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Na tentativa de preservar o útero em pacientes com instabilidade hemodinâmica no contexto de hemorragia pós-parto, é realizado o tamponamento uterino. O método mais indicado, por conseguir comprimir a cavidade uterina e avaliar a vazão do sangramento do útero, dá-se pelo uso de:
balão de Bakri
luva amarrada em sonda uretral
balão de Sengstaken-Blakemore
sonda de Foley, com o balonete inflado
As gestações monocoriônicas apresentam complicações exclusivas em função do compartilhamento da circulação placentária, como é o exemplo do(a):
parto prematuro
incompatibilidade de Rh
insuficiência renal aguda
gestação monoamniótica
Em uma apresentação cefálica fletida a termo, configuração fetal mais habitual, presente em cerca de 95% dos partos a termo, o processo do parto vaginal obedece a uma sequência de referências, na qual a linha de orientação é a:
sutura sagitometópica e o ponto de referência é o bregma.
linha facial e o ponto de referência é a glabela.
sutura metópica e o ponto de referência é a glabela.
linha facial e o ponto de referência é o mento.
sutura sagital e o ponto de referência é o occipício.
Localize o foco de máxima ausculta dos batimentos cardíacos fetais na apresentação cefálica fletida anterior:
Acima da cicatriz umbilical, à direita.
No quadrante inferior esquerdo, próximo à crista ilíaca.
Exatamente sobre a sínfise púbica.
No ponto médio da linha de Ribemont-Dessaignes.
Próximo ao fundo uterino, na linha média.
Identifique a idade gestacional em que o fundo uterino se encontra, como regra, no nível da cicatriz umbilical:
12 semanas.
16 semanas.
20 semanas.
24 semanas.
28 semanas.
Puérpera, há cerca de 2 horas após parto via baixa começa a apresentar sangramento vaginal aumentado e persistente, com formação de coágulos ao redor. Ao exame, o útero encontra-se firmemente contraído e indolor à palpação. Diante do quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Retenção de restos placentários.
Endometrite.
Laceração do canal de parto.
Atonia uterina.
CIVD (coagulação intravascular disseminada).
A ultrassonografia é o principal e o mais utilizado método de diagnóstico para a pesquisa pré-natal das inúmeras anomalias congênitas. Essa técnica permite uma análise detalhada da anatomia fetal, auxilia o diagnóstico das malformações e as possíveis associações com as cromossomopatias.
Sobre o ultrassom morfológico de segundo trimestre, assinale a alternativa correta.
A regurgitação de tricúspide é um marcador maior de cardiopatias.
O doppler de artérias umbilicais tem importância para a conduta de resolução nessa fase da gestação.
O doppler de artéria cerebral média deve ser de rotina avaliado.
O doppler de artérias uterinas não tem importância nessa fase da gestação.
A medida do colo uterino deve ser realizado via transvaginal.
P.B.V., 32 anos, em PO 15 de parto vaginal, sem intercorrências. Em amamentação exclusiva. Prole constituída, solicita, em consulta de retorno pós parto, método anticoncepcional. Tabagista, 12 cigarros/dia. Em relação aos métodos anticoncepcionais nessa fase puerperal da paciente, assinale a alternativa que representa a conduta correta.
Pílula combinada via oral seria uma opção após 21 dias pós parto.
Anel vaginal.
DIU de levonorgestrel.
Implante com etonogestrel.
Adesivo transdérmico.
O conhecimento da técnica de medição do colo uterino na época adequada é de extrema importância para a conduta correta, diante de um comprimento alterado. Sobre as recomendações da realização da medida ultrassonográfica do comprimento do colo uterino como método de rastreamento de prematuridade, assinale a alternativa correta.
A medida do colo uterino pode ser realizada tanto por via abdominal quanto por via transvaginal.
O ponto de corte para iniciar medidas preventivas, em pacientes assintomáticas com gestação única, é o comprimento do colo uterino ≤ 25 mm.
