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Um paciente de 80 anos comparece a consulta acompanhado por seu familiares. Filho relata que o paciente apresenta Doença de Alzheimer em tratamento com donepezila há 3 anos. Até o momento, apresentava-se dependente para as AVDs básicas, precisando de ajuda para o banho. Filho relata que o pai está agitado, agressivo e não dorme à noite há 20 dias. Exame físico sem alterações. Qual a conduta mais adequada para este paciente?
Associar memantina a donepezila.
Aumentar dose de donepezila e prescrever alprazolam.
Iniciar quetiapina 25mg, solicitar hemograma e sumário de urina.
Solicitar ressonância nuclear magnética e encaminhar ao neurologista.
No tratamento do hipotireoidismo, no paciente geriátrico, é correto afirmar que
a indicação do tratamento difere quando se consideram os critérios cronológicos e a classificação de fragilidade do idoso.
a posologia de início do tratamento é a mesma que se faz par ao indivíduo jovem ou adulto jovem, não se diferenciando em nada pelo critério cronológico.
a dosagem inicial recomendada é de 25,0mcg/dia, em idosos frágeis ou com doença cardiovascular.
a levotiroxina deve ser ingerida com estômago cheio, para evitar episódios de gastrite no idoso.
os pacientes cardiopatas e os idosos hospitalizados não precisam dosar o TSH para avaliação de hipotireoidismo.
Paciente do sexo feminino, 68 anos, procura posto de saúde por quadro de incontinência urinária, especialmente ao fazer esforços. Isso tem levado essa paciente a isolamento social. Refere ser viúva, mãe de 3 filhos.
Qual seria a conduta inicial mais adequada?
Explicar que a incontinência urinária é muito comum na sua idade e iniciar tratamento farmacológico.
Explicar que ela irá melhorar se fizer dieta adequada, perder peso e realizar exercícios físicos.
Infecção urinaria é a causa mais provável de incontinência urinária nessa paciente.
Tranquilizar a paciente sobre o caso, fazer exame ginecológico e solicitar exame de urina.
Encaminhar a paciente para realização de estudo urodinâmico a fim de se estabelecer o diagnóstico adequado.
Considere a Paliative performance scale (PPS) a seguir.
% | Ambulação | Nível de atividade e evidência de doença | Autocuidado | Alimentação | Nível de consciência |
100 | Normal | Normal, sem evidência de doença. | Normal | Normal | Normal |
90 | Normal | Normal, pouca evidência de doença. | Normal | Normal | Normal |
80 | Normal | Normal, com esforço, evidência maior da doença. | Normal | Normal ou reduzida | Normal |
70 | Diminuída | Não consegue trabalhar normalmente, evidência da doença ainda maior. | Normal | Normal ou reduzida | Normal |
60 | Diminuída | Não consegue mais realizar atividades de lazer ou tarefas da casa, evidência da doença é significativa. | Necessita ajuda ocasional | Normal ou reduzida | Normal ou confuso |
50 | Maior parte do tempo sentado ou deitado | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Necessita ajuda frequente | Normal ou reduzida | Normal ou confuso |
40 | Maior parte do tempo deitado | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Necessita ajuda na maior parte das vezes | Normal ou reduzida | Normal, sonolento ou confuso |
30 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Reduzida | Normal, sonolento ou confuso |
20 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Mínima | Normal, sonolento ou confuso |
10 | Restrito ao leito | Não consegue realizar qualquer atividade, a evidência de doença é extensa. | Totalmente dependente | Somente higiene bucal | Sonolento ou em coma |
0 | Morte |
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta.
Um PPS de 50% implica passar a maior parte do tempo sentado ou deitado; não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, ele é totalmente dependente; sua alimentação pode estar reduzida e seu nível de consciência pode ser normal.
Um PPS de 60% implica um paciente que tem uma ambulação normal; não consegue mais realizar atividade de lazer ou tarefas da casa, a evidência da doença é significativa; necessita de ajuda ocasional para seu autocuidado; sua ingestão alimentar pode ser mínima e em relação ao seu nível de consciência, pode estar confuso ou em coma.
Um PPS de 80% implica uma ambulação normal; que o paciente realiza suas atividades normalmente, há uma evidência maior da doença; seu autocuidado é normal, sua alimentação é normal e seu nível de consciência também é normal.
Um PPS de 40% implica um paciente que passa a maior parte do tempo deitado; não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, necessita de ajuda a maior parte das vezes; sua ingestão alimentar é normal e em relação ao seu nível de consciência, pode estar sonolento ou em coma.
Um PPS de 20% implica um paciente restrito ao leito; que não consegue realizar qualquer atividade, a evidência da doença é extensa; em relação ao autocuidado, ele está totalmente dependente; ainda apresenta uma ingestão alimentar normal e nível de consciência também normal.
