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Recém-Nascido (RN) 42 semanas, mãe sem comorbidades, líquido amniótico meconial, nascido de parto vaginal hipotônico e respiração irregular. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para este RN.
Clampeamento imediato, realizar passos iniciais e aspiração da traqueia sob visualização direta
Clampeamento imediato, levar à sala de recepção em berço aquecido, posicionar cervical em leve extensão, secar, aspirar vias aéreas, reposicionar e avaliar frequências cardíaca e respiratória
Clampeamento imediato, realizar passos iniciais com aspiração de vias aéreas superiores e, avaliar frequência cardíaca em 6 segundos e padrão respiratório
Clampeamento entre 1 a 3 minutos, levar à sala de recepção e checar imediatamente a frequência cardíaca para avaliar necessidade de reanimação neonatal
Em relação ao Recém-Nascido (RN) exposto à sífilis, assinale a alternativa que apresenta a conduta incorreta para o caso descrito.
Analisar a presença de sinais de sífilis congênita no RN como: rinite serossanguinolenta, pênfigo palmo-plantar e prematuridade
Solicitar todos os exames imediatamente: VDRL, hemograma, líquor e raio-X de ossos longos, independente dos sintomas
A presença de VDRL positivo no RN, com demais exames normais, não confirma o diagnóstico de sífilis congênita e, portanto, não há necessidade de notificação do caso
Se VDRL no líquor negativo e proteinorraquia de 172mg/dl (miligrama por decilitro), o RN deve receber tratamento com Penicilina Cristalina 50.000UI/kg/dose (Unidades internacionais por quilograma por dose) durante 10 dias
O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2018 mostrou que, em um período de dez anos, houve um aumento de 21,7% na taxa de detecção de HIV em gestantes, atingindo taxa de 2,8 casos por 1000 nascidos vivos em 2017. Em relação à prevenção da transmissão vertical, assinale a alternativa incorreta.
Clampear o cordão umbilical imediatamente e evitar a ordenha de cordão
Iniciar a primeira dose do AZT logo após os cuidados imediatos ou nas primeiras 4 horas após o nascimento
Uma das indicações de nevirapina no recémnascido é o histórico materno de má adesão ao tratamento, mesmo com carga viral menor que 1.000 cópias/ml (mililitros) no 3° trimestre
Quando indicado, a primeira dose da nevirapina pode ser feita até 24 horas de vida
O Alojamento Conjunto é o local em que a mulher e o Recém-Nascido (RN) sadio, logo após o nascimento, permanecem juntos, em tempo integral, até a alta. De acordo com o Ministério da Saúde, em relação às indicações de alojamento conjunto, assinale a alternativa incorreta.
RN clinicamente estáveis, com capacidade de sucção e controle térmico; peso ≥ 2000 gramas e idade gestacional ≥ 34 semanas
Puérperas estáveis e sem contraindicações para a permanência junto ao seu bebê
RN com icterícia, com necessidade de fototerapia
RN com antibioticoterapia para tratamento de sepse neonatal, após a estabilização clínica
As Novas Tendências em Neonatologia, em relação aos cuidados com o recém-nascido de risco, baseado em evidências científicas, abordam temas importantes, tais como: o uso racional do oxigênio e a nutrição enteral precoce com leite humano ordenhado.
Sobre as Novas Tendências Fiocruz - 25/4/2019, podemos afirmar que:
O uso precoce do CPAP nasal, como suporte respiratório prioritário no prematuro, é uma prática segura, baseada em evidências.
Não está indicado o uso do CPAP em selo d'água na sala de parto.
Devemos sempre utilizar a intubação precoce na sala de parto para evitar danos cerebrais ao recém-nascido.
Não utilizar nutrição enteral precoce nos três primeiros dias de vida do prematuro abaixo de 1500g.
Manter o recém-nascido sedado para evitar sofrimento e dor.
