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A primeira consulta de puericultura deve ser feita idealmente
na primeira semana, se for recém-nascido de mãe com alto risco gestacional.
na primeira semana, se for recém-nascido de baixo peso.
na primeira semana.
na segunda semana, se for recém-nascido de termo e tiver peso adequado para a idade gestacional.
após ter completado 30 dias de vida.
Lactente de 10 meses apresenta episódios recorrentes de sibilância associados a infecções virais, com intervalos assintomáticos, bom ganho ponderal e exame físico normal entre os episódios. Não há história de sibilância persistente ou sintomas respiratórios contínuos. Considerando o caso descrito e a literatura atual, assinale a alternativa correta.
O quadro caracteriza asma persistente e requer corticoterapia inalável contínua.
Episódios recorrentes de sibilância viral no lactente são sempre preditores de asma na idade escolar.
A maioria dos lactentes sibilantes apresenta resolução dos sintomas ao longo dos primeiros anos de vida.
A presença de sibilância viral recorrente exclui doenças estruturais das vias aéreas.
Todo lactente sibilante deve ser investigado rotineiramente para fibrose cística.
Em relação à febre em crianças, assinale a alternativa correta.
O medicamento de escolha para baixar temperatura é a aspirina.
Recomenda-se o uso alternado de antitérmicos para febre persistente.
O paracetamol é o único antitérmico recomendado para febre em menores de 1 mês.
Recomenda-se o uso de antipiréticos para prevenção de crise convulsiva.
Recomenda-se o uso de antipiréticos no momento da vacinação para evitar reação febril.
Para menino de 5 anos que apresenta priapismo refratário, qual modalidade terapêutica é a mais indicada?
Eritroaférese.
Leucoaférese.
Plasmaférese.
Aférese de plaquetas.
Hidroxiureia.
Criança, 6 anos de idade, é levada ao prontosocorro por quadro de febre, tosse, crepitação à ausculta e retração intercostal. Sua radiografia de tórax evidencia consolidação lobar. De acordo com o exposto, qual é o agente etiológico mais frequente?
Streptococcus pneumoniae.
Staphylococcus aureus.
Estreptococos do grupo B.
Haemophilus influenzae.
Mycoplasma pneumoniae.
Durante consulta de rotina, uma mãe relata que seu filho de 4 anos frequenta uma creche onde outras crianças foram diagnosticadas com verminoses. A criança não apresenta sintomas importantes, mas o pediatra explica a necessidade de prevenção e tratamento. Após a mãe questionar a utilidade de realizar exames de fezes antes de iniciar o tratamento, o médico esclarece que, em determinadas situações, o tratamento é feito de forma empírica. Com base nesse caso, assinale a alternativa correta.
A terapia antiparasitária deve sempre ser direcionada por exame coproparasitológico, mesmo em regiões endêmicas.
Em regiões de alta prevalência, a OMS recomenda tratamento empírico periódico com antiparasitários de amplo espectro sem necessidade de exames prévios.
O tratamento empírico é contraindicado em crianças maiores de 2 anos, pois pode mascarar infecções bacterianas.
O mebendazol é o medicamento de escolha para estrongiloidíase, devido à sua ação sobre larvas e ovos do parasita.
A ivermectina deve ser utilizada apenas em casos de escabiose e pediculose, não apresentando eficácia em helmintíases intestinais.
Você está avaliando um lactente de 4 meses, previamente saudável, que foi levado ao pronto atendimento por apresentar episódios de tosse intensa há cerca de 10 dias. Segundo a mãe, os acessos ocorrem em crises sucessivas, seguidas de uma inspiração ruidosa e, em algumas ocasiões, vômito logo após. Durante as crises, o bebê fica cianótico e, por breves instantes, parece parar de respirar. A febre é ausente. O exame físico mostra congestão facial e petéquias em pálpebras e conjuntivas.
