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Sobre a icterícia neonatal, é CORRETO afirmar que
atresia de vias biliares deve ser a primeira hipótese a ser lembrada em recém-nascido com quadro de hiperbilirrubinemia direta associada à acolia fecal, sendo uma urgência diagnóstica.
o aumento da bilirrubina indireta, quando associado à icterícia do aleitamento materno, deve estar associado com aumento proporcional da fosfatase alcalina pela baixa ingesta, o que confirma este diagnóstico.
a incompatibilidade materno-fetal geralmente se manifesta com icterícia precoce, de evolução lenta, associada com perda de peso e dificuldade na amamentação.
o paciente com síndrome de Down tem menor risco de hiperbilirrubinemia severa, podendo a icterícia só ser investigada nesse grupo, se evoluir de forma prolongada pelo risco de hiperbilirrubinemia direta.
a associação de hipotireoidismo congênito com icterícia neonatal deve sempre ser lembrada diante de pacientes com icterícia precoce e de rápida resolução, não estando associada à hiperbilirrubinemia direta.
Assinale a alternativa que apresenta a principal causa de convulsão neonatal, sua profilaxia e seu tratamento, respectivamente.
Malformações cerebrais; ventilação mecânica; fenitoina 20mg/kg.
Distúrbios metabólicos; correção dos distúrbios; diazepan 0,3mg/kg.
Encefalopatia hipóxico-isquêmica; hipotermia neuro-protetora; fenobarbital 20 mg/kg.
Hemorragia intracerebral; hipotermia neuro-protetora; fenobarbital 10 mg/kg.
Aminoacidopatias; jejum; fenobarbital 15 mg/kg.
Os defeitos congênitos podem ser classificados de formas variadas, considerando a etiopatogenia e a forma de apresentação, se isoladas ou agrupadas. Neste contexto, assinale a alternativa correta.
A trissomia do cromossomo 13 é um exemplo de sequência, pois os defeitos congênitos ocorrem em cascata após o primeiro evento que é cromossômico.
O conjunto de coloboma, defeito cardíaco, atresia de coana, retardo de crescimento, alterações genitais e alterações em orelhas foi por muito tempo considerado uma associação, porque não surge em frequência maior do que o esperado, considerando a frequência de cada defeito isolado.
Os defeitos congênitos relacionados ao vírus Zika são exemplos de disrupção, uma vez que o desenvolvimento normal das estruturas foi interrompido pela ação do vírus.
Considera-se síndrome o conjunto de defeitos congênitos que sempre terão impacto no desenvolvimento cognitivo, como ocorre na síndrome de Down.
Pode ser difícil diferenciar clinicamente uma malformação de uma deformação, principalmente quando se trata de defeitos congênitos de órgãos internos como as cardiopatias estruturais, por exemplo.
A respeito da hipoglicemia neonatal, assinale a alternativa correta.
Os recém‑nascidos prematuros não necessitam de rastreamento, pelo baixo risco de hipoglicemia.
Em todos os bebês que apresentarem hipoglicemia, é necessária a coleta de hormônio do crescimento, cortisol e glucagon, para a investigação adicional.
Vômitos, irritabilidade, hipotonia e convulsões podem ser alguns sintomas relacionados à hipoglicemia.
Nos bebês com hipoglicemia, mas que sejam assintomáticos, está descartado o risco de lesão cerebral.
A hipoglicemia nos filhos de mãe diabética ocorre por redução na produção de glicose.

A imagem acima retrata um episódio ocorrido durante atendimento em uma sala de parto, em que foi observado, no exame físico do recém‑nascido, um orifício na parede abdominal anterior, à direita do cordão umbilical, com herniação de alças intestinais, que se encontravam expostas sem peritônio, recobrindo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o diagnóstico dessa malformação congênita.
gastrosquise
megacólon congênito
hérnia diafragmática congênita
onfalocele
hérnia inguinal
As cardiopatias congênitas são defeitos estruturais do coração que representam até 30% das malformações congênitas.
