Questões de Concurso sobre Pneumologia

 
 
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Homem de 41 anos, usuário de álcool, procura atendimento por tosse há 6 semanas, emagrecimento e febre vespertina. A radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário em lobo superior direito. A baciloscopia de escarro é negativa em duas amostras, porém o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) é positivo para Mycobacterium tuberculosis, sem resistência à rifampicina. Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (2024), é correto afirmar que:


A

O paciente pode transmitir tuberculose e deve ser manejado como caso de TB pulmonar ativa.


B

O paciente não é considerado bacilífero e não apresenta risco de transmissão.


C

A negatividade da baciloscopia exclui tuberculose pulmonar ativa.


D

O tratamento deve ser adiado até confirmação por cultura para micobactéria.


E

O isolamento respiratório só é indicado se a cultura vier positiva.

Homem, 62 anos, ex-tabagista (45 anos-maço), apresenta dispneia progressiva há 2 anos, classe funcional III (OMS). Tomografia de tórax evidencia enfisema centrolobular moderado a grave, sem sinais de tromboembolismo pulmonar crônico. Provas de função pulmonar mostram VEF1 40% do previsto e DLCO 30% do previsto. Ecocardiograma transtorácico sugere alta probabilidade de hipertensão pulmonar, com dilatação e disfunção moderada de ventrículo direito, sem disfunção sistólica do ventrículo esquerdo ou valvopatia significativa. O paciente é submetido a cateterismo cardíaco direito, que revela os seguintes dados em repouso:


  1. Pressão média da artéria pulmonar (PAPm): 38 mmHg.
  2. Pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 14 mmHg.
  3. Débito cardíaco (termodiluição): 4,2 L/min.
  4. Resistência vascular pulmonar (RVP): 5,7 Wood.


Com base exclusivamente nesses dados clínicos, funcionais e hemodinâmicos, segundo a classificação da Diretriz ESC/ERS 2022, qual é o grupo de hipertensão pulmonar mais provável?


A

Hipertensão arterial pulmonar (Grupo 1), pois os critérios hemodinâmicos de HP pré-capilar estão preenchidos.


B

Hipertensão pulmonar por doença do coração esquerdo (Grupo 2), em razão da POAP limítrofe.


C

Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (Grupo 4), devido à RVP elevada.


D

Hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar e/ou hipóxia (Grupo 3).


E

Hipertensão pulmonar de mecanismos multifatoriais (Grupo 5), pela sobreposição de achados.

Homem, 32 anos, apresenta quadro agudo de febre baixa, dor e edema em ambos os tornozelos, associado ao surgimento de lesões nodulares eritematosas e dolorosas em região pré-tibial. A radiografia de tórax revela linfonodomegalia hilar bilateral e paratraqueal direita, de aspecto simétrico, sem evidências de infiltrado parenquimatoso. O exame físico não demonstra linfonodomegalias periféricas ou uveíte. Diante da principal hipótese diagnóstica de síndrome de Löfgren, qual é a conduta preconizada pelo guideline da American Thoracic Society (ATS) de 2020?


A

Realizar biópsia de uma das lesões cutâneas pré-tibiais (eritema nodoso) para demonstração de granulomas não caseificantes, critério padrão ouro para o diagnóstico de sarcoidose.


B

Indicar obrigatoriamente a realização de ultrassom endobrônquico com punção por agulha fina (EBUS-TBNA) para exclusão de linfoma ou metástases ganglionares, antes de definir a conduta.


C

Iniciar pulsoterapia com metilprednisolona seguida de prednisona (1 mg/kg/dia), dado o risco iminente de progressão para o Estágio IV (fibrose pulmonar) se não tratada precocemente.


D

Solicitar dosagem sérica de enzima conversora de angiotensina (ECA) e, se os níveis estiverem elevados, iniciar terapia imunossupressora com metotrexato para prevenir recidivas articulares.


E

Estabelecer o diagnóstico clínico com base na apresentação clássica da síndrome de Löfgren e iniciar terapia sintomática com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), postergando o uso de corticosteroides.

Homem de 68 anos, portador de DPOC grave com enfisema predominante, é admitido na emergência por exacerbação infecciosa. Recebe oxigênio suplementar por máscara não reinalante, evoluindo em 60 minutos com sonolência progressiva. Gasometria arterial mostra pH de 7,28, PaCO₂ de 72 mmHg e PaO₂ de 98 mmHg. Considerando a fisiopatologia da hipercapnia induzida pelo oxigênio na DPOC, assinale a alternativa correta.


A

O oxigênio suplementar piora a relação ventilação-perfusão ao reverter a vasoconstrição hipóxica, aumentando o espaço morto e a PaCO₂.


B

O principal mecanismo é a depressão aguda do centro respiratório por supressão do estímulo hipóxico periférico.


C

A elevação da PaCO₂ ocorre predominantemente por aumento da produção metabólica de CO₂ induzida pelo oxigênio.


D

A hipercapnia decorre principalmente da absorção alveolar de oxigênio, levando a colapso alveolar difuso.


E

A elevação da PaCO₂ é inevitável sempre que a PaO₂ ultrapassa 80 mmHg em pacientes com DPOC.

No manejo da insuficiência respiratória crônica na DPOC, qual é a estratégia terapêutica que demonstrou, em ensaios clínicos randomizados de larga escala (nível de evidência A), redução na mortalidade ou aumento no tempo para re-hospitalização em perfis específicos de pacientes?


A

Adição de ventilação não invasiva (VNI) noturna à oxigenoterapia para pacientes com hipercapnia persistente (PaCO2 ≥53 mmHg) pelo menos 2 a 4 semanas após uma exacerbação aguda.


B

Prescrição de oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) para pacientes com hipoxemia moderada em repouso (SpO2 entre 89% e 93%).


C

Uso de oxigenoterapia domiciliar apenas durante o período noturno para pacientes com dessaturação isolada durante o sono (SpO2 <90% em mais de 30% da noite), sem hipoxemia diurna.


D

Implementação de VNI domiciliar com o objetivo de reduzir a PaCO2 em 10% em pacientes estáveis que apresentam hipercapnia leve (PaCO2 entre 46 e 50 mmHg).


E

Uso de cateter nasal de alto fluxo (CNAF) domiciliar como terapia de primeira linha em substituição à VNI para pacientes com DPOC e síndrome de sobreposição (DPOC + AOS).

Homem de 27 anos, asmático, é admitido na emergência com crise asmática grave refratária ao tratamento inicial. Encontra-se taquipneico, com frequência respiratória de 36 irpm, uso intenso de musculatura acessória e pulso paradoxal. Após nebulizações seriadas e corticosteroide intravenoso, a gasometria arterial mostra pH de 7,29, PaCO₂ de 52 mmHg, PaO₂ de 68 mmHg em FiO₂ 0,40 e bicarbonato normal. Assinale a alternativa que apresenta o mecanismo fisiopatológico predominante da hipercapnia nesse cenário e orienta a tomada de decisão clínica.


A

A hipercapnia decorre principalmente de depressão do centro respiratório induzida por hipoxemia prolongada, devendo-se priorizar aumento agressivo da FiO₂.


B

A elevação da PaCO₂ reflete redução do espaço morto alveolar por broncodilatação parcial, sendo um achado transitório sem implicações prognósticas.


C

O aumento da PaCO₂ resulta de hipoventilação alveolar secundária ao aprisionamento aéreo dinâmico, com auto-PEEP, redução do volume corrente efetivo e exaustão muscular respiratória, configurando falência ventilatória iminente.


D

A hipercapnia ocorre predominantemente por aumento da produção metabólica de CO₂ induzida pelo esforço respiratório, não sendo critério de gravidade isolado.


E

A retenção de CO₂ é causada principalmente por aumento do espaço morto fisiológico decorrente de microatelectasias difusas, mecanismo semelhante ao observado na SDRA.

Segundo as diretrizes ESC/ERS 2022, qual é a definição hemodinâmica atual de hipertensão pulmonar (HP) ao cateterismo cardíaco direito?


A

mPAP >20 mmHg (com avaliação adicional para classificar em pré/pós-capilar).


B

mPAP ≥25 mmHg em repouso.


C

mPAP >20 mmHg e pressão capilar pulmonar (PAWP) >15 mmHg.


D

mPAP >20 mmHg apenas se PVR ≥5 Wood.


E

mPAP ≥30 mmHg ao exercício.

Homem, 49 anos, ex-trabalhador de corte e polimento de “pedra artificial” (sílica) por 14 anos, apresenta dispneia progressiva. TC de tórax mostra inúmeros nódulos centrolobulares e perilinfáticos bem delimitados com predomínio em lobos superiores, linfonodomegalias hilares/mediastinais com calcificação periférica em casca de ovo e duas massas confluentes em lobos superiores, com margem periférica relativamente nítida e margem medial menos nítida, migrando em direção aos hilos (angel wings), com enfisema pericicatricial. PET-FDG mostra hipercaptação nas massas. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Sarcoidose fibrosante com massas conglomeradas e linfonodos calcificados.


B

Carcinoma broncogênico multifocal sobre pneumoconiose simples.


C

Tuberculose pós-primária com sequelas fibrocavitárias e linfonodos calcificados.


D

Silicose complicada com fibrose maciça progressiva (PMF).


E

Pneumonite de hipersensibilidade crônica com padrão three-attenuation.

Mulher de 58 anos apresenta dispneia progressiva e tosse seca há 2 anos. TCAR de tórax mostra padrão de pneumonia intersticial usual (UIP): reticulação subpleural, gradiente ápico-basal e faveolamento evidente, sem características sugestivas de causas secundárias. Espirometria com distúrbio restritivo leve. Sobre o manejo do caso, com base no guideline ATS/ERS/JRS/ALAT (2022), é correto afirmar que:


A

A realização de biópsia pulmonar cirúrgica é obrigatória para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento.


B

O uso de prednisona associada à azatioprina e N-acetilcisteína deve ser iniciado prontamente.


C

O diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática (FPI) pode ser estabelecido pelo padrão tomográfico de UIP na ausência de outras causas, dispensando biópsia.


D

Nintedanibe e pirfenidona são indicados apenas se houver queda documentada de 10% da CVF em 6 meses.


E

O padrão de pneumonia intersticial não específica (NSIP) na TCAR exclui a necessidade de investigação para colagenoses.

Homem de 52 anos, previamente hígido, procura atendimento ambulatorial com febre, tosse e dispneia há 3 dias. A tomografia de tórax evidencia consolidação lobar compatível com pneumonia. Teste molecular respiratório por PCR é positivo para influenza A. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, saturando 96% em ar ambiente, sem critérios de gravidade e sem comorbidades. De acordo com a diretriz da American Thoracic Society (2025) para PAC, qual é a conduta mais apropriada em relação ao uso de antibióticos?


A

Iniciar antibiótico empírico, pois a coinfecção bacteriana não pode ser excluída com segurança apenas com testes virais.


B

Iniciar antibiótico empírico apenas se a procalcitonina estiver elevada.


C

Não prescrever antibiótico empírico, considerando o perfil clínico e o resultado viral positivo.


D

Iniciar antibiótico empírico apenas se houver leucocitose ou PCR elevado.


E

Prescrever antibiótico empírico por pelo menos 5 dias, independentemente da estabilidade clínica.

Paciente masculino, 47 anos, previamente hígido, procura pronto atendimento com dor torácica súbita, unilateral, de forte intensidade, associada a dispneia, após esforço físico moderado, com evolução inferior a 2 horas, sem febre, sem coriza e sem sintomas respiratórios prévios estruturados, apresentando redução do murmúrio vesicular em hemitórax direito ao exame físico inicial. Uma radiografia de tórax foi solicitada e mostrava alteração compatível com processo agudo unilateral, tendo sido indicada abordagem imediata para estabilização e diagnóstico definitivo. Considerando este cenário clínico, e aspectos técnicos relacionados a métodos diagnósticos e condutas iniciais em doenças pleurais, assinale a única alternativa verdadeira.


A

A presença de macicez à percussão unilateral e redução de frêmito tóraco-vocal sugere mais uma alteração alveolar do que uma alteração do espaço pleural, sendo classicamente compatível com pneumonia lobar.


B

Todo derrame pleural, independentemente de características clínicas ou radiológicas, deve ser drenado de rotina para prevenção de abscessos pulmonares e sepse, não sendo necessária correlação com análise bioquímica ou aspectos de risco do paciente.


C

A ultrassonografia point-of-care não tem aplicação prática em doenças pleurais agudas, devendo sempre ser substituída exclusivamente pela tomografia computadorizada como primeira linha diagnóstica.


D

O manejo inicial de doenças pleurais agudas inclui avaliação imediata com exame físico dirigido, correlação com imagem simples, e definição se a prioridade inicial é descompressiva ou diagnóstica, dependendo do mecanismo fisiopatológico predominante na apresentação.

A tosse é um dos sintomas respiratórios mais prevalentes na prática pneumológica, podendo ser manifestação de múltiplas etiologias, desde causas benignas e autolimitadas até causas crônicas graves. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.


I.Em tosse crônica, o refluxo gastroesofágico é uma das etiologias mais frequentes, podendo estar presente mesmo sem sintomas típicos de pirose ou regurgitação, sendo um componente do chamado "síndrome da via aérea superior baixa".

