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Um paciente, que está em uso de dabigatrana há 45 dias para tratamento de trombose venosa profunda, comparece à consulta com o hematologista. Encontra-se em investigação de possível trombofilia e relata que, alguns dias antes, foi atendido por um clínico que prescreveu um tratamento sistêmico para lesões de pele. Inicialmente, o paciente não recorda o nome do medicamento, mas, ao final da consulta, informa ao hematologista qual foi. Diante disso, o hematologista orienta suspender o uso desse medicamento e solicita reavaliação por outro colega, pois sua associação com dabigatrana é contraindicada por risco de sangramento. Qual é esse medicamento?
Paracetamol.
Amoxicilina.
Acetazolamida.
Micafungina.
Cetoconazol.
Infectologista procura o hematologista na capital do estado, em hospital referência da Infectologia, para saber se a isoniazida – medicamento utilizado para tuberculose – causa alterações no hemograma de pacientes que fazem uso. O hematologista explica ao colega que a isoniazida NÃO costuma estar associada à
eosinofilia.
anemia hemolítica.
leucopenia.
trombocitose.
anemia hipoproliferativa.
Um doador de sangue comparece ao banco de sangue pela primeira vez e, após passar pela triagem clínica, é informado sobre o tempo de coleta, a necessidade de fazer o lanche ou hidratação após a doação e também que serão coletadas sorologias em uma amostra que será enviada ao laboratório. Ele questiona a necessidade desses exames sorológicos, pois garante que não tem “problemas de infecção”.
Diante dessa situação, a conduta correta é
punir o candidato à doação incorporando seu nome como não apto, ao arquivo de doadores local e nacional, como não apto à doação.
explicar que a doação de sangue é um processo sigiloso, inclusive a triagem clínica e os resultados dos exames sorológicos, sendo obrigatória, pelas leis e normas técnicas vigentes, a realização de todos os testes sorológicos e imuno-hematológicos, após, oferecer ao doador o termo de consentimento livre e esclarecido para que ele assine. Caso ele não queira assinar, a doação não deverá ocorrer.
bloquear a doação, proibindo-a; colher sorologias e explicar que, em caso de resultados reagentes ou inconclusivos nas triagens laboratoriais, ou em situações de retrovigilância, é permitida a busca ativa pelo serviço de hemoterapia ou por órgão de vigilância em saúde para repetição de testes ou testes confirmatórios e de diagnóstico.
dar ao candidato à doação a oportunidade de fazer todas as perguntas que julgar necessárias para esclarecer suas dúvidas a respeito do procedimento e permitir que ele não colete os exames sorológicos, para a doação, caso ele não queira, destinando seu sangue a outra unidade hospitalar atendida pelo banco de sangue.
disponibilizar ao candidato material informativo sobre as condições básicas para a doação e sobre as infecções transmissíveis pelo sangue e, confiando na informação que ele não tem infecção, liberá-lo para o procedimento sem coleta de sorologias.
A imunofenotipagem auxilia no diagnóstico de muitas doenças hematológicas. Sobre a distribuição celular dos principais marcadores imunofenotípicos de células hematopoiéticas, assinale a alternativa correta.
CD3 é um marcador imunofenotípico de células T.
CD41 é um marcador imunofenotípico de células B.
CD42b é um marcador de células B maduras, monócitos, células dendríticas, algumas células epiteliais.
CD44 é utilizado para marcar plaquetas e megacariócitos.
CD45 quase não marca nenhuma célula hematopoiética, mas, por outro lado, é marcador de hemácias.
Toda bolsa de componente sanguíneo a ser transfundida precisa de um cartão de transfusão (rótulo ou etiqueta) que indique
o registro e a tipagem ABO e RhD do receptor.
o nome completo do doador.
a data do envio da sorologia para o laboratório.
o número do CPF do doador.
o nome dos colaboradores que coletaram o hemocomponente.
Em determinado hospital, foi prescrita transfusão sanguínea para um paciente internado na ala cirúrgica, porém a bolsa de sangue era incompatível, o que gerou uma reação transfusional grave. Segundo a RDC ANVISA nº 36/2013, como seria classificada essa situação?
Evento adverso.
Near miss.
Risco.
Incidente sem dano.
Circunstância notificável.