Com base no quadro clínico e nas informações epidemiológicas, assinale a alternativa correta.
O quadro é compatível com coqueluche, com risco aumentado de complicações graves nos menores de seis meses.
A principal hipótese diagnóstica é uma laringite viral, mais comum em pré-escolares.
A ausência de febre e leucocitose significativa torna improvável o diagnóstico de coqueluche.
O quadro descrito é compatível com pneumonia bacteriana, devendo ser iniciado antibiótico de amplo espectro imediatamente.
O padrão de tosse apresentado é típico de broncopneumonia por Haemophilus influenzae tipo b.
Uma mãe procura o pronto atendimento com seu filho de 7 anos que, há 10 meses, foi submetido a transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas devido à anemia aplástica grave. A criança encontra-se estável, ainda em uso de imunossupressores e sem sinais de doença do enxerto contra hospedeiro. A mãe traz a carteira de vacinação e questiona quando poderá retomar as vacinas de rotina. Nesse caso, a conduta mais adequada em relação à vacinação dessa criança é
reiniciar imediatamente o calendário vacinal completo, incluindo vacinas vivas atenuadas, pois já se passaram mais de seis meses do transplante.
manter apenas vacinas inativadas, pois pacientes transplantados nunca recuperam totalmente a imunocompetência.
aplicar apenas vacinas de bloqueio, como hepatite B e pneumocócica, uma vez que a imunidade do doador confere proteção suficiente.
aguardar a recuperação imunológica completa e, na ausência de doença do enxerto e imunossupressão, reiniciar o esquema vacinal.
retomar todas as vacinas exceto as de vírus vivos que devem ser permanentemente contraindicadas nesse paciente.
Quanto à triagem para a identificação precoce de dislipidemia em crianças, é correto afirmar que
os pacientes que têm fatores de risco para doença cardiovascular devem iniciar triagem com 1 ano de idade.
a triagem de perfil lipídico deve ser recomendada para pacientes entre zero e dois anos se os pais têm doença cardiovascular prévia.
está recomendada a triagem universal em crianças entre 2 e 8 anos mesmo na ausência de fatores de risco para doença cardiovascular.
a triagem universal é recomendada entre 9 e 11 anos, devendo ser repetida entre 17 e 21 anos, mesmo na ausência de fatores de risco.
a triagem universal está indicada a partir de 9 anos, devendo ser repetida anualmente.
Paciente de 6 anos, com diagnóstico de trombose de veia porta, dá entrada na emergência com quadro de hematêmese volumosa iniciada há 1 hora. Na chegada, o paciente está pálido e hipoativo, abdome com sinais de circulação colateral e ascite. Após realizar a estabilização inicial e considerando a causa mais provável de sangramento, assinale a alternativa correta quanto ao manejo dessa criança enquanto aguarda a endoscopia digestiva alta.
Caso o paciente apresente RNI > 1,5, deve-se postergar a EDA até que a coagulopatia seja corrigida.
Devido à doença de base, deve ser indicada a realização de transfusão de plasma fresco congelado.
O uso de inibidor de bomba de próton deve ser iniciado, para reduzir o sangramento.
É necessário iniciar agentes vasoativos como octreotide ou terlipressina, podendo ser continuados por um período de até 5 dias.
Não está recomendado o início de antibioticoterapia profilática para esse paciente.
Um menino de 8 anos, previamente hígido e com Índice de Massa Corporal (IMC) adequado para a idade, é diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica (pressão arterial persistentemente acima do percentil 95 para idade, sexo e altura). Durante o exame físico, o médico ausculta um sopro sistólico na região epigástrica. Qual é a causa mais provável da hipertensão nesse paciente e qual o exame inicial para confirmá-la?
Hipertensão essencial; dosagem de metanefrinas urinárias.
Coarctação da aorta; ultrassonografia com Doppler cardíaco.
Feocromocitoma; dosagem de metanefrinas urinárias.
