou hipotérmico, na maioria das infecções do trato urinário no idoso.
o principal sintoma infeccioso costuma ser rebaixamento do nível de consciência ou delirium.
a infecção urinária de repetição se caracteriza pela ocorrência de 6 ou mais episódios em 12 meses.
as infecções urinárias na população idosa costumam se manifestar de maneira atípica.
a ausência de piúria tem valor preditivo negativo de 95% para descartar infecção urinária.
Em relação ao tratamento do DPOC no idoso, assinale a alternativa correta.
Combinações de anticolinérgico de longa duração (LAMA) e beta 2 agonista de longa duração (LABA) não reduzem exarcebações comparada ao uso de corticoides inalatórios (ICS) com beta 2 agonista de longa duração (LABA).
Beta 2 agonista de longa duração (LABA) e anticolinérgico de longa duração (LAMA) não têm efeito no controle das exarcebações.
Anticolinérgico de longa duração (LAMA) tem sido mais efetivo que beta 2 agonistas de longa duração (LABA), mas não modifica os quadros de exarcebações.
Em pacientes que desenvolveram exarcebações com anticolinérgico de longa duração (LAMA) com beta 2 agonista de longa duração (LABA), o uso de corticoides inalatórios (ICS) não terá efeito.
Tiotrópio aumenta a efetividade da reabilitação pulmonar, melhorando o desempenho nas atividades físicas.
Nos pacientes idosos com mieloma múltiplo, é correto afirmar que
hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas líticas podem fazer parte da apresentação da doença.
a maioria apresenta doença não secretora, sem evidência de componente monoclonal no exame de sangue.
as lesões ósseas são caracteristicamente osteoblásticas, quando presentes.
o diagnóstico histológico somente pode ser feito pelo mielograma.
a idade cronológica deve, isoladamente, ser utilizada como parâmetro de melhor escolha da terapia oncológica.
Sobre o manejo farmacológico da insônia no paciente idoso, assinale a alternativa correta.
Antipsicóticos sedativos não devem ser usados de rotina no tratamento da insônia em idosos, a menos que o paciente tenha doença psiquiátrica que requeira tal medicação.
Em caso de uso de benzodiazepínicos, no manejo da insônia no idoso, dar preferência ao uso dos fármacos com maior meia-vida por efeito contínuo noturno.
Nos casos de insônia primária do idoso, dar preferência aos benzodiazepínicos como primeira opção de tratamento, principalmente nos casos de insônia inicial.
Em idosos usuários crônicos de benzodiazepínicos, devemos suspendê-los de forma abrupta quando o paciente regularizar o sono.
O uso de melatonina para indução do sono é seguro, eficaz e tem ampla literatura médica com evidências de benefícios no tratamento da insônia do paciente idoso.
A respeito do tratamento dos quadros de lombalgia, assinale a alternativa incorreta.
Não se aconselha repouso no leito para pacientes com dor lombar aguda.
Analgésicos, relaxantes musculares e opioides são bastante utilizados em virtude de seus efeitos sedativos, relaxantes e psicológicos.
Massagem, acupuntura, manipulação espinhal e calor local podem ser usados como terapia não farmacológica.
O uso de corticoide deverá ser realizado de forma rotineira, sempre fazendo parte do esquema de analgesia proposto, com ampla literatura médica revisionada endossando tal conduta.
Se a atividade for dolorosa ou aumentar a dor, aconselhamos os pacientes a fazer o que puderem e aumentar gradualmente a atividade conforme tolerado.
Homem de 75 anos tem diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica GOLD 3 (DPOC Grave) com 4 exacerbações nos últimos 4 meses. A prova de função pulmonar teve Volume Expiratório Forçado de 1 seg (VEF 1) de 35% do previsto e VEF1/CVF de 0,60 do previsto pós broncodilatador. Assinale a alternativa correta a respeito do tratamento indicado
Uso regular de corticosteróide inalado + broncodilatador de longa ação (beta2-agonista ou anticolinérgico)
Uso regular de broncodilatador de curta ação (beta2-agonista ou anticolinérgico)
Uso quando necessário de broncodilatador de curta ação (beta2-agonista ou anticolinérgico)
Uso quando necessário de broncodilatador de longa duração (beta2-agonista ou anticolinérgico)
Uso regular de corticosteróide oral + Beta2- agonista de longa duração
Mulher de 82 anos relata tontura quando fica em pé, com medo de cair. Tem hipertensão arterial, incontinência urinária e osteoartrite de joelhos. Utiliza: captopril (50 mg/d), hidroclortiazida (25 mg/d), paracetamol (1,5 g/d), oxibutinina (10 mg/d). Ao exame físico: Pa deitada 120/70 mmHg, Pulso = FC de 76 bpm, regular, fica em pé a partir da cadeira sem utilizar apoio, Teste time up and GO = 8 seg. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para avaliar o risco de queda para esta paciente.
Realizar tomografia de crânio
Mensurar pressão arterial sentada e em pé
Avaliar equilíbrio com teste de Berg
Avaliar acuidade visual
Realizar exame de Holter