Questões de Concurso sobre Pneumologia

 
 
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Os métodos diagnósticos em pneumologia combinam dados laboratoriais específicos com métodos de imagem variados, sendo estes últimos cruciais para caracterizar padrões, extensão, distribuição e probabilidade etiológica de doenças intersticiais, infecciosas e neoplásicas do pulmão. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)Em tomografia de alta resolução (TCAR), recomenda-se manter espessura de corte de 5 mm para melhor avaliação intersticial e relação sinal/ruído superior, uma vez que cortes finos (<1,5 mm) aumentam artefatos e diminuem acurácia diagnóstico-radiológica.

(__)Em doenças pulmonares infiltrativas difusas, TCAR em expiração forçada pode ser necessária para caracterizar aprisionamento aéreo, especialmente em fenótipos com envolvimento de pequenas vias aéreas, o que pode alterar o fenótipo radiológico dominante.

(__)Na suspeita de pneumonite de hipersensibilidade, BAL com linfocitose sempre superior a 50% é critério definidor de alta probabilidade e pode ser considerado substituto de histopatologia pulmonar em todos os casos.

(__)Em investigação de nódulo pulmonar solitário indeterminado, PET-CT pode auxiliar na estratificação de risco de malignidade, porém resultados falso-positivos são possíveis, por exemplo, em processos infecciosos granulomatosos endêmicos.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

V, F, F, V.


B

F, V, F, V.


C

F, F, V, F.


D

F, V, V, F.

As pneumopatias apresentam fisiopatologia dominante de infecção bacteriana com necrose tecidual, contendo frequentemente componentes de disbiose e microbiota polimicrobiana, com necessidade de integração de imagem torácica, avaliação de etiologias estruturais predisponentes e terapêutica antimicrobiana dirigida. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)Na pneumonia necrosante bacteriana, a cavitação é geralmente visível já nas primeiras 12 horas de evolução clínica, antes do aparecimento de infiltrado na radiografia.

(__)Em pneumopatias supurativas, Staphylococcus aureus PVL positivo é um dos agentes bacterianos associados a quadros particularmente graves com necrose parenquimatosa.

(__)Em bronquiectasias, o cultivo de escarro com isolamento de Pseudomonas aeruginosa nunca deve modificar a estratégia terapêutica ou a classificação de gravidade da doença.

(__)No abscesso pulmonar primário, o espectro microbiológico é majoritariamente constituído por flora anaeróbia orofaríngea, particularmente em pacientes com fatores de aspiração.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

V, V, V, V.


B

F, V, F, V.


C

F, F, V, V.


D

V, F, F, F.

A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada por disfunção do transportador CFTR, levando a secreções espessas que afetam múltiplos órgãos, principalmente o trato respiratório e o sistema digestivo. Considerando fisiopatologia, manifestações clínicas e manejo respiratório em crianças com FC, analise as afirmativas a seguir.


I.A principal causa de morbidade respiratória na fibrose cística é a colonização e infecção crônica por Pseudomonas aeruginosa, associada a inflamação progressiva e destruição do parênquima pulmonar.

II.O manejo respiratório da fibrose cística inclui fisioterapia diária das vias aéreas, uso de broncodilatadores quando indicado, antibióticos para exacerbações e, em alguns casos, terapias moduladoras do CFTR.

III.O teste do suor é considerado padrão-ouro para diagnóstico de fibrose cística, mas mutações genéticas isoladamente não têm valor diagnóstico ou prognóstico na prática clínica.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

I e III.


B

I, II e III.


C

I e II.


D

II.

A mucosa respiratória desempenha papel central na defesa do trato respiratório, participando da filtragem de partículas, proteção imunológica e manutenção da integridade das vias aéreas. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.


I.O epitélio ciliado das vias respiratórias superiores move muco e partículas inaladas em direção à orofaringe, contribuindo para a depuração mucociliar.

II.As células caliciformes e glândulas submucosas produzem muco que contém imunoglobulina A secretora, lisozima e defensinas, exercendo função antimicrobiana.

III.A mucosa respiratória possui células imunocompetentes, como linfócitos T e B, células dendríticas e macrófagos, que detectam e respondem a agentes patogênicos, modulando a resposta inflamatória local.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

II.


B

I e III.


C

I, II e III.


D

I e II.