Na sala de parto, você está para auxiliar o nascimento de um recém-nascido de termo cuja mãe não apresentou nenhuma alteração ao pré-natal. O parto é uma cesariana por falha na dilatação, o recém-nascido encontra-se com boa vitalidade e não foi realizado qualquer procedimento via vaginal. O obstetra faz a incisão no útero e retira a criança que se apresenta com lesões em ambas as pernas. Após o joelho, a criança se apresenta sem a pele das pernas. Você percebe a alteração e pensa no diagnóstico possível de epidermólise bolhosa.
Neste caso, qual das condutas abaixo é recomendada?
Realizar clampeamento imediato do cordão e deixar o RN em incubadora aquecida com alta umidificação.
Realizar clampeamento imediato com clampe de plástico e cobrir ambas as pernas com gases umedecidas.
Realizar cuidados de rotina e encaminhar o RN para UTI, mantendo-o em isolamento na incubadora aquecida.
Realizar clampeamento com liga de borracha e evitar o uso de incubadora e de monitorização continua.
Manter o RN em calor aquecido, com gases umedecidas sobre a lesão, e monitorização continua com oxímetro e monitor cardíaco.
Recém-nascido, com 24 horas de vida, mãe apresentou na gestação exame de toxoplasmose com 12 semanas, IgG negativo e IgM positivo. Com 22 semanas, a nova sorologia deu IgG negativo e IgM positivo, e a avidez não pôde ser realizada. Desse momento em diante, não foram mais colhidos exames e o obstetra optou por não tratar toxoplasmose. Levando em consideração esses exames, qual a conduta adequada nesta criança?
A gestante apresentava um exame IgM falso positivo, o que torna ela susceptível à doença, sendo recomendada a coleta de exames da mãe neste momento.
Não existe a necessidade de investigação, já que não ocorreu a doença. Desse modo, não existe clínica da doença no período que justifica nova investigação.
Deve-se investigar a criança com exames de imagem e sorologias, já que a mãe apresentou toxoplasmose na gestação e não foi tratada.
Deve-se colher a sorologia da criança para acompanhar a queda dos títulos de IgM, que passaram pela barreira transplacentária.
Afasta-se a possibilidade de doença, uma vez que a mãe tem um IgM falso positivo, não sendo possível adquirir a doença nesse momento.
Mãe procura o serviço de saúde após perceber que seu bebê de 8 dias ao perceber que seu polegar fica “preso” quando fecha a mão, e sempre que ela realiza a abertura forçada do dedo é percebido um estalido. Qual seria diagnóstico e conduta para esse RN?
Sindactilia, realizar fisioterapia.
Polegar em gatilho, correção cirúrgica.
Sinostose radioulnar, expectante.
Displasia de falange, correção cirúrgica tardia.
Bruna, 4 dias de vida, nasceu de parto normal com 37 semanas e 3 dias de gestação, pesando 2.450g e medindo 46cm. Apgar 9/9; Mãe G1P1A0 não realizou pré-natal e pai ignorado. Ao exame físico: RN choroso, hipocorado, fígado palpável a 4 cm da RDC e baço a 6 cm da RCE. Presença de coriza serosanguinolenta e lesões bolhosas disseminadas em palmas + plantas. Realizados exames demonstrados no quadro abaixo:
Toxoplasmose | IGG + / IGM - |
Rubéola | IGG + / IGM - |
VDRL | 1/32 |
HIV | NÃO REAGENTE |
Hemocultura | NEGATIVA |
Qual o tratamento deve ser instituído?
Amoxicilina por via oral por 7 dias.
Penicilina G cristalina por via venosa por 7 dias.
Penicilina G benzatina por via intramuscular 3 doses.
Azitromicina por via oral por 5 dias.
RN nascido a termo, IG: 37 semanas e 2 dias, parto cesáreo agendado. Apresentou Apgar 7/8 e peso de 2755g ao nascer. Nas primeiras horas de vida evoluiu com aumento da frequência respiratória (FR: 85 irpm), tiragem subcostal e batimento de asa nasal. Ao exame não foram identificadas alterações na ausculta, SatO2 90%. Iniciada oxigenioterapia e realizado Rx de tórax. O estudo radiográfico evidenciou congestão peri-hilar radiada e simétrica, espessamento de cissuras interlobares, hiperinsuflação pulmonar leve, discreta cardiomegalia e derrame pleural. Com 24h de vida o RN evoluiu com melhora, eupneico, SatO2 98%em ar ambiente. Qual o processo fisiopatológico que poderia explicar tal quadro?
