Questões de Concurso sobre Pneumologia

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
6.344 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Em relação às infecções do trato respiratório inferior na população pediátrica, considerando a variação etiológica conforme a faixa etária, assinale alternativa correta.


A

O Mycoplasma pneumoniae é o principal agente etiológico de bronquiolite em lactentes.


B

O vírus sincicial respiratório é uma causa frequente de bronquiolite em crianças menores de 1 ano.


C

A pneumonia bacteriana é rara em crianças com menos de 5 anos, sendo predominante apenas em adolescentes.


D

O Streptococcus pneumoniae é causa predominante de pneumonia viral em lactentes.


E

A etiologia viral das pneumonias limita-se praticamente ao período neonatal.

De acordo com a RDC ANVISA nº 36/2013, é ação obrigatória para a promoção da segurança do paciente em serviços de saúde que realizam assistência em pneumologia pediátrica a


A

criação facultativa de comissões locais de segurança do paciente, conforme disponibilidade institucional.


B

implementação de protocolos apenas para eventos adversos que resultem em óbito.


C

notificação de eventos adversos apenas quando solicitada pela autoridade sanitária.


D

constituição de um núcleo de segurança do paciente, responsável pela elaboração e execução do plano de segurança do paciente.


E

restrição das ações de segurança do paciente exclusivamente ao ambiente hospitalar de internação.

Homem de 62 anos, tabagista de 40 maços/ano, queixa-se de dispneia progressiva, tosse produtiva e crônica, além de uma perda ponderal não intencional. O médico solicitou espirometria com resultado que evidencia os seguintes parâmetros: VEF₁/CVF < 0,7 e VEF₁ de 45% do que era previsto. O paciente está em uso irregular de broncodilatadores. Em relação à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), assinale a alternativa correta.


A

O uso contínuo de corticoide oral é indicado para manutenção da função pulmonar.


B

O baqueteamento digital é um sinal clássico e específico da DPOC.


C

O tratamento deve incluir antibiótico profilático para evitar exacerbações.


D

A oxigenoterapia domiciliar prolongada reduz a mortalidade em pacientes com hipoxemia crônica.


E

O volume residual pulmonar tende a diminuir nos estágios avançados da doença.

Em suspeita de tuberculose pulmonar na unidade básica, o exame prioritário para confirmação diagnóstica é:


A

prova tuberculínica.


B

baciloscopia de escarro.


C

radiografia de tórax.


D

hemograma completo.


E

tomografia de tórax.

Paciente do sexo masculino, 60 anos, portador de DPOC, deu entrada na UPA com quadro dispneico acentuado, febre e calafrios há 3 dias. Após o exame físico, foram solicitados raio-X de tórax e gasometria arterial, cujos resultados foram: pH 7,15; PaO2 65 mmHg; PaCO2 52 mmHg; HCO3 25 mEq/L; BE –3; SpO2 88%.


Considerando esse quadro clínico, assinale a alternativa correta.


A

O paciente encontra-se em estado de hiperventilação.


B

O cálculo do ânion gap ajudaria a estabelecer a causa etiológica da acidose.


C

O distúrbio é misto, ou seja, a acidose respiratória é compensada por alcalose metabólica.


D

Os achados da gasometria arterial, por ser DPOC, não indicam, nesse momento, a oxigenoterapia.


E

O distúrbio ácido-básico no momento é de uma acidose respiratória descompensada, com hipoxemia.

Paciente de 78 anos, ex-tabagista, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica confirmada por espirometria. Apesar de terapia medicamentosa otimizada, vem apresentando exacerbações frequentes, com necessidade de internação por três vezes no último ano, uma delas com necessidade de ventilação mecânica não invasiva e Unidade de Terapia Intensiva. Considerando o Relatório Global para Diagnóstico e Manejo do DPOC (GOLD), é possível classificar esse paciente como:


A

GOLD A.


B

GOLD B.


C

GOLD C.


D

GOLD D.


E

GOLD E.

