Questões de Concurso sobre Obstetrícia - Página 14 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Obstetrícia

 
 
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Durante uma consulta de pré-natal, uma gestante de 28 anos, com 30 semanas de gestação, apresenta queixas de dor de cabeça persistente e inchaço nas mãos e nos pés. Ao realizar os exames de rotina, observou-se hipertensão arterial (140/90 mmHg) e proteinúria (2+). Considerando esses sinais clínicos, qual é a condição mais provável que essa paciente está desenvolvendo?


A

Hemorragia intrauterina.


B

Síndrome dos ovários policísticos.


C

Diabetes gestacional.


D

Preeclampsia.

Gestante de 27 anos, G2P1, com 13 semanas de gestação, compareceu à consulta de pré-natal para avaliação e apresentação de resultados de exames, coletados há 2 semanas, ocasião em que apresentara quadro gripal leve. A sorologia para citomegalovírus (CMV) mostrou-se reagente para IgG e IgM. Com relação a citomegalovirose na gestação, assinale a assertiva correta.


A

O risco de transmissão vertical é maior e as sequelas são mais graves quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre.


B

Deve-se solicitar teste de avidez para IgG; se o resultado for alta avidez, sugere infecção recente, com risco de transmissão vertical.


C

O CMV é um membro da família Herpesviridae; o ser humano é seu único hospedeiro; ter 1 filho que frequenta creche é um fator de risco para infecção primária na gestação.


D

Após a infecção primária, o CMV permanece latente nos monócitos, podendo reativar-se periodicamente; a transmissão vertical, porém, está relacionada apenas à primo-infecção, não ocorrendo nos casos de reativação ou reinfecção.

No contexto do manejo da gravidez molar completa, identifique a abordagem mais apropriada para o seguimento pós-molar em pacientes de alto risco para neoplasia trofoblástica gestacional, considerando as diretrizes mais recentes da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia):


A

Dosagem semanal de β-hCG até três resultados negativos, seguida de contracepção por 6 meses.


B

PET-CT de corpo inteiro após 4 semanas da evacuação molar para detecção precoce de metástases.


C

Monitoramento quinzenal de β-hCG por 6 meses, com histeroscopia de controle ao final do período.


D

Quimioprofilaxia com metotrexato em dose única após a evacuação molar.


E

Dosagem semanal de β-hCG até normalização, seguida de dosagem mensal por 12 meses.

F.N.B., 32 anos GIII PI 1N 1C A0, idade gestacional pela DUM de 8 semanas. Deu entrada ao PSO com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade, escuro, há cerca de 2 dias. Nega febre ou secreção vaginal fétida. Ao exame físico: colo uterino impérvio, fundo uterino intrapélvico. Ao ultrassom obstétrico inicial: identificado embrião único com CCN de 11 mm, batimentos cardio-embrionários ausentes. Pequena área de descolamento retro-ovular.


De acordo com esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta diagnóstico e conduta corretos.


A

Trata-se de abortamento incompleto. Internação para AMIU.


B

Trata-se de óbito embrionário. Conduta expectante por até 4 semanas.


C

Trata-se de abortamento retido. Ergotrate IM e alta.


D

Trata-se de ameaça de abortamento. Progesterona 200 mg VV diariamente.


E

Trata-se de gestação incipiente. Retorno em cerca de 7-10 dias para acompanhamento da evolução da gestação.

A principal forma de anemia na gestante causada pelo desequilíbrio entre a demanda aumentada de nutrientes para expansão da massa eritrocitária fetal e materna e as reservas limitadas, agravada pela hemodiluição fisiológica, é a anemia por deficiência de:


A

Vitamina B12.


B

Ácido fólico.


C

Cobre.


D

Ferro.


E

Aminoácidos.

Identifique o parâmetro utilizado para avaliar a altura da apresentação fetal durante o toque obstétrico:


A

As manobras de Leopold.


B

O índice de Bishop.


C

A regra de Näegele.


D

A escala de Apgar.


E

Os planos de De Lee.

Em relação à sorologia de toxoplasmose, assinale a alternativa correta.


A

Trata-se de toxoplasmose aguda, devendo-se tratar a paciente com espiramicina.


B

Trata-se de toxoplasmose aguda, devendo-se tratar a paciente com esquema tríplice (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico).


C

Trata-se de infecção crônica de toxoplasmose, devendo-se investigar a existência de infecção fetal.


