Questões de Concurso sobre Neonatologia

 
 
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Recém-nascido prematuro tardio (36 semanas), peso ao nascer de 2400g, parto cesário por hipertensão materna, filho de mãe primigesta, atualmente com 3 dias de vida, peso de 2200g apresenta temperatura de 38º C. O estado geral é bom e o exame físico é normal. Hemograma e hemoglicoteste são normais. A hipótese mais provável é:


A

Infecção bacteriana


B

Infecção viral


C

Febre por baixa ingesta


D

Cardiopatia congênita


E

Febre por hiperaquecimento

Recém-nascido prematuro extremo de 800g, Apgar de 1-5-7, em ventilação mecânica desde o nascimento, é diagnosticado com hemorragia periintraventricular grau III e posteriormente com hidrocefalia pós hemorrágica que evoluiu rapidamente para dilatação progressiva nas ultrassonografias de controle. A melhor conduta nesse caso é:


A

Acompanhamento de perímetro cefálico por 2 semanas


B

Derivação ventricular externa ou derivação ventrículo

peritoneal


C

Furosemida ou acetazolamida


D

Corticóide


E

Punção lombar

Quanto a infecção congênita e perinatal pelo citomegalovírus, é correto afirmar:


A

A ausência do vírus na saliva e/ou na urina, do nascimento até 3 semanas de vida, exclui o diagnóstico de infecção congênita


B

A detecção do vírus entre 2 e 3 semanas de vida indica infecção pós natal precoce


C

A principal forma de transmissão perinatal em prematuros é pelo leite materno, sendo indicado o leite pasteurizado e a restrição ao leite materno cru para <1500g


D

Atualmente a droga de escolha para tratamento é o valganciclovir por ser menos tóxica e melhorar prognóstico neurológico em curto prazo


E

Embora a maioria das infecções seja assintomática ao nascimento, 50% dessas crianças poderão ter anormalidades meses ou anos após o nascimento

Assinale a alternativa correta.


No manejo do recém-nascido com insuficiência respiratória, a CPAP nasal (pressão positiva contínua das vias aéreas), associada aos avanços nos cuidados respiratórios, na terapia de suporte e nos sistemas de monitorização, surge como uma perspectiva de ventilação não invasiva para minimizar a lesão pulmonar. Uma das indicações da CPAP nasal é:


A

Recém-nascido com peso inferior a 2.500 g (gramas), na presença de qualquer sinal de aumento do trabalho respiratório. Nesse caso, instalar a CPAP precocemente, se possível desde o nascimento


B

Recém-nascido com peso inferior a 2.000 g (gramas) mantendo SatO2 (saturação de oxigênio) abaixo de 93% com fração inspirada de oxigênio igual ou superior a 60%


C

Recém-nascido com peso superior a 2.500 g (gramas) mantendo SatO2 (saturação de oxigênio) abaixo de 93% com fração inspirada de oxigênio igual ou superior a 60%


D

Pós-extubação traqueal para todos os recém-nascidos com peso inferior a 2.500 g (gramas)


E

Apneia neonatal

Gestante de 35 anos, pré-natal completo e sem intercorrências, chega ao Centro Obstétrico em franco trabalho de parto. Nasce recém-nascido de 39 semanas, peso nascimento 3400 g, AIG, Apgar 7/8. RN evolui imediatamente após o nascimento com esforço respiratório intenso caracterizado por taquipnéia, cianose central e retração sub e intercostais moderadas. Apresenta ao exame, abdome escavado e desvio lateral dos batimentos cardíacos a ausculta. Em relação à patologia que esse recém-nascido apresenta é INCORRETO afirmar:


A

Trata-se de uma patologia cirúrgica que requer correção cirúrgica imediata.


B

Está associada a hipoplasia pulmonar, hipertensão pulmonar e deficiência de surfactante.


C

Há necessidade de intubação endotraqueal imediata.


D

A ventilação mecânica convencional deve ser realizada com baixas pressões, a fim de reduzir barotrauma.


E

Sedação com narcótico e relaxantes musculares pode ser usada para controlar a ventilação e reduzir a pressão na via aérea.

Sobre a corioamnionite ou inflamação das membranas fetais, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A prematuridade é o principal fator de risco, impactando como causa ou consequência da corioamnionite materna.


B

A corioamnionite ocorre somente com ruptura das membranas amnióticas.


C

Recentemente, tem-se relacionado corioamnionite clínica ou histológica com a presença de funisite.


D

Entre as entidades mórbidas associadas ao nascimento prematuro pós-corioamnionite destacam-se a displasia broncopulmonar e retinopatia da prematuridade.


E

Os micoplasmas genitais, como Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis são os microorganismos mais frequentes nas culturas de líquido amniótico.

