Questões de Concurso sobre Pediatria - Página 13 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Pediatria

 
 
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Na consulta de puericultura da atenção primária de um município, a equipe registra o padrão alimentar dos lactentes segundo as categorias de aleitamento adotadas pelo Ministério da Saúde. Um lactente que recebe leite materno e também chá e água adocicada encontra-se em aleitamento materno _____, enquanto outro que recebe leite materno e leite de vaca integral encontra-se em aleitamento materno _____.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem:


A

exclusivo - misto ou parcial


B

predominante - complementado


C

predominante - misto ou parcial


D

complementado - misto ou parcial

Durante consulta de puericultura, o médico avalia uma criança de dois anos utilizando curvas de crescimento e informações sobre alimentação, desenvolvimento motor e interação social. Sobre essa abordagem, assinale a alternativa CORRETA:


A

O acompanhamento infantil deve avaliar crescimento, desenvolvimento e ambiente familiar.


B

A análise do crescimento deve considerar apenas medidas corporais isoladas obtidas em uma única consulta.


C

O desenvolvimento infantil deve ser avaliado exclusivamente pela aquisição de habilidades motoras.


D

A avaliação nutricional dispensa informações sobre hábitos alimentares e rotina familiar.


E

O acompanhamento preventivo inicia-se diante de alterações identificadas nos parâmetros de crescimento.

A avaliação do estado de hidratação e a escolha da via de reposição volêmica são determinantes para o sucesso terapêutico em crianças com perdas gastrointestinais ou baixa ingestão hídrica. Considerando os protocolos de expansão rápida, a manutenção basal de Holliday-Segar e os riscos associados à correção de distúrbios da natremia, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


A

O cálculo da oferta hídrica de manutenção pela regra de Holliday-Segar preconiza a administração de 1500 mL para os primeiros dez quilos de peso, seguidos por 50 mL para cada quilo adicional, garantindo o balanço hídrico estável em pacientes críticos.


B

A expansão volêmica inicial no choque hipovolêmico por desidratação deve ser realizada com solução fisiológica a 0,9% na dose de 20 mL/kg, podendo ser repetida até a restauração da estabilidade hemodinâmica sem o risco de acidose hiperclorêmica.


C

A reidratação oral é a via para pacientes com desidratação leve a moderada, fundamentando-se no transporte acoplado de sódio e glicose na mucosa intestinal para promover a absorção passiva de água através do lúmen para o interstício.


D

A correção da desidratação hiponatrêmica grave é executada de forma rápida com solução salina hipertônica a 3% para elevar os níveis de sódio sérico em 15 mEq/L nas primeiras seis horas, visando prevenir a ocorrência de mielinólise pontina central.

Assinale a alternativa correta quanto a dose de suplementação medicamentosa de ferro elementar para um recém-nascido a termo com peso de nascimento de 2.430 g:


A

1 mg/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, durante dois anos.


B

2 mg/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, até um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia até dois anos.


C

1 mg/kg/dia, iniciando com 90 dias de vida, durante dois anos.


D

2 mg/kg/dia, iniciando com 90 dias de vida, até um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia até dois anos.

Paciente, lactente, 6 meses de idade, é levado à emergência com história de febre há um dia, coriza hialina, tosse seca e recusa alimentar. Exame físico: irritado, sudoreico, taquicardico (FC 210 bpm), febril (38°C), enchimento capilar de 5 segundos e pulsos periféricos com amplitude reduzida. ECG mostrado abaixo. Assinale a conduta adequada na condução do caso clínico:

Imagem associada para resolução da questão


A

Desfibrilação


B

Antitérmico IV.


C

Expansão volêmica


D

Cardioversão sincronizada

Uma criança de 2 anos, previamente hígida, apresenta, há 2 dias, coriza, obstrução nasal e febre baixa. Nas últimas horas, evoluiu com tosse de início súbito, característica “metálica” ou “de cachorro”, acompanhada de rouquidão e estridor inspiratório. Ao exame físico, apresenta-se corada, hidratada e sem sinais de toxemia. Não há sialorreia, disfagia ou dificuldade significativa para deglutir. Considerando o quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Bronquiolite viral aguda.