O envelhecimento acarreta, fisiologicamente, alterações orgânicas que provocam modificações dos processos biológicos do indivíduo. Assinale a alternativa que apresenta uma alteração fisiológica decorrente do envelhecimento.
Mudança da composição corporal com aumento do percentual de água
Sarcopenia e diminuição da força muscular
Aumento da resposta beta-adrenérgica no aparelho cardiovascular
Diminuição dos seios e dos sulcos cerebrais
Aumento da resistência óssea mandibular por calcificação alveolar
Paciente masculino, 72 anos, encaminhado ao ambulatório de geriatria para avaliação após 4 episódios de quedas no último ano, sem maiores consequências. No exame físico, o paciente apresenta-se emagrecido, pesando 66Kg (perda de 5kg nos últimos 6 meses) com índice de massa corporal de 25kg/m2 , e circunferência da panturrilha de 31cm. Considerando a principal condição associada ao quadro descrito, qual a próxima etapa de avaliação diagnóstica?
Solicitar densitometria óssea.
Solicitar exames laboratoriais de bioquímica.
Aplicar teste de velocidade de marcha ou similar.
Realizar teste de sentar e levantar da cadeira com 5 repetições.
Mulher de 72 anos há um ano vem evoluindo com piora progressiva de movimentos estereotipados de língua e mandíbula e espasmos do pescoço, os quais dificultam a mastigação, sem comprometer a fala. Tem diagnóstico de hipertensão arterial há 20 anos, em uso de losartana 50 mg/dia e doença do refluxo gastroesofágico há 6 anos, em uso de omeprazol 20 mg/dia e metoclopramida 10 mg/dia. O diagnóstico mais provável é:
Crise convulsiva parcial
Parkinsonismo
Ataxia espinocerebelar
Acatisia
Discinesia tardia
Mulher de 77 anos, refere cansaço fácil e sensação de queimação e choque nos pés nos últimos meses. Antecedente pessoal: Gastrite atrófica. Exames: Hemograma: Hemoglobina: 10,4g/dL; Hematócrito 30,3%; Volume Corpuscular Médio 110fl; Leucócitos 8600/mm3; Plaquetas 229 x 10³/mm3; TSH 3.0. Assinale a alternativa que apresenta qual o diagnóstico mais provável
Deficiência de ferro
Mielodisplasia
Anemia de Doença Crônica
Leucemia Mileóide Aguda
Deficiência de Vitamina B12
Em exame físico de rotina de homem de 84 anos, são observados os achados descritos nas alternativas abaixo. Assinale a alternativa que sugere corretamente a patologia destes achados e que necessita investigação.
Veias varicosas na parte ventral da língua
Acentuação das estrias longitudinais das unhas e perda do brilho
Frequência respiratória de 32 incursões respiratórias por minuto
Quarta bulha cardíaca
Mucosa oral fina e lisa
Considerando-se os fármacos com efeitos adversos em pessoas com risco de queda, assinale a alternativa incorreta no que diz respeito à associação entre o uso de fármaco e a principal consequência do risco de queda.
Benzodiazepínicos - ação sedativa com redução da sensibilidade e redução do equilíbrio.
Neurolétpicos - alargamento do intervalo QT.
Anti-histamínicos de primeira geração-ação sedante com redução da sensibilidade.
Vasodilatadores hipotensores - risco de hipotensão postural persistente.
Opiáceos de ação prolongada em indivíduos com alto risco de queda - risco de sonolência, hipotensão postural ou tonturas.
. Quanto aos critérios de fragilidade, segundo Fried e cols (2001), qual é a afirmativa correta?
Perda de 5 % do peso corporal ou 4,5 kg no último ano faz parte dos critérios.
Não se considera gasto energético na avaliação.
A circunferência da panturrilha é menor que 31 cm, dentro do critério de força muscular.
O paciente pode ser classificado como robusto, pré-frágil, frágil e superfrágil.
Redução da velocidade da marcha abaixo do percentil 10 da população, definido por teste de caminhada de 4,6 metros, corrigido por gênero e IMC.
Quanto ao tratamento da síndrome de fragilidade, assinale a alternativa correta.
O conteúdo proteico da dieta, no tratamento da síndrome de fragilidade, não difere da população adulta geral.
A dieta do mediterrâneo diminui o risco de aparecimento da síndrome de fragilidade.
A prática de atividade física não é preponderante no manejo da síndrome.
Estão indicadas as suplementações hormonais como testosterona, dehidroepiandosterona e hormônio do crescimento.
A reversão da síndrome pode ser avaliada por critérios objetivos e universalmente aceitos como força e massa muscular.
