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Em uma lesão pontina, a neuroimagem demonstra acometimento das fibras do nervo facial em seu trajeto intra-pontino. Em relação a esse percurso anatômico, é CORRETO afirmar que:
As fibras do facial contornam o núcleo do abducente, formando o joelho do facial e o colículo facial.
As fibras do facial cruzam no bulbo e emergem na junção bulbomedular, próximas ao hipoglosso.
As fibras do facial acompanham o nervo glossofaríngeo e emergem pelo sulco retro-olivar.
As fibras do facial emergem do mesencéfalo junto ao oculomotor, sem trajeto intrapontino.
As fibras do facial passam pelo pedúnculo cerebelar inferior antes de saírem na ponte.
Paciente de 46 anos com lesão intramedular cervical é submetido à ressecção tumoral sob monitorização eletrofisiológica. Durante a fase de exérese da lesão, observa-se queda sustentada das amplitudes dos potenciais evocados motores para 50% do basal. Diante do exposto, a conduta intraoperatória CORRETA é:
Prosseguir até a remoção total bruta, pois a queda de 50% é uma variação aceitável.
Suspender a irrigação para melhorar a visualização direta da interface glial-tumoral.
Converter imediatamente para coagulação monopolar para encurtar o tempo cirúrgico.
Interromper a ressecção tumoral diante da queda da amplitude para 50% do basal.
Aumentar a tração pial com suturas para ampliar a exposição e completar a ressecção.
Paciente com radiculopatia apresenta exame de imagem evidenciando fragmento discal localizado posteriormente ao ligamento longitudinal posterior, sem continuidade com o disco intervertebral de origem. De acordo com a classificação morfológica das hérnias discais quanto à migração e relação com o disco de origem, essa hernia é classificada CORRETAMENTE como:
Protrusa.
Extrusa.
Central.
Foraminal.
Sequestrada.
Na elaboração e análise crítica de um estudo clínico em neurocirurgia que compara duas técnicas operatórias, a característica fundamental para reduzir vieses e aumentar a validade interna de um ensaio clínico randomizado é:
Realização do estudo em centro de alta complexidade.
Inclusão de amostra numericamente ampla.
Publicação prévia dos dados em congresso.
Seguimento prolongado dos pacientes.
Randomização com adequada ocultação da alocação.
Paciente de 41 anos com Malformação de Chiari tipo I sintomática, associada à siringomielia cervical, apresenta herniação tonsilar de 8 mm abaixo do forame magno à ressonância magnética. Em relação ao manejo dessa condição, assinale a alternativa CORRETA.
A herniação tonsilar superior a 5 mm é critério radiológico utilizado no diagnóstico, sendo frequentemente considerada indicativa de tratamento cirúrgico, independentemente da sintomatologia.
A hidrocefalia pode estar associada à Chiari tipo I, ocorrendo na maioria dos casos e devendo ser tratada antes da descompressão da fossa posterior.
Em pacientes sintomáticos, particularmente quando há siringomielia associada, a descompressão da fossa posterior é recomendada, sendo descritos melhores resultados quando realizada nos primeiros anos de evolução dos sintomas.
Nos casos com siringomielia associada, a derivação direta da cavidade constitui estratégia inicial preferencial, independentemente da correção da malformação.
A monitorização respiratória pós-operatória não é rotineiramente necessária nos casos submetidos à descompressão suboccipital.
Em relação ao uso de Tomografia Computadorizada (CT) e Ressonância Magnética (MRI) na neurocirurgia, é CORRETO afirmar que:
A CT sem contraste é fraca para demonstrar hemorragia aguda, sendo a DWI da MRI preferível para EDH e SDH agudos.
A CT com contraste IV (CECT) é utilizada principalmente para avaliar hemorragias agudas e fraturas, pois melhora o detalhamento ósseo.
Na sequência FLAIR, a imagem se assemelha à T2, porém o líquor (CSF) é suprimido (escuro), e a maioria das anormalidades como edema, tumores, gliose e infartos agudos tende a aparecer brilhante.
Na T1WI, o CSF é branco e a gordura subcutânea é escura; TR e TE são longos.
A CTA resolve com alta precisão vasos perpendiculares ao plano axial e vasos adjacentes a coágulos densos.
