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Em um recém-nascido com os pulsos femorais impalpáveis e os pulsos de membros superiores em boa amplitude, a hipótese diagnóstica mais provável é de:
coarctação da aorta.
paralisia infantil.
luxação congênita do quadril.
trombose femoral.
tetralogia de Fallot.
No caso de um recém-nascido do sexo feminino, IG de 31 semanas, nascido de parto cesáreo de mãe que fez pré-natal completo sem intercorrências, gesta I e para I, com doença hipertensiva específica da gravidez, que evoluiu com sofrimento respiratório progressivo, a sua principal hipótese diagnóstica é de:
taquipneia transitória do recém-nascido.
síndrome de aspiração meconeal.
síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido.
pneumonia neonatal.
hérnia diafragmática.
Um lactente com um mês de vida, cuja mãe não fez pré-natal, apresenta descamação, lesões eritematosas palmo-plantar, choro à manipulação dos membros e hepatoesplenomegalia. A principal hipótese diagnóstica é:
impetigo.
varicela congênita.
sífilis congênita.
doença mão-pé-bôca.
citomegalovírus.
Em recém-nascido portador de deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, o uso de vitamina K pode precipitar um quadro de:
enterocolite necrotizante.
cianose.
anemia intensa.
icterícia.
hipoglicemia.
Em um recém-nascido do sexo masculino com cinco dias de idade, sem queda do coto umbilical, em que se verificou eritema periumbilical que se estende na parede abdominal, a conduta correta para ele é:
orientar para continuar o uso de álcool no coto umbilical.
aplicação de pomada de antibiótico no local e fazer revisão em 24 horas.
prescrever compressas locais com soro fisiológico morno.
internar o paciente e realizar investigação completa para sepse.
prescrever antibioticoterapia por via oral e fazer revisão em 24 horas.
A utilização de eritromicina via oral em recém-nascidos não é recomendada, devido a risco de aumento dos casos de:
enterocolite necrotizante.
refluxo gastroesofágico.
íleo paralítico.
hemorragia digestiva.
estenose hipertrófica de piloro.
A transposição das grandes artérias se manifesta no recém-nascido:
com o coração em “bota” e fluxo pulmonar muito diminuído.
com pneumonia de repetição.
com hipoxemia grave, acidose, cardiomegalia e fluxo pulmonar aumentado.
de mãe diabética.
de mãe com lúpus eritematoso sistêmico.
No que diz respeito à transmissão materno-fetal do vírus do HIV, pode-se afirmar que:
o recém-nascido de mãe com diagnóstico de infecção pelo HIV deve receber a zidovudina preferencialmente nas primeiras 8 horas após o nascimento.
a administração da zidovudina tardiamente na gestação não reduz a transmissão vertical do HIV.
o aleitamento materno não está contraindicado nas mães portadoras do vírus HIV.
a carga viral e a ruptura prolongada de membranas ovulares não estão associadas à maior transmissão vertical do HIV.
a vacinação com BGG-ID e anti-hepatite B realizadas habitualmente após o nascimento, está contraindicada para recém-nascido de mãe soropositiva.
Os recém-nascidos a termo amamentados exclusivamente em seio materno devem
perder no máximo 20% do peso de nascimento nos primeiros 3 a 5 dias de vida.
recuperar o peso de nascimento após 20 dias de vida.
apresentar fezes de transição com 3 a 5 dias de vida.
ter uma revisão ambulatorial com 4 dias de vida pelo risco aumentado de icterícia pelo leite materno nessa época.
receber complemento com fórmula láctea se o ganho ponderal não estiver adequado com 15 dias de vida.
Sobre o atendimento, em sala de parto, de um recém-nascido maior de 34 semanas, é correto afirmar que:
Ao nascimento, devem ser avaliados respiração e tônus muscular. Se adequados, deve-se levar o paciente imediatamente para fonte de calor radiante, aspirar vias aéreas, secar e avaliar a frequência cardíaca e respiratória continuamente.
Uma medida de frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto indica a monitorização para avaliação da saturação.
Uma saturação de oxigênio registrada pelo monitor de 75% ao redor do quarto minuto de vida indica uso de oxigênio suplementar.
Ao reanimar o paciente que nasce bradicárdico e em apneia, aos 60 segundos de vida e sem resposta às manobras, esse já deve estar recebendo ventilação com pressão positiva em ar ambiente e monitorização de saturação.
Uma alternativa ao uso de adrenalina endovenosa, por falta de acesso venoso, é a via traqueal com dose maior, e mesma frequência que a endovenosa, pois sua absorção é segura.