Deficiência de surfactante.
Microatelectasias difusas.
Retardo na absorção de líquido pulmonar.
Vasoconstrição venosa pulmonar.
Letícia, médica de família da comunidade do jacarezinho, está iniciando um projeto de orientação materna sobre o aleitamento materno. Durante uma roda de conversa foi questionada por uma mãe sobre até quando ela precisa manter o bebê somente no seio materno. De acordo com as recomendações da OMS, qual a resposta adequada ao questionamento?
Até a mãe necessitar retornar ao trabalho, porque fica inviável amamentar durante sua jornada.
Até os 4 meses, e a partir de então pode ser realizada introdução de sucos de fruta na dieta.
Até os 4 meses, mas a oferta de água e chá e sempre permitida e não interfere na amamentação.
Até os 6 meses, sem oferta de nenhum outro tipo de líquido ou alimento na dieta.
No início da gestação, a água representa 95% do peso corporal do feto, e no final essa proporção cai para 75%. Esses valores são, por si, um forte indicativo da importância do manuseio hidroeletrolítico no RN. Para que o manejo da hidratação no RN seja feito de maneira adequada, é necessário conhecer a fisiologia relacionada ao controle do equilíbrio de sódio e água no período neonatal. O balanço dos líquidos no RN está relacionado ao conteúdo de água corporal, volume de líquidos administrados e intensidade de perdas hídricas. Cada uma dessas variáveis altera-se de acordo com as idades gestacional e pós-natal. Dessa forma, o manejo da hidratação no período neonatal varia dependendo da situação, e é diferente do manejo nos lactentes. Em relação à administração de líquidos e eletrólitos no recém-nascido, assinale o que for correto:
Quanto menor for a idade gestacional, menor será a necessidade de líquidos.
É possível suprir todas as necessidades hídricas dos RN pré-termo por via enteral.
Nos RN com asfixia e doença respiratória, a oferta de líquidos deve ser aumentada.
Após o nascimento, com o passar dos dias, ocorre aumento da maturidade cutânea e renal, reduzindo-se a necessidade de líquidos.
O controle de infecção relacionada ao uso do cateter vascular central (CVC) é de extrema importância e para tal é recomendável, seguindo evidências científicas, a adoção da seguinte prática:
utilizar a inserção do CVC através de flebotomia;
utilizar pomadas antimicrobianas no local de inserção do CVC;
realizar cultura da ponta do CVC ao ser removido do paciente;
trocar o set de infusão e dispositivos acoplados ao sistema a cada 48 horas;
cobrir o local de inserção do CVC com curativo estéril de gaze ou transparente.
Recém-nascidos prematuros com Persistência do Canal Arterial NÃO estão propensos a maior:
mortalidade;
necessidade de suporte ventilatório;
incidência de hemorragia pulmonar;
ocorrência de broncodisplasia pulmonar;
evidência de edema pulmonar.
Sobre a Retinopatia da Prematuridade (ROP) pode-se afirmar que:
os primeiros sinais de ROP surgem entre a 4ª. e a 6ª. semana de vida;
os estágios da ROP traduzem a gravidade e são descritos de 1 a 4;
quanto mais anterior (Zona 1) mais grave é a doença;
a doença plus é descrita pela presença de tortuosidade vascular;
quanto mais prematuro for o RN, mais anterior está localizada a ROP.
Recém-nascido a termo, pesando 2500g, no alojamento conjunto, 3º. dia de vida, bem, sem anormalidades clínicas e em condições de alta da maternidade. Realizado teste da oximetria de pulso (“coraçãozinho”) que revelou saturação de oxigênio 92% na mão direita e de 91% no pé direito. A conduta CORRETA é:
suspender a alta e iniciar prostaglandina E1 até definição diagnóstica da cardiopatia;
suspender a alta para que seja realizada avaliação ecocardiográfica;
manter a alta e encaminhar para cardiologista pediátrico e ecocardiograma com 1 mês;
suspender a alta, reavaliar o teste em 24 horas e conforme o resultado definir alta;
manter a alta e orientar retorno em 72 horas para reavaliação clínica e ecocardiograma, se necessário.
Os procedimentos em recém-nascidos podem levar a dor, que, dependendo da sua intensidade, periodicidade e duração; pode resultar em sequelas a curto e longo prazo. Em relação à dor no período neonatal, assinale a alternativa correta.
A escala de NIPS é utilizada principalmente em recém-nascidos em ventilação mecânica
A analgesia farmacológica, apesar de ser muito indicada, não possui eficácia comprovada na literatura
Os opioides são importantes fármacos para tratamento da dor no período neonatal, e podem ser utilizados, independente das condições clínicas do recém-nascido
A amamentação durante a punção capilar diminui o escore de dor no recém-nascido
RN a termo com 3 horas de vida, assintomático, apresenta na primeira hora de vida uma glicemia de trinta minutos após a primeira mamada menor que 25 mg/dl; amamenta novamente e realiza nova dextro em uma hora ainda menor que 25 mg/dl. Assinale a opção que representa a melhor conduta.
Deve ser feito glicose EV, com velocidade de infusão de glicose (VIG)4-6 mg/kg/: min;
Deve ser mantido em aleitamento materno e complemento, fazendo controle de sintomas e dextro de 3/3 horas pré-mamada;
Deve ser mantido em aleitamento materno exclusivo;
Deve ser feito glicose EV, com velocidade de infusão de glicose (VIG) 12-14 mg/kg/min.
A Reanimação Neonatal consiste em práticas de cuidado imediato, devendo ser iniciadas dentro do primeiro minuto de vida (Minuto de Ouro) que tem por objetivo favorecer a transição bem sucedida da vida intrauterina. Sobre este assunto analise as afirmativas abaixo:
I. A Frequência Cardíaca (FC) e o principal determinante das decisões durante as manobras de reanimação neonatal;
II. A FC é considerada adequada quando > 100 bpm e inadequada se < 100 bpm. A palpação do cordão e a ausculta do precórdio subestimam a FC;
III. Bebês com FC inadequada e/ou que não iniciaram movimentos respiratórios regulares devem iniciar imediatamente a ventilação com pressão positiva (VPP) e de modo simultâneo o auxiliar instala a oximetria de pulso e a monitorização cardíaca.
Estão corretas:
Apenas I e II;
Apenas I e III;
Apenas II e III;
Todas as afirmativas.
Recém-nascidos pré-termos, logo após o nascimento, se estiverem hipotônicos e se não estiverem respirando, indicam-se os passos iniciais de reanimação, que consistem em:
Prover calor; posicionar a cabeça em leve extensão; aspirar vias aéreas, se excesso de secreções; secar e desprezar os campos úmidos (se RN > 1.500g); e reposicionar a cabeça, se necessário.
Prover calor; posicionar a cabeça em leve flexão; aspirar vias aéreas, se excesso de secreções; secar e desprezar os campos úmidos (se RN > 1.500g); reposicionar a cabeça, se necessário; e verificar temperatura corporal.
Prover calor úmido; posicionar a cabeça em leve extensão; aspirar vias aéreas, se excesso de secreções; secar e desprezar os campos úmidos (se RN > 2.000g); e reposicionar a cabeça lateralizada, se necessário.
Prover calor; posicionar a cabeça em leve flexão; aspirar vias aéreas, se excesso de secreções; secar e desprezar os campos úmidos (se RN > 2.000g); e reposicionar a cabeça sobre o coxim, se necessário.
Prover calor úmido; posicionar a cabeça em extensão; verificar a temperatura corporal; aspirar vias aéreas, se excesso de secreções; secar e desprezar os campos úmidos (se RN > 2.000g); e reposicionar a cabeça, se necessário.