Estenose de artéria renal; ultrassonografia com Doppler de artérias renais.
Hiperaldosteronismo primário; dosagem de aldosterona e renina plasmática.
Quanto à classificação de desnutrição em crianças, assinale a alternativa INCORRETA.
Pode ser classificada como aguda (duração < 60 dias), crônica (≥ que 60 dias) ou crônica agudizada em casos de surtos da doença de base e piora do estado nutricional em paciente previamente desnutrido.
A desnutrição secundária está associada a incidentes agudos – como traumas e queimaduras – ou a condições médicas crônicas, como câncer, fibrose cística e cardiopatia congênita.
Dentre as causas de desnutrição primária, pode-se citar a ingestão reduzida de nutrientes devido a fatores ambientais e causas comportamentais, como transtornos restritivos evitativos.
Quanto à gravidade, pode-se classificar a desnutrição, de acordo com os graus de comprometimento nutricional, em leve, moderada e grave, com base nas medidas antropométricas.
Desnutrição hospitalar adquirida refere-se ao desequilíbrio nutricional ocorrido durante a hospitalização, seja em pacientes já previamente desnutridos ou naqueles de ingressaram em boas condições nutricionais.
Criança de 2 anos, enquanto brincava no chão, colocou um objeto pequeno na boca e pouco tempo depois evoluiu com tosse e taquidispneia leve. Levada ao pronto-socorro, apresentava ao exame físico murmúrio vesicular diminuído em ápice direito e sibilos difusos com aumento do tempo expiratório. Frente a esse caso, assinale a alternativa que apresenta conduta correta.
Radiografia de tórax em incidência anteroposterior e, se o exame estiver normal, dar alta para paciente com antibioticoterapia, pois possivelmente se trata de um quadro de pneumonia.
O quadro é sugestivo de aspiração e, nesse caso, deve-se solicitar a avaliação de um cirurgião torácico, pois o objeto deverá ser removido por toracotomia ou broncotomia.
Não há necessidade de radiografia de tórax, pois a maior parte dos objetos aspirados não é radiopaca, então a conduta é solicitar ressonância nuclear magnética de tórax.
O tratamento mais comum para crianças que aspiram corpo estranho é a retirada do objeto através de endoscopia com equipamento rígido ou flexível.
Trata-se de um quadro clássico de bronquiolite aguda e a conduta é internamento com prescrição de broncodilatadores e corticoide sistêmico.
Um menino de 5 anos é levado para avaliação devido a dores em membros inferiores e dificuldade para acompanhar colegas em atividades físicas. A mãe relata que ele tem crescido menos que os irmãos, além de apresentar arqueamento progressivo das pernas. Ao exame, observa-se geno varo e aumento de volume em punhos e tornozelos. Exames laboratoriais revelam: cálcio sérico normal, fósforo baixo, fosfatase alcalina aumentada, PTH normal e vitamina D (25‐OH) normal. Radiografia de joelhos mostra alargamento das metáfises. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
raquitismo por deficiência de vitamina D.
osteogênese imperfeita.
osteomalácia nutricional.
raquitismo hipofosfatêmico.
hipoparatireoidismo.
Uma criança de 5 anos é levada ao pronto atendimento com febre de início súbito (39,5 °C), irritabilidade e exantema maculopapular em tronco e membros. A mãe refere que a criança apresenta queixa de dor leve nas articulações e episódios de choro inconsolável nos últimos dois dias. Nenhum antecedente relevante é relatado. O exame físico mostra exantema pruriginoso, hiperemia conjuntival discreta e ausência de sinais meníngeos. Considerando o quadro clínico e as características da febre de Chikungunya, assinale a alternativa correta.
A febre de Chikungunya nas crianças é predominantemente assintomática, e a artralgia é rara.
O exantema é típico apenas em adultos e ocorre geralmente após a fase febril.