II.Na tosse crônica, a síndrome do gotejamento pós-nasal (rinossinusite crônica / rinite crônica) é uma das causas mais prevalentes e requer avaliação de vias aéreas superiores, podendo se beneficiar de tratamento com corticoide intranasal.

III.Em tosse aguda (<3 semanas) em paciente previamente hígido, sem sinais de "red flags" e com ausculta pulmonar normal, antibioticoterapia empírica é recomendada para evitar progressão para pneumonia bacteriana.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

I e II.


B

II.


C

I e III.


D

I, II e III.

Um lactente de 8 meses apresenta episódios recorrentes de sibilos, tosse e dificuldade respiratória, especialmente durante infecções virais respiratórias. A avaliação deve considerar fatores anatômicos, imunológicos e ambientais que contribuem para a manifestação clínica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)Todos os lactentes sibilantes evoluem para asma persistente na infância, sendo desnecessário diferenciar subtipos clínicos.

(__)Infecções virais, como por rinovírus ou vírus sincicial respiratório (VSR), são fatores desencadeantes comuns de episódios de sibilância em lactentes.

(__)O uso profilático de corticosteroides inalatórios é indicado de rotina em todos os lactentes sibilantes para prevenção de recorrência de sibilos.

(__)Lactentes com história de sibilância recorrente podem apresentar hiperreatividade brônquica transitória, que tende a melhorar à medida que os bronquíolos amadurecem.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, F, V, V.


B

F, V, F, V.


C

V, V, V, V.


D

V, F, F, F.

Um adulto apresenta hemorragia alveolar, lesão renal rapidamente progressiva, anticorpos antimembrana basal glomerular e glomerulonefrite crescêntica com depósito linear de imunoglobulina G. A pessoa já necessita de diálise, e a biópsia mostra crescentes em grande parte dos glómerulos.

Qual é a conduta correta diante da hemorragia pulmonar ativa?


A

Iniciar glicocorticoide, ciclofosfamida e troca plasmática, pois a hemorragia pulmonar sustenta tratamento intensivo apesar da insuficiência renal e dos crescentes extensos.


B

Iniciar rituximabe como monoterapia, pois a necessidade de diálise e a extensão dos crescentes indicam baixa resposta ao esquema combinado e maior toxicidade cumulativa.


C

Utilizar glicocorticoide isolado e terapia dialítica, pois a troca plasmática deixa de oferecer benefício quando a creatinina está elevada e a biópsia mostra crescentes extensos.


D

Realizar troca plasmática isolada até a negação sorológica, acrescentando imunossupressão caso a hemorragia pulmonar ou a função renal deixem de responder ao procedimento.


E

Priorizar antibioticoterapia de amplo espectro e broncoscopia, adiando a imunossupressão até a exclusão microbiológica completa das causas infecciosas de hemorragia alveolar.

Na embolia pulmonar aguda, uma pessoa permanece normotensa, mas apresenta escore clínico de gravidade elevado, disfunção do ventrículo direito e aumento de biomarcador cardíaco, sem sinais de hipoperfusão, choque ou falência cardiopulmonar incipiente. Diante dessa estratificação de risco, a abordagem terapêutica inicial deve compreender:


A

a trombólise sistêmica imediata associada à anticoagulação, pois a combinação de disfunção ventricular direita e biomarcador elevado equivale à falência cardiopulmonar estabelecida.


B

a hospitalização, a anticoagulação e a monitorização próxima, reconhecendo que o benefício da reperusão imediata é incerto e preparando escalonamento diante de deterioração clínica.


C

o tratamento ambulatorial com anticoagulante oral, pois a pressão arterial preservada define baixo risco mesmo diante de disfunção ventricular e lesão miocárdica.


D

a embolectomia cirúrgica imediata, pois a disfunção ventricular direita identifica obstrução anatômica extensa e prediz falha da anticoagulação isolada durante as primeiras horas.


E

a implantação de filtro de veia cava antes da anticoagulação, pois a elevação do biomarcador indica risco elevado de nova embolização e recorrência precoce.

Sobre a fisiopatologia e o suporte ventilatório na exacerbação grave da asma, analise as afirmativas:

I – A hiperinsuflação dinâmica e a pressão positiva intrínseca ao final da expiração podem reduzir o retorno venoso e contribuir para hipotensão.

II – A elevação ou a normalização da pressão arterial de dióxido de carbono, diante de piora clínica, pode indicar fadiga ventilatória e obstrução grave.

III – O aumento da ventilação-minuto e o encurtamento do tempo expiratório reduzem o aprisionamento aéreo e aceleram a correção segura da hipercapnia.

IV – A redução da frequência respiratória, o aumento do fluxo inspiratório, o prolongamento da expiração e a hipercapnia permissiva podem limitar a hiperinsuflação dinâmica.

V – O desaparecimento dos sibilos durante esforço respiratório crescente indica recuperação do fluxo e redução da gravidade da exacerbação.

Estão corretas, apenas, as afirmativas:


A

I, III e V.


B

II, III e IV.


C

I, II e IV.


D

I, IV e V.


E

II, IV e V.

Na investigação de uma doença pulmonar intersticial fibrosante, qual conjunto tomográfico favorece a pneumite por hipersensibilidade fibrosante em comparação com a fibrose pulmonar idiopática?


A

Reticulação subpleural basal, bronquiectasias de tração e faveolamento em camadas, com heterogeneidade espacial e escassez de sinais de doença das pequenas vias aéreas.


B

Fibrose com padrão de três densidades, atenuação em mosaico, aprisionamento aéreo expiratório e nódulos centrolobulares mal definidos, indicando doença das pequenas vias aéreas.


C

Nódulos perilinfáticos, adenopatias hilares simétricas e fibrose peribrônquica superior, acompanhados de distorção hilar, retração dos feixes broncovasculares e manifestações granulomatosas extrapulmonares.


D

Massas fibróticas conglomeradas, nódulos de predomínio superior e calcificação periférica dos linfonodos, associadas a uma exposição ocupacional prolongada a partículas minerais.


E

Consolidações periféricas migratórias, opacidades perilobulares e sinal do halo invertido, acompanhados de preservação relativa da arquitetura pulmonar entre as áreas acometidas.

Na insuficiência respiratória aguda, o suporte ventilatório pode ser oferecido de forma não invasiva, por Ventilação Não Invasiva (VNI), ou invasiva, por Ventilação Mecânica Invasiva (VMI).

Assinale a alternativa correta sobre essas modalidades.


A

A VMI dispensa o uso de pressão expiratória final positiva (PEEP), pois o tubo orotraqueal impede espontaneamente o colapso alveolar.


B

A VNI é contraindicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica grave, rebaixamento do nível de consciência ou incapacidade de proteger as vias aéreas, situações em que a VMI é mandatória.


C

A VNI é a modalidade de escolha em pacientes em parada cardiorrespiratória ou com trauma facial grave.


D

O risco de Pneumonia Associada à Ventilação (PAV) é semelhante na ventilação invasiva e na ventilação não invasiva.


E

A VMI mantém o reflexo de tosse e a depuração mucociliar intactos, eliminando a necessidade de aspiração de secreções.

Ao avaliar um paciente com quadro de tosse produtiva e febre alta, o examinador encontra achados típicos de consolidação lobar.

Assinale a alternativa que descreve corretamente essa propedêutica.


A

Frêmito toracovocal aumentado, macicez à percussão, sopro brônquico, estertores crepitantes e pectorilóquia afônica.


B

Frêmito toracovocal abolido, submacicez, murmúrio abolido e sopro anfórico.


C

Frêmito toracovocal diminuído, timpanismo, murmúrio abolido e sibilos.


D

Frêmito toracovocal diminuído, macicez à percussão, murmúrio vesicular reduzido e egofonia no limite superior do achado


E

Frêmito toracovocal abolido, macicez, murmúrio abolido e estridor.

Homem de 28 anos, sem comorbidades prévias, apresenta há 5 dias febre alta, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor pleurítica à direita e dispneia aos moderados esforços. Ao exame físico, apresenta frequência respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto (irpm), saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente e estertores em base pulmonar direita. A radiografia de tórax mostra condensação lobar no lobo inferior direito.

Nesse contexto, a conduta terapêutica indicada é:


A

Levofloxacino 750 mg por via oral uma vez ao dia por 7 dias, com internação hospitalar.


B

Cloranfenicol 500 mg por via oral uma vez ao dia por 7 dias, com internação hospitalar.


C

Azitromicina 500 mg por via oral no primeiro dia, seguida de 250 mg por 4 dias, em regime ambulatorial.


D

Amoxicilina 1 g por via oral a cada 8 horas por 5 dias, em regime ambulatorial, com reavaliação clínica em 48 a 72 horas.


E

Ceftriaxona 1 g por via intramuscular uma vez ao dia por 5 dias, em regime ambulatorial, com reavaliação clínica em 48 a 72 horas.

 
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