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Em relação ao protocolo de atendimento às mulheres no pré-natal de baixo risco, assinale a alternativa correta.
O início da profilaxia com sulfato ferroso deve ocorrer após a constatação de anemia laboratorial, com reposição proporcional ao nível de hemoglobina.
A sorologia para toxoplasmose deve ser solicitada para toda gestante, com repetição mensal independentemente do resultado inicial.
A coleta de urocultura é indicada para toda gestante, mesmo na ausência de sintomas urinários, idealmente até a 16ª semana de gestação.
A medida da altura uterina deve ser iniciada no terceiro trimestre, quando o útero alcança seu crescimento máximo.
A vacinação contra dTpa deve ser administrada no primeiro trimestre, com reforço a cada quatro semanas até o parto.
Primigesta de 39 semanas de idade gestacional, sem comorbidades, em seguimento no pré-natal de risco habitual, foi admitida na maternidade para condução do trabalho de parto. Quais são os cuidados e orientações a serem prestadas neste momento, de acordo com a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal, de 2022?
Técnicas como massagem ou aplicação de compressas mornas são irrelevantes para parturientes de risco habitual que desejam alívio da dor durante o trabalho de parto, não sendo recomendadas.
É recomendado o uso de amniotomia precoce, associada ou não à ocitocina, para prevenir a demora no trabalho de parto.
A cardiotocografia contínua não é recomendada para avaliação do bem-estar fetal em gestantes saudáveis de risco habitual em trabalho de parto espontâneo.
Os procedimentos devem ser explicados à mulher e deve ser obtido apenas seu consentimento verbal, sendo os consentimentos por escrito dispensados.
A Analgesia de parto deve ser oferecida a partir de 7 cm de dilação.
Paciente gestante do primeiro trimestre, 25 anos, apresenta rash maculopapular vermelho, com linfadenopatia cervical e retroauricular, associado a febre baixa e dor nas articulações.
Qual é o diagnóstico e qual a principal preocupação com a paciente gestante?
Sarampo, com risco elevado de complicações respiratórias.
Rubéola, com risco de síndrome da rubéola congênita.
Caxumba, com risco de encefalite.
Hepatite viral, com risco de insuficiência hepática.
Conjuntivite viral, com risco de complicações oculares.
Secundigesta com 7 semanas inicia o pré-natal referindo gestação anterior com parto pré-termo espontâneo com 33 semanas de gestação. De acordo com as diretrizes do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia de 2023, a conduta proposta para essa gestante deve ser:
não iniciar progesterona natural de rotina, apenas se colo ≤ 25 mm.
iniciar progesterona natural e cervicometria com 16 semanas.
realizar circlagem cervical de rotina com 12 semanas.
realizar circlagem cervical de rotina com 16 semanas.
iniciar profilaxia com probióticos via vaginal.
Primigesta, 35 anos, obesa, apresenta-se com 11 semanas na primeira consulta de pré-natal, assintomática, com pressão arterial de 153 x 102 mmHg (com manguito para obesidade), que se mantém após 30 minutos de repouso.
Apenas com esses dados, é correto afirmar que provavelmente trata-se de uma paciente
com hipertensão arterial crônica, apenas.
com pré-eclâmpsia, apenas.
com hipertensão arterial crônica associada a pré-eclâmpsia.
normotensa, considerando a idade da paciente, a obesidade e o primeiro trimestre da gestação.
com nefropatia.
T.G.B., 40 anos, primigesta, gestação gemelar monocoriônica e diamniótica, idade gestacional de 20 semanas, veio à medicina fetal para ultrassom morfológico de segundo trimestre. Identificados ao ultrassom transvaginal: colo uterino de 12 mm,; presença de sludge e ausência de ecoglandular endocervical; presença do sinal do “dedo de luva”. Paciente assintomática.
De acordo com o caso apresentado, assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada.
Progesterona via vaginal.
Introdução de pessário cervical.
Cerclagem uterina.