B

Epiglotite aguda.


C

Laringotraqueíte viral aguda.


D

Pneumonia bacteriana.

Menina, 2 anos, inicia na madrugada tosse metálica, respiração ruidosa e desconforto respiratório, e é levada imediatamente à emergência. Nega quadro gripal prévio ou febre associada.

Ao exame, apresenta-se assustada, com tosse semelhante a um latido de cachorro e estridor à ausculta.

Diante do quadro, a principal hipótese diagnóstica é


A

larinotraqueobronquite viral.


B

crupe espasmódico.


C

laringite viral.


D

epiglotite.


E

traqueíte bacteriana.

Em lactentes com icterícia colestática neonatal persistente além da segunda semana de vida, fezes acólicas (esbranquiçadas) e colúria, a principal hipótese diagnóstica cirúrgica de urgência que exige intervenção com a cirurgia de Kasai (portoenterostomia) antes dos 60 dias de vida é:


A

Hepatite neonatal por citomegalovírus.


B

Atresia de vias biliares extra-hepáticas.


C

Síndrome de Alagille.


D

Cisto de colédoco tipo IV.


E

Deficiência grave de alfa-1-antitripsina.

Para o recém-nascido saudável, o aleitamento materno exclusivo é recomendado, em regra, até os:


A

dois meses.


B

quatro meses.


C

seis meses.


D

nove meses.


E

doze meses.

A deficiência de vitamina D durante o período de crescimento pode determinar principalmente:


A

escorbuto.


B

pelagra.


C

beribéri.


D

raquitismo.


E

xeroftalmia.

Lactente, 9 meses, sexo masculino, ao nascer, apresentou eliminação de mecônio após 48 horas de nascido. Desde então, têm episódios de distensão abdominal, vômitos biliosos e constipação. A família procura atendimento médico, pois o paciente não está ganhando peso e crescendo de forma adequada, apesar do desenvolvimento cognitivo normal.

O diagnóstico mais provável para esse caso é


A

constipação funcional.


B

doença de Hirschprung.


C

atresia anorretal baixa.


D

gastroenterite eosinofílica.


E

hipoireoidismo congênito.

Escolar, 9 anos, sexo feminino, é trazida à Clínica da Família por apresentar febre há 20 dias. O médico pergunta sobre outros sinais e sintomas. A mãe refere estranhar que, no momento da febre, a pele fica toda avermelhada e a filha fica muito prostrada, melhorando logo a seguir.

Ao exame: emagrecida, com dor, vermelhidão e aumento das articulações de ambos os joelhos e tornozelos. É notada a presença de linfadenomegalia e esplenomegalia. O fator antinuclear é negativo.

Avaliando-se essas informações, a principal hipótese diagnóstica é


A

Febre Reumática por conta da febre e da característica da artrite.


B

Lupus Eritematoso Sistêmico devido à hiperemia da pele com febre.


C

Dermatomiosite pelo emagrecimento e alterações cutâneas.


D

Artrite Idiopática Juvenil Sistêmica pela artrite e febre com rash.


E

Doença de Kawasaki pela idade e artrite de grandes articulações.

Recém-nascido (RN) a termo, adequado para a idade gestacional, cuja mãe apresentou diabetes gestacional controlado com dieta, está com 3 horas de vida no alojamento conjunto, ativo e em aleitamento materno exclusivo. Glicemia capilar = 38 mg/dL.

Considerando as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria para rastreamento e conduta na hipoglicemia neonatal, a conduta imediata adequada é


A

ofertar fórmula infantil imediatamente para garantir aporte calórico rápido, repetir a aferição da glicemia capilar uma hora após a oferta e manter o RN no alojamento conjunto se o novo valor for maior que 45 mg/dL.


B

iniciar infusão endovenosa imediata de um bolus de glicose a 10% (2 mL/kg), seguido por uma taxa de infusão de glicose contínua de 4 a 6 mg/kg/min, devido ao risco de convulsão e lesão neurológica.


