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Paciente em trabalho de parto na maternidade queixa-se de dor intensa e muita exaustão. Após serem oferecidas e realizadas medidas de conforto não farmacológicas para controle da dor, a parturiente solicita analgesia de parto. Sobre anestesia e analgesia de parto, assinale a alternativa correta.
A analgesia farmacológica, de qualquer tipo, deve ser oferecida à parturiente e não necessita ser restrita ao ambiente hospitalar.
Em mulheres em trabalho de parto, a analgesia controlada pela paciente com remifentanil é equivalente à analgesia peridural com relação à pontuação na satisfação com o alívio da dor.
A analgesia regional é, na atualidade, o padrão-ouro para a analgesia de parto e pode ser realizada por técnica peridural contínua ou combinada.
Há evidências suficientes para apoiar o uso da Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS) para reduzir a dor no trabalho de parto.
É indicado o uso de ocitocina para prevenção de atraso no trabalho de parto em mulheres recebendo analgesia peridural.
Mulher de 28 anos inicia o pré-natal e possui diagnóstico prévio de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Com base no manejo de pacientes com LES e gravidez, a presença de qual anticorpo está associada a um maior risco de bloqueio cardíaco congênito no feto?
Fator antinúcleo (FAN).
Anti-DNA nativo.
Anti-Sm.
Anti-Ro/SSA.
Anticoagulante lúpico.
Paciente de 28 anos, G2 P1, natural de Santa Catarina, deu entrada no serviço para exame obstétrico. No momento, encontra-se no pré-natal de alto risco com 24 semanas de gestação. No US identificou-se feto pequeno para a idade gestacional, tórax curto e estreito, múltiplas fraturas ósseas. Diante dessas informações, o diagnóstico mais provável é
hipofosfatasia.
osteogênese imperfeita tipo II.
acondrogênese.
displasia campomélica.
displasia de la Chapelle.
A médica de plantão em uma unidade obstétrica de referência atende uma gestante de 29 anos, G2P1, com 29 semanas de gestação, que relata sangramento vaginal indolor iniciado há cerca de 2 horas. A paciente refere movimentação fetal preservada e nega dor abdominal, perda de líquido ou trauma recente. Não trouxe exames realizados em pré-natal. Durante o exame físico, apresenta PA de 120×80 mmHg, FC: 80 bpm, altura uterina: 27 cm, dinâmica uterina: ausente, BCF: 150 bpm. Ao exame especular, visualizou-se sangramento, vermelho vivo, proveniente do canal cervical. Com base nesses achados, assinale a alternativa que apresenta respectivamente a principal hipótese diagnóstica e a conduta imediata.
Placenta prévia; internação, avaliação ultrassonográfica e repouso.
Descolamento prematuro de placenta; cesariana de emergência.
Placenta prévia; cesariana de emergência.
Descolamento prematuro de placenta; observação ambulatorial.
Rotura prematura de membranas; alta com orientação domiciliar.
Primigesta de 35 anos, com 37 semanas e 5 dias de gestação, com diabetes melito insulino-dependente e mau controle metabólico, realiza ultrassonografia obstétrica que evidencia peso fetal estimado acima do percentil 95 e maior bolsão vertical de líquido amniótico de 9 cm. Realizada cardiotocografia, cujo resultado é categoria 1. Qual é a conduta adequada nesse caso?
Internar para ajustar insulina, realizar cardiotocografia a 2 dois dias e interromper a gestação com 39 semanas.
Internar para controle glicêmico e interrupção da gestação na sequência.
Associar metformina, realizar cardiotocografia a cada dois dias e interromper a gestação com 39 semanas.
Realizar corticoterapia e interromper a gestação após 48 horas.
Associar metformina, realizar corticoterapia e interromper a gestação após 48 horas.
Primigesta de 35 anos com 37 semanas de gestação e pré-natal sem intercorrências até o momento, procura a emergência obstétrica referindo cefaleia e epigastralgia. Nega doenças prévias, fazendo uso apenas de sulfato ferroso. Ao exame, pressão arterial de 150/100 mmHg, altura uterina de 34 cm, sem dinâmica uterina, batimentos cardiofetais de 145 bpm, movimentação fetal presente, edema de membros inferiores de +++/4+. Foi coletado exame de urina, cujo resultado mostrou P/C de 0,5. Em relação ao manejo dessa paciente, são condutas adequadas:
I. Administrar dose de ataque de sulfato de magnésio IV imediatamente.
II. Rastrear síndrome HELLP.
III. Avaliar vitalidade fetal.
IV. Realizar cesariana imediatamente.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Primigesta, 32 anos, 41 semanas e 3 dias, pré-natal de risco habitual, foi encaminhada à maternidade para avaliar a indução do parto. Está sem queixas no momento. Exame obstétrico: altura uterina = 33 cm; dinâmica uterina ausente; cardiotocografia = reativa; toque vaginal = colo firme, posterior, 30% de apagamento, 2 cm de dilatação e altura da apresentação -3 de DeLee. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o índice de Bishop e a conduta nesse caso.
1; preparar o colo uterino com prostaglandinas.
1; indução do parto com ocitocina.
2; indicar o método de Krause.
2; realizar a amniotomia.
2; indicar cesariana devido à contraindicação à indução.
Síndrome da Transfusão Feto-Fetal é uma patologia grave que pode acometer principalmente
gestação gemelar monocoriônica e monoamniótica.
gestação única.
gestação gemelar dicoriônica e diamniótica.
gestação gemelar monocoriônica e diamniótica.
gestação trigemelar monocoriônica e monoamniótica.
Durante uma visita domiciliar, a equipe de saúde identifica que uma gestante de 22 semanas, primigesta, relata não ter realizado nenhum exame laboratorial até o momento, apesar de já ter comparecido a duas consultas de pré-natal na Unidade Básica de Saúde.
Considerando as diretrizes nacionais vigentes, a conduta que deve ser priorizada pela equipe multiprofissional para garantir a integralidade da assistência é
solicitar exames laboratoriais básicos imediatamente e agendar retorno para avaliação dos resultados.
orientar a gestante a aguardar até a próxima consulta para coleta dos exames, pois ainda está no segundo trimestre.
encaminhar diretamente para serviço especializado de alto risco devido à ausência de exames.
realizar apenas exame físico completo e reforçar orientações gerais sobre gestação saudável.
priorizar encaminhamento para psicologia, considerando possível negligência da gestante.
Mulher de 22 anos, G1P0, foi submetida a esvaziamento uterino para tratamento de mola hidatiforme completa, confirmada por exame histopatológico, fruto de uma gestação programada e desejada. Evoluiu bem no pós-operatório imediato, assintomática, sem sangramento transvaginal ou sinais clínicos de complicação.
Todavia, durante o seguimento pós-molar, foram obtidas as seguintes dosagens de β-hCG sérico: 1ª dosagem: 12.400 UI/L; 2ª dosagem (após 7 dias): 12.700 UI/L. Ultrassonografia pélvica não evidencia massa residual intrauterina, embora haja imagem hipervascular miometrial. Radiografia de tórax sem alterações.
A conduta mais adequada nesse momento é
seguimento semanal de β-hCG.
iniciar quimioterapia com metotrexato (MTX).
iniciar quimioterapia com actinomicina D (Act-D).
iniciar quimioterapia com EMA/CO (etoposide, MTX, Act-D, ciclofosfamida e oncovin).
histerectomia.
Gestante de 33 anos, G3P1A1, encontra-se com gestação única na 20ª semana. História obstétrica revela um parto prematuro espontâneo prévio com 32 semanas, associado a trabalho de parto espontâneo. Na gestação atual, encontra-se assintomática. Ultrassonografia transvaginal mostra: comprimento cervical de 27 mm, colo fechado, sem dilatação. Não há sinais de infecção, sangramento transvaginal ou contrações uterinas.
A melhor estratégia para prevenção de novo parto prematuro nesse momento é
conduta expectante, com repetição seriada do comprimento cervical.
iniciar progesterona vaginal até 36 semanas.
cerclagem cervical eletiva imediata.
iniciar progesterona intramuscular semanal.
uso associado de progesterona vaginal e cerclagem cervical.
Durante a gestação, a contratilidade uterina possui quatro fases: quiescência, ativação, estimulação e involução (Zugaib, 2023). Nesse contexto, analise as sentenças a seguir:
I- A quiescência da contratilidade uterina caracteriza-se por um estado de relativa refratariedade a agentes que determinam contrações miometriais.
II- A ativação da contratilidade uterina é caracterizada por modificações cervicais e pela descida do fundo uterino.
III- A estimulação da contratilidade uterina é o próprio trabalho de parto e se divide clinicamente em três estágios: dilatação, expulsão e dequitação.
IV- A involução da contratilidade uterina é marcada pelo retorno ao estado pré-gravídico com início 1 hora após o nascimento e por uma contração persistente que promove a involução uterina.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
I e III.
II, III e IV.
I, II e IV.
I, III e IV.
Todas estão corretas.
Durante a assistência a um parto vaginal de termo, após a expulsão cefálica, o obstetra identifica que o feto assumiu a posição occipto-anterior, porém, após a tração habitual, notase a retração da cabeça fetal contra o períneo (Sinal da Tartaruga) e a falha na saída do ombro anterior, que se encontra impactado atrás da sínfise púbica materna. A situação descrita configura uma distocia de ombros, uma emergência obstétrica que exige manobras específicas. A primeira manobra a ser realizada, que consiste na hiperflexão das pernas da parturiente sobre o abdome para retificar a lordose lombar e aumentar o diâmetro pélvico, é denominada:
Woods.
Rubin.
Gaskin.
Zavanelli.
McRoberts.
Ruptura prematura de membranas a termo (>=37 semanas), sem corioamnionite. Melhor conduta?
Indução do parto (manejo ativo) para reduzir risco de infecção materno-fetal.
Conduta expectante por 7 dias.
Antibiótico profilático de rotina por 7 dias, mesmo com GBS negativo.
Tocolítico para prolongar gestação.
A determinação precisa da idade gestacional e da data provável do parto (DPP) é um dos pilares do pré-natal, pois influencia o momento de realização de exames, a interpretação do crescimento fetal, a conduta em gestações prolongadas e a prevenção de prematuridade. Em relação às recomendações atuais, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A ultrassonografia realizada até 13 6/7 semanas, utilizando a medida da distância crânio-caudal (CRL), é o método mais preciso para estabelecer ou confirmar a idade gestacional, com margem de erro de ±5–7 dias.
II. Em gestações concebidas por fertilização in vitro (FIV), a DPP deve ser calculada exclusivamente a partir da data da última menstruação (DUM) da paciente, pois é mais confiável que a idade embrionária conhecida.
III. Quando há discrepância maior que 7 dias entre a idade gestacional pela DUM e pela ultrassonografia realizada antes de 14 0/7 semanas, a DPP deve ser alterada para corresponder à ultrassonografia.
IV. Uma gestação sem ultrassonografia que confirme ou revise a DPP antes de 22 0/7 semanas é considerada suboptimamente datada.
V. A ultrassonografia realizada no terceiro trimestre (±21–30 dias de precisão) pode ser usada rotineiramente para mudar a DPP estabelecida no primeiro trimestre, mesmo quando o feto apresenta crescimento adequado.
VI. Para fins de pesquisa e vigilância epidemiológica, a melhor estimativa obstétrica (e não apenas a baseada na DUM) deve ser utilizada como idade gestacional oficial no registro de nascimento.