Quanto à abordagem inicial de recém-nascido com suspeita de cardiopatia congênita, é CORRETO afirmar que
nas cardiopatias com fluxo pulmonar dependente do canal arterial, o quadro clínico predominante é de cianose, em geral decorrente de mistura de fluxo intracardíaco da direita para esquerda e da redução do fluxo pulmonar.
cardiopatias congênitas críticas são as que se manifestam com insuficiência cardíaca até as primeiras 24 horas de vida e são detectáveis nesse período pelo teste do coraçãozinho.
cardiopatias com fluxo sistêmico dependente do canal arterial apresentam obstrução anatômica ao fluxo pulmonar, podendo haver atresia ou estenose crítica da valva pulmonar ou tricúspide.
as cardiopatias com shunt esquerda-direita exclusivo, como os grandes defeitos septais, apresentam-se com hipofluxo pulmonar, taquidispneia, insuficiência cardíaca e cianose.
a presença de hiperfonese da 2ª bulha em foco pulmonar é geralmente decorrente de hipertensão sistêmica ou de alteração da posição das valvas ártrio-ventriculares.
Assinale a opção que apresenta um fator de risco para sepse neonatal precoce.
Gestante com término de tratamento de infecção urinária há 15 dias.
Ruptura prematura de membranas por 12 horas.
Rastreio positivo para estreptococo do grupo B em swab vaginal e retal em paciente submetida à cesariana eletiva com bolsa amniótica íntegra.
Trabalho de parto com 35 semanas de gestação.
História de infecção por SARS-cov2 no primeiro trimestre.
Assinale a alternativa que corresponde ao teste diagnóstico de escolha para a hérnia inguinal neonatal e ao tratamento recomendado para essa condição.
Diagnóstico clínico, seguido de cirurgia assim que paciente em condições.
Radiografia abdominal, seguida de observação com reparação cirúrgica apenas se surgirem complicações.
Tomografia abdominal, seguida de cirurgia em 24 horas.
Ultrassom, seguido de observação com reparação cirúrgica apenas se surgirem complicações.
Ultrassonografia, caso haja hérnia, e planejamento de cirurgia após o 6º mês.
O sinal chave para avaliação de um recém-nascido que nasceu deprimido, após as primeiras medidas para estabilização, é:
frequência respiratória.
frequência cardíaca.
saturação de HB.
tônus.
cor.
A doença pelo Estreptococos do Grupo B (GBS) de início tardio ocorre após a primeira semana de vida.
Nesse caso, é correto afirmar que
a profilaxia intraparto não tem efeito na ocorrência da GBS de início tardio.
a clindamicina é o tratamento de escolha.
as apresentações clínicas mais comuns são a pneumonia e a conjuntivite.
em todas as apresentações da doença, o tempo de tratamento é de 14 dias.
a doença pelo GBS não se repete em uma nova gestação, já que a mãe fica imune.
A HAS secundária pode ocorrer na faixa neonatal sendo mais frequentemente associada à(ao)
trombose da artéria renal.
glomerulonefrite aguda.
feocromocitoma.
hipertireoidismo.
síndrome de Cushing.
