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Adolescente de 12 anos, primigesta, procura o pronto-socorro gineco-obstétrico referenciando abuso sexual, ocorrido há cerca de 49 horas, por um conhecido da família (17 anos), com penetração vaginal sem consentimento. Nega sangramento vaginal ou dor abdominal. Menarca há 6 meses. Adolescente foi vacinada para hepatite B na infância. Exame físico: hímen lacerado com equimose recente; sem corrimento vaginal; sem lesões extra-genitais. Testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites B e C negativos. Pais foram comunicados e presentes, autorizando exames e condutas.
Diante desse quadro, assinale a alternativa que apresenta algumas medidas que devem ser adotadas de acordo com as normas técnicas do Ministério da Saúde, legislação vigente do Estatuto da Criança e do Adolescente e do código Penal.
Exclusão de PEP para HIV por teste rápido negativo da vítima e pelo tempo decorrido da violência; doxiciclina 100 mg, VO, por 14 dias para clamídia/ gonorreia; levonorgestrel, dose única, de 1,5mg; notificação obrigatória ao Conselho Tutelar e preenchimento imediato da ficha de notificação de agravos e violências.
Prescrição de levonorgestrel 1,5 mg, VO, para contracepção de emergência; profilaxia para IST não virais com ceftriaxona 500 mg IM; azitromicina 1 g, VO, e penicilina benzatina 2.400.000 UI IM; PEP para HIV; notificação imediata ao Conselho Tutelar; avaliação multidisciplinar e orientação sobre possibilidade de aborto legal pós-estupro, com participação do Conselho Tutelar por ser menor 14 anos.
Deve ser prescrita a contracepção de emergência com levonorgestrel, realizada a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV com TDF + 3TC + DTG, por 28 dias (iniciar imediatamente); imunoglobulina para hepatite B; ceftriaxona 500 mg + azitromicina 1 g + metronidazol para IST não virais, realizada notificação obrigatória ao Conselho Tutelar e orientação sobre a interrupção legal da gravidez caso ocorra gestação.
Anticoncepção de emergência com inserção de DIU de cobre (preferencial por maior eficácia); profilaxia para IST virais com penicilina benzatina 1.200.000 UI IM + ceftriaxone 500 mg + azitromicina 1 g; sem notificação imediata ao Conselho Tutelar por envolver uma criança, mas com comunicação urgente ao Ministério Público diretamente e oferta da possibilidade de interrupção gestacional, no caso de gravidez.
Profilaxia com penicilina benzatina 2.400.000 UI IM, em dose única, para sífilis; ceftriaxona 500 mg; azitromicina 1 g e levonorgestrel 1,5 mg, VO, para contracepção de emergência. Não há indicação de profilaxia pós-exposição para HIV pelo tempo decorrido da violência. Pode-se dar alta com retorno em 7 dias para sorologias para IST, sendo que a comunicação ao Conselho Tutelar e a ficha de notificação de agravos devem ser realizados em até uma semana.
No âmbito da atenção integral à saúde da mulher na Atenção Primária à Saúde, o planejamento reprodutivo e as ações de rastreamento constituem estratégias essenciais para promoção da saúde e prevenção de agravos. Essas ações devem ser ofertadas de forma contínua, respeitando as necessidades e escolhas das mulheres. Considerando essas diretrizes, é correto afirmar que:
O planejamento reprodutivo atua na oferta de métodos contraceptivos, sem necessidade de orientação ou consideração das preferências da mulher.
As ações de rastreamento devem ser realizadas na presença de sintomas, priorizando o diagnóstico clínico de doenças já instaladas.
O planejamento reprodutivo deve assegurar acesso a métodos contraceptivos e informações, respeitando a autonomia da mulher, enquanto os rastreamentos visam à detecção precoce de agravos em populações assintomáticas.
O planejamento reprodutivo deve ser conduzido por critérios clínicos, sem considerar aspectos sociais ou culturais.
Os rastreamentos não integram as ações da Atenção Primária, sendo realizados apenas em serviços especializados.
