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Durante uma consulta de pré-natal, uma gestante de 28 anos, com 30 semanas de gestação, apresenta queixas de dor de cabeça persistente e inchaço nas mãos e nos pés. Ao realizar os exames de rotina, observou-se hipertensão arterial (140/90 mmHg) e proteinúria (2+). Considerando esses sinais clínicos, qual é a condição mais provável que essa paciente está desenvolvendo?
Hemorragia intrauterina.
Síndrome dos ovários policísticos.
Diabetes gestacional.
Preeclampsia.
Gestante de 27 anos, G2P1, com 13 semanas de gestação, compareceu à consulta de pré-natal para avaliação e apresentação de resultados de exames, coletados há 2 semanas, ocasião em que apresentara quadro gripal leve. A sorologia para citomegalovírus (CMV) mostrou-se reagente para IgG e IgM. Com relação a citomegalovirose na gestação, assinale a assertiva correta.
O risco de transmissão vertical é maior e as sequelas são mais graves quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre.
Deve-se solicitar teste de avidez para IgG; se o resultado for alta avidez, sugere infecção recente, com risco de transmissão vertical.
O CMV é um membro da família Herpesviridae; o ser humano é seu único hospedeiro; ter 1 filho que frequenta creche é um fator de risco para infecção primária na gestação.
Após a infecção primária, o CMV permanece latente nos monócitos, podendo reativar-se periodicamente; a transmissão vertical, porém, está relacionada apenas à primo-infecção, não ocorrendo nos casos de reativação ou reinfecção.
No contexto do manejo da gravidez molar completa, identifique a abordagem mais apropriada para o seguimento pós-molar em pacientes de alto risco para neoplasia trofoblástica gestacional, considerando as diretrizes mais recentes da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia):
Dosagem semanal de β-hCG até três resultados negativos, seguida de contracepção por 6 meses.
PET-CT de corpo inteiro após 4 semanas da evacuação molar para detecção precoce de metástases.
Monitoramento quinzenal de β-hCG por 6 meses, com histeroscopia de controle ao final do período.
Quimioprofilaxia com metotrexato em dose única após a evacuação molar.
Dosagem semanal de β-hCG até normalização, seguida de dosagem mensal por 12 meses.
F.N.B., 32 anos GIII PI 1N 1C A0, idade gestacional pela DUM de 8 semanas. Deu entrada ao PSO com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade, escuro, há cerca de 2 dias. Nega febre ou secreção vaginal fétida. Ao exame físico: colo uterino impérvio, fundo uterino intrapélvico. Ao ultrassom obstétrico inicial: identificado embrião único com CCN de 11 mm, batimentos cardio-embrionários ausentes. Pequena área de descolamento retro-ovular.
De acordo com esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta diagnóstico e conduta corretos.
Trata-se de abortamento incompleto. Internação para AMIU.
Trata-se de óbito embrionário. Conduta expectante por até 4 semanas.
Trata-se de abortamento retido. Ergotrate IM e alta.
Trata-se de ameaça de abortamento. Progesterona 200 mg VV diariamente.
Trata-se de gestação incipiente. Retorno em cerca de 7-10 dias para acompanhamento da evolução da gestação.
A principal forma de anemia na gestante causada pelo desequilíbrio entre a demanda aumentada de nutrientes para expansão da massa eritrocitária fetal e materna e as reservas limitadas, agravada pela hemodiluição fisiológica, é a anemia por deficiência de:
Vitamina B12.
Ácido fólico.
Cobre.
Ferro.
Aminoácidos.
Identifique o parâmetro utilizado para avaliar a altura da apresentação fetal durante o toque obstétrico:
As manobras de Leopold.
O índice de Bishop.
A regra de Näegele.
A escala de Apgar.
Os planos de De Lee.
Em relação à sorologia de toxoplasmose, assinale a alternativa correta.
Trata-se de toxoplasmose aguda, devendo-se tratar a paciente com espiramicina.
Trata-se de toxoplasmose aguda, devendo-se tratar a paciente com esquema tríplice (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico).
Trata-se de infecção crônica de toxoplasmose, devendo-se investigar a existência de infecção fetal.
Trata-se de infecção crônica de toxoplasmose, devendo-se tratar a paciente com espiramicina.