D

Trata-se de infecção crônica de toxoplasmose, devendo-se tratar a paciente com espiramicina.


E

Deve-se solicitar o teste de avidez de IgG para toxoplasmose.

De acordo com o caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.


A

Aborto incompleto.


B

Aborto completo.


C

Mola hidatiforme completa.


D

Descolamento retroplacentário.


E

Cisto de corpo lúteo hemorrágico.

Mulher de 32 anos (G2P1A0), com 8 semanas de gestação, é atendida em consulta de rotina. Ela tem doença de Graves diagnosticada antes da gravidez e está em uso de propiltiouracil (100 mg, duas vezes ao dia) e de uma vitamina pré-natal diariamente. Relata que se sente cansada, mas não tem outras preocupações. Não há orbitopatia ou dermopatia de Graves. Sua mãe tem artrite reumatoide e toma metotrexato. Ao exame físico, apresenta: pressão arterial: 120 x 60 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; a glândula tireoide pesa cerca 40 g, sem modularidade; não há tremor de extremidades. Exames séricos: TSH: 4,2 mUI/L (normal: 0,5 a 5,0); T3, T4 total e T4 livre são normais.


Nesse momento, constitui a melhor conduta:


A

aumentar a dosagem de propiltiouracil.


B

interromper o propiltiouracil.


C

reduzir a dosagem de propiltiouracil.


D

pedir a imunoglobulina estimulante da tireoide sérica.


E

trocar o propiltiouracil por metimazol.

O diagnóstico de aloimunização Rh baseia-se na detecção de anticorpos anti-Rh no soro materno. Em relação ao manejo da doença hemolítica perinatal, entende-se que:


A

o teste de Coombs direto é usado para avaliar a presença de anticorpos maternos


B

a presença de Coombs direto positivo requer avaliação diagnóstica adicional


C

os títulos iguais ou superiores a 1:16, em geral, demandam propedêutica especializada


D

as mulheres com Rh negativo e Coombs indireto positivo devem repetir a testagem com 28 semana

A identificação das pacientes de risco para osteoporose faz parte da consulta ginecológica da mulher no climatério. Entre os fatores de risco maiores, pode-se citar o(a):


A

tabagismo


B

corticoterapia


C

sedentarismo


D

dieta pobre em cálcio

A doença trofoblástica gestacional se caracteriza pela proliferação anormal do tecido trofoblástico da placenta. A mola hidatiforme corresponde a cerca de 80% dos casos e pode ser dividida em completa ou parcial, sendo que:


A

apenas a mola parcial apresenta potencial para transformação em neoplasia


B

a mola parcial apresenta edema acentuado dos vilos na histopatologia


C

a mola completa decorre da fertilização de um óvulo vazio, sem material cromossômico materno


D

os principais fatores de risco são a história prévia de mola e a infecção sexualmente transmissível

Indique o que deve ser registrado no eixo Diagnóstico Obstétrico Patológico Pregresso (DOPP):


A

Parâmetros de normalidade da gestação atual, como idade gestacional e apresentação fetal.


B

Doenças ginecológicas vigentes, como miomatose uterina ou endometriose.


C

Condições patológicas atuais que são estritamente dependentes da gestação em curso, como pré-eclâmpsia.


D

Morbidades clínicas prévias da paciente que não dependem da gravidez, como hipertensão arterial crônica.


E

Condições patológicas e procedimentos ocorridos em gestações e puerpérios anteriores.

Gestante de 42 anos, G3 P0 A2, comparece em consulta de pré-natal na 31⁠ª semana, trazendo ultrassom que revela peso estimado fetal no percentil 4 e circunferência abdominal no percentil 2 com Doppler normal.


Diante do quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico adequado.


A

Peso adequado para a idade gestacional.


B

Feto pequeno para a idade gestacional.


C

Restrição de crescimento intrauterino precoce.


D

Restrição de crescimento intrauterino tardio.


E

Erro de data.

Gestante de 32 anos, primigesta, iniciou o pré-natal com 13 semanas e chega ao pronto-socorro com gestação de 32 semanas e 3 dias.


Nega alterações no seu acompanhamento pré-natal até então. Ao exame clínico, apresenta-se com PA: 145 x 93 mmHg (reaferida após 20 minutos, 148 x 95 mmHg), AU: 29 cm, BCF: 148, dinâmica uterina ausente, sem edema. Após avaliar a carteira de pré-natal, verifica-se que, na primeira consulta de pré-natal, a pressão arterial da paciente era 142 x 92 mmHg. Com essas informações e sem ter ainda o resultado de exames complementares, é correto afirmar que a paciente é portadora de qual diagnóstico?