Sobre a doença hemolítica do recém-nascido, é correto afirmar que
a causa mais frequente se refere ao sistema Rh.
a maioria dos anticorpos anti-ABO são da classe IgG o que confere menor gravidade.
os antígenos A e B são pouco desenvolvidos nas hemáceas fetais, o que confere menor gravidade da doença hemolítica.
incompatibilidade ABO ocorre a partir da segunda gestação.
as formas clínicas mais graves da doença hemolítica do recém-nascido são mediadas por aloanticorpos da classe IgM.
Considere as seguintes imagens:

Assinale a alternativa que apresenta corretamente os possíveis diagnósticos das imagens de lâminas perífericas/medula.
1 - Malária por Plasmodium falciparum.
2 - Filariose.
3 - Malária por Plasmodium malariae.
1 - Leishmaniose visceral.
2 - Malária por Plasmodium falciparum.
3 - Doença de Chagas.
1 - Leishmaniose visceral.
2 - Filariose.
3 - Doença de Chagas.
1 - Malária por Plasmodium falciparum.
2 - Leishmaniose visceral.
3 - Doença de Chagas.
1 - Leishmaniose visceral.
2 - Filariose.
3 - Malária por Plasmodium malariae.
Qual é a implicação clínica quando o concentrado de hemáceas é administrado conjuntamente com soro glicosado 5%?
Reação alérgica transfusional.
Reação transfusional hemolítica aguda imune.
Reação transfusional hemolítica aguda não imune.
Reação transfusional hemolítica tardia.
Lesão pulmonar aguda associada à transfusão.
Qual das seguintes alterações é critério diagnóstico de linfohistiocitose hemofagocítica?
Dosagem de CD25 solúvel >2400 U/mL.
Hemoglobina menor que 11,5 g/dl.
Triglicerídeos acima de 190mg/dl.
Ferritina maior que 340 ng/mL.
Dosagem de Adamts 13 menor que 1g/dl.
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
O _________________ é um anticorpo monoclonal humanizado cujo alvo é a P-selectina, expressa tanto em plaquetas como em células endoteliais e envolvida na adesão celular e na formação de agregados heterocelulares. O bloqueio da P-selectina reduz de forma importante os sinais e sintomas de _________________________.
daratumumabe / mieloma múltiplo
rituximabe / linfoma difuso de grandes células B
crizanlizumabe / doença falciforme
voxelotor-alfa / doença falciforme
elotuzumabe / mieloma múltiplo
A manifestação clínica mais comum da hemofilia grave, que leva à morbidade e incapacidade, é
sangramento de sistema nervoso central.
epistaxe.
hematúria
hemartrose.
sangramento gastrointestinal.
Em qual das condições relacionadas a seguir a plasmaférese terapêutica tem mais efetividade como tratamento inicial?
Amiloidose sistêmica.
Polimiosite em crise aguda.
Esclerose múltipla.
Incompatibilidade ABO maior em transplante de medula óssea.
Síndrome HELLP (Hemólise, plaquetopenia e aumento de enzimas hepáticas).
Adolescente de 14 anos apresenta pancitopenia progressiva e malformações congênitas (hipoplasia radial, manchas cutâneas). Em relação ao caso, assinale CORRETAMENTE a síndrome que deve ser considerada:
Anemia de Fanconi, caracterizada por falência medular e malformações congênitas.
Anemia ferropriva, caracterizada por microcitose isolada.
Púrpura trombocitopênica imune, caracterizada por trombocitopenia isolada.
Deficiência de vitamina B12, caracterizada por macrocitose isolada.
Leucemia aguda, caracterizada por blastos circulantes.
Considerando que uma criança de 8 anos com anemia grave (Hb 5 g/dL) necessita transfusão, a indicação e cálculo de volume CORRETAMENTE adequados são:
Transfusão de plasma fresco congelado, calculando 10 mL/kg, para corrigir anemia.
Transfusão de plaquetas, calculando 5 mL/kg, para corrigir anemia.
Transfusão de concentrado de hemácias, calculando 10–15 mL/kg, visando aumento de 2–3 g/dL na hemoglobina.
Transfusão de albumina, calculando 1 g/kg, para corrigir anemia.
Transfusão de crioprecipitado, calculando 1 unidade/10 kg, para corrigir anemia.
Adolescente de 13 anos apresenta hemartroses recorrentes e sangramentos após pequenos traumas. História familiar positiva para sangramento em parentes do sexo masculino. Conforme o caso, o diagnóstico provável e o mecanismo fisiopatológico que o explica são, CORRETA e respectivamente:
Hemofilia A, causada por deficiência congênita do fator VIII, levando a comprometimento da via intrínseca da coagulação.