As doenças pleuropulmonares modificam a densidade do tórax e a transmissão das vibrações sonoras, resultando em achados característicos ao exame físico.

Assinale a alternativa em que a condição clínica está corretamente relacionada ao achado semiológico.


A

No pneumotórax, a presença de ar no espaço pleural associa-se a hipersonoridade ou timpanismo à percussão e à redução ou abolição do frêmito toracovocal.


B

Na consolidação, o preenchimento alveolar por exsudato associa-se a timpanismo à percussão e redução acentuada do frêmito toracovocal.


C

No derrame pleural, o acúmulo de líquido no espaço pleural associa-se a som claro pulmonar e aumento proeminente do frêmito toracovocal.


D

Na atelectasia obstrutiva, o colapso do parênquima pulmonar associa-se a hipersonoridade à percussão e ao aumento do frêmito toracovocal.


E

No broncoespasmo agudo, a obstrução difusa das vias aéreas associa-se a macicez localizada e assimetria do frêmito toracovocal.

Mulher de 29 anos, sem comorbidades conhecidas, em uso de contraceptivo oral combinado, apresenta há 48 horas dispneia de início súbito, dor pleurítica à direita e taquicardia. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 108 batimentos por minuto (bpm), saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente e frequência respiratória de 24 irpm. O escore de Wells para tromboembolismo pulmonar é de 4,5 pontos, compatível com probabilidade intermediária.

A conduta diagnóstica e terapêutica inicial mais adequada é:


A

Dosar D-dímero e, se negativo, descartar o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar sem necessidade de exame de imagem.


B

Iniciar anticoagulação oral com rivaroxabana ou apixabana de forma empírica, sem confirmação diagnóstica.


C

Realizar angiotomografia de tórax e iniciar anticoagulação com heparina de baixo peso molecular.


D

Realizar ecocardiograma transtorácico como exame inicial para avaliar sobrecarga do ventrículo direito.


E

Realizar cintilografia de ventilação-perfusão como primeiro exame de imagem e postergar a anticoagulação.

Homem de 58 anos gostaria de retomar seu tratamento, pois refere que, há vários meses, tem sentido dificuldade em acompanhar sua esposa de mesma idade quando caminham, mesmo em terrenos planos; ele necessita de pausas breves após andar algumas quadras para recuperar o fôlego. Ele possui diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 2 anos, sem outras comorbidades, não tendo necessitado de atendimento em serviços de saúde por eventos agudos nos últimos 12 meses.

O tratamento inalatório mais apropriado para o caso, de acordo com o diagnóstico recebido e baseando-se na classificação GOLD dos grupos ABE, é


A

beta-agonista de curta duração.


B

beta-agonista de longa duração.


C

beta-agonista de longa duração + corticosteroide inalatório.


D

beta-agonista de longa duração + antagonistas muscarínicos de longa ação.


E

beta-agonista de longa duração + antagonistas muscarínicos de longa ação + corticosteroide inalatório.

Suponha a seguinte situação fictícia:


O pediatra encaminhou uma criança de 4 anos de idade, com sopro, para o cardiologista. O cardiologista fez diagnóstico de um sopro inocente, mas o ecocardiograma mostrou sobrecarga de câmaras direitas, tendo a criança sido encaminhada para o ambulatório de pneumologia para investigação de hipertensão pulmonar.

Na avaliação, a criança é absolutamente normal, Sat.O2 97% em ar ambiente, eupneica, ausculta pulmonar normal, desenvolvimento e crescimento normais, brinca, sorri, interage normalmente durante a consulta. Não tem histórico de tosse ou episódios de sibilância.

Ao examinar a orofaringe, você nota uma hipertrofia muito importante de tonsilas palatinas e ao perguntar para a mãe, ela diz que a criança ronca muito alto e que chega a fazer pausas na respiração durante o sono.


Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA:


A

Solicitar polissonografia e indicar uso de BiPAP por máscara durante o sono.


B

Solicitar cateterismo cardíaco com medida da pressão pulmonar e iniciar sildenafil.


C

Solicitar polissonografia e encaminhar para o otorrinolaringologista.


D

Solicitar espirometria e iniciar corticoide inalatório associado a corticoide nasal.