Deve-se solicitar o teste de avidez de IgG para toxoplasmose.
De acordo com o caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Aborto incompleto.
Aborto completo.
Mola hidatiforme completa.
Descolamento retroplacentário.
Cisto de corpo lúteo hemorrágico.
Mulher de 32 anos (G2P1A0), com 8 semanas de gestação, é atendida em consulta de rotina. Ela tem doença de Graves diagnosticada antes da gravidez e está em uso de propiltiouracil (100 mg, duas vezes ao dia) e de uma vitamina pré-natal diariamente. Relata que se sente cansada, mas não tem outras preocupações. Não há orbitopatia ou dermopatia de Graves. Sua mãe tem artrite reumatoide e toma metotrexato. Ao exame físico, apresenta: pressão arterial: 120 x 60 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; a glândula tireoide pesa cerca 40 g, sem modularidade; não há tremor de extremidades. Exames séricos: TSH: 4,2 mUI/L (normal: 0,5 a 5,0); T3, T4 total e T4 livre são normais.
Nesse momento, constitui a melhor conduta:
aumentar a dosagem de propiltiouracil.
interromper o propiltiouracil.
reduzir a dosagem de propiltiouracil.
pedir a imunoglobulina estimulante da tireoide sérica.
trocar o propiltiouracil por metimazol.
O diagnóstico de aloimunização Rh baseia-se na detecção de anticorpos anti-Rh no soro materno. Em relação ao manejo da doença hemolítica perinatal, entende-se que:
o teste de Coombs direto é usado para avaliar a presença de anticorpos maternos
a presença de Coombs direto positivo requer avaliação diagnóstica adicional
os títulos iguais ou superiores a 1:16, em geral, demandam propedêutica especializada
as mulheres com Rh negativo e Coombs indireto positivo devem repetir a testagem com 28 semana
A identificação das pacientes de risco para osteoporose faz parte da consulta ginecológica da mulher no climatério. Entre os fatores de risco maiores, pode-se citar o(a):
tabagismo
corticoterapia
sedentarismo
dieta pobre em cálcio
A doença trofoblástica gestacional se caracteriza pela proliferação anormal do tecido trofoblástico da placenta. A mola hidatiforme corresponde a cerca de 80% dos casos e pode ser dividida em completa ou parcial, sendo que:
apenas a mola parcial apresenta potencial para transformação em neoplasia
a mola parcial apresenta edema acentuado dos vilos na histopatologia
a mola completa decorre da fertilização de um óvulo vazio, sem material cromossômico materno
os principais fatores de risco são a história prévia de mola e a infecção sexualmente transmissível
Indique o que deve ser registrado no eixo Diagnóstico Obstétrico Patológico Pregresso (DOPP):
Parâmetros de normalidade da gestação atual, como idade gestacional e apresentação fetal.
Doenças ginecológicas vigentes, como miomatose uterina ou endometriose.
Condições patológicas atuais que são estritamente dependentes da gestação em curso, como pré-eclâmpsia.
Morbidades clínicas prévias da paciente que não dependem da gravidez, como hipertensão arterial crônica.
Condições patológicas e procedimentos ocorridos em gestações e puerpérios anteriores.
Gestante de 42 anos, G3 P0 A2, comparece em consulta de pré-natal na 31ª semana, trazendo ultrassom que revela peso estimado fetal no percentil 4 e circunferência abdominal no percentil 2 com Doppler normal.
Diante do quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico adequado.
Peso adequado para a idade gestacional.
Feto pequeno para a idade gestacional.
Restrição de crescimento intrauterino precoce.
Restrição de crescimento intrauterino tardio.
Erro de data.
Gestante de 32 anos, primigesta, iniciou o pré-natal com 13 semanas e chega ao pronto-socorro com gestação de 32 semanas e 3 dias.
Nega alterações no seu acompanhamento pré-natal até então. Ao exame clínico, apresenta-se com PA: 145 x 93 mmHg (reaferida após 20 minutos, 148 x 95 mmHg), AU: 29 cm, BCF: 148, dinâmica uterina ausente, sem edema. Após avaliar a carteira de pré-natal, verifica-se que, na primeira consulta de pré-natal, a pressão arterial da paciente era 142 x 92 mmHg. Com essas informações e sem ter ainda o resultado de exames complementares, é correto afirmar que a paciente é portadora de qual diagnóstico?