A

Hipertensão arterial crônica.


B

Hipertensão gestacional.


C

Vaginose bacteriana e pré-eclâmpsia.


D

Pré-eclâmpsia superajuntada.


E

Síndrome HELLP.

Primigesta faz ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, com 22 semanas de gestação, que mostra feto sem malformações e genitália externa feminina. A paciente questiona o ultrassonografista, porque fizera sexagem fetal em sangue materno, com 10 semanas de gestação, cujo resultado foi de feto masculino. Qual é a provável causa dessa discordância do sexo fetal?


A

Erro na ultrassonografia de 2º trimestre.


B

Feto com insensibilidade androgênica completa.


C

Feto com hiperplasia adrenal congênita.


D

Erro no teste de sexagem fetal.

A maioria das indicações de cesariana é relativa. Optando-se por uma cesariana, deve-se considerar o balanço entre riscos e benefícios para a mãe e para o concepto. Dentre as alternativas abaixo, assinalar aquela que apresenta uma indicação absoluta de cesariana.


A

Gestante HIV-positiva (dependendo da carga viral).


B

Apresentação pélvica.


C

Macrossomia fetal.


D

Placenta prévia oclusiva total.

Primigesta, 36 anos de idade, com 40 semanas de idade gestacional, em trabalho de parto. Ao exame físico: altura uterina: 34 cm, batimentos cardíacos fetais: 140 bpm; dinâmica uterina: três contrações moderadas, em 10 minutos; ao toque: colo médio, medianizado e dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica, bolsa rota no plano - 1 De Lee, com saída de líquido claro com grumos grossos. A paciente é reavaliada após duas horas: batimentos cardíacos fetais: 145 bpm; dinâmica uterina: duas contrações moderadas, em 10 minutos; ao toque: colo médio, medianizado e dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica, bolsa rota no plano - 1 De Lee. A hipótese diagnóstica e a melhor conduta é:


A

Distocia funcional de hipoatividade primária e indicar a infusão de ocitocina.


B

Distocia funcional de hipoatividade secundária e indicar a infusão de ocitocina.


C

Desproporção cefalopélvica e indicar a cesárea.


D

Trabalho de parto eutócico, manter observação clínica.


E

Distocia de hiperatividade e realizar hidratação endovenosa.

Primigesta, 20 anos de idade, com idade gestacional de 31 semanas e 2 dias, apresenta contrações há um dia. Ao exame físico: bom estado geral, pressão arterial: 110x70 mmHg, altura uterina: 31 cm, batimento cardíaco fetal: 140 bpm, dinâmica uterina: presente. Ao toque vaginal: colo fino, medianizado, dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica e bolsa íntegra. A melhor conduta para neuroproteção fetal é:


A

Administrar sulfato de magnésio 4 g, por via endovenoso, em 1 minuto.


B

Administrar sulfato de magnésio 4 g, por via endovenoso, em 30 minutos.


C

Administrar sulfato de magnésio 2 g, por via endovenoso, em 1 minuto.


D

Administrar sulfato de magnésio 2 g, por via endovenoso, em 30 minutos.


E

Devido à idade gestacional avançada, é contraindicado a utilização de sulfato de magnésio.

Durante uma consulta de pré-natal na Atenção Primária à Saúde, uma gestante de 28 semanas refere sentir-se mais “ofegante”, embora negue tosse, chiado ou dor torácica. O exame físico mostra saturação periférica de O₂ normal e ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Considerando as adaptações fisiológicas do sistema respiratório na gestação, assinale a alternativa correta sobre esse achado.


A

O volume corrente e o volume-minuto diminuem durante a gestação, levando à sensação de dispneia fisiológica.


B

A capacidade pulmonar total aumenta devido ao maior esforço ventilatório e à elevação do diafragma.


C

O volume residual pulmonar e a capacidade funcional residual aumentam para compensar o consumo elevado de oxigênio.


D

O volume corrente e o volume-minuto aumentam, enquanto o volume residual e a capacidade funcional residual diminuem devido à elevação do diafragma.


E

A frequência respiratória e a ventilação alveolar diminuem, causando retenção de CO₂ e acidose respiratória leve.

 
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