Mulher de 28 anos, conhecida portadora de asma classificada como parcialmente controlada (sintomas diurnos >2x/semana, despertares noturnos 1x/mês, uso de salbutamol >2x/semana, sem limitação de atividades), em uso de budesonida 200 meg 2x/dia + salbutamol sob demanda (etapa 3 do PCDT Asma 2025/GINA 2025). Procura a UBS com exacerbação leve/moderada: dispneia e sibilos há 2 horas, após resfriado, FC 100 bpm, FR 24 irpm, SatO2, 94% AA, PFE 75% do melhor pessoal, sem uso prévio de medicação hoje. Qual a conduta inicial mais adequada na UBS?


A

Administrar salbutamol 4-8 puffs via espaciador + prednisona 1 mg/kg VO por 5 dias; alta com budesonida 400 mcg 2x/dia.


B

Administrar budesonida-formoterol 160/4,5 mcg 4-8 puffs via espaciador; alta mantendo budesonida formoterol 160/4,5 mcg 1-2 puffs 2x/dia sob demanda (MART etapa 3).


C

Administrar salbutamol 4-8 puffs + nebulização ipratrópio; alta com budesonida 200 mcg 2x/dia + montelucaste 10 mg/dia.


D

Administrar prednisona 40 mg VO única dose; alta com budesonida 200 mcg 2x/dia + salbutamol sob demanda.


E

Encaminhar ao PS imediatamente por hipoxemia grave.

Recém-nascido extremo prematuro (26 semanas) evolui com necessidade prolongada de oxigênio e diagnóstico de displasia broncopulmonar. Na avaliação ambulatorial, mantém taquipneia leve e dependência de suporte em baixo fluxo. Nesse contexto, a alteração do desenvolvimento pulmonar que contribui de forma CORRETA para a doença crônica é:


A

Aumento do número de alvéolos maduros ao nascimento, com hiperperfusão e shunt persistente.


B

Formação completa de vias aéreas terminais no segundo trimestre, com maturação acelerada do surfactante.


C

Predomínio de cartilagem traqueal rígida ao nascimento, com aprisionamento aéreo por baixa complacência.


D

Simplificação alveolar e comprometimento da angiogênese por interrupção da alveologênese em fase imatura.


E

Pleura visceral espessada desde o período fetal, com derrame crônico e limitação ventilatória restritiva.

Homem de 62 anos, tabagista pesado, apresenta perda ponderal e hemoptise. TC de tórax evidencia lesão central com atelectasia segmentar e linfonodos mediastinais aumentados. O paciente está estável e sem insuficiência respiratória. Sobre o caso, a estratégia inicial CORRETA para confirmar diagnóstico e orientar estadiamento é:


A

Solicitar espirometria e iniciar broncodilatadores, programando investigação etiológica após melhora clínica do esforço.


B

Solicitar citologia de escarro seriada e decidir tratamento conforme resultado, postergando procedimentos endoscópicos.


C

Iniciar quimioterapia empírica pela alta suspeição clínica e indicar biópsia se não houver resposta objetiva.


D

Obter tecido por broncoscopia com biópsia e organizar estadiamento mediastinal conforme achados e disponibilidade.


E

Solicitar radiografia seriada em 30 e 60 dias para avaliar crescimento, antes de abordagem invasiva diagnóstica.

Homem de 64 anos, ex-tabagista, tem DPOC confirmada por espirometria e mantém dispneia aos esforços, com duas exacerbações moderadas no último ano apesar de LAMA/LABA. Hemograma recente mostra eosinófilos 320 células/µL. Não há história de pneumonia recente. Conforme o enunciado, o ajuste terapêutico CORRETO para reduzir risco de exacerbações é:


A

Trocar para broncodilatador de curta ação em horários fixos e suspender terapia de manutenção de longo prazo


B

Manter LAMA/LABA e adicionar mucolítico contínuo como estratégia principal de prevenção de exacerbações.


C

Associar corticoide inalatório à terapia LAMA/LABA, com monitorização de benefício clínico e eventos infecciosos.


D

Substituir LAMA/LABA por corticoide inalatório isolado e reavaliar sintomas e espirometria após semanas.


E

Iniciar antibioticoprofilaxia intermitente sem avaliação microbiológica, visando reduzir colonização e inflamação crônica.

Homem de 58 anos, pós-operatório recente, apresenta dispneia súbita e síncope. Chega hipotenso (PA 78/46 mmHg), taquicárdico e com sinais de baixo débito. ECG com taquicardia sinusal e sinais de sobrecarga de VD. Ecocardiograma à beira-leito sugere disfunção importante de VD. Diante do exposto, a conduta inicial CORRETA deve ser:


A

Antibiótico e expansão volêmica agressiva, tratando como choque séptico pulmonar até definição etiológica.


B

Iniciar anticoagulação e aguardar melhora hemodinâmica para decidir terapia de reperfusão em segundo tempo.


C

Diurético venoso e nitrato, visando reduzir pressão pulmonar por congestão e aliviar dispneia rapidamente.


D

Terapia de reperfusão conforme elegibilidade, associada a suporte hemodinâmico e anticoagulação terapêutica.


E

Ventilação com alta FiO₂ e broncodilatadores, priorizando correção ventilatória como tratamento central do choque.

Ano: 2026
Prova: Instituto Verbena - Prefeitura de Porangatu - Médico - 2026

Leia o caso e analise a imagem a seguir.

Paciente do sexo masculino, 68 anos, com quadro de tosse e desconforto respiratório progressivo há 2 dias deu entrada no departamento de emergência taquidispneico, tendo sido prontamente submetido à intubação orotraqueal. Após 30 minutos de ventilação mecânica no modo Volume Controlado (com os seguintes parâmetros: volume corrente de 390 mL, frequência respiratória de 16 irpm, pressão positiva ao final da expiração de 5 cmH2O e fração inspirada de oxigênio de 60%), uma gasometria foi colhida e evidenciou o seguinte resultado: pH 7,32; pO2 58 mmHg; pCO2 46 mmHg; bicarbonato 23 mEq/L, saturação de oxigênio 89%. Peso predito: 65 kg.

Imagem associada para resolução da questão

Qual ajuste de parâmetro do ventilador mecânico está indicado para corrigir a hipoxemia do paciente?


A

Aumentar o volume corrente.


B

Reduzir a frequência respiratória.


C

Reduzir a fração inspirada de oxigênio.


D

Aumentar a pressão positiva ao final da expiração.

A dosagem do D-dímero é amplamente empregada na avaliação diagnóstica do tromboembolismo pulmonar (TEP) e tromboembolismo venoso (TEV). Marque a alternativa INCORRETA sobre o D-dímero.


A

A presença de efusões pleurais ou eclâmpsia são condições que, por não estarem diretamente relacionadas a um estado pro-trombótico sistêmico, não são consideradas causas de elevação significativa do D-dímero.


B

Em pacientes acima de 50 anos, a interpretação do resultado do D-dímero deve levar em conta um valor de corte ajustado pela idade. Assim, o valor normal do D-dímero em pacientes acima de 50 anos é: idade em anos × 10 µg/mL.


C

A baixa especificidade do D-dímero é exacerbada em situações como o pós-operatório, a internação hospitalar prolongada e a presença de hematomas subcutâneos, nas quais sua utilidade para exclusão de TEV torna-se reduzida.


D

A metodologia ELISA é a recomendada para uso no departamento de emergência, sendo útil para excluir TEP em pacientes com probabilidade pré-teste baixa ou intermediária.

Considerando os achados em exames pulmonares, assinale a alternativa em que a relação entre o ruído adventício pulmonar ou pleural e sua respectiva causa está INCORRETA.


A

Crepitantes finos – obstrução parcial da traqueia.


B

Crepitantes bolhosos – pneumonite.


C

Roncos – corpo estranho.


D

Sibilos – asma brônquica.


E

Sopro tubário – consolidação pulmonar.

Mulher de 27 anos procura atendimento por episódios recorrentes de dispneia, sibilância, tosse seca e sensação de aperto torácico há aproximadamente 1 ano. Os sintomas apresentam intensidade variável, são mais frequentes após corrida ao ar livre e exposição a ar frio e desaparecem completamente entre os episódios. Refere rinite alérgica desde a adolescência. Nega tabagismo e nunca utilizou corticosteroide inalatório.

No momento da avaliação encontra-se assintomática, com SpO2 de 98% em ar ambiente e ausculta pulmonar normal.

A espirometria realizada nesse período mostra: CVF: 96% do previsto; VEF1: 94% do previsto; VEF1/CVF: 0,82. Após administração de broncodilatador, ocorre aumento do VEF1 de 5% e 140 mL.

A contagem de eosinófilos no sangue periférico é de 520 células/mm3 e a fração exalada de óxido nítrico, FeNO, é de 52 ppb.

Considerando a hipótese diagnóstica principal e a interpretação conjunta dos achados, a conduta mais apropriada para obter confirmação objetiva do diagnóstico nessa paciente é


A

estabelecer o diagnóstico de asma tipo 2 com base na associação entre padrão clínico característico, eosinofilia periférica e FeNO superior a 50 ppb, dispensando investigação funcional adicional.


B

considerar o diagnóstico de asma pouco provável e investigar prioritariamente causas extrapulmonares de dispneia, pois a ausência de obstrução basal e de resposta broncodilatadora significativa reduz substancialmente a probabilidade da doença.


C

iniciar tratamento com corticosteroide inalatório e utilizar a melhora dos sintomas após quatro semanas como critério suficiente para confirmação diagnóstica, sem necessidade de documentação de alteração da função pulmonar.


D

realizar teste padronizado de provocação brônquica, buscando demonstrar hiper responsividade das vias aéreas, uma vez que a suspeita clínica permanece elevada apesar de a espirometria com broncodilatador não ter demonstrado variabilidade significativa do fluxo expiratório.


E

solicitar tomografia computadorizada de tórax de alta resolução para excluir doença estrutural das vias aéreas antes da realização de novos testes funcionais, considerando a discrepância entre a espirometria normal e os biomarcadores inflamatórios elevados.

Em paciente tabagista de longa data, a espirometria revela redução do VEF1 com relação VEF1/CVF diminuída, parcialmente reversível após broncodilatador. Esse padrão é compatível com:


A

síndrome restritiva.


B

fibrose pulmonar.


C

derrame pleural.


D

DPOC.

O tratamento de escolha para uma crise de broncoespasmo em um paciente com asma leve intermitente, conforme diretrizes da GINA e protocolos do SUS na Atenção Primária à Saúde, é:


A

O início de imunoterapia subcutânea específica para alérgenos, com doses semanais por 3-5 anos, focando na modulação imunológica no longo prazo.


B

A administração imediata de corticosteroides sistêmicos orais, como prednisona, em dose única de 40-50 mg, com foco em redução da inflamação crônica, sem necessidade de broncodilatadores inalatórios ou monitoramento inicial de saturação de oxigênio.


C

A prescrição de antibióticos de amplo espectro, como amoxicilina, por 7-10 dias, visando combater infecções bacterianas subjacentes, com ênfase em repouso absoluto e hidratação oral, ignorando o uso de agonistas-beta para alívio sintomático agudo.


D

O uso de beta-agonista de ação curta inalatório (SABA), como salbutamol, em doses de 2-4 jatos a cada 20 minutos por até 1 hora, com avaliação da resposta clínica e oxigenação, priorizando alívio rápido dos sintomas e referência para emergência se não houver melhora.


E

A aplicação de oxigenoterapia suplementar em alto fluxo nasal, com titulação para saturação acima de 95%, priorizando suporte ventilatório não invasivo, sem integração de medicamentos inalatórios ou avaliação espirométrica inicial na APS.

Paciente masculino, 24 anos, sem comorbidades, chega para atendimento em pronto-socorro após acidente moto-auto. É admitido consciente, FR 32 irpm, SatO₂ 88% em ar ambiente, FC 130 bpm, PA 90×60 mmHg. Apresenta murmúrio vesicular abolido à esquerda, macicez à percussão e turgência jugular discreta. FAST torácico revela líquido hipoecoico ocupando mais de ⅔ do hemitórax esquerdo. Durante a estabilização, são drenados 1.600 mL de sangue imediatamente após inserção de dreno torácico no 5º EIC. Nas próximas 2 horas, o débito mantém-se em 350 mL/h. Com base nas diretrizes atuais de trauma torácico, a conduta mais adequada é


A

manter o dreno torácico e observar, pois a drenagem inicial < 2.000 mL não configura indicação cirúrgica absoluta.


B

reposicionar o dreno torácico em selo d’água e solicitar TC de tórax antes de qualquer intervenção.


C

realizar toracotomia de urgência devido ao débito contínuo de alto volume.


D

realizar toracoscopia precoce (VATS) para identificar ponto de sangramento.


E

tratar como hemotórax maciço e indicar reposição volêmica sem necessidade de intervenção cirúrgica.

 
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