Hemofilia B, causada por deficiência congênita do fator IX, com quadro clínico indistinguível da hemofilia A.
Doença de von Willebrand, caracterizada por deficiência ou disfunção da proteína de adesão plaquetária, com sangramentos predominantemente mucosos.
Deficiência de vitamina K, levando à redução de fatores dependentes de vitamina K, como II, VII, IX e X.
Aplasia medular, levando à pancitopenia e sangramentos por trombocitopenia.
Considerando que um adolescente de 12 anos apresenta coagulopatia grave por deficiência múltipla de fatores de coagulação após hepatite fulminante, o hemocomponente CORRETAMENTE indicado é:
Concentrado de hemácias, que corrige apenas anemia.
Concentrado de plaquetas, que corrige apenas trombocitopenia.
Plasma fresco congelado, que contém todos os fatores de coagulação e permite correção global da coagulopatia.
Albumina, que corrige apenas hipoalbuminemia.
Crioprecipitado, que corrige apenas fibrinogênio e fator VIII.
A síndrome mielodisplásica compreende um grupo de doenças hematológicas originadas de uma célula clonal que cursa com alterações morfológicas, citogenéticas e moleculares levando ao aparecimento de citopenias no sangue periférico. A sua classificação, segundo a Organização Mundial de Saúde, é baseada na análise de linhagens displásicas, citopenias apresentadas, percentual de sideroblastos em anel, percentual de blastos e citogenética.
Qual conjunto de características representa uma Síndrome Mielodisplásica com displasia multilinhagem?
Duas linhagens displásicas; citopenia em três grupos; sideroblastos em anel < 15%; presença de bastonetes de Auer; qualquer citogenética.
Duas linhagens displásicas; citopenia em três grupos; sideroblastos em anel < 15%; presença de bastonetes de Auer; qualquer citogenética, exceto del(5q).x
Duas ou três linhagens displásicas; citopenia em grupo único; número de sideroblastos em anel > 15%; ausência de bastonetes de Auer; qualquer citogenética.
Duas ou três linhagens displásicas; citopenia em até três grupos; número de sideroblastos em anel < 15%; ausência de bastonetes de Auer; qualquer citogenética, exceto del(5q).
Até três linhagens displásicas; citopenia em dois grupos; número de sideroblastos em anel > 15%; presença de bastonetes de Auer; qualquer citogenética, exceto del(5q).
Em relação à automação em hematologia, assinale a alternativa correta.
Os analisadores mais modernos dispõem de inteligência artificial que dispensa qualquer validação microscópica por possibilitarem a obtenção de diagnósticos hematológicos definitivos, erradicando integralmente a interferência de erros operacionais nas análises.
A automação em hematologia é importante para a redução do tempo de processamento de amostras e diminuição dos erros operacionais, tendo alta sensibilidade na detecção de células falciformes, corpos de Howell-Jolly e corpos de Dohle.
Analisadores automatizados permitem contagem e classificação celular rápida com alta precisão, e a interpretação dos histogramas e liberação de resultados ocorre de modo automático, sem a necessidade de supervisão humana.
Os equipamentos automatizados utilizam tecnologias como impedância elétrica, citometria de fluxo e fluorescência, e apresentam alta sensibilidade e especificidade, eliminando a necessidade de controle de qualidade constante.
A automação tem como vantagem a padronização e o aumento da produtividade, no entanto, a distinção de células blásticas imaturas de linfócitos atípicos é falha em alguns casos, sendo recomendada a realização de análises complementares manuais para casos críticos ou suspeitos.
João, 10 meses, é levado à consulta com história de palidez e irritabilidade há duas semanas. Faz uso diário de grande quantidade de leite de vaca e ingere poucos alimentos ricos em ferro. Exames laboratoriais mostram Hb 9,5 g/dL, VCM reduzido e ferritina baixa, compatível com anemia ferropriva.
Considerando o diagnóstico de anemia ferropriva, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais adequada pela APS.
Encaminhar imediatamente ao hematologista pediátrico.
Monitorar o quadro sem intervenções por enquanto.
Aumentar oferta de leite de vaca para melhorar ingestão calórica.
Iniciar suplementação com sulfato ferroso e orientar adequação da dieta.
Orientar dieta rica em ferro e reavaliar após 2 meses.