Placenta prévia é aquela que se insere, total ou parcialmente, no segmento inferior do útero, e localiza-se próximo ou sobre o orifício interno do colo uterino (Filho, 2024). Nesse contexto, o parâmetro em semana gestacional adotado para placenta prévia é:
A partir da 12ª semana gestacional.
A partir da 20ª semana gestacional.
A partir da 28ª semana gestacional.
A partir da 30ª semana gestacional.
Nenhuma das alternativas anteriores.
Uma gestante de 33 semanas chega ao pronto atendimento com cefaleia intensa, escotomas, dor epigástrica e PA de 166/112 mmHg, confirmada em nova medida. Apresenta edema de membros inferiores e proteinúria em fita. A hipótese e a prioridade de manejo são:
Hipertensão gestacional sem gravidade, com orientação dietética e retorno ambulatorial em uma semana.
Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, exigindo estabilização materna, prevenção de convulsões e avaliação obstétrica imediata.
Síndrome nefrótica primária, com investigação renal eletiva após o parto e sem necessidade de intervenção obstétrica urgente.
Enxaqueca gestacional, devendo ser tratada com analgésico e observação até desaparecimento dos sintomas visuais.
A redução da transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana fundamenta-se no diagnóstico precoce, uso de terapia antirretroviral adequada e manejo cuidadoso do parto e pós-parto. Analise as afirmativas a seguir:
I. O uso de zidovudina (AZT) intravenosa durante o trabalho de parto ou três horas antes da cesárea é uma medida recomendada em gestantes com carga viral desconhecida ou superior a mil cópias/mL.
II. O aleitamento materno é contraindicado em mulheres vivendo com HIV no Brasil, sendo garantido o fornecimento de fórmula infantil para o recém-nascido conforme as normas do Ministério da Saúde.
III. O diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV no recém-nascido é estabelecido exclusivamente pela pesquisa de anticorpos IgG no sangue do cordão umbilical logo após a dequitação.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II apenas.
II e III apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta os diagnósticos corretos.
Hipertensão arterial crônica; RCF precoce.
Pré-eclâmpsia; RCF precoce.
Iminência de eclâmpsia; RCF precoce.
Pré-eclâmpsia superajuntada; RCF tardio.
Hipertensão gestacional; peso fetal adequado.
G.M.B., 37 anos, primigesta, idade gestacional cronológica de 11 semanas e 3 dias, comparece à consulta de medicina fetal para realizar ultrassom morfológico de primeiro trimestre. Sem ultrassom anterior. À imagem, identifica-se: feto único e vivo; BCF: 160 bpm; CCN (comprimento cabeça-nádega): 42 mm; TN (translucência nucal): 1,6 mm. Osso nasal presente. Ducto venoso: onda “A” positiva, regurgitação de tricúspide negativa. IP médio de artérias uterinas no .
De acordo com o caso apresentado, em relação às informações sobre ultrassom morfológico de primeiro trimestre, assinale a alternativa correta.
A ausência de regurgitação da tricúspide aumenta o risco de cromossomopatias.
O IP médio das artérias uterinas não tem importância no ultrassom morfológico de primeiro trimestre.
A onda A positiva no ducto venoso do feto indica aumento do risco de aneuploidias.
O osso nasal presente é um marcador menor de aneuploidias no ultrassom morfológico de primeiro trimestre.
No caso apresentado não é possível fazer o cálculo de risco corrigido para trissomias.
Na assistência ao parto, a episiotomia:
I - aumenta o risco de prolapso uterino.
II - ocasiona menos dor quando é mediana.
III - somente está indicada no primeiro parto.
Qual a alternativa correta?
Apenas I;
Apenas II;
Apenas III;
Apenas II e III.
Paciente de 18 anos, com idade gestacional de 34 semanas, apresentando elevação dos níveis pressóricos. Realizou dopplerfluxometria fetal que mostrou artéria umbilical com índice de resistência de 0,9 e artéria cerebral média com índice de resistência de 0,7. Estes achados sugerem:
Normalidade;
Diminuição da resistência em artéria uterina;
Centralização fetal;
Descentralização fetal
Em sua segunda consulta de pré-natal, uma gestante com 14 semanas de idade gestacional apresenta os resultados de exames do primeiro trimestre. Dentre eles, você se surpreende com uma sorologia de toxoplasmose com IgM e IgG positivos, sem resultado de avidez para IgG.
Diante desse resultado, o plano adequado é
considerar o resultado de IgM como falso positivo e seguir a rotina com solicitação de nova sorologia no segundo trimestre.
solicitar de forma urgente teste de avidez para IgG e iniciar espiramicina em caso de alta avidez.
considerar que a infecção ocorreu antes da gestação, por se tratar de um resultado do primeiro trimestre.
iniciar imediatamente espiramicina e solicitar teste de avidez para IgG para avaliar manutenção do tratamento.
aguardar duas semanas até a gestante completar 16 semanas para iniciar espiramicina. Realizar nova coleta para avaliar soroconversão.
Uma mulher de 31 anos, com 10 semanas de gestação, procura atendimento por palpitações, intolerância ao calor, tremores e perda de 4 kg. Refere que os sintomas começaram aproximadamente dois meses antes da concepção e se intensificaram nas últimas semanas. Ao exame, apresenta frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 128 × 62 mmHg, tremor fino de extremidades, bócio difuso indolor e discreta retração palpebral bilateral. Não apresenta vômitos persistentes ou sinais de desidratação.
Os exames laboratoriais mostram: TSH: < 0,01 mUI/L; T4 livre: 3,1 ng/dL / valor de referência: 0,8 a 1,8 ng/dL; T3 total: 248 ng/dL / valor de referência: 80 a 180 ng/dL; Anticorpo contra o receptor de TSH: positivo, 6,8 vezes o limite superior da normalidade; Hemoglobina: 12,1 g/dL; Leucócitos: 7.800/mm³; Neutrófilos: 4.900/mm³; AST: 24 U/L; ALT: 27 U/L; Bilirrubina total: 0,7 mg/dL.
A ultrassonografia obstétrica demonstra gestação tópica compatível com a idade gestacional e evolução fetal adequada.
Considerando o diagnóstico mais provável, a idade gestacional e os mecanismos farmacológicos dos medicamentos disponíveis, a estratégia terapêutica mais apropriada, nesse momento, é
prescrever propranolol para controle sintomático e repetir TSH e T4 livre após o término do primeiro trimestre, pois a atividade tireotrópica da gonadotrofina coriônica humana pode justificar as alterações encontradas nessa fase da gestação.
iniciar metimazol, cuja inibição da tireoperoxidase reduz a organificação do iodeto e o acoplamento das iodotirosinas, sendo preferível ao propiltiouracil devido ao menor risco de hepatotoxicidade materna.
iniciar propiltiouracil associado à levotiroxina, promovendo bloqueio da síntese hormonal com a tionamida e reposição simultânea de T4 para prevenir hipotireoidismo materno durante a gestação.
indicar tratamento com iodo radioativo, pois a positividade do anticorpo contra o receptor de TSH estabelece a etiologia autoimune e permite tratamento definitivo, evitando exposição fetal prolongada às tionamidas.
iniciar propiltiouracil, que interfere em reações mediadas pela tireoperoxidase na síntese dos hormônios tireoidianos e também reduz a conversão periférica de T4 em T3, sendo preferível ao metimazol durante o primeiro trimestre da gestação.
Gestante no terceiro trimestre, com VDRL reagente (título 1:8), recebeu 2 doses de benzilpenicilina benzatina 15 dias antes do parto com intervalo adequado entre elas. O recém-nascido não apresenta alterações no exame físico. A melhor abordagem para este neonato é:
Solicitar VDRL do sangue do cordão umbilical e parear com VDRL materno.
Solicitar VDRL do sangue do cordão umbilical e administrar benzilpenicilina cristalina.
Solicitar VDRL sérico, glicemia, hemograma, radiografia de ossos longos e coleta de líquor.
Solicitar VDRL sérico, hemograma e administrar benzilpenicilina benzatina.