Paciente com 2 meses de idade cronológica e 35 semanas de idade corrigida apresenta dosagem de fósforo de 2,9 mg/dl e fosfatase alcalina de 700 U/L. Foi prematuro extremo nascido de cesárea de urgência por iminência de eclâmpsia, permaneceu em ventilação mecânica por 15 dias e recebeu nutrição parenteral por 30 dias devido a enterocolite necrotizante grave, atingindo a dieta plena apenas com 45 dias de vida. Está recebendo leite materno com aditivo, em processo de relactação, com bom ganho de peso e está sob cuidados intermediários em unidade canguru. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
É esperado que um recém-nascido prematuro extremo possua dosagem de fósforo baixa, sendo, portanto, um evento fisiológico que não deve despertar preocupação na equipe assistente
O aditivo do leite materno não deve ser usado em prematuros extremos pois dificulta a absorção do fósforo e do cálcio que estão abundantemente presentes no leite materno cru
A prematuridade, a nutrição parenteral prolongada e a demora para atingir a dieta plena são fatores de risco para doença metabólica óssea, que é o diagnóstico mais provável a partir dos exames complementares citados acima
A nutrição parenteral prolongada é fator protetor na doença metabólica óssea pois o aporte de fósforo e cálcio endovenoso é mais eficaz do que o enteral
A prematuridade extrema não é mais fator de risco para os achados laboratoriais pois a idade corrigida já é maior que 34 semanas
Recém-nascido de 35 semanas e 2 dias, nasce de parto vaginal após trabalho de parto prematuro com choro forte e tônus em flexão. Realizado o clampeamento do cordão umbilical após 60 segundos com manutenção de boa vitalidade e ausência de desconforto respiratório. Assinale a alternativa que apresenta a próxima conduta a ser tomada de acordo com a última diretriz do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Pela boa vitalidade deve-se realizar contato pele-a-pele com a mãe com estímulo ao aleitamento materno
Pela idade gestacional esse paciente deve, obrigatoriamente, receber os passos iniciais da reanimação neonatal
Por tratar-se de recém-nascido pré-termo, o uso de saco plástico e touca dupla é obrigatório
O controle da temperatura materna não é importante para a realização de contato pele-apele em um recém-nascido de 35 semanas e 2 dias de idade gestacional
A cor da pele e das mucosas do recém-nascido é fundamental para a decisão a respeito da realização ou não do contato pele-a-pele nessa situação
Pré-termo extremo de 27 semanas e 2 dias com peso de 850 g nasceu por via vaginal após trabalho de parto prematuro com boa vitalidade, sendo acoplado precocemente ao CPAP com pressão de 7 cmH20 e FiO2 de 40%. Foi realizado ciclo completo de corticoterapia antenatal. Evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório com sinais de desconforto e necessidade de aumentos sucessivos da fração inspirada de oxigênio até 50% na primeira hora de vida. Sobre a assistência ventilatória desse paciente, assinale a alternativa correta.
A administração de surfactante exógeno só está indicada naqueles prematuros extremos que estão sob ventilação mecânica
O tempo decorrido entre o nascimento e a administração do surfactante não influencia no prognóstico da síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido
A realização da corticoterapia antenatal contraindica a terapia de reposição de surfactante após o nascimento
A intubação precoce associada a ventilação mecânica com volume corrente acima de 6 ml/kg está relacionada a melhores desfechos ventilatórios nos prematuros extremos
Há indicação da realização de terapia de reposição de surfactante, preferencialmente por técnica minimamente invasiva, devido ao diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido
O leite materno é o padrão-ouro na alimentação dos recém-nascidos, inclusive para aqueles internados em unidade de terapia intensiva. Mesmo considerando as necessidades metabólicas diferenciadas dos prematuros, o leite materno é o alimento ideal nesse momento da vida. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
O leite da mãe de um prematuro tem maiores concentrações de proteínas e lipídeos, o que está em consonância com a maior necessidade que esses pacientes têm desses nutrientes
Devido à imaturidade renal dos prematuros e pela maior concentração de proteínas no leite das mães desse tipo de paciente, recomendase utilizar preferencialmente fórmula infantil para alimentação nos primeiros dias de vida.
Infecções maternas como sífilis e toxoplasmose impedem o uso do leite materno cru em recém-nascidos prematuros
O processo de pasteurização do leite materno para uso em recém-nascidos prematuros não traz nenhum prejuízo imunológico ou nutricional e é indicado em todos os casos, independentemente da idade gestacional
O uso de aditivos no leite materno altera profundamente a sua composição, não sendo indicado para prematuros extremos
Paciente com 37 semanas de idade corrigida, nascido por trabalho de parto prematuro com 24 semanas de idade gestacional, permanece em UTI neonatal sob assistência ventilatória invasiva com diagnóstico de displasia bronco pulmonar grave. Está em ventilação mecânica em modo assistido-controlado com volume alvo de 8 ml/kg, PEEP de 8 cmH20 e tempo inspiratório de 0,5s. A partir dessas informações, assinale a alternativa correta.
Volume corrente entre 6 e 10 ml/kg, além do tempo inspiratório prolongado e PEEPs mais altas que o habitual são estratégias eficazes na ventilação do paciente com displasia bronco pulmonar já estabelecida
O volume corrente utilizado no caso acima não é adequado para ventilação de um paciente com displasia bronco pulmonar
A idade gestacional de nascimento não se correlaciona com o diagnóstico de displasia bronco pulmonar, sendo esse quadro relacionado exclusivamente a equívocos na condução da assistência ventilatória realizada nesse paciente
A possibilidade do uso de corticoterapia sistêmica não pode ser considerada como conduta contributiva no desmame ventilatório desse paciente
A ventilação com volume alvo aumenta as chances de displasia broncopulmonar nos prematuros extremos
Recém-nascido 48hs de vida, à termo, adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo, está no alojamento conjunto acompanhado da mãe. Você realizado o teste do coraçãozinho e evidência diferencial de saturação 5%. O teste é repetido em 1 hora com o mesmo resultado. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Liberar alta hospitalar com orientações e retorno com cardiologista
Manter internação em leito monitorizado e solicitar RX de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma
Liberar alta hospitalar e solicitar ecocardiograma
Manter internação em leito monitorizado e aguardar avaliação do cardiologista
Tranquilizar a mãe que o diferencial pode ocorrer nos primeiros dias de vida
Recém-nascido (RN) de parto vaginal, masculino, a termo, pesando 2.700 gramas, está sendo avaliado por um médico. Apgar de 8 no primeiro minuto e 9 no 5.o minuto. Mãe tem 34 anos de idade e apresentou gestação complicada com polidrâmnio. No transporte para o berçário, observa-se presença de sialorreia importante, necessitando de aspiração oral frequente. No exame físico, respira sem dificuldade, apresentando-se acianótico; ausência de alterações em cabeça, pescoço, tronco ou extremidades. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios. Ausência de sopros cardíacos. Abdome flácido, escavado e sem massas palpáveis. Genitália é normal e nota-se mecônio visível no ânus que se encontra pérvio.
Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Há suspeita clínica inicial de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica, cujo diagnóstico pode ser feito por meio de radiografia simples de tórax e abdome com injeção de ar.
Há suspeita clínica inicial de atresia de esôfago sem fístula traqueoesofágica, podendo ser confirmada pela presença de ar no abdome visibilizado na radiografia simples de tórax e abdome com injeção de ar.
Nos casos de atresia com fístula traqueoesofágica, há distensão abdominal; ao contrário, quando não há fístula, o abdome é escavado.
A intubação orotraqueal está indicada em todos os casos de atresia de esôfago, com ou sem fístula traqueoesofágica.
O RN deve ser mantido em posição de Trendelenburg, nos casos em que há fístula traqueoesofágica; nas atresias sem fístula, deve-se manter decúbito lateral direito elevado.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, na situação de prematuro com 32 semanas de idade gestacional necessitar de VPP em sala de parto e, supondo que não há blender para colaborar com a oxigenação, deve-se iniciar com FiO2 de:
0,40.
0,30.
0,45.
0,60.
0,21.
A maioria dos recém-nascidos com infecção congênita por citomegalovírus apresenta-se ao nascimento:
assintomática.
com coriorretinite.
hidrópica.
pequena para a idade gestacional.
com hepatoesplenomegalia.