Deve ser considerada a maior entre duas medidas tecnicamente corretas para os laudos ultrassonográficos.
A extensão do afunilamento cervical, quando presente, deve ser incluída na medida do comprimento do colo uterino.
A presença de EGE (ecoglandular endocervical) geralmente é identificado em colos curtos.
A complicação mais comum da primeira metade da gestação é a interrupção da gravidez antes de sua viabilidade, com feto pesando menos do que 500 gramas. Em relação ao abortamento e seus diagnósticos diferenciais, NÃO é um diagnóstico diferencial para abortamento nos quadros de sangramento do primeiro trimestre de gestação:
Descolamento prematuro de placenta.
Doença trofoblástica gestacional.
Gestação ectópica.
Sangramento não obstétrico (lesão cervical, vaginal ou uterina).
Hematoma subcoriônico.
FC.B., 26 anos, primigesta, IG (por usg obst. inicial): 25 semanas e 6 dias, veio à medicina fetal para ultrassom obstétrico com doppler. Assintomática e normotensa. Nega comorbidades. Ultrassom morfológico de segundo trimestre: morfologia normal. Refere não ter realizado ultrassom morfológico de primeiro trimestre. Ao ultrassom de hoje: feto em apresentação pélvica, com peso fetal no percentil 3 e circunferência abdominal no percentil 8, BCF: 150 bpm, MBV (maior bolsão vertical): 35 mm; doppler de artérias uterinas: IP médio no p 99; artéria umbilical com diástole zero. Ducto venoso: IP: 0,67 cm/seg. PA: 130 x 80 mmHg.
De acordo com esse caso, assinale a conduta mais adequada.
Corticoterapia e antibioticoprofilaxia, e interrupção do parto via alta.
Corticoterapia e indução do trabalho de parto com misoprostol.
Internação para controle diário de ducto venoso.
Internação para controle diário da relação cérebro-placentária.
Internação para controle de ILA a cada 3 dias, controles pressóricos e controle de fluxo na artéria cerebral média.
Com relação ao caso apresentado, assinale os diagnósticos corretos.
RCIU tardio; eclâmpsia.
RCIU tardio; síndrome HELLP.
RCIU precoce; hipertensão crônica.
RCIU precoce; pré-eclâmpsia superajuntada.
Feto PIG; hipertensão gestacional.
Uma gestante com 17 semanas, ao iniciar o pré-natal, traz exames laboratoriais com resultado positivo para o teste rápido para sífilis e VDRL 1:128. Ela nega histórico prévio de sífilis.
Nesse caso está indicado
iniciar tratamento com penicilina benzatina.
seguir rotina, por se tratar de cicatriz sorológica.
indicar o parto entre 34 e 36 semanas.
repetir exames para confirmar diagnóstico.
indicar interrupção imediata da gestação.
Uma paciente com 7 semanas de gestação vai para uma emergência com queixa de sangramento vaginal. Ao exame clínico é visualizada saída de sangue em moderada quantidade pelo orifício externo do colo. Realizou ultrassonografia transvaginal que evidenciou saco gestacional regular e embrião com atividade cardíaca, compatível com a idade gestacional.
O diagnóstico mais provável nesse quadro é
abortamento retido.
aborto evitável.
abortamento completo.
ovo anembrionado.
abortamento infectado.
Gestante com 36 semanas dá entrada em serviço de emergência com dor abdominal intensa e sangramento vaginal. Ao exame clínico é encontrada hipertonia uterina e o sangramento vem da cavidade uterina. Não há dilatação cervical. São identificados batimentos cardíacos fetais com desacelerações constantes.
Diante desse caso, a conduta mais adequada além da estabilização clínica materna, é
realizar ressonância para confirmar diagnóstico.
tocólise e administrar sulfato de magnésio.
fazer corticoide e aguardar 24 horas para o parto.
operação cesariana de urgência
iniciar indução do parto com misoprostol.