Solicitar VDRL sérico na primeira consulta de puericultura.
Gestante, 40 anos de idade, G5P4, em situação de rua, comparece à primeira consulta de pré-natal. Pela data da última menstruação, está com aproximadamente 15 semanas. Realizados os testes rápidos, foi identificado reagente para o HIV. Foi solicitado com urgência o teste confirmatório, também reagente para HIV. Qual é a conduta adequada nesse caso?
Iniciar terapia antirretroviral imediatamente.
Solicitar o terceiro teste para o diagnóstico.
Iniciar a terapia após o resultado da carga viral.
Iniciar o tratamento no terceiro trimestre.
Iniciar a terapia antirretroviral em monoterapia.
Gestante, 21 anos de idade, 12 semanas de idade gestacional, reside em um município que está em surto de febre amarela. Nega vacinação prévia. Considerando o exposto, assinale a alternativa correta sobre vacinação contra a febre amarela na gestação.
A vacina está contraindicada mesmo nesse caso.
Em casos selecionados, é permitida a vacinação na gestação.
Só está permitida a vacina no terceiro trimestre da gestação.
Deve-se aguardar o parto para realizar a vacina.
Em caso de surtos, está indicado o esquema de 2 doses da vacina ao longo da gestação.
Na prevenção da hemorragia pós-parto, as seguintes condutas devem ser adotadas, EXCETO:
Não realização sistemática de episiotomia.
Uso de ácido tranexâmico no pós-parto imediato
Rastreamento e tratamento da anemia na gestação.
Tração controlada do cordão para dequitação placentária.
Uso rotineiro de ocitocina IM ou IV no terceiro período clínico do parto.
Em relação à centralização hemodinâmica fetal, analise as assertivas abaixo.
I. É uma fase na deterioração fetal em resposta à insuficiência placentária.
II. Há uma vasodilatação seletiva para preservação de órgãos nobres, como o cérebro, o coração e os rins.
III. É um marcador de hipoxemia fetal crônica.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Qual dos seguintes anti-hipertensivos é contraindicado para uso na gestação?
Metoprolol.
Hidralazina.
Nifedipino retard.
Carvedilol.
Enalapril.
A prematuridade é causa de 70% da mortalidade e da morbidade neonatais. O diagnóstico de trabalho de parto prematuro (TPP) é desafiador e o uso de tocólise objetiva reduzir esses riscos. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
O uso de tocolíticos na rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é admitido, na ausência de infecção materna, para fins de transporte materno ou corticoprofilaxia.
A corticoprofilaxia pode ser feita com betametasona (6 mg por via intramuscular/dia, por 2 dias) ou dexametasona (12 mg por via intramuscular a cada 12 horas, por 2 dias).
A nifedipina, apesar de seu baixo custo e praticidade de uso, não tem sido recomendada como uma das primeiras escolhas devido aos efeitos colaterais (mal-estar, palpitações, hipopotassemia).
A terbutalina é administrada pela via endovenosa e pode ser utilizada em pacientes cardiopatas, hipertensas e diabéticas. É importante evitar hidratação excessiva concomitante pelo risco de edema pulmonar.
Ao ser iniciada a tocólise, está indicada realização de profilaxia de estreptococo do grupo B, não se fazendo a pesquisa com swab vaginal e retal nesses casos.
O septo uterino pode ser responsável por qual dos seguintes sintomas e intercorrências clínicas?
Dor pélvica.
Aborto de repetição.
Sangramento uterino anormal.
Retenção placentária.
Menopausa precoce.
A cesariana é realizada quando o médico assistente e/ou a paciente acreditam que a via abdominal vai proporcionar um melhor resultado materno e/ou fetal. Portanto suas indicações dividem-se na solicitação materna ou na indicação médica. As indicações médicas são divididas em absolutas e relativas. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta uma indicação absoluta de cesárea.
Descolamento prematuro de placenta.
Duas ou mais cesarianas prévias.
HIV + com carga viral desconhecida ou acima de 1000 C/ml.
Desproporção cefalopélvica.
Macrossomia fetal.