Mulher de 29 anos com asma apresenta despertares noturnos semanais e uso diário de broncodilatador de alívio. Está em corticoide inalatório em baixa dose há 3 meses. Técnica inalatória foi reavaliada e está adequada, com boa adesão. Não há tabagismo. Acerca do caso, assinale CORRETAMENTE o próximo passo terapêutico:


A

Trocar para broncodilatador de longa ação isolado e manter broncodilatador de alívio conforme sintomas.


B

Manter o mesmo esquema e orientar controle ambiental, com reavaliação em prazo prolongado.


C

Iniciar antibiótico e solicitar TC de tórax, visando excluir infecção crônica como causa do controle inadequado.


D

Escalonar para combinação com corticoide inalatório e broncodilatador de longa ação, mantendo plano de ação e revisão precoce.


E

Substituir por anticolinérgico de longa ação como monoterapia e retirar corticoide inalatório para reduzir efeitos locais.

Suponha a seguinte situação fictícia:


Trabalhador rural, com quadro pulmonar crônico, tem diagnóstico de paracoccidioidomicose, em forma leve a moderada.


Assinale a alternativa que indica o tratamento mais adequado:


A

Anfotericina B.


B

Sulfametozaxol e trimetoprim.


C

Penicilina benzatina.


D

Itraconazol.

Suponha a seguinte situação fictícia:


Paciente com diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica evoluindo com quadro de hipoventilação.


A conduta adequada para esse caso é


A

suplementação de oxigênio.


B

imunoglobulina.


C

ventilação não invasiva.


D

reabilitação pulmonar.

Suponha a seguinte situação fictícia:


Paciente, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é internado por pneumonia comunitária grave, em uso de ceftriaxone e azitromicina. Após 72 horas, evolui com queda da saturação, aumento do infiltrado em radiografia de tórax e persistência de febre e leucocitose.


A partir do caso descrito, a conduta mais adequada a ser adotada é


A

manter esquema terapêutico por mais 48 horas.


B

associar corticoide e cobertura para pneumonia viral.


C

colher novas culturas e aguardar resultado para troca assertiva de antibióticos.


D

escalar antibioticoterapia para cobertura de Pseudomonas e MRSA.

Em meio aos recursos diagnósticos cada vez mais sofisticados, a radiografia de tórax permanece um exame complementar fundamental na prática pneumológica e na medicina como um todo. Por ser acessível, rápida e capaz de orientar a investigação inicial, ela ainda ocupa papel relevante na triagem de síndromes respiratórias, na avaliação de complicações e na organização do raciocínio clínico.


Considerando o uso da radiografia de tórax como método de diagnóstico complementar, todas as afirmativas são corretas, EXCETO:


A

Auxilia na confirmação de diferentes diagnósticos clínicos como pneumonia, derrame pleural, pneumotórax, edema pulmonar, tuberculose e neoplasias pulmonares.


B

Por ser um exame com elevada sensibilidade e especificidade, é o primeiro exame de imagem solicitado na investigação de tosse, dispneia, dor torácica e suspeita de doença respiratória aguda.


C

Auxilia na avaliação da gravidade em diferentes situações. como congestão pulmonar na insuficiência cardíaca, acometimento multilobar na pneumonia comunitária e hiperinsuflação na exacerbação de DPOC.


D

Por ser um exame bidimensional e sujeito à sobreposição de estruturas, é insuficiente para confirmar ou excluir o diagnóstico final de doenças intersticiais e apresentações sutis.

Homem de 49 anos, IMC 39 kg/m², roncos importantes e sonolência diurna. Polissonografia mostra IAH 42 eventos/h. Gasometria em vigília: pH 7,37; PaCO₂ 52 mmHg. Espirometria sem DPOC significativa. Está estável em acompanhamento ambulatorial. Em relação ao caso, a modalidade de suporte noturno que deve ser proposta como primeira linha é:


A

Oxigênio noturno com titulação por oximetria, com reavaliação da gasometria após adaptação domiciliar.