C

estimular amamentação ou ofertar leite materno ordenhado e reavaliar a glicemia capilar em 1 hora; se o valor estiver entre 35 e 45 mg/dL, após a mamada, considerar uso de gel de glicose a 40% ou transferir para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.


D

transferir o RN para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para avaliação contínua, pois glicemia abaixo de 40 mg/dL nas primeiras 4 horas de vida exigem monitorização e triagem laboratorial central obrigatória.


E

observar o RN e repetir a glicemia capilar antes da próxima mamada (com 6 horas de vida), visto que o valor de 38 mg/dL reflete o nadir fisiológico normal do RN nas primeiras horas após o parto.

Escolar de 6 anos com dermatite atópica desde os 6 meses, com lesões frequentes e infecções secundárias com uso de antibiótico 2x/ano, apresenta rinite, parcialmente controlada com corticoide nasal, e asma não controlada em uso de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (altas doses). No último ano, teve 3 crises de asma com necessidade de corticoide sistêmico, sendo uma das vezes necessária a internação hospitalar por 7 dias. Ige 60 e 280 eosinóficos. Espirometria com distúrbio ventilatório obstrutivo leve e prova broncodilatadora negativa.

Por se tratar de uma asma grave com dermatite atópica grave, assinale a afirmativa correta. o menor teria indicação de


A

Está indicada imunoterapia para alérgenos específicos.


B

Deve-se intensificar hidratação de pele, e associar corticoide sistêmico dose alta diariamente e azitromicina profilática.


C

Não há indicação de tratamentos específicos imunobiológicos, pois a IgE é baixa.


D

Está indicada a avaliação imunobiológica para asma e dermatite atópica grave com eosinófilos altos.


E

Não há necessidade de afastar outros diagnósticos, já que tem história familiar positiva e outras atopias relacionadas.

Menino de 3 anos, é encaminhado pelo pediatra pois tem indicação de correção cirúrgica da fimose, após a não resolução com 8 semanas de corticosteroide tópico.

O cirurgião realiza anamnese completa e exame físico minucioso, e propõem a seguinte conduta:


A

mais 4 semanas de corticoide, pois 8 semanas é pouco para correção da fimose, pois apresenta fibrose cicatricial.


B

mesmo com relato de infecções urinárias de repetição, aguardar mais 1 ano para nova reavaliação, visto que 90% dos casos se resolvem espontaneamente por volta dos 3 anos.


C

devido à presença de parafimose, realizar cirurgia de urgência, pois não há manobras para se tentar a redução manual da glande edemaciada.


D

a suspeita é de balanopostite, pênis apresenta vermelhidão, exsudato, irritação e edema, sendo indicado antibiótico, sem correção cirúrgica.


E

agendar cirurgia, pois o tratamento sempre é cirúrgico quando há fimose patológica, principalmente por suspeita de balanite xerótica.

Menina de 3 anos é trazida à consulta, pelos responsáveis, para acompanhamento na UBS, pois há uma semana foi atendida em serviço de urgência 20 minutos após episódio único de convulsão tônico-clônica generalizada isolada, precedida de quadro gripal associado a febre de 39°C, presente no momento da crise.

No atendimento, a criança, que não tem comorbidades, estava em bom estado geral e ativa, sem sinais de rigidez nucal e outras alterações no exame neurológico, sendo optado por conduta expectante.

Uma orientação correta a ser dada a essa família é


A

indicar a solicitação de eletroencefalograma no plano de cuidados devido ao risco aumentado de desenvolver epilepsia.


B

aconselhar o uso de antitérmicos para febre acima de 39 °C por risco de crise diretamente proporcional à temperatura apresentada.


C

apontar que os profissionais que a atenderam erraram ao não realizar punção lombar, considerando o diagnóstico diferencial de meningite.


D

informar que há indicação de iniciar o uso contínuo de anticonvulsivante profilático, caso apresente nova crise semelhante.


E

instruir sobre o uso de benzodiazepínico por via retal, caso a criança apresente convulsão febril complexa.

