

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A deficiência intelectual é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta funções cognitivas, levando a prejuízos na capacidade adaptativa do indivíduo.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição (DSM-5), a deficiência intelectual tem o seguinte especificador:
o grau de dependência funcional, dividido em pouca, moderada e muita dependência.
o nível de suporte necessário, dividido em nível 1, 2 e 3 de suporte.
o QI encontrado na avaliação neuropsicológica, dividido em limítrofe, inferior e muito inferior.
o nível de gravidade, dividido em leve, moderada, grave e profunda.
a idade mental correspondente, dividida em pré-escolar, escolar, adolescente ou adulta.
Os atrasos do neurodesenvolvimento na infância podem ter diversas causas. Acerca da avaliação inicial de crianças com atraso no desenvolvimento, assinale a alternativa correta:
O tratamento deve ser iniciado apenas após a confirmação diagnóstica.
A avaliação deve incluir história detalhada, exame clínico e investigações específicas, como ressonância magnética.
O exame genético é sempre desnecessário nos casos de atraso global do desenvolvimento.
A triagem neonatal não contribui para o diagnóstico de atrasos do neurodesenvolvimento.
Sobre as fases do desenvolvimento psicossexual de Freud, assinale a alternativa INCORRETA.
A fase oral ocorre do nascimento até aproximadamente 18 meses, sendo caracterizada pelo foco da libido na boca, e sua fixação pode resultar em comportamentos como fumar ou roer unhas na vida adulta.
Na fase anal, que vai dos 18 meses até os 3 anos, o foco da libido está no controle dos esfíncteres, e a forma como a criança lida com essa fase pode influenciar traços de personalidade ligados à organização e controle.
A fase fálica, entre 3 e 6 anos, é marcada pela identificação com o genitor do mesmo sexo e pelo complexo de Édipo, etapa essencial para o desenvolvimento da identidade sexual da criança.
A fase latente, que vai dos 6 anos até a puberdade, caracteriza-se pela repressão dos impulsos sexuais e pelo desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas e culturais, não havendo, portanto, importância clínica dessa fase no desenvolvimento psicológico.
A fase genital, iniciada na puberdade, é a etapa final do desenvolvimento psicossexual, quando a libido se direciona para objetos externos ao núcleo familiar, sinalizando o amadu recimento da personalidade e das relações interpessoais.
Uma menina de 6 anos é levada ao consultório pediátrico por sua mãe, que está preocupada com o desenvolvimento neurológico da filha. A mãe relata que a criança começou a apresentar dificuldade em manter a atenção em sala de aula e que frequentemente parece distraída e desatenta. Recentemente, a mãe notou que a filha também tem se queixado de dores de cabeça frequentes e episódios esporádicos de perda de força em um dos braços, que duram alguns minutos e depois se resolvem espontaneamente.
Durante a consulta, a menina parece inquieta e tem dificuldade de permanecer sentada. Os pais também relatam que, em algumas ocasiões, a criança apresentou episódios de comportamento explosivo, que não eram comuns anteriormente. Até agora, não há história familiar significativa de doenças neurológicas.
Exame Físico: Geral:
Paciente alerta, mas com dificuldade em manter a atenção.
Neurológico: Sem déficits neurológicos focais evidentes, mas havia relatos de episódios de fraqueza temporária e dores de cabeça.
Comportamental: Apresenta inquietação e dificuldade em interagir efetivamente.
Qual é a condição mais provável associada aos sintomas apresentados pela paciente, considerando a descrição clínica e os achados?
Síndrome de Eslerg.
Epilepsia do lobo temporal.
Encefalopatia crônica.
Deficiência de atenção e hiperatividade (TDAH).
Migrânea infantil com aura neurológica flutuante.
Um menino de 8 anos é levado ao pronto-socorro após ter apresentado um episódio prolongado de convulsão que durou cerca de 30 minutos. A mãe relata que ele já havia tido episódios menores de convulsões tônicas-clônicas generalizadas nos últimos meses, mas nunca tão prolongados. No hospital, o médico diagnostica estado de mal epilético.
Para o tratamento imediato, qual medicação seria mais apropriada para interromper a crise convulsiva e estabilizar o menino?
Ácido valpoico.
Fenitoína.
Lorazepam.
Carbamazepina.
Uma menina de 9 anos é trazida à emergência pela mãe, que está preocupada com episódios inexplicáveis que a criança vem apresentando nas últimas semanas. A mãe relata que, durante esses episódios, a menina parece "desligar-se" e não responde a estímulos, ficando com os olhos fixos e realizando movimentos automáticos, como morder os lábios e puxar os cabelos. Cada episódio dura cerca de 30 segundos e ocorre diversas vezes ao dia, muitas vezes sem que a menina perceba.
A mãe comenta que a menina não teve febre ou qualquer outra doença conhecida recentemente, e não havia episódios semelhantes registrados no passado. O desempenho escolar da criança tem diminuído devido à dificuldade de concentração, mas não há histórico familiar significativo de epilepsia ou outras condições neurológicas.
Na avaliação inicial, a menina parece alertar-se imediatamente após os episódios e está sem déficits neurológicos visíveis. O neurologista decide solicitar um eletroencefalograma (EEG) para investigar uma possível epilepsia de ausência atípica.
Com base neste caso clínico, assinale a alternativa correta sobre as ausências atípicas e sua abordagem:
A presença de movimentos automáticos durante as crises sugere uma condição não relacionada à epilepsia, e, portanto, não há necessidade de um EEG para investigação.
As crises de ausência atípicas podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comumente diagnosticadas em crianças mais velhas e devem ser tratadas com ácido valproico como terapia de primeira linha.
O tratamento inicial para crises de ausência atípicas deve ser a administração de benzodiazepínicos, que são considerados de primeira linha para controlar esses episódios.
Ausências atípicas são frequentemente confundidas com crises de ausência típicas, mas não se associam a movimentos automáticos ou perda de consciência; a criança geralmente permanece totalmente consciente.
Após a primeira ocorrência de crises de ausência atípicas, a criança deve ser sujeita a uma restrição rigorosa de atividades físicas para evitar lesões durante os episódios.
Sobre o exame neurológico do recém-nascido, sabe-se que o fechamento da fontanela anterior se inicia aos 6 meses e termina entre os:
18 e 24 meses.
12 e 24 meses.
9 e 18 meses.
24 e 28 meses.
Uma criança de um ano apresenta crise convulsiva febril generalizada e de curta duração, recuperando-se completamente em poucos minutos. Com base nas recomendações atuais, assinalar a conduta mais apropriada após a estabilização.
Solicitar tomografia e manter internação prolongada para investigação com eletroencefalograma seriado.
Prescrever anticonvulsivante contínuo e agendar ressonância para todos os casos de crise febril simples.
Liberar a criança com orientações claras aos responsáveis, tratar o foco infeccioso provável e programar reavaliação em curto prazo.
Indicar punção lombar e hidratação venosa prolongada, independentemente do estado geral após o evento.
A Convulsão Febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância. Analise as afirmativas a seguir sobre a definição e manejo da Crise Febril Simples:
I. Acomete crianças neurologicamente saudáveis, geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade, ocorrendo em vigência de febre não causada por infecção do sistema nervoso central.
II. A crise simples é caracterizada por ser generalizada (tônico-clônica), de curta duração (menos de 15 minutos) e não recorrente nas mesmas 24 horas.
III. É mandatório realizar eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética (RNM) em todas as crianças após a primeira crise febril simples para excluir epilepsia futura.
Está correto o que se afirma em:
II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
I e II apenas.
A meningite bacteriana recorrente (MBR), embora rara na faixa etária infantojuvenil, requer cuidadosa investigação clínica, neurológica e complementar, para esclarecimento da causa básica. Em relação à MBR, julgue os próximos itens.
I Na displasia de Mondini, a deficiência óssea da cápsula ótica e do meato acústico interno pode favorecer fístulas liquóricas, otoliquorreia e meningites recorrentes.
II Fístula liquórica congênita é uma falha de ossificação da base do crânio ou de estruturas do rochedo temporal, que permite comunicação anômala entre o espaço subaracnoideo e estruturas não estéreis, predispondo a meningites recorrentes.
III Mycobacterium tuberculosis, Cryptococcus neoformans, vírus HIV e enterovírus e espiroquetas são os patógenos mais identificados nos casos com defeitos ósseos estruturais congênitos.
IV Em pacientes acometidos por trauma craniano é mais comum a meningite recorrente quando há formação de pertuito na lâmina crivosa do etmoide, ou no osso frontal ou na mastoide.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens II e III estão certos.
Apenas os itens III e IV estão certos.
Apenas os itens I, II e IV estão certos.
Todos os itens estão certos.
Certa criança de 3 anos tem acondroplasia e tetraparesia em piora progressiva, mas sem alterações do nível de consciência.
A respeito desse caso, assinale a opção correta.
O provável diagnóstico é tumor de ponte, e a melhor conduta para o caso é a ressecção cirúrgica.
O provável diagnóstico é estenose de forame magno, e a melhor conduta para o caso é a descompressão posterior.
O provável diagnóstico é hidrocefalia, e a melhor conduta para o caso é a realização de DVP.
O provável diagnóstico é hidrocefalia, e a melhor conduta para o caso é a realização de terceiro ventriculostomia endoscópica.
O provável diagnóstico é estenose de forame magno, e a melhor conduta para o caso é o uso de colar cervical.
Assinale a opção que apresenta contraindicação absoluta para a realização de punção lombar.
paciente hemodinamicamente instável
osteomielite ativa toracolombar e fraturas instáveis de coluna lombar ou torácica
paciente com quadro de agitação psicomotora acentuada
sinais de irritação meníngea, associados a cefaleia, náuseas e vômitos
trombocitopenia abaixo de 70.000/mm3 ou uso de anticoagulantes como varfarina
Um menino de nove anos de idade, previamente hígido, sem antecedentes de epilepsia ou doenças neurológicas, é levado ao pronto-socorro após episódio súbito de perda de consciência com abalos tônico-clônicos generalizados, com duração de 1 a 2 minutos. Não houve febre, traumatismo craniano ou uso de medicações prévias. Durante a crise, apresentou cianose perioral, sem eliminação de esfíncteres. Após o evento, recuperou-se completamente em cerca de 10 minutos, encontrando-se alerta, sem déficits neurológicos. Na admissão foram constatados: sinais vitais estáveis, glicemia capilar normal (95 mg/dl), exame físico e neurológico sem alterações.
Considerando a situação precedente e o protocolo clínico do Ministério da Saúde sobre epilepsia e convulsões na infância, assinale a opção que corresponde à conduta inicial recomendada.
iniciar anticonvulsivante de manutenção imediatamente, como ácido valpróico ou levetiracetam, para prevenção de recorrência
internar apenas para observação clínica, sem necessidade imediata de exames complementares
administrar diazepam endovenoso de resgate e prescrever anticonvulsivante de manutenção, pois toda crise convulsiva exige tratamento crônico
encaminhar a criança para acompanhamento ambulatorial com neurologista pediátrico, sem necessidade de internação imediata, mantendo vigilância dos sinais clínicos e instruir os pais acerca dos primeiros socorros em caso de nova crise.
internar a criança, solicitar EEG e neuroimagem para investigação inicial
Criança de 7 anos vinha apresentando crises de tipo mioclônicas ao acordar que, às vezes, evoluíam para crises tônico-clônicas generalizadas. Eletroencefalogramas interictais mostraram descargas do tipo poli-ponta-onda, difusas, simétricas e bilaterais de 4-6 Hz, com predominância frontocentral. Qual o diagnóstico mais provável?
Doença de Lennox-Gastaut
Epilepsia de ausência infantil
Epilepsia de lobo frontal
Epilepsia mioclônica juvenil precoce
Sobre o desenvolvimento neuropsicomotor em crianças, assinale a alternativa correta.
Crianças com paralisia cerebral apresentam atraso motor decorrente de lesão encefálica estática, com padrões de tônus e movimentos anormais, enquanto crianças com mielomeningocele têm preservação completa da força motora abaixo do nível da lesão.
Em crianças com mielomeningocele, o atraso motor ocorre por deficiência cognitiva, sem relação com déficits motores ou sensoriais.
Crianças com paralisia cerebral evoluem habitualmente com regressão de habilidades motoras já adquiridas ao longo do tempo.
Crianças com desenvolvimento típico atingem marcos motores (sentar, engatinhar e andar) em idades relativamente previsíveis, enquanto, na paralisia cerebral, esses marcos podem não ser alcançados ou serem atingidos com atraso significativo.
A medula presa (tethered cord) é uma causa de mudança do nível sensitivo, mas não da capacidade motora de crianças e adolescentes com mielomeningocele.
Em um menino com história de quedas frequentes, dificuldade para subir escadas e levantar-se do chão, qual dos seguintes achados no exame físico seria mais característico da distrofia muscular de Duchenne, uma miopatia hereditária ligada ao X?
Sinal de Gowers positivo, com o paciente utilizando as mãos para "escalar" as próprias pernas ao se levantar do chão.
Marcha escarvante, com elevação exagerada dos joelhos e queda do pé ao caminhar.
Reflexos tendinosos hiperativos e espasticidade muscular, com aumento do tônus muscular e resistência ao movimento passivo.
Atrofia muscular distal simétrica, com fraqueza predominante nas mãos e pés.
Miotonia, com dificuldade em relaxar os músculos após contração voluntária.
Sobre a apresentação clínica de infecções congênitas com comprometimento neurológico, assinale a alternativa correta:
Calcificações periventriculares e ventriculomegalia são achados comuns em toxoplasmose congênita.
A rubéola congênita causa macrocefalia e sinais piramidais acentuados.
A sífilis congênita manifesta-se precocemente com mielite e paralisia flácida.
A infecção congênita por CMV geralmente poupa estruturas periventriculares.
A hepatite viral congênita é causa frequente de hidrocefalia tetraventricular.
A Síndrome de West é uma encefalopatia epiléptica dependente da idade caracterizada pela tríade eletroclínica clássica. Assinale a alternativa CORRETA sobre as características e o tratamento de primeira linha dessa síndrome.
Caracteriza-se por mioclonias palpebrais, fotossensibilidade e EEG com poliponta-onda; o tratamento de escolha é o Ácido Valproico, sendo benigna e autolimitada.
A tríade envolve afasia adquirida, agnosia auditiva e descargas temporais no sono; o tratamento exige cirurgia de calosotomia.
A síndrome caracteriza-se por espasmos epilépticos (em flexão, extensão ou mistos) geralmente em salvas, atraso ou regressão do desenvolvimento neuropsicomotor e padrão de hipsarritmia no eletroencefalograma (EEG); o tratamento de escolha inclui ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) ou vigabatrina (especialmente em casos de Esclerose Tuberosa).
A síndrome apresenta crises tônico-clônicas generalizadas febris, desenvolvimento normal e ponta-onda generalizada a 3Hz no EEG; o tratamento é feito com Carbamazepina.
A Fenilcetonúria (PKU) é um erro inato do metabolismo detectável no teste do pezinho que, se não tratado, leva à deficiência intelectual severa. Assinale a alternativa CORRETA sobre o defeito metabólico e a conduta.
A doença é causada pela deficiência da enzima fenilalanina hidroxilase (PAH), que impede a conversão de fenilalanina em tirosina; o acúmulo de fenilalanina é neurotóxico, exigindo dieta restrita em fenilalanina iniciada precocemente para prevenir sequelas cognitivas.
A PKU resulta do acúmulo de amônia no sangue devido a defeito no ciclo da ureia, devendo ser tratada com benzoato de sódio e restrição proteica total.
O defeito está na enzima glicose-6-fosfatase, causando hipoglicemia e convulsões; o tratamento consiste na administração frequente de amido de milho cru.
A doença é causada pela incapacidade de metabolizar galactose, levando a catarata e cirrose; o tratamento é a exclusão de lactose e galactose da dieta.
Em um lactente com hidrocefalia progressiva, o sinal mais indicativo de aumento agudo da pressão intracraniana é:
Veias epicrânicas ingurgitadas cronicamente.
Fontanela anterior normotensa.
Macrocrania proporcional à idade.
Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor sem alteração comportamental.
Sinal do sol poente.