B

CPAP noturno com titulação adequada, associado a plano de perda ponderal e seguimento clínico estruturado.


C

NIV bilevel noturna como estratégia inicial, com ajustes progressivos de IPAP/EPAP guiados por sintomas e gasometria.


D

Hipnótico noturno e higiene do sono, visando reduzir despertares e melhorar padrão respiratório durante o sono.


E

Cirurgia nasal eletiva como etapa inicial, priorizando correção anatômica antes de terapia com pressão positiva.

Homem de 66 anos com DPOC chega com piora de dispneia, aumento de volume de escarro e uso de musculatura acessória. Gasometria: pH 7,28; PaCO₂ 68 mmHg; PaO₂ 56 mmHg em oxigênio baixo fluxo. Está consciente e cooperativo. Com base no caso, a estratégia inicial CORRETA é:


A

Intubação imediata e ventilação invasiva, por acidose e hipercapnia, sem tentativa de suporte não invasivo.


B

Anticoagulação terapêutica e trombólise, considerando embolia pulmonar como causa dominante da acidose respiratória.


C

Oxigênio em alta concentração com meta de saturação alta, sem titulação, para corrigir dispneia rapidamente.


D

Ventilação não invasiva, broncodilatadores de curta ação, corticoide sistêmico e oxigênio titulado com alvo adequado.


E

Diurético e vasodilatador, tratando como edema cardiogênico em todo paciente com dispneia aguda e estertores.

Homem de 57 anos com bronquiectasias apresenta tosse produtiva diária e duas exacerbações no último semestre. TC mostra bronquiectasias bilaterais e espessamento brônquico. Sputum frequente e viscoso, com dificuldade para expectorar. Considerando o enunciado, a intervenção de longo prazo CORRETA deve ser:


A

Suspender fisioterapia e priorizar antitussígeno, visando reduzir tosse e desconforto diurno por mecanismo central.


B

Corticoide inalatório em alta dose como monoterapia, visando reduzir muco e inflamação brônquica crônica.


C

Oxigenoterapia domiciliar em tempo integral, independente de saturação, como eixo de prevenção de exacerbações.


D

Instituir higiene brônquica regular e considerar terapia mucoativa, com revisão técnica e adesão no seguimento.


E

Antibioticoterapia contínua empírica sem cultura de escarro, visando erradicar colonização e prevenir recidivas.

Mulher, 67 anos, ex-trabalhadora de indústria naval (exposição a asbesto), assintomática, com achado incidental de massa subpleural arredondada em lobo inferior posterior direito na TC. Observa-se espessamento pleural adjacente e estruturas broncovasculares curvilíneas convergindo da lesão em direção ao hilo (sinal da cauda de cometa). Há placas pleurais calcificadas, inclusive em diafragma. Qual é a interpretação mais adequada do caso?


A

A lesão é altamente sugestiva de carcinoma periférico, e o sinal da cauda de cometa indica linfangite carcinomatosa.


B

Trata-se provavelmente de atelectasia arredondada associada à doença pleural por asbesto, e os achados descritos frequentemente permitem diferenciá-la de câncer.


C

A presença de placa pleural calcificada exclui mesotelioma e, portanto, dispensa seguimento.


D

Placas pleurais diafragmáticas são inespecíficas e ocorrem comumente em insuficiência cardíaca crônica.


E

O padrão descrito é típico de pneumonite de hipersensibilidade e sugere exposição a antígenos orgânicos.

Um homem de 68 anos é diagnosticado com tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo confirmado por angiotomografia. Encontra-se hemodinamicamente estável, sem hipotensão, mas apresenta dilatação do ventrículo direito ao ecocardiograma e troponina elevada. Segundo classificações atuais adotadas em diretrizes internacionais, esse paciente é classificado com que tipo de TEP?


A

Baixo risco, pois não há instabilidade hemodinâmica.


B

Alto risco, pela presença de disfunção ventricular direita.


C

Risco intermediário-alto.


