

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O Transtorno Específico da Aprendizagem (TEAp) com prejuízo na leitura (dislexia) envolve uma dificuldade na decodificação fonológica. Sobre as bases neurobiológicas deste transtorno, analise as afirmativas a seguir.
I.A teoria fonológica, a mais aceita, postula que o déficit primário da dislexia é a dificuldade na consciência de que a linguagem é formada por fonemas e na correspondência grafema-fonema.
II.Nos indivíduos disléxicos, observa-se uma hipoativação da região occipitotemporal (responsável pela leitura rápida e automática) e uma hiperativação compensatória do giro frontal inferior (linguagem oral) e da região temporoparietal (via analítica).
III.Estudos genéticos identificaram genes candidatos à dislexia (ex: DYX1C1, DCDC2, KIAA0319) que estão envolvidos no processo de migração neuronal e orientação axonal, corroborando achados post mortem de ectopias e displasias neuronais.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
I e II.
I e III.
I, II e III.
II e III.
A diferenciação entre encefalopatias progressivas (evolutivas) e não progressivas (estáticas), como a Paralisia Cerebral (PC), é um pilar do diagnóstico em neurologia infantil. Assinale a alternativa correta sobre esta distinção.
A definição de PC exclui distúrbios motores secundários a lesões do cerebelo ou tronco encefálico, restringindo-se a lesões hipóxico-isquêmicas dos hemisférios cerebrais.
Doenças metabólicas, como a Fenilcetonúria, são exemplos clássicos de encefalopatias estáticas, pois o dano ocorre unicamente no período perinatal e não progride.
A regressão do desenvolvimento (perda de marcos já alcançados) é a principal característica da encefalopatia estática, enquanto o atraso global (defasagem) é típico das encefalopatias evolutivas.
A PC é definida como uma alteração não progressiva do encéfalo em desenvolvimento (feto ou lactente); contudo, pode haver piora clínica (pseudorregressão) devido a distúrbios secundários, como epilepsia mal controlada ou retrações tendíneas.
R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido, é encaminhado ao neuropediatra por dificuldade progressiva para correr, subir escadas e levantar-se do chão. A mãe refere que ele utiliza as mãos sobre as coxas para se apoiar ao ficar em pé. Ao exame físico, observa-se fraqueza muscular proximal de cinturas, pseudohipertrofia de panturrilhas e marcha com base alargada.
Não há história familiar conhecida. Os exames laboratoriais mostram creatina quinase (CK) persistentemente >12.000 U/L.
O pediatra questiona qual deve ser o próximo passo diagnóstico. Qual é a conduta diagnóstica inicial correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Realizar biópsia muscular imediatamente para confirmação histopatológica antes de qualquer exame genético.
Solicitar teste genético molecular do gene DMD como exame confirmatório inicial, sem necessidade de biópsia muscular de rotina.
Solicitar eletroneuromiografia para caracterização do padrão miopático antes da investigação molecular.
Iniciar corticoterapia empírica e postergar investigação etiológica, pois o quadro clínico é altamente sugestivo.
Menino de 8 anos apresenta cefaleia matinal, vômitos em jato, ataxia da marcha, dismetria e nistagmo. A ressonância magnética do crânio com contraste evidencia lesão sólida intra-axial na fossa posterior, centrada no vermis cerebelar e com extensão ao quarto ventrículo, hipossinal em T1, sinal intermediário em T2/FLAIR, franca restrição à difusão e realce heterogêneo. Observa-se também compressão do quarto ventrículo com hidrocefalia triventricular, transudação liquórica transependimária e apagamento das cisternas da fossa posterior.
De acordo com o quadro clínico e os achados de imagem, o diagnóstico mais provável é de
ependimoma.
glioblastoma.
meduloblastoma.
tumor rabdoide atípico.
papiloma de plexo coroide.
Em relação à cefaleia na infância, assinale a alternativa correta.
Fotofobia e fonofobia não estão nos critérios diagnósticos.
Temporalidade pode ser um critério para considerar possíveis causas e investigação complementar.
Geralmente os ataques têm duração de 30 segundos.
A migrânea é mais prevalente no sexo feminino.
Em serviços terciários especializados em cefaleia na infância, a cefaleia do tipo tensão é a mais prevalente.
Os reflexos primitivos em bebês são respostas automáticas do sistema nervoso central imaturo, presentes desde o nascimento e que desaparecem progressivamente com a maturação neurológica.
Assinale a alternativa que correlaciona o reflexo à sua idade típica de desaparecimento.
Reflexo de Moro: desaparece por volta de 4-6 meses.
Reflexo de preensão plantar: desaparece até o final do 2º ano.
Reflexo de preensão palmar: desaparece até 12 meses.