Sobre as anomalias espinhais associadas ao Chiari I, assinale a alternativa que não está associada a esta malformação.
Retroflexão do odontoide.
Assimilação atlantoaxial.
Escoliose.
Deformidade de Klippel-Feil.
Luxação C3-C4.
Qual a localização intracraniana mais comum dos cistos epidermoides?
Cerebelo.
Ângulo ponto cerebelar.
Temporal.
Frontal.
Occipital.
Sobre os tumores de pineal, é correto afirmar que
são tumores comuns e frequentemente causam hidrocefalia.
não ocorrem por metástase.
se originam sempre nas células pineais.
são mais comuns na criança do que no adulto.
são benignos.
A relação entre o volume intracraniano e a Pressão Intracraniana (PIC) é descrita pela Doutrina de Monro-Kellie e pela curva pressão-volume. Sobre a fisiopatologia da hipertensão intracraniana, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A Doutrina de Monro-Kellie estabelece que, dentro de um crânio rígido, o volume total (parênquima cerebral, Líquido Cefalorraquidiano - LCR, e sangue) é constante. O aumento de um componente exige a diminuição compensatória de outro para manter a PIC normal.
(__)A complacência cerebral é definida como a variação de pressão por unidade de variação de volume (DP/DV), indicando a resistência do sistema à expansão volumétrica.
(__)Quando a complacência cerebral está alta, pequenos aumentos de volume (como um hematoma em expansão) levam a grandes e abruptos aumentos na PIC, indicando falha dos mecanismos compensatórios.
(__)O tratamento da hipertensão intracraniana (HIC) baseia-se na redução de um dos componentes volumétricos, como a drenagem de LCR (ventriculostomia), a redução do edema (terapia hiperosmolar) ou a evacuação de uma massa (hematoma).
A sequência CORRETA é, "de cima para baixo":
V, F, F, V
F, F, V, V
F, V, F, V
V, V, V, F
Das condições a seguir, assinale a que é uma contraindicação relativa para craniotomia descompressiva.
Hipertensão intracraniana refratária.
Hemorragia traumática extensa com herniação cerebral
Glasgow menor que 3 sem reatividade pupilar.
AVC isquêmico maligno.
Edema cerebral bi-hemisférico após trauma cranioencefálico.
Um paciente de 52 anos apresenta-se com histórico de cefaleia de longa data e relata episódios de crises convulsivas na última semana. Foi realizada uma ressonância magnética de crânio, que evidenciou uma lesão hipointensa em T1, hiperintensa em T2, com realce heterogêneo ao contraste e edema perilesional significativo.
Com base no quadro descrito, qual é a hipótese diagnóstica mais provável, e qual deverá ser o próximo passo mais provável para a investigação?
Esclerose múltipla / Pulsoterapia com corticosteroides.
Abscesso cerebral / Antibioticoterapia empírica e monitoramento clínico.
Meningioma / Avaliação cirúrgica para ressecção.
Glioblastoma multiforme / Biópsia estereotáxica.
Metástase cerebral / Procedimento cirúrgico imediato.
Os cuidados pós-operatórios em neurocirurgia são indispensáveis em se tratando das complicações e da otimização na recuperação do paciente.
Assinale a alternativa que descreve corretamente um elemento importante do manejo pós-operatório em neurocirurgia.
A monitoração da pressão intracraniana no pós-operatório é indicada preferencialmente em pacientes com TCE leve.
O controle rigoroso da glicemia é essencial, uma vez que a condição de hiperglicemia pode estar associada a piores desfechos clínicos/neurológicos.
A quimioprofilaxia para tromboembolismo venoso é contraindicada no pós-operatório neurocirúrgico devido ao risco muito elevado de hemorragia intracraniana.
A reavaliação neurológica pode ser realizada somente após 24 horas, uma vez que alterações iniciais são esperadas e autolimitadas.
O manejo adequado da dor no pós-operatório é ponto central para o controle da pressão intracraniana, pois esta pode comprometer a recuperação.
A hipertensão intracraniana é uma condição grave que exige tratamento rápido e adequado para prevenir lesões cerebrais secundárias.
