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Uma criança de 6 meses, previamente saudável, apresenta há 3 dias tosse seca inicial evoluindo para produtiva com sibilos audíveis, dispneia progressiva com taquipneia (FR 60 irpm), uso de musculatura acessória, febre baixa (37,8°C), rinorreia clara e recusa alimentar parcial, sem cianose central ou apneia, com história de contato recente com irmão mais velho resfriado. Exame físico revela crepitações finas bilaterais e hiperinsuflação torácica, com SatO₂ 92% em ar ambiente, sem sinais de desidratação grave ou sepse; radiografia do tórax com hiperinsuflação pulmonar com atelectasias segmentares, sem infiltrados consolidados.
O diagnóstico inicial desta criança é:
Asma brônquica, com crises recorrentes de sibilos reversíveis por broncodilatadores, histórico familiar de atopia e resposta a corticosteroides inalados, sem febre ou rinorreia viral.
Pneumonia bacteriana, com febre alta, infiltrados lobares no RX, leucocitose com neutrofilia e resposta a antibióticos empíricos, como amoxicilina-clavulanato.
Bronquiolite, infecção viral aguda das vias aéreas inferiores em lactentes, caracterizada por obstrução brônquica com sibilos, taquipneia e hiperinsuflação, causada principalmente por VSR e tratada com suporte sintomático.
Laringite aguda, com estridor inspiratório, rouquidão e tosse ladrante noturna, causada por parainfluenza e tratada com corticosteroides sistêmicos para edema subglótico.
Coqueluche, com paroxismos de tosse convulsiva, vômitos pós-tosse e linfocitose absoluta, causada por Bordetella pertussis e prevenível por vacinação DTP.
Homem de 64 anos, ex-tabagista (44 maços/ano, cessou há 6 anos), sem comorbidades ativas, é avaliado por achado incidental de nódulo pulmonar sólido, espiculado, de 15 mm, localizado no segmento posterior do lobo superior direito, sem linfonodomegalias mediastinais. PET-FDG revela SUV máx = 3,2. A probabilidade de malignidade é de 42%. O paciente deseja confirmação histológica antes de decidir sobre cirurgia. Com base nas evidências atuais e na realidade da prática pneumológica brasileira, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para esse caso.
Ressecção cirúrgica sem necessidade de biópsia.
Biópsia broncoscópica convencional.
Biópsia transtorácica guiada por TC.
Acompanhamento seriado com tomografias trimestrais.
Quimioterapia associada à radioterapia.
Paciente feminina, 36 anos, sem comorbidades, procura o pronto-socorro com quadro de dispneia, febre, tosse produtiva e dor torácica pleurítica há 3 dias. Ao exame físico, apresenta taquidispneia, estertores crepitantes em base pulmonar direita e saturação de 93% em ar ambiente. Você levanta a hipótese de pneumonia adquirida na comunidade e, na ausência de RX tórax disponível, decide realizar avaliação à beira-leito com POCUS (ultrassonografia pulmonar point-of-care). Qual é o achado ultrassonográfico mais sensível e específico para o diagnóstico de pneumonia?
Presença de linhas B múltiplas e difusas.
Presença de linhas C múltiplas e difusas.
Broncograma aéreo dinâmico.
Sinal da Água Viva ou Jellyfish.
Ausência de deslizamento pleural com padrão “lung point.
Um centro de referência em cirurgia de câncer de pulmão decide priorizar exclusivamente pacientes residentes no próprio município. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa prática viola o(a)
regionalização.
universalidade.
descentralização.
eficiência.
controle social.
Paciente masculino, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), procura atendimento por quadro de dispneia progressiva e edema de membros inferiores. Durante a avaliação, são realizados exames, os quais evidenciam BNP de 1850 pg/mL e radiografia de tórax evidenciando derrame pleural direito moderado, sem alterações parenquimatosas. Exames laboratoriais não demonstram leucocitose nem elevação de PCR. O paciente nega emagrecimento, febre, ou dor torácica. Com base nas recomendações atuais sobre abordagem do derrame pleural em pacientes com insuficiência cardíaca, qual é a conduta mais adequada nesse momento?
Realizar punção diagnóstica imediata do derrame pleural, já que ele é unilateral e de moderado volume.
Postergar a punção e manter tratamento otimizado da IC, pois o paciente permanece estável e sem sinais clínicos ou laboratoriais de outra etiologia.
Solicitar tomografia de tórax com contraste antes da punção, independentemente da resposta clínica.
Realizar toracocentese apenas se houver necessidade de alívio sintomático.
Puncionar o derrame pleural apenas se o volume ultrapassar dois terços do hemitórax, independentemente de outros critérios clínicos
Assinale a alternativa que apresenta as principais comorbidades que devem ser investigadas em um paciente asmático com piora dos sintomas e controle inadequado da doença.
Refluxo gastroesofágico, obesidade, depressão e ansiedade.
Rinite, sinusites, doenças reumatológicas.
Insuficiência cardíaca, rinossinusite, hepatopatias.
Colagenoses, dermatite atópica, insuficiência cardíaca.
Intolerância à lactose, dermatite atópica, colagenoses.
Quanto à fisiopatologia do pneumotórax espontâneo primário, assinale a alternativa correta.
O aumento difuso da complacência pulmonar nos lóbulos inferiores favorece a formação de bolhas subpleurais responsáveis pelo pneumotórax primário.
A ruptura de bolhas subpleurais ocorre principalmente em regiões basais, onde o gradiente de pressão transpulmonar é menor.
A maior tensão mecânica nos ápices, decorrente do gradiente gravitacional de pressão pleural, contribui para o surgimento de blebs e sua ruptura.
A fisiopatologia primária depende de inflamação pleural intensa, sendo rara na ausência de pleurite.
O tabagismo não se relaciona à fisiopatologia do pneumotórax primário, pois não interfere na estrutura do parênquima subpleural.
Em relação à Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, qual estratégia impacta diretamente a linha de cuidado de doenças pulmonares intersticiais de origem genética?
Financiamento exclusivo de testes genéticos apenas em centros universitários federais.
Organização em Serviços de Referência regionais para diagnóstico e seguimento longitudinal.
Inclusão obrigatória de antifibróticos em todas as farmácias de alto custo municipais.
Teleconsultoria exclusiva por telessaúde para todos os pacientes com DPPs.
Proibição de biópsia pulmonar cirúrgica em pacientes com suspeita de doenças raras.
Durante broncoscopia flexível, o risco de aerossolização é elevado. Para redução efetiva da transmissão de patógenos respiratórios, a medida de maior impacto é o(a)
utilização de sala com pressão negativa e respirador N95/PFF2.
ventilação natural da sala por abertura de janelas.
uso exclusivo de máscara cirúrgica pelo operador.
utilização de luvas estéreis duplas.
desinfecção terminal ao final do turno.
Um paciente de 5 anos, em tratamento para pneumonia bacteriana com Amoxicilina há 72 horas, retorna à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com persistência da febre, surgimento de dor torácica pleurítica à direita e piora do desconforto respiratório. Ao exame físico, apresenta macicez à percussão e abolição do murmúrio vesicular na base pulmonar direita. Uma nova radiografia de tórax confirma a presença de derrame pleural ocupando cerca de 1/3 do hemitórax.
Assinale a alternativa correta sobre o manejo do derrame pleural parapneumônico e do empiema na infância.
O uso de fibrinolíticos intrapleurais, como a estreptoquinase ou uroquinase, é a conduta de primeira linha em todos os casos de Derrame Pleural Parapneumônico simples (fase exsudativa).
O tratamento do em sua fase purulenta (empiema) deve ser exclusivamente clínico com antibioticoterapia venosa de amplo espectro por 14 dias, sendo a drenagem cirúrgica reservada apenas para pacientes que evoluem para insuficiência respiratória refratária.
A ultrassonografia de tórax é superior à radiografia de tórax para a detecção de pequenas lâminas de líquido e para a identificação de debris ou septações (fibrina), sendo fundamental para guiar a toracocentese diagnóstica.
A radiografia de tórax em decúbito lateral com raios horizontais é o método de escolha definitivo para diferenciar o líquido livre de um derrame loculado, dispensando a realização de ultrassonografia.
Na investigação etiológica do líquido pleural, a ausência de crescimento bacteriano em culturas (aeróbias e anaeróbias) deve suspender a antibioticoterapia e iniciar investigação para causas não infecciosas.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 45 anos, HIV positivo em terapia antirretroviral com um inibidor de protease, CD4 indicando 250 células/mL3, além de artrite reumatoide em tratamento com adalimumabe. História de contato domiciliar com tuberculose ativa (pai diagnosticado recentemente). Entretanto, assintomática do trato respiratório. Teste IGRA positivo, enzimas hepáticas ALT e AST normais, sem hepatite C.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a quimioprofilaxia a ser adotada nesse casso:
Rifampicina 600 mg associada à isoniazida 300 mg por dia, durante 3 meses.
Levofloxacino 500 mg associada à piridoxina 25 mg por dia, durante 6 meses.
Isoniazida 300 mg associada à piridoxina 25 mg por dia, durante 9 meses.
Isoniazida 900 mg associada à rifapentina 900 mg semanal, durante 3 meses.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Você acompanha no ambulatório um adolescente de 16 anos, portador de asma desde a infância. Teve 2 internações nos últimos 6 meses e há 1 mês precisou ficar em ventilação mecânica na UTI devido a asma. Desde antes da internação estava em uso de Corticóide inalado em dose alta, beta 2 agonista de longa duração, e tiotrópio. Desde a alta da UTI há 1 mês, não consegue mais retirar o corticóide oral. A técnica inalatória está correta e o paciente tem boa adesão ao tratamento. Já foram descartadas comorbidades (sinusite, refluxo, disfunção de cordas vocais), não é tabagista e não tem exposição a agentes que possam piorar a asma. Nos últimos exames antes da internação, tinha eosinófilos 250 /
Diante do caso exposto, assinale a alternativa que contém a alternativa CORRETA para o tratamento desse paciente:
Iniciar imunomodulador biológico.
Dobrar a dose de corticoide oral.
Dobrar a dose de corticoide inalado.
Iniciar aminofilina.
O principal objetivo da vacinação pneumocócica em pacientes, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é:
Reduzir medicações antinflamatórias e broncodilatadoras de uso contínuo.
Melhorar capacidade funcional e função pulmonar.
Reduzir o risco de exarcebações da doença além da sua forma grave.
Prevenir crise de broncoespasmo por polén e ácaros.
Um médico pesquisador clínico conduz um ensaio experimental para avaliar a eficácia de um novo fármaco na redução da pressão arterial sistólica (PAS). O estudo seleciona uma amostra de 60 pacientes com hipertensão essencial, divididos aleatoriamente em dois grupos independentes, de 30 indivíduos: um recebeu o fármaco e outro um placebo. Após 6 meses, os resultados demonstram que a redução média da PAS no grupo intervenção foi de 15 mmHg (desvio padrão: 10), enquanto no grupo placebo a redução média foi de 5 mmHg (desvio padrão: 12). A aplicação do teste t de Student para amostras independentes (bi-caudal) resultou em um valor de p: 0,001. Adicionalmente, o pesquisador calculou o coeficiente de correlação de Pearson entre a idade dos participantes e a magnitude da redução pressórica, obtendo um valor de r = 0,60. Para uma análise secundária, os pacientes foram classificados de forma dicotômica entre os que atingiram a meta pressórica e os que não atingiram, utilizando-se o teste qui-quadrado para avaliar a associação com o tipo de tratamento (p < 0,05). Observa-se que a distribuição dos valores iniciais de PAS na amostra era levemente assimétrica à direita.
Com base no cenário descrito e nos princípios bioestatísticos, é correto afirmar que
a análise por Qui-quadrado mostra-se pertinente para avaliar a associação entre o tratamento e o alcance da meta.
a expansão do tamanho da amostra para 1.000 participantes provocaria uma elevação proporcional no erro padrão das médias.
o teste de Mann-Whitney representa o método de maior poder estatístico para variáveis contínuas com distribuição perfeitamente normal.
o coeficiente de correlação de Pearson de 0,60 estabelece que a idade é o determinante causal da redução pressórica.
o teste t pareado é a ferramenta estatística recomendada para contrastar as médias finais entre dois grupos distintos.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Mulher de 30 anos, com antecedentes de asma, dá entrada em pronto socorro com dispneia intensa, fala entrecortada e uso de musculatura acessória.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta:
Broncodilatador, corticoide e suporte ventilatório não invasivo.
Broncodilatador, aminofilina, corticoide e ventilação mecânica.
Oxigenioterapia, inalação com broncodilatadores e antibióticos empíricos.
Internação, antibióticos empíricos e vacinação.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Paciente de 22 anos, masculino, sem comorbidades, longilíneo, procura atendimento em setor de urgência por dor torácica com início súbito associado a dispneia ao repouso. No exame físico, foi encontrada frequência respiratória de 32 irpm, murmúrio vesicular abolido/diminuído em hemitórax direito.
Assinale a alternativa CORRETA:
Pneumotórax hipertensivo deve ser drenado após diagnóstico realizado por tomografia de tórax.
Pneumotórax de todas as extensões devem ser tratados com drenagem em selo d’água.
Pneumotórax espontâneo necessita de uma causa secundária como DPOC ou trauma.
Pneumotórax espontâneo leve pode ser acompanhado clinicamente, se pouco sintomático.
O manejo de doenças respiratórias crônicas na Atenção Primária visa o controle de sintomas e a redução de exacerbações por meio da educação em saúde e tratamento farmacológico otimizado. Considerando as diretrizes para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica − DPOC e asma, assinale a alternativa CORRETA.
A equipe de saúde deve apoiar o acompanhamento de usuários com doenças respiratórias crônicas, integrando orientações sobre o uso correto de dispositivos inalatórios e cessação do tabagismo.
O tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica − DPOC deve focar na prescrição de antibióticos profiláticos contínuos, proibindo-se a realização de grupos de atividade física para reabilitação pulmonar.
O encaminhamento de pacientes com doenças respiratórias graves para internação hospitalar encerra a responsabilidade da equipe de atenção primária, desobrigando o acompanhamento pós-alta no domicílio.
O diagnóstico de asma em crianças deve ser baseado em exames de espirometria laboratorial de alta tecnologia, sendo vedada a valorização dos sinais clínicos durante a consulta básica.
A investigação de doenças respiratórias deve ignorar os riscos ambientais presentes no território, como a poluição industrial ou a queima de biomassa doméstica, para manter o foco na genética individual.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Idoso, 76 anos, procura atendimento por tosse produtiva com escarro purulento, febre e rebaixamento do nível de consciência. Ao exame físico, é encontrado FR 28 irpm, PA 85/55 mmHg, FC 125 bpm, má perfusão tecidual. Opacificação em base direita à radiografia de tórax.
A conduta médica mais adequada para o caso é:
Noradrenalina em bomba de infusão, coleta de lactato e antibioticoterapia empírica.
Ressuscitação volêmica, coleta de culturas e antibioticoterapia empírica.
500 ml de solução fisiológica a 0,9%, antibióticos e vasopressina.
Broncodilatadores, corticoides e ventilação não invasiva.
Na exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crônica, o tipo de suporte ventilatório muda desfechos importantes quando aparece insuficiência respiratória.
Assinale a alternativa correta.
O oxigênio isolado ocupa a estratégia central na insuficiência respiratória hipercápnica, pois a ventilação mecânica acrescenta pouco nesse cenário.
O cateter nasal de alto fluxo entra como primeira opção em vez da ventilação não invasiva, por oferecer melhor controle ventilatório do dióxido de carbono.
A ventilação invasiva precoce ocupa preferência inicial, porque a demora da intubação amplia fadiga diafragmática e pneumonia associada.
Os estimulantes respiratórios recuperam o centro ventilatório com resposta mais previsível que a ventilação não invasiva na exacerbação grave.
A ventilação não invasiva costuma ser a primeira modalidade em insuficiência respiratória aguda hipercápnica quando o quadro ainda comporta essa via.
Um paciente de 62 anos, ex-tabagista, apresenta nódulo pulmonar sólido de 18 mm em lobo superior direito, espiculado. O PET-CT mostra captação com SUV de 6.4 no nódulo e ausência de captação linfonodal mediastinal. De acordo com os critérios de estadiamento e conduta da SBPT e do TNM 8ª edição, qual é a conduta seguinte mais adequada para o estadiamento linfonodal, considerando que o tumor é central?
Proceder diretamente para a ressecção cirúrgica (lobectomia + linfadenectomia).
Realizar mediastinoscopia ou ultrassom endobrônquico antes da ressecção.
Realizar nova tomografia em 3 meses para avaliar estabilidade.
Iniciar quimioterapia neoadjuvante com base apenas no PET-CT positivo no nódulo.
Realizar biópsia transtorácica do nódulo para definir a linhagem celular antes de avaliar o mediastino.