D

Risco intermediário-baixo.


E

isco indeterminado, pois biomarcadores não fazem parte da estratificação.

Segundo os consensos recentes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) sobre distúrbios respiratórios do sono, assinale a alternativa correta a respeito da AOS em adultos.


A

O diagnóstico de AOS exige obrigatoriamente polissonografia tipo I em laboratório, e estudos domiciliares não têm papel no processo.


B

CPAP só está indicado quando o índice de apneia e hipopneia (IAH) é ≥30 eventos por hora mesmo na presença de sintomas importantes.


C

Aparelho intraoral é sempre superior ao CPAP em pacientes com AOS moderada a grave.


D

A AOS é altamente prevalente e subdiagnosticada, e a indicação terapêutica considera a gravidade pelo IAH e/ou a presença de sintomas e comorbidades, sendo o CPAP tratamento de primeira linha em muitos casos.


E

Ronco isolado sem apneias ou hipopneias documentadas é suficiente para o diagnóstico de AOS.

Homem de 61 anos, tabagista de 40 maços-ano, com dispneia progressiva e tosse crônica. Espirometria mostra: VEF1/CVF = 0,58; VEF1 = 52% do previsto; após broncodilatador: aumento de VEF1 de 180 mL (7%). Qual é a interpretação mais correta?


A

Asma brônquica, pois há resposta ao broncodilatador.


B

DPOC com obstrução persistente e ausência de reversibilidade significativa.


C

Síndrome de sobreposição asma-DPOC, pela resposta parcial.


D

Restrição pulmonar associada à obstrução.


E

Espirometria normal para a idade.

Homem, 70 anos, tabagista de grande monta (80 maços-ano), dá entrada no pronto-socorro com dispneia progressiva há 3 dias, associada a tosse produtiva com expectoração purulenta. Refere piora da tolerância aos esforços. Ao exame: PA= 140 × 85 mmHg; FC = 104 bpm; FR = 30 irpm; SpO₂: 86% em ar ambiente. Murmúrio vesicular globalmente diminuído, com sibilos difusos. Uso de musculatura acessória. Radiografia de tórax sem sinais de consolidação pulmonar.


Gasometria arterial em ar ambiente:


- pH: 7,28;

- PaCO₂: 60 mmHg;

- PaO₂: 52 mmHg;

- HCO₃⁻: 28 mEq/L.


Diante do quadro clínico hipotético, é CORRETO afirmar que a conduta inicial mais adequada é:


A

ventilação não invasiva, broncodilatadores de curta duração inalados, corticoide sistêmico e oxigenoterapia titulada.


B

oxigenoterapia em alto fluxo visando a saturação ≥ 98%, associada a antibiótico endovenoso.


C

intubação orotraqueal imediata devido à hipercapnia e acidose respiratória.


D

uso isolado de broncodilatador de longa duração e observação clínica.


E

restrição hídrica rigorosa e diurético intravenoso.

O diagnóstico de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) na pediatria é essencialmente clínico, mas nas formas complicadas (PACC), a investigação complementar ganha peso para definir gravidade, guiar procedimentos e tentar identificar o agente.


Sobre o diagnóstico de PAC/PACC, é CORRETO afirmar que:


A

a hemocultura deve ser realizada rotineiramente, embora sejam positivas em menos de 10% dos casos.


B

as provas de fase aguda (leucócitos/neutrófilos, PCR e VHS) são eficientes para distinguir pneumonias virais de bacterianas; seu maior papel é o monitoramento seriado da resposta ao tratamento.


C

a radiografia de tórax em decúbito lateral (Hjelm-Laurell) diferencia com segurança derrame parapneumônico simples de empiema pleural.


D

a ultrassonografia tem baixa utilidade no espaço pleural e é inferior à tomografia para detectar loculações e fibrina no derrame.


E

a tomografia de tórax com contraste não é o exame padrão para pneumonia necrosante, pois a radiografia simples confirma a maioria dos casos.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado