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Primigesta, 30 anos de idade, com idade gestacional de 38 semanas e diagnóstico de diabetes gestacional traz resultado de ultrassonografia obstétrico realizado há dois dias: feto único e vivo, apresentação cefálica, índice de líquido amniótico de 20 centímetros e peso fetal estimado de 4100g +/- 10%. Ao exame físico: bom estado geral, pressão arterial: 100x60 mmHg, altura uterina: 39 cm, batimento cardíaco fetal: 130 bpm, dinâmica uterina: ausente, cardiotocografia com feto ativo. A melhor conduta é:
realizar vitalidade fetal semanalmente e interrupção da gestação com 39 semanas de idade gestacional.
realizar vitalidade fetal semanalmente e interrupção da gestação com 40 semanas de idade gestacional.
realizar vitalidade fetal 2 vezes por semana e interrupção da gestação com 39 semanas de idade gestacional.
realizar vitalidade fetal 2 vezes por semana e interrupção da gestação com 40 semanas de idade gestacional.
encaminhar a gestante à maternidade para resolução da gestação.
O manejo do HIV na gestação é fundamental para reduzir a transmissão vertical ao recém-nascido.
Sobre esse tema, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
O uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação não influencia o risco de transmissão vertical do HIV.
A profilaxia com antirretrovirais deve ser iniciada apenas no trabalho de parto, independentemente do uso prévio na gestação.
Gestantes HIV positivas devem ser acompanhadas regularmente, utilizar TARV durante toda a gestação e adotar medidas adequadas no parto e no pós-parto para reduzir a transmissão vertical.
O aleitamento materno é sempre indicado em mulheres HIV positivas, mesmo sem controle virológico, pois os benefícios superam o risco de transmissão.
Analise a imagem:

Em: https://shalomtreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Rezende-Obstetricia-Fundamental-13_a-edicao.pdf
Trata-se de método para registrar a pressão amniótica com balão, pela via transcervical. O balão é colocado:
pela face anterior do útero, de preferência no espaço extraovular, profundamente, de modo a ultrapassar a apresentação fetal.
pela face posterior do útero, preferencialmente no espaço intraovular, superficialmente, sem ultrapassar a apresentação fetal.
pela face lateral do útero, obrigatoriamente no espaço intraovular, até o nível da apresentação fetal.
pela face anterior do útero, no espaço intraovular, superficialmente, até o nível do polo cefálico fetal.
pela face posterior do útero, no espaço extraovular, em posição intermediária, adjacente à apresentação fetal.
No diagnóstico diferencial de náuseas e vômitos durante a gestação, uma causa gastrointestinal de emergência é:
Pielonefrite.
Obstrução intestinal.
Cetoacidose diabética.
Hipertireoidismo.
Degeneração miomatosa
Paciente de 27 anos, G2P1A0, comparece à consulta de pré-natal com 10 semanas de gestação pela data da última menstruação, trazendo o exame de ultrassonografia transvaginal mostrado na imagem. Relata episódios de sangramento vaginal leve e intermitente nas últimas duas semanas. Ao exame físico, apresenta altura uterina maior que o esperado para a idade gestacional e beta-hCG quantitativo com valores acima do percentil 95 para a idade gestacional.

Descrição da imagem: Útero em AVF, presença de saco gestacional normoimplantado com embrião único medindo 3.42 cm o que corresponde a 10+2 semanas gestacionais com BCF detectável. Placenta com múltiplas formações císticas/vesiculares sugestivas de doença trofoblastica gestacional.
Ao analisar esta imagem durante uma aula sobre complicações do primeiro trimestre, qual diagnóstico você enfatizaria como mais provável e que merece atenção imediata?
Neoplasia trofoblástica gestacional em fase inicial, evidenciada pelo aspecto heterogêneo do conteúdo intrauterino sem embrião visível.
Gestação molar parcial, caracterizada pela presença de material embrionário associado a alterações placentárias císticas.
Abortamento retido com descolamento placentário parcial, evidenciado pela presença de saco gestacional irregular e áreas de hemorragia periplacentária.
Gestação gemelar dicoriônica com um feto viável e outro com desenvolvimento anormal, sugerida pela visualização de estruturas distintas na cavidade uterina.
Gestação ectópica cornual complicada, indicada pelo posicionamento excêntrico do saco gestacional e áreas heterogêneas adjacentes.
Gestante com 28 semanas realiza ultrassonografia obstétrica com Doppler que evidencia feto com peso estimado no percentil 7 e índice de pulsatilidade da artéria umbilical no percentil 97, normodramnia e grau placentário III de Grannum.
Diante dessa situação e, de acordo com o protocolo baseado em estágios dos casos de restrição de crescimento fetal, a melhor conduta, entre as elencadas a seguir, é
corticoterapia e sulfato de magnésio imediatamente.
nova avaliação fetal com Doppler em uma semana.
cesariana de urgência imediatamente.
indução do parto quando completar 32 semanas.
avaliação fetal duas vezes por dia.
Secundigesta comparece a consulta assintomática, apresenta uma ultrassografia que evidencia feto de 13 semanas sem batimentos cardíacos. O diagnóstico correto neste caso é:
ameaça de aborto
aborto completo
aborto inevitável
aborto incompleto
aborto retido
Primigesta com histórico de pré-eclâmpsia, 35 semanas de gestação, comparece a urgência apresentando dor abdominal de início súbito, sangramento vaginal intenso vermelho escurecido, hipersensibilidade à palpação uterina, hipertonia uterina, contorno uterino preservado, colo impérvio e bradicardia fetal. Neste contexto o diagnóstico mais provável é:
Descolamento prematuro de placenta.
Placenta Prévia Centro-total.
Placenta Prévia Centro parcial.
Trabalho de parto prematuro.
Rotura uterina.
Defeitos do tubo neural (DTN) são uma das principais causas de morbidade em seres humanos, apesar da redução na incidência de nascidos vivos com ácido fólico periconcepcional.
Certo
Errado
Considere as seguintes afirmações sobre o acretismo placentário:
I.A placenta increta é caracterizada por uma invasão que perfura o peritônio e pode atingir órgãos vizinhos.
II.A placenta acreta é mais comum, representando 80% dos casos de acretismo, e está associada à adesão da placenta ao miométrio.
III.O risco de placenta acreta aumenta com o número de cesáreas anteriores, principalmente quando há presença de placenta prévia.
IV.Os achados sonográficos sugestivos de placenta acreta incluem hipervascularização e disrupção da interface serosa-parede vesical.
Com base no texto, é correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
I e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, apenas.
A bacteriúria assintomática é um dos problemas infecciosos mais comuns encontrados durante a gestação. A respeito dessa particularidade, assinale a alternativa incorreta:
A prevalência da bacteriúria assintomática não se modifica com a ocorrência de gravidez.
A resolução espontânea da bacteriúria em mulheres grávidas é improvável, a não ser que seja tratada.
As alterações anatômicas e fisiológicas induzidas pela gestação modificam significativamente a história natural da bacteriúria.
Observa-se o desenvolvimento de pielonefrite em 2% a 4% das mulheres grávidas com bacteriúria não tratada.
Dentre as complicações associadas à bacteriúria assintomática estão a prematuridade e baixo peso ao nascer.
Quanto aos métodos de analgesia no trabalho de parto, é correto afirmar:
o duplo bloqueio deve ser recomendado quando a parturiente atinge 6 cm de dilatação.
a deambulação e a posição ereta no primeiro estágio do trabalho de parto não demonstram redução na duração do trabalho de parto e na necessidade de anestesia epidural.
a hidroterapia deve ser iniciada na fase latente do parto e contraindicada se houver bolsa rota.
pacientes submetidas a duplo bloqueio têm fetos mais propensos à acidose e com menores índices de Apgar no nascimento.
a analgesia de condução pode levar à hipotensão materna, que, quando grave, pode reduzir o fluxo placentário a ponto de determinar alterações na cardiotocografia.
Em sua primeira consulta de pré-natal, a gestante Rosane relatou a enfermeira que há 06 meses tentou doar sangue em uma campanha municipal, mas foi avisada pelo Banco de Sangue semanas após que alguns exames “eram sugestivos de hepatite” (SIC). Sabendo do caso, a médica assistente solicitou sorologias para investigação de hepatites virais e os seguintes resultados foram observados:
Anti-HBs | Reagente |
Anti-HBc Total | Reagente |
HBsAg | Não reagente |
Anti-HCV | Não reagente |
Considerando estes resultados, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico correto apresentado pela paciente.
Imunidade pós-hepatite C
Infecção aguda pelo vírus da hepatite C.
Imunidade pós-vacina de hepatite B.
Fase de incubação de hepatite B.