Apenas I, II e V estão corretas.
Apenas II, IV e VI estão corretas.
Apenas I, III, IV e VI estão corretas.
Todas estão corretas.
Mulher, 29 anos, G2P1, comparece à consulta de pré-natal no primeiro trimestre da gestação (8 semanas), assintomática, sem diagnóstico prévio conhecido. Como parte da avaliação inicial, apresenta exame laboratorial com glicemia plasmática em jejum de 132 mg/dL, realizado na semana anterior à consulta. Não há outros exames glicêmicos disponíveis até o momento. Com base nesse achado, segundo os protocolos vigentes, qual é a classificação diagnóstica mais adequada?
Diabetes melito gestacional.
Hiperglicemia transitória da gestação.
Alteração glicêmica inespecífica, devendo-se aguardar novos exames para classificação.
Diabetes melito prévio à gestação.
Intolerância à glicose na gestação, com necessidade de acompanhamento clínico sem diagnóstico definido.
Caso hipotético: gestante de 28 semanas, primigesta, apresenta pressão arterial de 146/92 mmHg em duas medidas adequadas com intervalo de 4 horas. Relata cefaleia esporádica leve, sem escotomas ou dor epigástrica. Exames laboratoriais solicitados na mesma semana (proteinúria, DHL, transaminases, contagem plaquetária) todos dentro dos limites normais. Glicosúria ausente. Movimentos fetais presentes, altura uterina adequada, doppler obstétrico recente sem alterações. Sem história prévia de hipertensão ou uso de antihipertensivos.
Com base na classificação recomendada pelo Ministério da Saúde e guidelines internacionais, qual o diagnóstico mais provável?
Hipertensão crônica.
Pré-eclâmpsia.
Hipertensão gestacional.
Síndrome HELLP.
Hipertensão mascarada.
Gestante de 29 anos, primigesta, com 26 semanas de gestação e sem antecedentes de diabetes, realiza teste de tolerância oral à glicose (TOTG) com 75 g. Os resultados são: glicemia de jejum 89 mg/dL, glicemia de 1 hora 172 mg/dL e glicemia de 2 horas 158 mg/dL.
Assinale a alternativa correta para o diagnóstico de diabetes gestacional.
São necessários dois valores alterados para confirmação diagnóstica.
O TOTG de 75 g não permite o diagnóstico nesse período gestacional.
Deve-se considerar diabetes pré-gestacional.
O diagnóstico está confirmado pelo valor isolado da glicemia de 2 horas.
O teste deve ser repetido com 100 g para confirmação.
No quinto dia de puerpério, paciente apresenta mamas doloridas, edemaciadas e ingurgitadas, além de aumento da temperatura axilar. Qual é a conduta adequada?
Aplicar compressas mornas e suspender a amamentação.
Administrar analgésicos, aplicar compressas frias e manter a amamentação em livre demanda.
Aplicar compressas frias, fazer o esvaziamento das mamas e manter a amamentação em livre demanda.
Administrar analgésicos, aplicar compressas mornas e suspender a amamentação.
Adolescente de 15 anos com gestação estimada em 10 semanas inicia pré-natal. Relata atraso escolar e conflitos familiares. Nega sangramento, dor intensa ou febre. Demonstra ansiedade elevada. Conforme o caso, assinale a abordagem inicial CORRETA:
Focar em polivitamínico e exames laboratoriais, deixando avaliação psicossocial para consultas posteriores do pré-natal.
Priorizar orientações alimentares e evitar temas de apoio familiar e saúde mental, para reduzir constrangimento na consulta.
Acolher, avaliar riscos clínicos e psicossociais, rastrear vulnerabilidades e iniciar pré-natal com seguimento e rede.
Solicitar ultrassom mensal como conduta central e postergar outras abordagens até resultados de imagem.
Encaminhar direto ao pré-natal de alto risco e aguardar avaliação especializada, antes de iniciar intervenções na unidade.