Recém-nascido com 40 semanas de idade gestacional, peso nascimento de 3.800 gramas, apresentou aspiração maciça de mecônio espesso, com apgar 3 1’ e 5 5’. Raio X de tórax com pneumonia de aspiração extensa e pneumomediastino. Ecocardiograma com refluxo tricúspide, shunt direita-esquerda e pressão estimada na artéria pulmonar de 58 mmHg. Paciente sedado, em ventilação mecânica convencional, com pressão inspiratória de 32 cm de H2O, pressão expiratória de 3 cm de H2O, FR de 60 ciclos por minuto, tempo inspiratório de 0,5 segundos, relação I:E 1:1, concentração inspirada de oxigênio 100% e óxido nítrico de 20 ppm. Gasometria arterial com pH 7,18, pCO2 64 mmHg, pO2 150 mmHg. Com os parâmetros descritos acima, qual a conduta mais segura na sua ventilação, sem acesso à ventilação de alta frequência?
Aumentar a pressão inspiratória.
Diminuir a frequência respiratória com mesma relação I:E.
Diminuir tempo inspiratório e manter frequência respiratória.
Aumentar óxido nítrico.
Diminuir a pressão expiratória.
Gestante com 40 semanas de idade gestacional, sem fatores de risco ou intercorrências no pré-natal, chega ao centro obstétrico em trabalho de parto. Durante a evolução apresenta ruptura espontânea de bolsa com líquido amniótico com grande quantidade de sangue e desaceleração cardíaca fetal. Indicada cesareana de urgência. Ao nascer Apgar 2 1’, 3 5’ e 5 no 10’. Ao chegar na UTI neonatal, após ter recebido duas infusões de 10 mL/kg de soro fisiológico na sala de parto, o paciente apresentava: pressão arterial média de 20 mmHg, frequência cardíaca de 190 batimentos por minuto, palidez e pulsos filiformes. A conduta imediata é prescrever a infusão de
dopamina e albumina.
dobutamina e concentrado de hemácias.
dopamina e milrinone.
dopamina e concentrado de hemácias.
dopamina e dobutamina.
Sobre os exames de triagem realizados em recém-nascidos, analise as seguintes assertivas:
I. Dosagens normais de T4 e TSH após as primeiras 72 horas de vida afastam a possibilidade de hipotireoidismo congênito.
II. Não precisam ser realizados em prematuros, pois não existem limites laboratoriais bem definidos nesses pacientes.
III. Níveis aumentados de TSH nas primeiras 24 horas de vida indicam hipotireoidismo congênito.
IV. Disgenesia tireoidiana é a principal causa de hipotireoidismo congênito.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
Recém-nascido por cesareana, com 36 semanas e três dias de idade gestacional, indicada por três prévias. Peso de nascimento de 2.600 gramas. Evolui com disfunção respiratória precoce com tiragem subcostal, gemência, frequência respiratória de 92 movimentos por minuto. Saturação de oxigênio em ar ambiente de 85%. Raio X com infiltrado perihilar, cardiomegalia leve e sem escapes de ar.
Considerando o quadro descrito, qual o manejo mais adequado?
Não oferecer dieta, sonda orogástrica aberta em frasco, oxigênio por campânula e hidratação venosa com restrição do volume de manutenção.
Oferecer dieta por sonda orogástrica, oxigênio por campânula e hidratação venosa com volume de manutenção.
Oferecer dieta por sonda orogástrica sem hidratação venosa e oxigênio por campânula.
Não oferecer dieta, sonda orogástrica aberta em frasco, ventilação mecânica não invasiva com oxigênio e hidratação venosa com volume de manutenção.
Não oferecer dieta, sonda orogástrica aberta em frasco, oxigênio por campânula e hidratação venosa com restrição do volume de manutenção, furosemida e antibióticos.
Sobre as condutas no atendimento do sofrimento respiratório precoce em pacientes menores de 1.500 gramas, é correto afirmar que:
A administração de surfactante profilático na sala de parto tem melhor resultado no recrutamento alveolar do que a administração de resgate.
Uma ventilação inicial sustentada de 10 segundos de insuflação seguida pela ventilação com pressão inspiratória e expiratória controladas comprovadamente reduz a necessidade de intubação traqueal e a duração da ventilação mecânica nos primeiros dias de vida, e também reduz a incidência de displasia broncopulmonar.
