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Na consulta de puericultura da atenção primária de um município, a equipe registra o padrão alimentar dos lactentes segundo as categorias de aleitamento adotadas pelo Ministério da Saúde. Um lactente que recebe leite materno e também chá e água adocicada encontra-se em aleitamento materno _____, enquanto outro que recebe leite materno e leite de vaca integral encontra-se em aleitamento materno _____.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem:
exclusivo - misto ou parcial
predominante - complementado
predominante - misto ou parcial
complementado - misto ou parcial
Durante consulta de puericultura, o médico avalia uma criança de dois anos utilizando curvas de crescimento e informações sobre alimentação, desenvolvimento motor e interação social. Sobre essa abordagem, assinale a alternativa CORRETA:
O acompanhamento infantil deve avaliar crescimento, desenvolvimento e ambiente familiar.
A análise do crescimento deve considerar apenas medidas corporais isoladas obtidas em uma única consulta.
O desenvolvimento infantil deve ser avaliado exclusivamente pela aquisição de habilidades motoras.
A avaliação nutricional dispensa informações sobre hábitos alimentares e rotina familiar.
O acompanhamento preventivo inicia-se diante de alterações identificadas nos parâmetros de crescimento.
A avaliação do estado de hidratação e a escolha da via de reposição volêmica são determinantes para o sucesso terapêutico em crianças com perdas gastrointestinais ou baixa ingestão hídrica. Considerando os protocolos de expansão rápida, a manutenção basal de Holliday-Segar e os riscos associados à correção de distúrbios da natremia, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
O cálculo da oferta hídrica de manutenção pela regra de Holliday-Segar preconiza a administração de 1500 mL para os primeiros dez quilos de peso, seguidos por 50 mL para cada quilo adicional, garantindo o balanço hídrico estável em pacientes críticos.
A expansão volêmica inicial no choque hipovolêmico por desidratação deve ser realizada com solução fisiológica a 0,9% na dose de 20 mL/kg, podendo ser repetida até a restauração da estabilidade hemodinâmica sem o risco de acidose hiperclorêmica.
A reidratação oral é a via para pacientes com desidratação leve a moderada, fundamentando-se no transporte acoplado de sódio e glicose na mucosa intestinal para promover a absorção passiva de água através do lúmen para o interstício.
A correção da desidratação hiponatrêmica grave é executada de forma rápida com solução salina hipertônica a 3% para elevar os níveis de sódio sérico em 15 mEq/L nas primeiras seis horas, visando prevenir a ocorrência de mielinólise pontina central.
Assinale a alternativa correta quanto a dose de suplementação medicamentosa de ferro elementar para um recém-nascido a termo com peso de nascimento de 2.430 g:
1 mg/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, durante dois anos.
2 mg/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, até um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia até dois anos.
1 mg/kg/dia, iniciando com 90 dias de vida, durante dois anos.
2 mg/kg/dia, iniciando com 90 dias de vida, até um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia até dois anos.
Paciente, lactente, 6 meses de idade, é levado à emergência com história de febre há um dia, coriza hialina, tosse seca e recusa alimentar. Exame físico: irritado, sudoreico, taquicardico (FC 210 bpm), febril (38°C), enchimento capilar de 5 segundos e pulsos periféricos com amplitude reduzida. ECG mostrado abaixo. Assinale a conduta adequada na condução do caso clínico:

Desfibrilação
Antitérmico IV.
Expansão volêmica
Cardioversão sincronizada
Uma criança de 2 anos, previamente hígida, apresenta, há 2 dias, coriza, obstrução nasal e febre baixa. Nas últimas horas, evoluiu com tosse de início súbito, característica “metálica” ou “de cachorro”, acompanhada de rouquidão e estridor inspiratório. Ao exame físico, apresenta-se corada, hidratada e sem sinais de toxemia. Não há sialorreia, disfagia ou dificuldade significativa para deglutir. Considerando o quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável?
Bronquiolite viral aguda.
Epiglotite aguda.
Laringotraqueíte viral aguda.
Pneumonia bacteriana.
Menina, 2 anos, inicia na madrugada tosse metálica, respiração ruidosa e desconforto respiratório, e é levada imediatamente à emergência. Nega quadro gripal prévio ou febre associada.
Ao exame, apresenta-se assustada, com tosse semelhante a um latido de cachorro e estridor à ausculta.
Diante do quadro, a principal hipótese diagnóstica é
larinotraqueobronquite viral.
crupe espasmódico.
laringite viral.
epiglotite.
traqueíte bacteriana.
Em lactentes com icterícia colestática neonatal persistente além da segunda semana de vida, fezes acólicas (esbranquiçadas) e colúria, a principal hipótese diagnóstica cirúrgica de urgência que exige intervenção com a cirurgia de Kasai (portoenterostomia) antes dos 60 dias de vida é:
Hepatite neonatal por citomegalovírus.
Atresia de vias biliares extra-hepáticas.
Síndrome de Alagille.
Cisto de colédoco tipo IV.
Deficiência grave de alfa-1-antitripsina.
Para o recém-nascido saudável, o aleitamento materno exclusivo é recomendado, em regra, até os:
dois meses.
quatro meses.
seis meses.
nove meses.
doze meses.
A deficiência de vitamina D durante o período de crescimento pode determinar principalmente:
escorbuto.
pelagra.
beribéri.
raquitismo.
xeroftalmia.
Lactente, 9 meses, sexo masculino, ao nascer, apresentou eliminação de mecônio após 48 horas de nascido. Desde então, têm episódios de distensão abdominal, vômitos biliosos e constipação. A família procura atendimento médico, pois o paciente não está ganhando peso e crescendo de forma adequada, apesar do desenvolvimento cognitivo normal.
O diagnóstico mais provável para esse caso é
constipação funcional.
doença de Hirschprung.
atresia anorretal baixa.
gastroenterite eosinofílica.
hipoireoidismo congênito.
Escolar, 9 anos, sexo feminino, é trazida à Clínica da Família por apresentar febre há 20 dias. O médico pergunta sobre outros sinais e sintomas. A mãe refere estranhar que, no momento da febre, a pele fica toda avermelhada e a filha fica muito prostrada, melhorando logo a seguir.
Ao exame: emagrecida, com dor, vermelhidão e aumento das articulações de ambos os joelhos e tornozelos. É notada a presença de linfadenomegalia e esplenomegalia. O fator antinuclear é negativo.
Avaliando-se essas informações, a principal hipótese diagnóstica é
Febre Reumática por conta da febre e da característica da artrite.
Lupus Eritematoso Sistêmico devido à hiperemia da pele com febre.
Dermatomiosite pelo emagrecimento e alterações cutâneas.
Artrite Idiopática Juvenil Sistêmica pela artrite e febre com rash.
Doença de Kawasaki pela idade e artrite de grandes articulações.
Recém-nascido (RN) a termo, adequado para a idade gestacional, cuja mãe apresentou diabetes gestacional controlado com dieta, está com 3 horas de vida no alojamento conjunto, ativo e em aleitamento materno exclusivo. Glicemia capilar = 38 mg/dL.
Considerando as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria para rastreamento e conduta na hipoglicemia neonatal, a conduta imediata adequada é
ofertar fórmula infantil imediatamente para garantir aporte calórico rápido, repetir a aferição da glicemia capilar uma hora após a oferta e manter o RN no alojamento conjunto se o novo valor for maior que 45 mg/dL.
iniciar infusão endovenosa imediata de um bolus de glicose a 10% (2 mL/kg), seguido por uma taxa de infusão de glicose contínua de 4 a 6 mg/kg/min, devido ao risco de convulsão e lesão neurológica.
estimular amamentação ou ofertar leite materno ordenhado e reavaliar a glicemia capilar em 1 hora; se o valor estiver entre 35 e 45 mg/dL, após a mamada, considerar uso de gel de glicose a 40% ou transferir para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
transferir o RN para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para avaliação contínua, pois glicemia abaixo de 40 mg/dL nas primeiras 4 horas de vida exigem monitorização e triagem laboratorial central obrigatória.
observar o RN e repetir a glicemia capilar antes da próxima mamada (com 6 horas de vida), visto que o valor de 38 mg/dL reflete o nadir fisiológico normal do RN nas primeiras horas após o parto.
Escolar de 6 anos com dermatite atópica desde os 6 meses, com lesões frequentes e infecções secundárias com uso de antibiótico 2x/ano, apresenta rinite, parcialmente controlada com corticoide nasal, e asma não controlada em uso de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (altas doses). No último ano, teve 3 crises de asma com necessidade de corticoide sistêmico, sendo uma das vezes necessária a internação hospitalar por 7 dias. Ige 60 e 280 eosinóficos. Espirometria com distúrbio ventilatório obstrutivo leve e prova broncodilatadora negativa.
Por se tratar de uma asma grave com dermatite atópica grave, assinale a afirmativa correta. o menor teria indicação de
Está indicada imunoterapia para alérgenos específicos.
Deve-se intensificar hidratação de pele, e associar corticoide sistêmico dose alta diariamente e azitromicina profilática.
Não há indicação de tratamentos específicos imunobiológicos, pois a IgE é baixa.
Está indicada a avaliação imunobiológica para asma e dermatite atópica grave com eosinófilos altos.
Não há necessidade de afastar outros diagnósticos, já que tem história familiar positiva e outras atopias relacionadas.
Menino de 3 anos, é encaminhado pelo pediatra pois tem indicação de correção cirúrgica da fimose, após a não resolução com 8 semanas de corticosteroide tópico.
O cirurgião realiza anamnese completa e exame físico minucioso, e propõem a seguinte conduta:
mais 4 semanas de corticoide, pois 8 semanas é pouco para correção da fimose, pois apresenta fibrose cicatricial.
mesmo com relato de infecções urinárias de repetição, aguardar mais 1 ano para nova reavaliação, visto que 90% dos casos se resolvem espontaneamente por volta dos 3 anos.
devido à presença de parafimose, realizar cirurgia de urgência, pois não há manobras para se tentar a redução manual da glande edemaciada.
a suspeita é de balanopostite, pênis apresenta vermelhidão, exsudato, irritação e edema, sendo indicado antibiótico, sem correção cirúrgica.
agendar cirurgia, pois o tratamento sempre é cirúrgico quando há fimose patológica, principalmente por suspeita de balanite xerótica.