A febre nas crianças é baixa e prolongada, raramente ultrapassando 38 °C.
A principal manifestação neurológica da doença em crianças é a encefalite, observada em mais de 50% dos casos.
Em crianças, a febre de início súbito e alta pode causar convulsões febris nos primeiros dias da doença.
Um lactente de 3 semanas de vida, com vômitos não biliosos, em jato, após todas as mamadas, com dificuldade de ganho de peso, apresenta-se desidratado e com alcalose metabólica hipoclorêmica. Qual é o achado no exame físico e o tratamento?
Massa palpável em “salsicha” em flanco direito – redução hidrostática.
Oliva pilórica palpável em hipocôndrio direito – piloromiotomia de Fredet-Ramstedt.
Sinal de Murphy positivo – colecistectomia.
Distensão abdominal global – laparotomia exploradora por volvo.
Ausência de ruídos hidroaéreos – hidratação e jejum apenas.
Pré-escolar de 3 anos apresenta linfadenite cervical unilateral crônica, sem sintomas sistêmicos importantes. Histopatologia mostra granulomas, e PCR identifica complexo Mycobacterium avium. Não há fatores de risco para tuberculose. Segundo a literatura, qual conduta é mais adequada nesse caso?
Iniciar esquema completo para tuberculose sensível.
Observação expectante, pois a doença é autolimitada.
Excisão cirúrgica completa do linfonodo acometido.
Monoterapia prolongada com isoniazida.
Tratamento exclusivamente com rifampicina por 6 meses.
Criança de 1 ano com diarreia e vômitos há 24 horas apresenta sinais de desidratação moderada, perfusão preservada e irritabilidade. Vomita quando ingere volumes grandes rapidamente. A estratégia CORRETA, acerca do caso, é:
Hidratar por via venosa com solução hipotônica em infusão rápida, visando corrigir eletrólitos antes de reintroduzir dieta.
Manter jejum por período curto e usar antiemético, iniciando hidratação quando houver redução dos vômitos.
Solicitar coprocultura e iniciar antibiótico, definindo via de hidratação após identificação do agente etiológico.
Administrar bicarbonato venoso e evitar sais de reidratação, por risco de piora de náuseas e vômitos.
Fazer reidratação oral fracionada com SRO; se falhar, usar sonda nasogástrica, reservando via venosa para instabilidade.
Menino de 3 anos apresenta febre, tosse, taquipneia e tiragem subcostal. Saturação 91% em ar ambiente. Radiografia com consolidação lobar direita. Em relação ao caso, a conduta CORRETA deve ser:
Alta com macrolídeo oral, pois consolidação lobar sugere etiologia atípica em pré-escolar.
Internação para suporte e antibiótico parenteral, diante de hipoxemia e desconforto respiratório.
Antitussígeno e observação domiciliar, pois a radiografia confirma diagnóstico e dispensa intervenção medicamentosa.
Iniciar oseltamivir e evitar antibiótico, interpretando radiografia como pneumonia viral com baixa chance bacteriana.
Solicitar tomografia e broncoscopia antes de antibiótico, para identificar patógeno com maior precisão.
Menino de 9 anos chega com febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca e sonolência. Ao exame, apresenta anisocoria e déficit focal em membro superior. Sinais vitais estáveis. Diante do exposto, a conduta CORRETA no pronto atendimento deve ser:
Realizar punção lombar na chegada e iniciar antibiótico após o líquor, priorizando diagnóstico microbiológico.
Administrar antitérmico e observar evolução neurológica, programando exames se persistir sonolência e déficit focal.
Solicitar EEG antes do antibiótico, visando descartar status epiléptico não convulsivo como causa do rebaixamento.
Solicitar tomografia e adiar antibiótico até a imagem, usando achados para decidir o esquema e necessidade de UTI.
Coletar hemoculturas, iniciar antibiótico prontamente e pedir neuroimagem antes da punção, diante de sinais focais.