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O acompanhamento pré-natal adequado reduz riscos maternos e fetais, garantindo melhores desfechos na saúde materno-infantil. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O acompanhamento pré-natal deve incluir exames laboratoriais e ultrassonográficos, além da orientação sobre alimentação, vacinação e sinais de alerta na gestação.
II.A suplementação de ferro e ácido fólico durante a gravidez é indicada apenas para gestantes com anemia diagnosticada no primeiro trimestre.
III.A identificação precoce de fatores de risco na gestação permite a adoção de medidas preventivas para minimizar complicações maternas e fetais.
Está correto o que se afirma em:
II, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
A assistência pré-natal é um conjunto de medidas benéficas e custo-efetivas que visa ao desenvolvimento de uma gestação saudável, permitindo o parto de um recém-nascido (RN) saudável, sem impacto para a saúde materna, e a inclusão de aspectos psicossociais e atividades educativas e preventivas.
Assinale a alternativa que apresenta informação correta sobre a assistência pré-natal.
O Ministério da Saúde recomenda o mínimo de 4 consultas para uma assistência adequada.
A ausculta dos batimentos cardíacos fetais com detector fetal portátil pode ser feita a partir das 8 semanas de idade gestacional.
A sorologia para rubéola deve ser realizada na primeira consulta e repetida no terceiro trimestre.
Deve se solicitar sorologia para toxoplasmose a cada 1-2 meses para as gestantes com IgG positivo e IgM negativo para a doença.
O teste oral de tolerância à glicose deve ser feito em todas as gestantes com glicemia de jejum < 92 mg/dL, com exceção das gestantes que fizeram cirurgia bariátrica.
A gravidez ectópica tubária mais comum é a
ístmica.
fimbriária.
ampular.
intersticial.
cervical.
A transluscência nucal (TN) é uma imagem ultrassonográfi ca do acúmulo de líquido, que se forma na região da nuca fetal durante o primeiro trimestre da gestação. A TN aumentada está associada:
ao edema nucal ou ao higroma cístico
a infecções e a síndromes congênitas
à presença de septações no pescoço
a anomalias cromossômicas pela aparência da TN
A medida do comprimento cabeça-nádega (CCN) corresponde à distância da porção superior do polo cefálico até a nádega. Ele é usado para avaliar a gestação em situações especiais, como na gravidez com:
ciclo menstrual regular
concepção na vigência de aleitamento materno
gestação com intervalo inferior a 1 (um) mês da interrupção de anticoncepcional
discrepância maior que 14 dias do CNN em relação à data da última menstruação
Em casos de abortamento incompleto, com tamanho uterino compatível com gestação superior a 12 semanas e presença de feto, a conduta imediata a ser adotada é a de:
curetagem uterina
misoprostol via vaginal
ocitocina intramuscular
aspiração manual intrauterina
Na avaliação inicial de hiperemese gravídica, deve-se investigar a presença de sintomas que levam à ocorrência de outras doenças que também causam êmese. No diagnóstico diferencial, em relação às causas abdominais, deve-se incluir:
esofagite
endometriose
pré-eclâmpsia
neoplasia de cólon
O rastreamento de doenças infecciosas é preconizado pelo Ministério da Saúde na assistência ao pré-natal. Em relação a essa prática, entende-se que o rastreamento para:
toxoplasmose está recomendado nos primeiros três meses de gestação para gestantes não imunes
HIV deve ocorrer na primeira consulta do pré-natal, independentemente do consentimento, devido ao risco para o feto
citomegalovírus melhora o prognóstico perinatal, se realizado no primeiro trimestre, pelo maior risco de contaminação
Sífilis deve acontecer na primeira consulta de pré-natal, por meio de testes treponêmicos, por apresentar benefício para a mãe e o feto
Durante a gestação, apenas uma classe de anticorpos maternos atravessa a placenta e fornece imunidade passiva ao recém-nascido. Assim, ao nascer, o bebê poderá contar com anticorpos da mãe do tipo:
IgA
IgE
IgG
IgM
Gestante G2P1, 39 semanas, durante palpação obstétrica pelas manobras de Leopold, apresenta: polo duro, regular e globoso no fundo uterino; superfícies irregulares e pequenas partes palpáveis bilateralmente, sem dorso definido; polo volumoso, duro e móvel sobre a sínfise púbica; e estrutura mole e volumosa ocupando o estreito superior, sem pés palpáveis.