Em relação ao transporte inter hospitalar de um recém-nascido, é correto afirmar:


A

Não há necessidade de estabilização clínica do paciente antes do transporte.


B

Em recém-nascidos instáveis, com risco de insuficiência respiratória, pode ser indicada intubação endotraqueal antes do transporte.


C

A instabilidade térmica antes e durante o transporte não altera a morbimortalidade.


D

É obrigatória a autorização, por escrito, dos pais para o transporte do recém-nascido, mesmo em caso de iminente risco de vida.


E

Não há necessidade de acesso venoso para transporte de um recém-nascido.

Assinale a alternativa correta.


As infecções precoces, geralmente, são decorrentes da contaminação do recém-nascido por bactérias do canal de parto, ou secundárias à bacteremias maternas. Os exemplos mais clássicos são infecções por:


A

Bactérias Gram-negativas; Estafilococo coagulase-negativa; Fungos


B

Bactérias Gram-negativas; Listeria monocitogenes; Fungos


C

Estafilococo coagulase-negativa; Listeria monocitogenes e Escherichia coli


D

Streptococcus agalactiae; Listeria monocitogenes e Escherichia coli


E

Streptococcus agalactiae; Bactérias Gram-negativas e Fungos

Assinale a alternativa correta.


Considerando o uso racional de antibióticos na UTI neonatal, o esquema empírico de tratamento das infecções hospitalares depende do momento do aparecimento das manifestações clínicas (infecção precoce ou tardia), realização prévia de procedimentos invasivos, conhecimento da flora e padrão de resistência de cada hospital. Com base nesses princípios, sugeremse para o tratamento das infecções precoce o uso de:


A

Penicilina ou ampicilina associada a uma cefalosporina de terceira geração


B

Penicilina ou ampicilina associada a um aminoglicosídeo (em geral a gentamicina)


C

Oxacilina associada a uma cefalosporina de terceira geração


D

Oxacilina associada a amicacina


E

Vancomicina associada a uma cefalosporina de terceira geração

Dadas as afirmativas quanto à Sepse Neonatal Precoce,


I. É a que ocorre nas primeiras 48 h de vida e está relacionada diretamente a fatores gestacionais e/ou do período periparto.

II. Os germes mais comumente identificados pertencem ao trato genital materno, sendo mais encontrados o Streptococcus agalactae e Escherichia coli.

III. O escore de Apgar no 5º minuto inferior a sete e a presença de bolsa rota constitui uma importante associação para o risco de Sepse Neonatal Precoce.

IV. A urocultura é imprescindível na Sepse Neonatal Precoce.


verifica-se que está(ão) correta(s)


A

IV, apenas.


B

I e III, apenas.


C

II e IV, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

I, II, III e IV.

RN, nascido com 36 semanas de gestação, parto normal, bolsa rota 12 h antes do parto, filho de mãe HIV positiva que recebeu antirretroviral (ARV) na gestação, peso do nascimento 2400g, Apgar 5/6, apresentando desconforto respiratório moderado, foi encaminhado para UTIN e prescrito dieta zero com sonda nasogástrica aberta, hidratação venosa, CPAP nasal com oxigenoterapia 50%. Nesse caso, qual é o manejo adequado quanto à terapia profilática em relação aos antirretrovirais?


A

Nevirapina após 48 h.


B

Zidovudina (AZT) EV a cada 6 h.


C

Zidovudina (AZT) VO iniciada após a liberação da dieta.


D

Zidovudina (AZT) EV a cada 8 h + Nevirapina (NVP) nas primeiras 48 horas de vida.


E

Zidovudina (AZT)+ Nevirapina (NVP) nas primeiras 2 horas de vida pela sonda nasogástrica.

O recém-nascido pode ser classificado também pela Idade Gestacional (IG). Das alternativas abaixo, qual apresenta a classificação correta?


A

Pré-termo (IG < 36 semanas e 6 dias), Pré-termo tardio (IG entre 34 semanas e 6 dias a 36 semanas), Termo precoce (IG de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias), Termo tardio (IG de 39 semanas a 41 semanas e 6 dias) e Pós-termo (IG > 42 semanas).


B

Pré-termo (IG < 37 semanas), Pré-termo tardio (IG entre 34 semanas a 36 semanas e 6 dias), Termo precoce (IG de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias),Termo tardio (39 semanas a 41 semanas e 6 dias) e Pós-termo (IG ≥ 42 semanas).


C

Pré-termo (IG < 37 semanas), Pré-termo tardio (IG entre 35 semanas a 36 semanas e 6 dias), Termo precoce (IG de 37 semanas e 1 dia a 38 semanas), Termo tardio (IG de 38 semanas e 6 dias a 41 semanas e 6 dias) e Pós-termo (IG > 42 semanas).