Em face do exposto, assinale a alternativa que descreve corretamente uma estratégia para o manejo da hipertensão intracraniana.
O uso de manitol ou solução salina hipertônica promove a redução da pressão intracraniana por meio da diminuição do edema cerebral.
A hiperventilação prolongada é uma abordagem utilizada para reduzir a pressão intracraniana de forma segura e eficaz.
O posicionamento do paciente com a cabeça abaixo do nível do coração favorece o retorno venoso, reduzindo rapidamente a hipertensão intracraniana.
A administração de glicose intravenosa é a primeira linha no manejo de hipertensão intracraniana para fornecer energia ao tecido cerebral afetado.
O decúbito do paciente deve permanecer abaixo de 15º.
Paciente masculino, 65 anos, vem apresentando quadro progressivo de fraqueza, de início há 2 anos. Começou em membros inferiores, mas depois passou a afetar também membros superiores, indolor. Ao exame físico, tem força diminuída nos 4 membros, atrofia muscular, arreflexia e fasciculações. Possui ressonância de neuroeixo mostrando mielopatia espodilótica cervical. Qual é a conduta correta nessa situação?
Acompanhamento com exames seriados.
Fisioterapia.
Eletroneuromiografia para diagnóstico diferencial.
Descompressão cirúrgica, sem necessidade de mais exames complementares.
Colar cervical.
Assinale a alternativa correta sobre tumores cerebrais.
O câncer de próstata é o mais relacionado a metástases cerebrais.
Meduloblastoma é o tumor mais comum em pacientes com neurofibromatose 1.
Nos casos dos meningiomas, a ressecção parcial é o objetivo a ser alcançado.
O fator prognóstico mais importante em gliomas infiltrativos é a presença da mutação IDH 1 ou IDH 2.
O tratamento do glioblastoma é cirúrgico, não sendo necessária quimioterapia.
Paciente masculino, 60 anos, apresenta quadro de herpes zoster, com lesões de pele em face medial de perna, fraqueza de extensão de joelho e ausência de reflexo patelar. Qual é a raiz acometida?
S1.
L5.
L1.
L4.
S2.
Qual estrutura é o alvo do DBS para tratamento de distonia?
Globo pálido interno.
Putâmen.
Núcleo subtalâmico.
Tálamo.
Núcleo caudado.
Paciente masculino, 40 anos, sem comorbidades conhecidas, é encaminhado para o serviço de emergência devido à cefaleia, a crises convulsivas e à fraqueza em dimídio direito de início há uma semana. Apresenta uma ressonância de crânio mostrando lesões em gânglios da base com realce pelo contraste e edema perilesional, podendo ocorrer em várias etiologias. Devido à dificuldade para se estabelecer a causa desses achados, foi realizada biópsia, a qual mostrou múltiplos taquizoítos. Diante do exposto, qual seria a conduta correta nesse caso?
Radioterapia.
Anfotericina B e depois itraconazol.
Metilprednisolona 1 g EV por 5 dias.
Ceftriaxona e metronidazol.
Pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
Após a realização de uma derivação ventricular externa e estabilização, a paciente foi submetida à angiografia cerebral, conforme apresentado na Figura 2 a seguir:

Sobre os aneurismas da bifurcação da artéria basilar, é INCORRETO afirmar que:
Correspondem a cerca de 50% dos aneurismas da circulação posterior.
As vantagens da abordagem subtemporal são: boa visualização da P1 contralateral, III nervo craniano fora do campo cirúrgico e pouca tração do lobo temporal.
Geralmente, os aneurismas do topo da artéria basilar são acessados pelo lado direito. Exceção ocorre mediante paralisia de III nervo à esquerda, hemiparesia à direita, artéria comunicante posterior padrão fetal unicamente à direita, colo aneurismático localizado em P1 à esquerda.
Os aneurismas de topo da artéria basilar encontram-se num espaço delimitado anteriormente pela clinoide posterior e clivus, lateralmente pelos lobos temporal-mesial, posteriormente pelos pedúnculos cerebrais e superiormente pelos corpos mamilares.
Pela baixa morbimortalidade dos procedimentos endovasculares atualmente, a embolização se tornou a primeira linha de tratamento em diversas instituições.