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais provável.
Apresentação cefálica defletida, dorso posterior.
Apresentação cefálica fletida, dorso à esquerda.
Apresentação pélvica completa, dorso anterior, atitude fletida.
Apresentação pélvica incompleta, dorso posterior, atitude fletida.
Samara é gestante e, com 13 semanas de gestação, iniciou o pré-natal com a enfermeira da Equipe de Saúde da Família. Na primeira consulta, apresentou teste rápido positivo para sífilis. Nega tratamento ou exames prévios. O exame clínico não apresentava alterações. O caso foi notificado à Vigilância Epidemiológica, e a paciente iniciou tratamento com penicilina benzatina na dose de 2,4 milhões de unidades internacionais (UI), via intramuscular, 1 vez por semana, durante 3 semanas, conforme protocolo para sífilis recente. Após abordagem multiprofissional, Samara passou a aderir melhor ao pré-natal. Na 35ª semana de gestação, seus resultados para o exame de VDRL eram:
• 13 semanas (antes do tratamento): 1:64
• 26 semanas: 1:8
• 32 semanas: 1:3Considerando o caso clínico e as diretrizes do Ministério da Saúde, qual é a conduta mais adequada?
Repetir o teste rápido para sífilis.
Repetir o exame de VDRL.
Convocar o parceiro sexual para exame de VDRL.
Reiniciar o tratamento materno para sífilis.
Aguardar o nascimento para investigar o recém-nascido caso apresente sintomas.
Identifique o conceito de reestreia funcional em obstetrícia:
Mulheres com o primeiro parto após os 35 anos de idade.
Mulheres que tiveram o último parto há 5 anos ou mais.
Mulheres que tiveram o último parto há 10 anos ou mais.
Mulheres com cinco ou mais partos anteriores.
Mulheres que engravidam após uma cirurgia uterina prévia.
Identifique o comprimento cabeça-nádega (CCN) mínimo de um embrião, sem batimentos cardíacos, que confirma o diagnóstico de óbito embrionário na ultrassonografia transvaginal:
CCN ≥ 5 mm.
CCN ≥ 7 mm.
CCN ≥ 10 mm.
CCN ≥ 3 mm.
CCN ≥ 12 mm.
T.G.B., 30 anos, GII PI 1N A0, idade gestacional de 23 semanas, compareceu à medicina fetal para ultrassom morfológico de segundo trimestre. Paciente com história prévia de um parto prematuro anterior, com 33 semanas de idade gestacional.
Ao exame: medida do colo uterino de 15 mm.
De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Cerclagem uterina via vaginal.
Cerclagem uterina via abdominal.
Pessário cervical.
Progesterona isolada, de 200 mg VV até IG de 36 semanas.
Expectante.
Sabe-se que a literatura atual intensificou o estímulo para a prescrição de medicamentos anti-hipertensivos na gestação, mesmo na hipertensão arterial crônica leve. Com relação ao uso de anti-hipertensivos na gestação, assinale a alternativa correta.
O pindolol é a medicação de primeira linha.
A nifedipina via oral é uma ótima opção para hipertensão na gestação.
A hidroclorotiazida deve ser substituída em pacientes com hipertensão arterial crônica.
O enalapril pode ser usado em alguns casos.
A hidralazina, quando utilizada via oral, apresenta-se como hipotensor forte e com poucos efeitos colaterais.
A hemorragia pós-parto (HPP) é a principal causa de morte materna no mundo. Quase 60% das mortes por HPP podem ser prevenidas e a grande maioria (88%) ocorre nas primeiras 4 horas.
Sobre essa emergência obstétrica, assinale a alternativa correta.
Para cada 1.000 ml de sangue perdido, deve-se administrar 6.000 ml de cristaloide.
A primeira escolha nos casos de atonia uterina é a ocitocina, aplicada na dose de 10 UI, diluída em 500 a 1.000 mL de solução salina, infundida a uma velocidade de 250 mL/h.
A metilergonovina é contraindicada em casos de hipertensão arterial, pois seu efeito alfa-adrenérgico pode elevar os níveis pressóricos.
A conduta medicamentosa na atonia uterina reduz pouco as chances de cirurgia.
O balão hemostático intrauterino tem eficácia < 50%.
G.N.B., 34 anos, primigesta, compareceu à medicina fetal para realização de ultrassom morfológico de primeiro trimestre. À imagem, identificado CCN: 40,6 mm, BCF: 167 bpm, TN (translucência nucal): 1,7. Com base no conhecimento sobre o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, assinale a alternativa correta.
O resultado do cálculo de risco de trissomias é alto, devido à espessura da TN.
A avaliação da tricúspide é marcador maior para o cálculo de risco de trissomias.
Índice de pulsatilidade do ducto venoso é marcador menor para o cálculo de risco de trissomias.
O doppler de artéria umbilical é usado no cálculo de risco de pré-eclâmpsia antes das 37 semanas de idade gestacional.
Deve-se remarcar o exame da paciente para que seja realizado o cálculo de risco para pré-eclâmpsia.
Gestante G3P0, 40 semanas, período expulsivo há 50 min, analgesiada por duplo bloqueio, apresenta desaceleração prolongada de 6 min na cardiotocografia, não responsiva a medidas iniciais de ressuscitação fetal. Ao toque: dilatação total, occípito-direita-anterior, plano +2 de De Lee, pelve adequada e líquido claro.
Qual a conduta mais adequada nesse momento?
Monitorar e aguardar recuperação.
Cesariana de emergência.
Iniciar ocitocina para abreviar expulsivo.
Parto vaginal instrumental imediato (fórcipe/vácuo).
Uma paciente do sexo feminino, de 28 anos, primípara, está na quadragésima semana de gestação. Trata-se de uma parturiente com gestação de baixo risco, que foi admitida na maternidade na fase ativa do trabalho de parto. A enfermeira observa que a gestante apresenta contrações efetivas, dilatação cervical de 6 cm, boa vitalidade fetal e desejo de permanecer em posição vertical com o apoio de seu acompanhante. Considerando as diretrizes da Rede Cegonha e da Atenção Humanizada ao Parto e Nascimento, do Ministério da Saúde, qual das condutas abaixo é a mais adequada do ponto de vista técnico, ético e humanizado?
Orientar a gestante a manter-se em decúbito dorsal para facilitar a avaliação obstétrica e otimizar a administração de ocitocina, conforme protocolo.
Solicitar que o acompanhante aguarde fora da sala de parto durante a evolução da dilatação, a fim de preservar a rotina da equipe e evitar interferências no cuidado.
Estimular a parturiente a deambular e utilizar posições verticalizadas, favorecer métodos não farmacológicos de alívio da dor, e manter apoio contínuo do acompanhante.
Realizar toque vaginal a cada duas horas como rotina, para garantir monitoramento estrito da progressão do trabalho de parto.
Recomendar analgesia farmacológica precoce para garantir conforto da parturiente e acelerar a fase ativa, mesmo sem queixa de dor intensa.
Gestante de 25 anos, G2 P1(normal), com gestação gemelar de 12 semanas e 1 dia, tabagista, etilista moderada, gestação anterior, de outro parceiro, sem intercorrências, IMC 27, vem ao ambulatório para a primeira consulta de pré-natal.
Qual é o principal fator de risco para justificar o uso de aspirina para prevenção de pré-eclâmpsia?
IMC.
Tabagismo.
Etilismo.
Mudança de parceiro.
Gestação gemelar.