Hipertensão arterial crônica.
Hipertensão gestacional.
Vaginose bacteriana e pré-eclâmpsia.
Pré-eclâmpsia superajuntada.
Síndrome HELLP.
Primigesta faz ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, com 22 semanas de gestação, que mostra feto sem malformações e genitália externa feminina. A paciente questiona o ultrassonografista, porque fizera sexagem fetal em sangue materno, com 10 semanas de gestação, cujo resultado foi de feto masculino. Qual é a provável causa dessa discordância do sexo fetal?
Erro na ultrassonografia de 2º trimestre.
Feto com insensibilidade androgênica completa.
Feto com hiperplasia adrenal congênita.
Erro no teste de sexagem fetal.
A maioria das indicações de cesariana é relativa. Optando-se por uma cesariana, deve-se considerar o balanço entre riscos e benefícios para a mãe e para o concepto. Dentre as alternativas abaixo, assinalar aquela que apresenta uma indicação absoluta de cesariana.
Gestante HIV-positiva (dependendo da carga viral).
Apresentação pélvica.
Macrossomia fetal.
Placenta prévia oclusiva total.
Primigesta, 36 anos de idade, com 40 semanas de idade gestacional, em trabalho de parto. Ao exame físico: altura uterina: 34 cm, batimentos cardíacos fetais: 140 bpm; dinâmica uterina: três contrações moderadas, em 10 minutos; ao toque: colo médio, medianizado e dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica, bolsa rota no plano - 1 De Lee, com saída de líquido claro com grumos grossos. A paciente é reavaliada após duas horas: batimentos cardíacos fetais: 145 bpm; dinâmica uterina: duas contrações moderadas, em 10 minutos; ao toque: colo médio, medianizado e dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica, bolsa rota no plano - 1 De Lee. A hipótese diagnóstica e a melhor conduta é:
Distocia funcional de hipoatividade primária e indicar a infusão de ocitocina.
Distocia funcional de hipoatividade secundária e indicar a infusão de ocitocina.
Desproporção cefalopélvica e indicar a cesárea.
Trabalho de parto eutócico, manter observação clínica.
Distocia de hiperatividade e realizar hidratação endovenosa.
Primigesta, 20 anos de idade, com idade gestacional de 31 semanas e 2 dias, apresenta contrações há um dia. Ao exame físico: bom estado geral, pressão arterial: 110x70 mmHg, altura uterina: 31 cm, batimento cardíaco fetal: 140 bpm, dinâmica uterina: presente. Ao toque vaginal: colo fino, medianizado, dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica e bolsa íntegra. A melhor conduta para neuroproteção fetal é:
Administrar sulfato de magnésio 4 g, por via endovenoso, em 1 minuto.
Administrar sulfato de magnésio 4 g, por via endovenoso, em 30 minutos.
Administrar sulfato de magnésio 2 g, por via endovenoso, em 1 minuto.
Administrar sulfato de magnésio 2 g, por via endovenoso, em 30 minutos.
Devido à idade gestacional avançada, é contraindicado a utilização de sulfato de magnésio.
Durante uma consulta de pré-natal na Atenção Primária à Saúde, uma gestante de 28 semanas refere sentir-se mais “ofegante”, embora negue tosse, chiado ou dor torácica. O exame físico mostra saturação periférica de O₂ normal e ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Considerando as adaptações fisiológicas do sistema respiratório na gestação, assinale a alternativa correta sobre esse achado.
O volume corrente e o volume-minuto diminuem durante a gestação, levando à sensação de dispneia fisiológica.
A capacidade pulmonar total aumenta devido ao maior esforço ventilatório e à elevação do diafragma.
O volume residual pulmonar e a capacidade funcional residual aumentam para compensar o consumo elevado de oxigênio.
O volume corrente e o volume-minuto aumentam, enquanto o volume residual e a capacidade funcional residual diminuem devido à elevação do diafragma.
A frequência respiratória e a ventilação alveolar diminuem, causando retenção de CO₂ e acidose respiratória leve.