A avaliação da vitalidade fetal intraparto é essencial para prevenir a asfixia perinatal. A cardiotocografia (CTG) é um método amplamente utilizado para esse fim. Com base na classificação do NICHD (National Institute of Child Health and Human Development) para os traçados de cardiotocografia, assinale a alternativa que descreve corretamente um achado de Categoria III (Anormal), que exige intervenção imediata.
Variabilidade mínima sem desacelerações recorrentes.
Ausência de variabilidade da linha de base associada a desacelerações tardias recorrentes.
Ausência de variabilidade associada a acelerações presentes após estímulo fetal.
Taquicardia fetal isolada com variabilidade moderada.
Variabilidade moderada com desacelerações precoces (intraparto).
Durante a consulta de pré-natal, uma gestante de 12 semanas apresenta sorologia para Toxoplasmose com IgM positivo e IgG positivo. Para diferenciar entre infecção aguda recente (risco fetal) e infecção crônica (memória imunológica), assinale o exame complementar mais indicado e sua interpretação correta.
Western Blot para Toxoplasmose; bandas específicas indicam a data exata da infecção.
Teste de Avidez de IgG; alta avidez indica infecção ocorrida há mais de 3-4 meses.
Repetição do IgM em 15 dias; queda dos títulos confirma infecção crônica.
Teste de Avidez de IgG; baixa avidez confirma infecção adquirida antes da gestação.
PCR no líquido amniótico imediato; deve ser feito em todos os casos de IgM positivo no primeiro trimestre.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é a desordem metabólica mais comum na gestação, exigindo critérios diagnósticos precisos para evitar complicações macrossômicas e metabólicas neonatais. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O diagnóstico de DMG é confirmado se a glicemia de jejum na primeira consulta de pré-natal for maior ou igual a 126 mgdL.
II.No teste de tolerância oral à glicose (TOTG-75g), um valor de glicemia de 1 hora após a sobrecarga maior ou igual a 180 mgdL é suficiente para o diagnóstico de DMG.
III.O diagnóstico de DMG é estabelecido se a glicemia de jejum estiver entre 92 mgdL e 125 mgdL em qualquer fase da gestação.
IV.Pacientes com diagnóstico de DMG devem iniciar imediatamente insulinoterapia plena, independentemente dos níveis glicêmicos pós-prandiais.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
I, II e III.
III e IV.
II, III e IV.
II e III.
I e IV.
Quanto à vigilância do bem-estar fetal diante de quadro de restrição do crescimento, é correto afirmar que
o aumento da variação de curto prazo da frequência cardíaca fetal é marcador precoce de hipóxia fetal.
o fenômeno de centralização hemodinâmica fetal pode ser demonstrado pela redução da relação cérebro-placentária, no estudo dopplervelocimétrico.
se evita o uso do mobilograma devido à sua baixa reprodutibilidade e a elevados índices de falso-positivo.
diante de quadro de restrição grave do crescimento fetal com peso estimado abaixo do percentil 1, mesmo sem alterações dopplervelocimétricas, recomenda-se parto com 34 semanas de gestação.
Uma gestante com 25 anos, na 28.ª semana de gestação, primípara, sem comorbidade, dá entrada no pronto socorro com cefaleia, escotoma e dor em hipocôndrio direito. A pressão arterial medida na admissão está em 158 mmHg × 102 mmHg.
Acerca da situação relatada, assinale a opção correta.
Trata-se de hipertensão gestacional não compensada e deve ser realizada a cesariana após duas doses de corticoide para maturação pulmonar do feto
A paciente tem pré-eclâmpsia grave e deve ser realizada cesariana de urgência.
A paciente tem pré-eclâmpsia grave e devem ser realizadas a compensação da pressão arterial com nifedipina ou hidralazina, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, coleta de material para exames laboratoriais e avaliação da vitalidade fetal.
Trata-se de hipertensão arterial essencial, e o tratamento consiste na administração de inibidores de enzima conversora de angiotensina.
Este é um caso de hipertensão arterial gestacional e deve ser tratado com hidralazina até controle arterial seguido de manutenção com metildopa.