Na primeira consulta de puericultura de um recém-nascido (RN) com 3 dias de vida, nascido a termo, seus pais ficam preocupados com o surgimento de icterícia. Eles notaram a pele mais amarelada por volta do segundo dia de vida. Está em aleitamento materno exclusivo. Ao exame, o RN está em bom estado geral com presença de cefalohematoma e com icterícia evidente até o antebraço.

A orientação adequada para a situação é


A

orientar a família para o fato de que, pelo tempo de vida do RN, não é mais necessária fototerapia e estimular o aleitamento materno.


B

encaminhar para maternidade pela presença de icterícia em zona 2 de Kramer associada a cefalohematoma.


C

tranquilizar a família e orientar que se trata da icterícia fisiológica que surgiu pelo aleitamento.


D

orientar banho de sol diário e tranquilizar a família informando que a icterícia que surge após 24h é benigna.


E

encaminhar para maternidade pelo risco de aumento da bilirrubina sérica superior a 12mg/dL.

Após a punção intraóssea em um lactente, de acordo com o recomendado no suporte avançado de vida pediátrico, para confirmar o posicionamento da agulha, é recomendado observar


A

sensação de "perda de resistência" ao atravessar o córtex, refluxo sanguíneo pelo hub da agulha, boa velocidade de infusão e radiografia mostrando ponta na cavidade medular.


B

refluxo espontâneo de medula óssea, resistência ao avanço da agulha e presença de crepitação óssea durante a inserção e bom fluxo intravenoso.


C

ausência de extravasamento de líquido nos tecidos moles adjacentes, frequência cardíaca acima de 100 bpm e melhora clínica imediata após infusão de 2 mL de salina fisiológica.


D

estabilidade da agulha no osso, capacidade de aspiração de medula óssea, capacidade de flush com solução salina fisiológica e não extravasamento ao redor.


E

inserção perpendicular ao osso a 10 mm distal à tuberosidade tibial com profundidade máxima de 5 mm abaixo da superfície cortical e observação de não extravasamento ao redor.

Os Distúrbios Hidroeletrolíticos são eventos frequentes na prática médica pediátrica, sobretudo em situações de emergência, podendo representar risco imediato à vida ou causar sequelas, a depender de sua magnitude. Sobre esses distúrbios, assinale a alternativa correta:


A

A gravidade da desidratação pediátrica é determinada exclusivamente pela etiologia da perda hídrica, sendo irrelevante a intensidade ou o tipo de perda salina envolvida.


B

A desidratação deve ser caracterizada apenas pelo grau de perda hídrica, não sendo necessária a avaliação da proporção entre perdas de água e de sais.


C

Os distúrbios do sódio apresentam maior risco de comprometimento do sistema nervoso central, enquanto os distúrbios do potássio estão associados principalmente ao risco de arritmias cardíacas, exigindo atenção e tratamento cuidadosos.


D

Os distúrbios do cálcio, magnésio e fósforo são os mais ameaçadores à vida, sendo responsáveis, principalmente, por alterações cardíacas graves.


E

Os distúrbios hidroeletrolíticos em pediatria raramente ocorrem em situações de emergência e, em geral, não demandam caracterização detalhada para definição terapêutica.

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, quais são as vacinas obrigatórias administradas em crianças nos primeiros 6 meses de vida, incluindo doses iniciais e subsequentes até os 6 meses?


A

BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; febre amarela aos 9 meses para arboviroses; Meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.


B

BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; Influenza aos 6 meses para gripes sazonais; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.


C

BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; Rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.


D

BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VOP (pólio oral) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses para pneu monias; meningocócica ACWY aos 3 e 5 meses para meningite.


E

BCG ao nascimento para proteção contra tuberculose grave; hepatite B ao nascimento como dose inicial; pentavalente (DTP+Hib+Hep B) aos 2, 4 e 6 meses para difteria, tétano, coqueluche, haemophilus e hepatite B; VIP (poliomielite inativada) aos 2, 4 e 6 meses para prevenção da pólio; rotavírus aos 2 e 4 meses para gastroenterite; pneumocócica 13-valente aos 2 e 4 meses para pneumonias; meningocócica C aos 3 e 5 meses para meningite.

 
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