D

Pré-termo (IG < 36 semanas e 6 dias), Pré-termo tardio (IG entre 34 semanas e 1 dia a 36 semanas e 6 dias), Termo precoce (IG de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias), Termo tardio (IG de 39 semanas a 41 semanas e 6 dias) e Pós-termo (IG > 42 semanas).

A administração de líquidos ao recém-nascido, sobretudo no pré-termo, deve ser bastante cuidadosa levando-se em consideração a idade gestacional e pósnatal, peso de nascimento, umidificação do ambiente e patologias associadas. Esse cuidado deve-se ao fato que a oferta excessiva de líquidos pode contribuir para:


A

aumentar o risco para displasia broncopulmonar, abertura do canal arterial e hemorragia cerebral no recém-nascido pré-termo.


B

elevar o risco de insuficiência renal, enterocolite necrosante e hipertensão arterial.


C

agravar a hemorragia cerebral do pré-termo, abertura do forame oval e hipertensão arterial.


D

exacerbar a hipertensão pulmonar persistente neonatal, evolução com síndrome cerebral perdedora de sal.

Um dos critérios diagnósticos da Hipertensão Pulmonar Persistente do Neonato é a diferença da oxigenação arterial entre os sítios pré-ductais (membro superior direito) e pós-ductais (membros inferiores), considera-se uma diferença significativa quando:


A

o gradiente de PO2 pré e pós-ductal for superior a 20% ou de SatO2 pré e pós-ductal superior a 5%.


B

o gradiente de PO2 pré e pós-ductal for superior a 30% ou de SatO2 pré e pós-ductal superior a 15%.


C

o gradiente de PO2 pré e pós-ductal for superior a 15% ou de SatO2 pré e pós-ductal superior a 10%.


D

o gradiente de PO2 pré e pós-ductal for superior a 25% ou de SatO2 pré e pós-ductal superior a 12%.

Convulsão no período neonatal apresenta etiologia variada. Assinale a alternativa abaixo onde todos os seus itens são causas de convulsão neonatal.


A

Meningite, hipoglicemia e hipocalemia.


B

Hiponatremia, hipercalcemia e hemorragia periintraventricular.


C

Deficiência de piridoxina, hipocalcemia e asfixia perinatal.


D

Toxoplasmose congênita, erros inatos do metabolismo e hipercalemia.

Um recém-nascido (RN) do sexo masculino, nasceu de parto vaginal, com peso de nascimento de 920 g, idade gestacional de 27 semanas e 2 dias pela ultrassonografia do primeiro trimestre. Seu escore de Apgar foi 3 e 7 respectivamente no 1º e 5º minuto de vida. Foi colocado em CPAP nasal (Pressão positiva continua em vias aéreas) ainda em Sala de Parto e encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos. A radiografia de tórax mostra sinais de síndrome de Desconforto Respiratório (SDR), colocado um cateter umbilical. A gasometria arterial foi colhida com o RN em CPAP com FiO2 de 50% e pressão de 5 cmH2O, apresentando o seguinte resultado: pH = 7,17; PCO2 = 55; PO2 = 60; HCO3 = 16,5; BE = -6. Diante desse caso, a conduta mais adequada é:


A

fazer uma expansão de volume com soro fisiológico 10 ml/kg e intubar o RN com cânula traqueal 2,5 mm.


B

proceder a intubação traqueal com cânula 2,5 mm e administrar surfactante pulmonar exógeno.


C

providenciar intubação traqueal, administrar soro fisiológico 5 ml/kg e repetir a gasometria arterial após 3 horas.


D

ajustar os parâmetros do CPAP, colocando a pressão em 6 cm H2O e FiO2 para 60% e repetir a gasometria após 2 horas.

A mortalidade infantil pós-neonatal tem forte relação com


A

controle de infecção hospitalar.


B

acompanhamento pré-natal.


C

atenção ao parto.


D

falta de saneamento básico.


E

diabetes gestacional.

Nas infecções neonatais cuja evidência diagnóstica (clínica / laboratorial / microbiológica) ocorreu nas primeiras 48 horas de vida, com fator de risco materno para infecção, constitui fator de risco materno:


A

bolsa rota maior ou igual há 36 horas.


B

cerclagem.


C

trabalho de parto em gestação menor que 40 semanas.


D

infecção do trato urinário materna sem tratamento ou em tratamento há menos de 72 horas.


E

febre materna nas últimas 72 horas.

Em relação à icterícia fisiológica, pode-se afirmar que:



A

a imaturidade do metabolismo neonatal é a sua causa.



B

surge nas primeiras 24 horas de vida.



C

apresenta aumento sérico de bilirrubina superior a 5 mg/dL/dia.



D

ocorre devido à diminuição da circulação enteroepática.


E

quanto mais prematuro o recém-nato, menos vulnerável a sua intensidade.


 
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