Nos quadros de paralisia supranuclear progressiva, não é fundamento do diagnóstico
disfunção da motricidade ocular extrínseca.
instabilidade postural.
acinesia.
disfunção cognitiva.
sinal do beija-flor e sinal do Mickey Mouse nas imagens de ressonância nuclear magnética cerebral.
No tratamento da constipação intestinal, no idoso, está incorreta a seguinte correlação entre substância e mecanismos de ação indicada em:
lactulose – aumento do volume de água na luz intestinal.
psyllium – aumento do volume das fezes e estímulo à peristalse.
óleo mineral – amolecimento do volume fecal e aumento da peristalse.
prucalopride – aumento da peristalse intestinal.
fosfoenema – distensão retal e amolecimento do volume fecal.
Quanto ao quadro de delirium no paciente idoso, assinale a alternativa correta.
O delirium é fator de risco potencial para o prognóstico, estando associado a maior tempo de internação, institucionalização, mas não a maior risco de morte.
Na maioria dos casos, o delirium tem como causa fator único.
O tratamento farmacológico dispõe como primeira opção do uso de antipsicóticos típicos, antipsicóticos atípicos e de benzodiazepínicos.
Delirium pode ser causado por uso de fármacos, alterações eletrolíticas, abstinência de medicações, infecções, alterações metabólicas e miocárdicas, entre outros fatores.
Em pacientes com quadro de delirium, uma etapa fundamental no tratamento ocorre pelo uso de contenção física, devendo ser sempre tentada antes de se instituirem outras medidas.
Sobre a Síndrome Mielodisplásica (SMD), é incorreto afirmar que
a análise citogenética, por meio de cariótipo convencional, tem papel fundamental no cálculo do prognóstico do paciente com SMD e deve ser realizada em todos os casos suspeitos.
o diagnóstico é suspeito a partir de contagens de células anormais no hemograma, em ausência de doença que justifique a citopenia, e confirmado por meio de estudo de medula óssea-mileograma ou biópsia de medula óssea.
alguns testes adicionais são necessários para completar a avaliação, e classificar corretamente o paciente, sendo o mais importante a análise citogenética.
o diagnóstico é estabelecido pela presença de displasia em uma ou mais séries em mais de 90% das células da medula óssea.
a Síndrome Mielodisplásica deve fazer parte do diferencial das citopenias nos idosos.
Assinale a alternativa na qual há uma associação correta, no que diz respeito à medicina preventiva em geriatria.
Prevenção primária: uso de aspirina de forma regular em indivíduos com aumento do risco cardiovascular.
Prevenção secundária: uso individualizado de estatina no idoso com mais de 75 anos de idade.
Prevenção terciária: revisão e correção de polifarmácia irracional.
Prevenção quaternária: acompanhamento multidisciplinar e fisioterapia motora para reabilitação.
Prevenção primária: colonoscopia anual para indivíduos acima de 55 anos com histórico familiar de câncer de cólon.
Qual é a alternativa correta quanto ao uso de psicotrópicos, nas alterações comportamentais da demência e nas situações descritas?
Antidepressivos em casos de agitação, depressão, ansiedade, alucinações e comportamento sexual inapropriado.
Antipsicóticos em caso de perambulação, autocuidado, apatia e verbalizações repetitivas.
Indutores de sono nos casos de verbalizações aberrantes, atividades perseverantes, esconder e acumular objetos.
Psicoestimulantes nos casos de comer algo não comestível, puxar e remover restrições e fenômeno do entardecer.
Estabilizadores de humor nos casos de verbalizações, perambulação e fenômeno da sombra.
No tratamento do Diabetes mellitus no idoso, a associação entre as metas de hemoglobina glicada (HbA1) para idosos e o estado funcional do idoso é feita de maneira incorreta na alternativa.
Sem metas, evitar hiperglicemia sintomática – idoso em paliação.
Meta de HbA1 menor que 7,5% – idoso independente.
Meta de HbA1 < 8,5% – idoso com quadro demencial.
Meta de HbA1 < 8,5% – idoso com quadro frágil.
Meta de HBA1 < 7,5% – idoso dependente.
Homem de 62 anos é avaliado em consulta de retorno. Ele tem um histórico de lombalgia e dor nos joelhos há 10 anos. Refere dificuldade para dormir à noite e relata mudanças significativas em sua atividade funcional e na interação social. Ele sente que sua dor nunca irá melhorar. Atualmente, ele está em uso de paracetamol e ibuprofeno. Ao exame físico, os sinais vitais são normais; ele tem uma limitação à movimentação da coluna lombar e refere desconforto à palpação dos joelhos.
Nesse paciente, o próximo passo correto é:
solicitar ressonância magnética de coluna e joelhos.
pedir uma eletroforese de proteínas.
prescrever diazepam ao deitar.
associar tramadol oral.
realizar o rastreamento de depressão.