Reflexo tônico do pescoço (assimétrico): desaparece em 2 a 3 meses.
Reflexo de Babkin: desaparece na maioria dos bebês até o final do 2º mês
Na avaliação de imagem por ressonância magnética da encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal, a perda da diferenciação do sinal do braço posterior da cápsula interna é indicativo de
padrão de mielinização normal do recém-nascido.
hipóxia em recém-nascido a termo, com mau prognóstico motor.
típica lesão de recém-nascido pré-termo.
acometimento motor restrito aos membros inferiores.
prognóstico motor favorável.
Adolescente de 16 anos realiza exame de imagem por ressonância magnética do crânio para investigação de epilepsia focal. O exame demonstra a alteração a seguir (imagem ponderada em T2 e imagem ponderada em suscetibilidade magnética (SWI), respectivamente):

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Considerando o exposto, é correto afirmar que o achado das imagens é compatível com
aneurisma cerebral.
tumor neuroepitelial disembrioblástico (DNET).
malformação venosa cavernosa cerebral.
displasia cortical focal.
hemangioblastoma.
Lactente de 3 dias, previamente saudável, começa a apresentar irritabilidade, vômitos e letargia progressiva. Evolui rapidamente com rebaixamento do nível de consciência e episódios de respiração irregular. Não há febre. Os exames laboratoriais mostram amônia plasmática de 400 µmol/L (VR < 80), glicemia normal, ausência de acidose metabólica e corpos cetônicos negativos. A análise de aminoácidos plasmáticos revela aumento de glutamina e redução de citrulina. O exame de urina mostra presença de ácido orótico aumentado.
Com base nesses achados, o diagnóstico provável é
deficiência de ornitina transcarbamilase (OTC).
deficiência de carbamoil-fosfato sintetase I.
acidemia propiônica.
acidúria argininosuccínica.
deficiência de piruvato desidrogenase.
A respeito do processo de mielinização do sistema nervoso na criança, assinale a alternativa correta.
A mielinização ocorre de forma aleatória no sistema nervoso, sem relação com o desenvolvimento motor da criança.
A mielinização se completa totalmente ao nascimento, sendo as aquisições motoras posteriores apenas resultado de aprendizagem.
A mielinização ocorre primeiro nas áreas corticais associativas e, somente após os 2 anos, atinge o tronco encefálico.
A mielinização é mais intensa apenas após os 5 anos, coincidindo com o início da alfabetização.
A mielinização segue um padrão cefalocaudal e próximo-distal, sendo essencial para a aquisição progressiva de habilidades motoras, cognitivas e de linguagem.
A respeito do mecanismo fisiopatológico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), assinale a alternativa correta.
O TDAH é causado primariamente por hiperatividade dopaminérgica no córtex pré-frontal, levando a aumento excessivo das funções executivas.
A principal disfunção no TDAH envolve hiperativação do córtex pré-frontal e dos gânglios da base, o que explica a impulsividade e hiperfoco presentes no transtorno.
O sistema de recompensa encontra-se hiper-responsivo no TDAH, o que aumenta a sensibilidade a tarefas repetitivas e diminui a busca por estímulos imediatos.
O TDAH decorre exclusivamente de fatores ambientais, sem participação genética significativa e sem alterações anatômicas identificáveis em neuroimagem.
O TDAH está associado à hipofunção dos sistemas dopaminérgico e noradrenérgico em circuitos fronto-estriatais, resultando em prejuízos de atenção, controle inibitório e funções executivas.
Paciente de 15 anos, com rigidez, distonia, bradicinesia, declínio escolar e coreia discreta. RM de crânio demonstra: atrofia do caudado e dilatação dos ventrículos laterais. Além disso, herança autossômica dominante, expansão de repetições CAG, antecipação por transmissão paterna. O diagnóstico nesse caso é
coreia de Sydenham.
doença de Wilson.
doença de Huntington juvenil.
distonia levodopa responsiva
hiperglicinemia não cetótica.
Uma criança apresenta atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, fácies característica, prega palmar única e cardiopatia congênita. O quadro descrito decorre, mais frequentemente, de:
trissomia 21.
mutação pontual.
mosaicismo somático.
deleção cromossômica.
Um lactente de 6 meses apresenta convulsão associada à febre. A crise foi generalizada, durou cerca de 10 minutos e ocorreu apenas uma vez. Após o evento, a criança permaneceu sonolenta por 15 minutos. Está em tratamento para otite média há 24 horas. A vacinação está incompleta para a idade. Qual é a conduta mais adequada inicialmente?
Tratar a causa da febre e orientar os pais, sem investigação adicional.
Iniciar anticonvulsivante profilático contínuo.
Realizar punção lombar, considerando o contexto clínico.
Solicitar eletroencefalograma de urgência.
Solicitar tomografia de crânio de rotina.
Paciente do sexo feminino, 6 anos, é avaliada por dor lombar, fraqueza progressiva nos membros inferiores e incontinência urinária nos últimos 12 meses. Ao exame, nota-se massa subcutânea lombossacra mole e lipomatosa, sem exposição de tecido neural. A ressonância de coluna mostra alterações sugestivas de lipomielomenigocele. Considerando esse caso, assinale a alternativa correta.
É uma forma de disrafismo aberto.
Lipomas do tipo dorsal são os mais associados à agenesia sacral.
Não ocorrem com outras condições como a siringomielia terminal.
A cirurgia está contraindicada após os 2 anos.
Uma das complicações da cirurgia é o desenvolvimento de pseudomeningocele.
Em recém-nascidos, o manejo farmacológico das crises convulsivas neonatais deve considerar a eficácia, a segurança e a experiência clínica acumulada nessa faixa etária. Em relação ao tratamento de primeira linha das crises convulsivas no período neonatal, assinale a alternativa correta.
Clonazepam.
Fenitoína.
Levetiracetam.
Fenobarbital.
Fentanil.
Um menino de 4 anos apresenta crises epilépticas gelásticas (crises de riso) e desenvolvimento de pelos pubianos (Tanner 2) e aumento testicular (volume 4 mL). A Ressonância Magnética (RM) de crânio mostra uma lesão pedunculada, isointensa à substância cinzenta, na região do tuber cinereum, que não realça com contraste. Qual o diagnóstico?
Germinoma suprasselar, causando diabetes insipidus e deficiência de GH.
Hamartoma hipotalâmico, causando puberdade precoce central (PPC) verdadeira.
Craniofaringioma, causando hipopituitarismo e puberdade atrasada.
Glioma óptico/hipotalâmico, associado à Neurofibromatose tipo 1.
Uma criança de 8 anos é atendida na Atenção Primária à Saúde (APS) por queixa dos pais de cefaleias recorrentes há 6 meses, caracterizadas por dor pulsante unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a náuseas, fotofobia e agravamento com atividade física, com duração de 4 a 24 horas por episódio, ocorrendo 2 a 3 vezes por mês, sem sinais de alerta como rigidez de nuca ou déficits neurológicos. O exame físico é normal, e não há história de trauma ou infecções recentes.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, a classificação dessa cefaleia e a conduta inicial recomendada na APS.
Cefaleia tensional episódica, com prescrição de relaxantes musculares como ciclobenzaprina e encaminhamento eletivo para neurologista pediátrico para confirmação diagnóstica via ressonância magnética cerebral.
Cefaleia em salvas, com indicação de oxigenoterapia inalatória em crises e profilaxia com verapamil, associada a avaliação oftalmológica urgente na APS para exclusão de glaucoma.
Cefaleia secundária a tumor cerebral, com solicitação imediata de tomografia computadorizada de crânio na APS e internação hospitalar para investigação etiológica detalhada.
Cefaleia migranosa (migrânea), com orientação aos pais sobre diário de cefaleia, medidas não farmacológicas como higiene do sono e hidratação, uso de analgésicos simples como ibuprofeno em crises agudas, e monitoramento na APS sem encaminhamento imediato para especialista se não houver sinais de alerta.
Cefaleia psicogênica, com foco em terapia cognitivo-comportamental isolada na APS, evitando analgésicos para prevenir dependência, e reavaliação em 3 meses sem medidas preventivas iniciais.
Lactente de 4 meses apresenta alongamento anteroposterior do crânio, redução do diâmetro biparietal e proeminência frontal e occipital. A tomografia computadorizada evidencia fusão prematura isolada da sutura sagital, com preservação das demais suturas cranianas.
Essa deformidade craniana é denominada
turricefalia.
plagiocefalia.
braquicefalia.
escafocefalia.
trigonocefalia.
Paciente de 3 anos apresenta, há 20 dias, queixa de dor na cabeça e vômitos que se tornaram frequentes na última semana. A mãe também notou dificuldade para andar. Ao exame: irritado, mantendo a cabeça lateralizada para esquerda; responde frases curtas; pupilas isocóricas, fotorreagentes; estrabismo convergente; marcha com base alargada e instável; quando sentada, apresenta instabilidade do tronco. Tônus: leve hipotonia axial. Força: preservada. Tremor intencional presente ao tentar alcançar brinquedos. Fundo de olho: bordas dos discos ópticos apagadas e edema. Qual é a hipótese diagnóstica?
Tumor de fossa posterior.
Deficiência de cobalamina.
Migrânea.
AVC isquêmico de artéria cerebral média direita.
Cerebelite.