Hipercarbia pode ser resultado de pressão expiratória final positiva excessiva com volume corrente aumentado.
Hemorragia pulmonar é um efeito adverso frequente após o uso de surfactante, independente da presença de ducto arterial patente.
Ventilação de alta frequência pode ser útil no manejo de pacientes que necessitem de altos picos de pressão inspiratória e altas concentrações inspiradas de oxigênio para manter adequada troca gasosa com menor risco de lesão pulmonar.
Sobre infecções neonatais, é correto afirmar que:
Gestante com pesquisa de estreptococo beta hemolítico negativa, coletada com 27 semanas de idade gestacional, por apresentar trabalho de parto prematuro que foi sedado, necessita repetir exame entre 35 e 37 semanas.
O uso de vancomicina como profilaxia intraparto para gestantes alérgicas à penicilina, com pesquisa de estreptococo beta hemolítico positiva e com indicação de receber profilaxia, é considerado tão eficaz quanto penicilina intravenosa.
Se a profilaxia intraparto é indicada e iniciada duas horas antes do nascimento, mesmo com medicação adequada, o recém-nascido deve iniciar com tratamento empírico até resultados laboratoriais posteriores, independente de outros fatores de risco.
A história de filho anterior com doença invasiva por estreptococo beta hemolítico não modifica a conduta em uma gestação posterior, pois a colonização por este germe pode ser intermitente nas mulheres.
Urocultura positiva para estreptococo beta hemolítico durante a gestação não isenta a gestante de realizar pesquisa vaginal e retal para este germe no tempo adequado.
Sobre exsanguineotransfusão em pacientes com doença hemolítica, é correto afirmar que:
Após sua realização, a fototerapia não precisa mais ser intensiva.
Está indicada se o sangue de cordão apresenta dosagem de bilirrubinas maior que 4,5 mg/dL e hemoglobina menor que 11 g/dL.
Está indicada se a dosagem periférica de hemoglobina está entre 12 e 14 g/dL e a de bilirrubinas aumentando mais do que 0,5 mg/dL/hora.
A dose correta é de 100 mL/kg de sangue total.
Não está indicada para correção de anemia e insuficiência cardíaca em pacientes hidrópicos.
Primigesta, com 1,43 metros de altura, de 39 semanas de idade gestacional e sífilis tratada adequadamente no pré-natal. Evolui para parto vaginal com distócia, período expulsivo prolongado e líquido meconial espesso. Apgar 2 no 1’, 4 no 5’ e 6 no 10’. Peso de nascimento 4.400 gramas. Após o nascimento, permanece em ventilação mecânica com parâmetros de pressão inspiratória de 30 cmH2O e expiratória de 5 cmH2O, frequência respiratória de 25 ciclos por minuto e concentração de oxigênio inspirado de 60%, mantendo uma saturação de oxigênio de 95%. Inicia hipotermia terapêutica com duas horas de vida. Ao exame físico, tem múltiplas equimoses e palidez cutânea. Apresenta taquicardia e pressões arteriais baixas, necessitando terapia vasopressora. Exames com cinco horas de vida incluem: Gasometria arterial com pH 7,35, pCO2 45 mmHg e pO2 150 mmHg, hemoglobina de 9 g/dL. Com seis horas de vida, apresenta distensão abdominal importante, resíduo gástrico com sangue vivo e bradicardia.
Considerando o quadro descrito, qual o diagnóstico mais provável?
Reação à hipotermia terapêutica com plaquetopenia e sangramento.
Fratura hepática ou esplênica.
Enterocolite necrotizante.
Pneumonia Alba.
Insuficiência renal aguda pela asfixia.
Sobre a associação de ductus arterial patente e prematuridade com extremo baixo peso (menores de 1.000 gramas), é possível afirmar que:
I. A incidência de ductus arterial patente neste pacientes é alta.
II. É uma das possibilidades diagnósticas, quando esses apresentam deterioração ventilatória e maior necessidade de oxigênio.
III. A ausência de sopro exclui esse diagnóstico.
IV. Após um curso de tratamento medicamentoso sem sucesso nesses pacientes, é indicado o fechamento cirúrgico.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
Considerando as possibilidades diagnósticas nesse paciente, as avaliações na internação em UTI neonatal devem incluir:
I. Medida de glicemia capilar, hemograma, dosagem de cálcio e magnésio.
II. Eletrocardiograma e ecocardiograma.
III. Raio X de tórax e gasometria.
IV. Eletroencefalograma e triagem para septicemia com proteína C reativa.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas I e III.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.