Imunidade pós-hepatite B.
Uma gestante com 34 semanas, sem comorbidades, dá entrada em uma maternidade com queixa de cefaleia. Ao ser examinada, é verificada pressão arterial de 170 x 110mmHg. São solicitados exames laboratoriais que evidenciam níveis elevados das enzimas hepáticas e do LDH e contagem de plaquetas de 90.000/mm3 . Em ultrassonografia é evidenciada ausência de líquido amniótico, peso fetal no percentil 1 e o Doppler da artéria umbilical com diástole zero.
Diante desses achados, das condutas abaixo, a correta é:
Internação, cuidados na mãe e proceder com o parto.
Internação e indução imediata do parto com misoprostol.
Acompanhamento ambulatorial e ultrassonografias semanais.
Amnioinfusão e controle ambulatorial a cada dois dias.
Internação, transfusão sanguínea e amniotomia.
Uma gestante com 37 semanas em acompanhamento ambulatorial de pré-eclâmpsia realiza ultrassonografia obstétrica que evidencia feto com peso estimado no percentil 2, Doppler da artéria umbilical com diástole positiva, porém com índice de pulsatilidade acima do percentil 95 e Doppler do ducto venoso normal.
Levando em consideração que o quadro materno está estável, o mais correto a afirmar é
aguardar até 42 semanas.
fazer tocólise.
indicar o parto.
fazer sulfato de magnésio.
pedir ecocardiografia fetal.
O segundo período do parto corresponde
à fase de dilatação.
ao secundamento.
ao período expulsivo.
à primeira hora após o parto.
à fase latente.
Durante o trabalho de parto de uma gestante com 38 semanas é observado o sinal de Bandl-Frommel. No seu histórico, tem diabetes gestacional sem controle adequado.
Esse sinal tem como significado clínico
descolamento prematuro de placenta.
restrição de crescimento fetal.
hipoglicemia aguda.
iminência de ruptura uterina.
cetoacidose diabética.
Uma gestante com 33 semanas vai a uma maternidade com quadro de sangramento vaginal de grande volume. Nega dor abdominal ou outras queixas. Relata que ultrassonografia morfológica de 1º trimestre relatou “placenta baixa”. Ao exame físico é identificado tônus uterino normal, sem contrações e o exame especular identifica sangramento saindo pelo orifício cervical. A cardiotocografia está normal.
Dentre as alternativas abaixo, a que melhor descreve a propedêutica adicional adequada é:
Realizar toque vaginal.
Solicitar ultrassonografia transvaginal.
Fazer amniocentese.
Solicitar tomografia computadorizada.
Realizar teste de pH vaginal.
A ________ é fator de risco para a ocorrência de pré-eclâmpsia. A terapia antioxidante com suplementação de vitamina C, recomendada em gestantes com risco aumentado para pré-eclâmpsia, ________ proteção para o desenvolvimento da doença. Quando há presença concomitante de aumento da pressão arterial e de proteinúria após a 20ª semana gestacional em uma paciente primigesta, com história familiar de mãe com pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, a probabilidade de pré-eclâmpsia é maior que ________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
idade materna acima de 18 anos – confere – 30%
primigestação – confere – 30%
hipertensão arterial crônica – confere – 30%
gestação gemelar – confere – 50%
gestação molar – não confere – 90%
Assinale a assertiva incorreta sobre o diagnóstico de gestação.
Atraso menstrual de 10-14 dias, mastalgia, aparecimento de colostro, coloração violácea da vulva, linha nigra, náuseas e vômitos, polaciúria e percepção de movimentos fetais pela paciente são considerados sinais e sintomas de presunção de gestação.
Nas condições normais da gestação, os níveis de β-hCG crescem exponencialmente nas primeiras semanas, atingindo um pico de até 150.000 mUI/ml em torno da 10a semana; entre a 10a e a 20a semanas, os níveis tendem a cair, mantendo-se estáveis a partir da 20a semana.
À ultrassonografia transvaginal, vesícula vitelínica, visível a partir do 35o dia de gestação, é a primeira estrutura a aparecer dentro do saco gestacional e indica uma gestação intrauterina com valor preditivo positivo de 100%.
À ultrassonografia transvaginal, comprimento cabeça-nádegas ≥ 5 mm sem batimentos cardíacos e diâmetro médio do saco gestacional ≥ 20 mm sem embrião são critérios de gestação inviável.