Cerclagem uterina mais antibioticoterapia.
Repouso e abstinência sexual.
Uma gestante de 28 anos, previamente hígida, sem comorbidades conhecidas e com IMC pré-gestacional de 23 kg/m2, comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta de pré-natal, com idade gestacional de 9 semanas, calculada pela data da Última menstruação. A equipe de saúde planeja a solicitação dos exames laboratoriais de rotina da primeira consulta. No que tange a investigação de alterações do metabolismo da glicose nesse momento inicial da gestação, assinale a alternativa que descreve a conduta correta, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil.
Solicitar a dosagem da hemoglobina glicada (HbA1c) como Único método de rastreio, considerando-se o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional se o resultado for igual ou superior a 5,7%, o que reflete o controle glicêmico das últimas semanas.
Postergar qualquer investigação de distúrbios glicêmicos para o período entre 24 e 28 semanas de gestação, pois o rastreamento no primeiro trimestre não é recomendado para gestantes de baixo risco e pode levar a resultados falso-positivos.
Realizar o teste de tolerância oral à glicose (TTOG) com 75g de glicose já na primeira consulta, por ser o padrão-ouro para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional, independentemente da idade gestacional ou da presença de fatores de risco.
Solicitar a glicemia de jejum como exame de rastreamento inicial. Um resultado ≥ 126 mg/dL confirmaria o diagnóstico de diabetes mellitus prévio, enquanto um resultado entre 92 e 125 mg/dL fecharia o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.
Mãe adolescente, iniciou o pré-natal no quarto mês de gestação. Exame de VDRL da primeira consulta com titulação de 1/64. A gestante e parceiro foram tratados com Penicilina G Benzatina, 2.400.000 UI por semana, durante três semanas. Na internação, em trabalho de parto com 38 semanas, o título do exame foi de 1/8. O recém-nascido sem alterações ao exame físico apresenta VDRL de 1/4. Em relação ao quadro apresentado pelo recém-nascido é correto afirmar que:
sífilis congênita é possível. Colher hemograma com contagem de plaquetas, líquor e realizar radiografia de ossos longos, para orientar tratamento.
sífilis congênita é possível devido tratamento tardio. Coletar hemograma com contagem de plaquetas, análise do líquor e realizar radiografia de ossos longos para definir tratamento.
sífilis congênita é improvável. O recémnascido deve ser acompanhado com VDRL com 1, 3 e 6 meses.
sífilis congênita menos provável devido tratamento adequado da mãe. Administrar penicilina benzatina IM e acompanhar o recém-nascido com VDRL com 1, 3 e 6 meses.
sífilis congênita improvável, devendo o RN receber acompanhamento pediátrico de rotina e sem necessidade de exames específicos.
Paciente de 26 anos de idade, com 28 semanas de gestação, vem a primeira consulta de pré natal onde foi solicitado o Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 gramas de glicose anidra (TOTG), com os seguintes resultados: Jejum: 82mg/Dl, 1h:185mg/dL, 2h: 150mg/dL. Sobre este caso é correto afirmar que:
a paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional, porém não há maior risco de Diabetes Mellitus tipo 2 após parto.
a paciente tem diagnóstico de Diabetes Mellitus diagnosticado na gestação (overt diabetes), logo apresenta maior risco de macrossomia fetal.
a paciente tem diagnóstico de pré diabetes, logo é necessário solicitar o exame laboratorial de hemoglobina glicada.
a paciente tem diabetes gestacional, logo o feto apresenta maior risco de hiperbilirrubinemia no período neonatal.
a paciente tem diagnóstico de Diabetes Mellitus diagnosticado na gestação (overt diabetes), logo existe a necessidade de instituir tratamento com insulina.
R.T.B., 29 anos, primigesta, IG 36 semanas, deu entrada no PSO com queixa de perda de líquido em moderada quantidade e, posteriormente, início de sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, de grande volume e de início súbito. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, FC 80 bpm, FR 16 irpm, Sat O2 96, tônus uterino normal, dinâmica uterina ausente, BCF 40 bpm.
Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Descolamento prematuro de placenta.
Placenta prévia.
Ruptura de seio marginal.
Rotura de vasa prévia.
Rotura uterina.
Primigesta, no decorrer da sétima semana de gestação, vem a consulta com queixa de surgimento de lesões eritemato-papulosas de um a três milímetros de diâmetro, que rapidamente evoluiram para vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosas e de localização variável na região genital. Nega quadro semelhante anterior. Diante do exposto a conduta adequada é:
após tratamento antiviral imediato, realizar terapia supressiva, a partir da 36ª semana.
prescrever azitromicina e manter profilaxia até parto.
prescrever doxiciclina e tratar as parcerias sexuais.
prescrever aciclovir 200mg, 2 comprimidos, 8/8h por 5 dias.
o tratamento deve ser postergado para o segundo ou terceiro trimestre.
Uma gestante, 3G 1Pc 1Pn (último parto foi há 3 anos), deu entrada no pronto socorro da Fundação Santa Casa de misericórdia do Pará com 41 semanas de gestação, referindo cólicas leves. Ao exame físico: feto cefálico em -3 de De Lee, colo uterino posterior, de consistência firme, esvaecimento de 30%, dilatação de 1 cm.

A cardiotocografia segue em anexo. Diante do exposto, a conduta adequada é:
internação para cesariana devido a alteração de cardiotocografia.
internação para indução do trabalho de parto com ocitocina.
internação para indução do trabalho de parto com misoprostol.
internação para cesariana devido a cesárea anterior.
internação para indução com balão cervical.
Secundigesta, 10 semanas de gestação, comparece a consulta trazendo um exame de glicemia de jejum com resultado de 126 mg/dL. Exame físico e demais exames de pré-natal sem alterações. O diagnóstico correto é:
Diabetes Mellitus gestacional.
o resultado de exame é inconclusivo.
euglicemia gestacional.
não é possível realizar diagnóstico sem outros exames complementares.
Diabetes Mellitus diagnosticado na gestação (diabetes prévio).
Uma mulher de 28 anos, em situação de rua há 3 anos, gestante de aproximadamente 20 semanas, sem realização de pré-natal, é trazida ao pronto-socorro de um hospital de referência durante período de surto de arboviroses na região. A paciente apresenta febre alta (39,5°C) há 3 dias, cefaleia intensa, dor retroorbitária, mialgia generalizada e exantema maculopapular em face e tronco. Ao exame físico: PA 90/60 mmHg, FC 110 bpm, mucosas hipocoradas (+/4+), desidratação moderada, prova do laço positiva e hepatomegalia dolorosa à palpação. Exames laboratoriais revelam hematócrito de 42% (elevado para o padrão da paciente) e plaquetopenia (85.000/mm³). Considerando o contexto de vulnerabilidade da paciente e os sinais de dengue com sinais de alarme, qual é a conduta mais adequada?
Administrar corticoterapia endovenosa para controle de possível processo inflamatório sistêmico, prescrever hidratação oral intensiva e encaminhar para unidade de atenção primária após estabilização inicial para seguimento ambulatorial.
Realizar hidratação endovenosa em bolus, solicitar vaga em UTI preventivamente, orientar repouso absoluto e isolamento devido ao risco de transmissão da arbovirose para outros pacientes, e iniciar dipirona para controle da febre.
Prescrever hidratação oral intensiva com soro de reidratação oral, paracetamol para controle da febre, solicitar ultrassonografia obstétrica e orientar retorno ambulatorial em 48 horas para reavaliação clínica e de exames laboratoriais.
Iniciar hidratação endovenosa imediata, monitorar sinais vitais e parâmetros obstétricos continuamente, solicitar internação em leito de alto risco, investigar diagnóstico diferencial com outras arboviroses, notificar o caso e articular com serviço social para garantir seguimento pós-alta e inclusão no pré-natal de alto risco.
Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro considerando a possibilidade de sepse em paciente imunossuprimida pela gravidez e vulnerabilidade social, além de solicitar exames confirmatórios para dengue antes de iniciar a hidratação parenteral.
Devido aos maiores riscos envolvidos em gestação múltipla monocoriônica, o conhecimento da corionicidade é essencial para guiar o aconselhamento do casal e o manejo dessas gestações.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A ausência do sinal do lambda no segundo ou no terceiro trimestres é considerada evidência de monocorionicidade.
O rastreamento bioquímico das anomalias cromossômicas apresenta maior sensibilidade que nas únicas.
A presença de mais de um saco gestacional e um septo espesso entre eles tem acurácia próxima de 100% para a identificação de gestações dicoriônicas.
O segundo trimestre é o melhor período para determiná-la.
A discordância de crescimento fetal ocorre com uma diferença de 200 g entre os fetos e/ou diferença entre as circunferências abdominais maior que 10 mm.
O aborto espontâneo é definido como gestação intrauterina não viável até 20-22 semanas ou peso fetal de 500 g. Sobre o aborto é correto afirmar que:
ameaça de aborto: aquele em que a mulher, além de sangramento vaginal abundante e cólicas uterinas, apresenta colo pérvio e feto intra-útero.
aborto completo: quando há eliminação completa ou parcial do produto conceptual.
aborto inevitável: a paciente apresenta sangramento vaginal, mas o orifício interno do colo uterino permanece impérvio e a vitalidade embrionária está preservada.
aborto incompleto: presença apenas de saco gestacional, sem embrião, por duas semanas em paciente assintomática.
aborto retido: há ausência de batimentos cardíacos fetais ou do embrião, mas não ocorre a expulsão espontânea do conteúdo intrauterino.
É CORRETO afirmar acerca das consultas de pré-natal que:
ao completar 40 semanas de gestação, a gestante deverá receber alta do pré-natal
são realizadas tanto por médicos(as) quanto por enfermeiros(as), que trabalham em conjunto.
as consultas devem ser realizadas no mínimo mensalmente da 28ª até a 36ª semana de gestação.
avaliação odontológica não faz parte da avaliação da gestante no pré-natal
os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto, exceto no pós-parto imediato.
O cuidado pré-natal foi concebido no início do século 20 e reduziu a taxa de mortalidade materna, que era extremamente alta, assim como promoveu menores taxas de prematuridade e mortalidade neonatal precoce, tardia ou mortalidade infantil.
Sobre as condutas assistenciais de importância, assinale a alternativa correta.
A utilidade clínica do aumento no uso do exame ultrassonográfico já foi demonstrada, e sua relação custo-benefício é compensadora.
O consumo de cafeína está relacionado com desfechos adversos independentemente da dose ingerida.
O consumo de peixes, em geral 230 g a 340 g por semana, traz benefícios à gestação.
As grávidas podem realizar viagens aéreas até 38 semanas de gestação; em viagens de carro, os airbags devem ser desativados.
Frente à obesidade (IMC > 30), orienta-se dieta restritiva em calorias para perda de 5% a 10% do peso corporal.
A doença trofoblástica gestacional é uma das possíveis complicações no início da gestação e se caracteriza pela proliferação trofoblástica anormal, sendo que a mola hidatiforme é considerada completa diante da presença de:
aborto retido
embrião-feto
cariótipo 46, XX
imunocoloração para p57
Assinale a assertiva correta sobre o sangramento uterino anormal.
O sangramento uterino anormal por disfunção ovulatória (SUA-O) está associado a alterações do eixo hipotálamo-hipófise-ovário ou a endocrinopatias.
O sangramento uterino anormal por adenomiose (SUA-A) é classificado como não estrutural.
A investigação inicial do sangramento uterino anormal deve incluir dosagem de TSH, T4, FSH, LH e estradiol.
A biópsia de endométrio está indicada para paciente na menacme que apresenta espessura endometrial com mais de 5 mm pela ultrassonografia transvaginal