Menina de 3 anos é trazida à consulta, pelos responsáveis, para acompanhamento na UBS, pois há uma semana foi atendida em serviço de urgência 20 minutos após episódio único de convulsão tônico-clônica generalizada isolada, precedida de quadro gripal associado a febre de 39°C, presente no momento da crise.
No atendimento, a criança, que não tem comorbidades, estava em bom estado geral e ativa, sem sinais de rigidez nucal e outras alterações no exame neurológico, sendo optado por conduta expectante.
Uma orientação correta a ser dada a essa família é
indicar a solicitação de eletroencefalograma no plano de cuidados devido ao risco aumentado de desenvolver epilepsia.
aconselhar o uso de antitérmicos para febre acima de 39 °C por risco de crise diretamente proporcional à temperatura apresentada.
apontar que os profissionais que a atenderam erraram ao não realizar punção lombar, considerando o diagnóstico diferencial de meningite.
informar que há indicação de iniciar o uso contínuo de anticonvulsivante profilático, caso apresente nova crise semelhante.
instruir sobre o uso de benzodiazepínico por via retal, caso a criança apresente convulsão febril complexa.
Na primeira consulta de puericultura de um recém-nascido (RN) com 3 dias de vida, nascido a termo, seus pais ficam preocupados com o surgimento de icterícia. Eles notaram a pele mais amarelada por volta do segundo dia de vida. Está em aleitamento materno exclusivo. Ao exame, o RN está em bom estado geral com presença de cefalohematoma e com icterícia evidente até o antebraço.
A orientação adequada para a situação é
orientar a família para o fato de que, pelo tempo de vida do RN, não é mais necessária fototerapia e estimular o aleitamento materno.
encaminhar para maternidade pela presença de icterícia em zona 2 de Kramer associada a cefalohematoma.
tranquilizar a família e orientar que se trata da icterícia fisiológica que surgiu pelo aleitamento.
orientar banho de sol diário e tranquilizar a família informando que a icterícia que surge após 24h é benigna.
encaminhar para maternidade pelo risco de aumento da bilirrubina sérica superior a 12mg/dL.
Após a punção intraóssea em um lactente, de acordo com o recomendado no suporte avançado de vida pediátrico, para confirmar o posicionamento da agulha, é recomendado observar
sensação de "perda de resistência" ao atravessar o córtex, refluxo sanguíneo pelo hub da agulha, boa velocidade de infusão e radiografia mostrando ponta na cavidade medular.
refluxo espontâneo de medula óssea, resistência ao avanço da agulha e presença de crepitação óssea durante a inserção e bom fluxo intravenoso.
ausência de extravasamento de líquido nos tecidos moles adjacentes, frequência cardíaca acima de 100 bpm e melhora clínica imediata após infusão de 2 mL de salina fisiológica.
estabilidade da agulha no osso, capacidade de aspiração de medula óssea, capacidade de flush com solução salina fisiológica e não extravasamento ao redor.
inserção perpendicular ao osso a 10 mm distal à tuberosidade tibial com profundidade máxima de 5 mm abaixo da superfície cortical e observação de não extravasamento ao redor.
Os Distúrbios Hidroeletrolíticos são eventos frequentes na prática médica pediátrica, sobretudo em situações de emergência, podendo representar risco imediato à vida ou causar sequelas, a depender de sua magnitude. Sobre esses distúrbios, assinale a alternativa correta:
A gravidade da desidratação pediátrica é determinada exclusivamente pela etiologia da perda hídrica, sendo irrelevante a intensidade ou o tipo de perda salina envolvida.
A desidratação deve ser caracterizada apenas pelo grau de perda hídrica, não sendo necessária a avaliação da proporção entre perdas de água e de sais.
Os distúrbios do sódio apresentam maior risco de comprometimento do sistema nervoso central, enquanto os distúrbios do potássio estão associados principalmente ao risco de arritmias cardíacas, exigindo atenção e tratamento cuidadosos.
Os distúrbios do cálcio, magnésio e fósforo são os mais ameaçadores à vida, sendo responsáveis, principalmente, por alterações cardíacas graves.
Os distúrbios hidroeletrolíticos em pediatria raramente ocorrem em situações de emergência e, em geral, não demandam caracterização detalhada para definição terapêutica.
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, quais são as vacinas obrigatórias administradas em crianças nos primeiros 6 meses de vida, incluindo doses iniciais e subsequentes até os 6 meses?
BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; febre amarela aos 9 meses para arboviroses; Meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.
BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; Influenza aos 6 meses para gripes sazonais; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.
BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; Rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.
BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VOP (pólio oral) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneu monias; meningocócica ACWY aos 3 e 5 meses para meningite.
BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 13-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.